Amor De Irmão

1 Minha vida é tão boa...


Notas iniciais
Pois bem, garotada creddiana, voltei com uma nova fic, conforme tinha prometido.
A desbravadora Mirco remando contra a maré de fics seddie (incluindo algumas minhas).
Diferente da outra, esta aqui terá uma pegada mais engraçada e 'hot', que vocês gostam tanto... rs... e, pra ser sincera, acho que esta está bem melhor do que a outra. Tanto que no primeiro capítulo já mandei mais de mil palavras sem esforço, a história foi saindo... Ah, outra diferença é que vai ser em primeira pessoa.
Bem, chega de tagarelar, vamos ler?

Minha vida é muito boa.

Eu penso sobre isso, pela, tipo, milionésima vez, enquanto vou em direção ao vestiário feminino.

O treino das Heavencats de hoje foi muito produtivo, a rotina que eu sugeri (sugeri não é bem o verbo correto, impus cabe melhor) foi muito bem aceita pelas outras meninas. Mas também, existe alguma coisa neste colégio que eu não consiga? Talvez até dê pra beliscar um primeiro lugar do Campeonato Nacional...

Ah, que falta de modos da minha parte...

Meu nome é Carly Shay, orgulhosa líder da torcida da Escola Ridgeway, somos conhecidas como HeavenCats. Garota mais popular e desejada da escola, uma das melhores alunas, líder do Grêmio Estudantil... Sim. Eu sou foda, se é isso o que você está pensando.

Eu chego no vestiário, estou sozinha. Tanto melhor, detesto ficar nua na frente das outras meninas... é capaz de alguma ficar pagando pau pro meu corpo, que é cuidadosamente esculpido por horas na academia. Pois, você sabe, perfeição vem com um preço.

Rapidamente, eu me livro do uniforme azul e amarelo das Heavencats, da minha roupa íntima, tênis e meias e me enfio debaixo de um chuveiro, bem morninho, uma delícia. Quando estou me ensaboando, percebo a chegada da Lindsey, uma das minhas amiguinhas (fofoquinha: essa garota dá mais do que chuchu no terreno... kkkkk).

– Oi, Carly!

– Oi, Lindsey.

Ela liga o chuveiro e começa a se banhar. Alguns minutos de paz e quietude se passam, até a garota dirigir novamente a palavra a mim:

–É hoje a festa do Glenn, né?, ao que eu aceno positivamente com a cabeça, – Você vai?

– Vou tentar enrolar meu pai, talvez.

– Legal, parece que ele conseguiu fazer o irmão mais velho comprar bebidas...

– Ah, legal... — na verdade, nem tanto, não curto muito bebidas alcoólicas. Mas uma bebericada não vai matar.

Lindsey termina de tomar o banho e se vai. Eu, por outro lado, gosto de ficar bastante tempo debaixo do chuveiro, até o ponto de as pontas dos meus dedos começarem a enrugar.

E aí começo a pensar nessa festa. Hoje é sexta-feira, o dia é perfeito pra sair... mas meu pai vai estar em casa. E, sendo militar, duvido que eu consiga enrolá-lo pra me deixar ir. Apesar de que eu tenho alternativas...

Após terminar meu banho e vestir minhas roupas, ando pelos corredores da Ridgeway, com intenção de ir ao meu armário pegar minha bolsa. No caminho, todo mundo me lembra dessa bendita festa.

Preciso arrumar um jeito de ir...

Horas depois

Chego em casa.

Não há ninguém na sala, a TV está desligada, tudo apagado.

Pelo barulho, Spencer está arrumando suas coisas. Ele está muito animado, finalmente a banda dele conseguiu um contrato com uma gravadora, e eles vão viajar pro Canadá pra gravar um CD, logo depois saindo em turnê. Desconfio que vou ficar um belo tempo sem ver meu irmão mais velho.

Mas onde está o meu pai?

Ele geralmente fica em casa quando consegue uma folga do Exército.

Subo até o segundo andar, onde ouço o velho cantarolando.

Cantarolando?

– Pai? – eu bato discretamente à porta do quarto dele.

– Ah, oi, docinho, pode entrar.

Assim faço, e me deparo com meu pai vestindo uma elegante camisa de seda que eu havia dado pra ele há séculos, sem que ele a usasse uma única vez. Peguei-o bem na hora de fazer o nó da gravata preta que ele havia escolhido.

– Nossa... aonde vamos, paizão? Tá todo gatão...

Ele enrubesce um pouco, você sabe, militares não estão acostumados a brincadeirinhas desse tipo.

– Bom... eu tenho um encontro hoje.

Hum. Isso é novidade, desde que minha mãe resolveu se separar dele e ir pro Brasil, pra morar com um cantor de axé lá na Bahia, nunca tinha visto meu pai sair com outras mulheres.

– Nossa. Isso é... chocante.

– Espero que esteja tudo bem para você.

– Ah, claro... eu sempre disse que o senhor tinha de seguir em frente.

– É uma mulher adorável, estou um pouco apreensivo.

Seria um bom momento pra tentar conseguir um alvará de soltura?

– Ah, pai... vai dar tudo certo, o senhor vai ver. Paiê... tipo... hoje as meninas, Kay, Coraline e Lindsey vão dar uma festinha... será que... eu poderia ir?

Papai está entretido ajeitando sua gravata, nem olha para mim.

– Claro, filhota. Só não volta muito tarde.

– Valeu, pai!!!

– Agora deixa eu terminar de me arrumar.

– Claro!

Eu saio quase aos pulinhos em direção ao meu quarto. Isso é inacreditável, nunca foi tão fácil dobrar o velhote!

Agora, deixe-me ver.... preciso escolher a roupa que vou usar hoje. Algo adequado pra uma garota de quinze e 2/4 anos.

Vou passando com as mãos vários vestidos que estão pendurados, até que chego em um preto com detalhes brilhantes, com um decote em V, cujo fim chega até mais ou menos metade da minha coxa. Não é muito ousado, não é antiquado, somente na medida certa pra minha gostosura.

Perfeito! Mais um par de sapatos de salto alto pretinhos e estou prontinha pra balada!

Agora, é tomar um banho bem gostoso, passar aquela maquiagem básica... opa, estava esquecendo... não tenho carona! Spencer está indisponível, Papi vai sair...

Uma rápida zapeada pelo meu celular e acho alguém pra me levar. Dick... isso mesmo, ele já tem carro. Perfeito, sempre me encheu o saco pra sair com ele...

Um SMS rapidamente digitado pelos meus dedos ágeis... e em seis, cinco, quatro...

BEEP

Wow. Mais rápido do que eu pensava...

Te pego às 7 e meia!

Pronto... posso ir tomar banho.

Diversão à vista.

Ligo o chuveiro, sempre no quentinho.

No momento que estou começando a relaxar, me volta a memória do meu pai saindo com uma mulher.

Será que está pintando uma madrasta na área?

Se isso acontecer, tomara que não seja uma megera...

Mas não importa. O que importa neste momento é ir pra balada.

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Minha vida é muito boa.

Penso nisso enquanto estou presidindo a reunião do clube de matemática da escola onde eu estudo, na Bellevue High School. Sou um cara respeitado por esta turma.

Ah, Freddie Benson é meu nome.


Tenho 16 anos.

Estamos reunidos para tentar resolver uma função trigonométrica que eu achei na internet. Muito interessante, muito desafiante. Os membros do clube, meus amigos Dave e Chris e eu, estamos debruçados há meia hora tentando resolvê-la.

Olho para meu relógio. 14:05.

– Galera, tá muito divertido, mas eu preciso ir pra casa.

– Falou, Benson!

Ando pelo corredor principal, em direção ao meu armário, preciso guardar meu material e pegar minha mochila. Passo pelos caras do time de futebol, e, pra variar, as fúteis das líderes de torcida, com seus vestidinhos coloridos e curtos. Gostosas, admito. Mas, ainda assim, parte da escória, nada mais que isso.

Eu estou acima disso. Sou disparado o melhor aluno da escola, é certeza que consigo entrar na universidade que eu quiser. Meu futuro é brilhante, enquanto esses caras... pfff... estão destinados a serem lavadores de carro.

Depois que pego minhas coisas, rumo à saída. Sinto que estão falando sobre mim. Eu olho para trás e todos se fazem de desentendidos, virando os rostos, fingindo que estavam fazendo outra coisa. Mas eu sei que estavam falando de mim.

Você deve estar estranhando, um nerd como eu, sem ninguém querendo me aloprar?

Eu sou um nerd diferente.

Graças a mim, esta escola ganhou os dois únicos troféus de sua existência, nos dois últimos campeonatos nacionais de xadrez.

Então, virei um tipo de herói, ninguém mexe comigo. Ou seja, sou um nerd mais fodão do que o cara mais popular da escola. Isso me traz alguns benefícios... como sair com algumas garotas que caras como eu menos populares jamais conseguiriam.

Devo agradecer isso ao fato de nossos times de basquete e futebol serem merdas fumegantes... he, he, he...

Chego ao pátio, destranco o cadeado que prende a corrente que está na minha bike. Já fiz 16, precisava me apressar pra tirar uma carta, cara... estou cansado de pedalar por aí. Talvez... um Camaro?

Falou! Duvido que minha me daria um desses...

Com todo aquele papo de me proteger dos perigos que há na rua, que eu sou frágil, e blá, blá, blá... é bem pouco provável que ela me deixasse dirigir um muscle car. Se eu conseguir dirigir alguma coisa, deve ser um Honda ou um Toyota. Deus, que não seja um Prius...

Meia hora depois...

Deixo minha bicicleta no suporte e subo até o apartamento onde vivemos minha mãe e eu. Meu pai? Morreu num acidente quando eu tinha dois anos.

Não, não é um trauma muito grande.

É claro que eu preferia tê-lo conosco, mas... como eu era muito novo, obviamente não me lembro dele. Vi fotos e tal, mas, sinceramente... acho que não dá para comparar com alguém que perde um pai ou uma mãe com quem viveu por vários anos.

As luzes do quarto da minha mãe estão ligadas. Não sabia que ela ia ficar em casa hoje.

A porta está entreaberta, dou umas batidas pra me anunciar.

– Mãe? Você tá aí?

– Estou querido, pode entrar.

Assim o faço, e dou de cara com minha mãe, com um vestido elegante, maquiada e perfumada. O que é isso? Não conheço essa Marisa.

– Vai sair?

– Tenho um encontro! — ela me diz isso com um leve rubor na face. Para mim, é uma novidade no mínimo chocante, eu jamais a tinha visto sair com alguém. Gente nessa idade namora?!?

– Hã... encontro... hã...

– Calma, querido. Trata-se de um senhor agradabilíssimo que eu conheci no hospital. É militar, temos mais ou menos a mesma idade... ele me chamou para sair e eu aceitei. Algum problema?

Teria sim. Minha mãe não pode sair por aí pra namorar! Mas aí eu me lembro que é ela quem coloca dinheiro na casa, me criou sozinha e, enfim, tem todo o direito do mundo de se divertir.

– Não, mãe. Espero que você se divirta.

– Que bom, amor... agora, se você não se importar... Mamãe precisa terminar de se arrumar.

– Claro, mã.

Vou para meu quarto. Não é de todo o mal, ela me autorizou a comprar uma pizza, então, não vou precisar engolir comida saudável.

Ligo meu video-game, quero continuar meu jogo de estratégia.

E, enquanto estou quebrando a cabeça tentando arrumar um jeito de derrotar o exército inimigo, paro por um segundo, pensando nesse encontro da Mamãe.

Será que está vindo padrasto por aí?

Putz, se isso acontecer, tomara que não seja um manezão...

Bem, desencana, Freddie. O que importa agora é massacrar o exército inimigo...

Notas finais
E aí, ficou bom?
Adoro ler reviews, então... já sabem. Faz bem pro ego e não custa muito...
Até a próxima!