Amor De Irmão
2 Hora de dormir
Notas iniciais
Amei a recepção do primeiro capítulo! Muito empolgação pra continuar!
As luzes que o Glenn conseguiu instalar na sala me estimulam a dançar ainda mais animada. Adoro essa sensação de pessoas se divertindo, todas juntas, todas no mesmo ritmo. Já consegui me livrar do Dick... a missão dele já havia sido cumprida.
À minha frente, instigo um garoto que deve ter uns dezoito anos, muito gato.
- Você dança muito bem, gatinha...
- Você também não está nada mal...
- Denis.
- Miranda. — não convém dar meu nome verdadeiro.
Continuamos dançando e conversando sobre o que dá enquanto dançamos. O atrevidinho pega na minha cintura, tentando me conduzir. Por enquanto eu deixo, estou interessada.
O gatinho se aproxima ainda mais de mim, colando seu corpo ao meu. Nada mal, se me permite comentar. Sua mão direita se move sorrateiramente até minha orelha esquerda, colocando algumas mechas de cabelo atrás dela. Após fazer isso, viaja até minha nuca e ele delicadamente me conduz para perto dos seus lábios, que em poucos momentos se encostam nos meus.
O beijo em princípio começa morno, calmo. À medida em que o tempo passa, contudo, começamos a nos empolgar, e nossas línguas entram em ação. Suas mãos passeiam em minhas costas. Primeiro na escápula, depois no meu dorso, na minha lombar... e, quando ele dá uma encostada no meu bumbum, eu rapidamente retiro sua mão dali.
Nosso beijo é quebrado e ele olha frustrado para mim.
- Vamos tomar um drink, Miranda.
- Tá.
Paramos de dançar e vamos até o bar improvisado na sala. Glenn trabalhou muito bem na decoração da festa, está demais.
- O que vocês querem? — nos pergunta o barman, que Glenn contratou para servir a garotada. Não deve ter muitos escrúpulos, pois claramente a festa está lotada de menores de idade.
- Eu quero Keep Cooler. — não é bom eu exagerar, melhor beber algo fraco.
- Keep Cooler? Isso é muito fraco, é quase um refri!
- E quem disse que quero ficar bêbada?
- Ah... — sinto uma leve ponta de decepção nele.
Amigo, já conheço esse jogo. Me embebedar para ficar mais fácil me arrastar pra cama é o truque mais velho do mundo dos pretensos garanhões. Quando for minha primeira vez, quero estar bem consciente e com alguém que valha a pena, pois vai estar levando uma coisa muito importante minha. Eu sei, pode parecer antiquado... mas é como eu quero que seja, e nem as meninas falando o quanto é bom fazer sexo vai me fazer mudar de ideia.
Nós conversamos mais um pouco e ele tenta por várias vezes me empurrar algo mais pesado. É hora de dispensar o babaca.
- Oh! Meu amigo que não vejo há tempos!
Dou uma corridinha e despisto o tarado.
- Ei, espera, a gente nem...
- Ai, perdão! É que eu não o vejo há tanto tempo...
E com isso o idiota me perde. Nem foi uma perda tão grande pra mim, ele fumava... isso deixa um hálito horrível.
Duas horas depois
Tudo transcorreu bem. Dancei muito, ri com minhas amigas, beijei outro gatinho... o que mais esperar de uma noite de diversão? Olho meu relógio.
Três da manhã!!!
Eu estou perdida! Meu pai vai me matar!
- Coraline, pelo amor de Deus, me dá uma carona pra casa! Tá muito tarde, meu pai vai acabar comigo!
- Claro, Carls, eu também estou indo...
Coraline me leva até a porta do prédio. Despeço-me dela com um beijo na bochecha e vou desesperada até o painel do elevador. Carlos, o porteiro noturno, me olha e, depois de me cumprimentar, dá um leve sorriso. Ele sabe que eu aprontei.
Quando a porta do elevador se abre, aperto o botão oito como uma doida varrida, como se isso fosse fazer o aparelho ir mais rápido.
Em frente do meu apartamento, lembro-me de tirar meus sapatos. Se meu pai não me ouvisse, não teria de ouvir merda agora, adiaria o problema para amanhã.
Giro a fechadura lentamente, dando passos muito lentos em direção ao meu quarto, que, para meu azar, fica no final do corredor.
Na hora que passo na frente do quarto do Papai, uma surpresa: ele não está lá. Estaria no meu quarto me esperando? Engulo em seco. Isso seria desagradável.
Com pesar na consciência, vou até meu quarto, que, para minha surpresa, estava vazio.
Então, ele não havia chegado ainda?
Espantoso. Não me lembro de vê-lo chegar tão tarde por causa de um encontro. Aliás, não me lembro de vê-lo sair com uma mulher...
Uahhh...
Mas eu quero pensar nisso depois. Estou com muito sono, e, agora que sei que não estou encrencada, quero mais é desabar e acordar só ao meio-dia. Aí eu almoço e depois me encontro com as meninas para fofocarmos sobre as coisas que aconteceram na festa.
Mas só amanhã.
Agora eu quero mais é dormir...
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Depois que cansei de jogar video-game, me conectei na internet para dar uma navegada por aí. Entenda ‘navegada’ por dar uma olhada em uns sites pornô... qual é, sou um adolescente com os hormônios à flor da pele...
O ícone do Live pula na tela e eu vejo quem é.
Minha namorada, Bella.
Vendo putaria online?
Acho que essa mina tem um sexto sentido... estamos juntos há dois meses, a conheci na Comic Con, estava vestida de Batgirl, é uma morena branquinha bem bonita, mora em Nova Iorque.
Imagina... só estava esperando por vc...
Sei...
Ficamos conversando por um par de horas. Bella é legal, mas... sinceramente... não sei se este relacionamento vai para a frente. Eu só a vejo duas vezes por mês.
Depois que nos despedimos, olho para o relógio do Windows. 3 da manhã?
E Mamãe ainda não chegou?
Isso é uma novidade tremenda... não me lembro de ela ter feito isso antes...
Desligo o micro, pois estou começando a ficar com sono. Para não perder o hábito, pego o porta-retratos que contém a foto da Sam. Sinto tanta saudade dela... pena que está do outro lado do país.
Talvez eu devesse parar de fazer isso, fomos separados há dois anos, eu já devi ter me acostumado a não tê-la por perto.
Eu me deito e fico me remexendo na cama. Normal para mim, tenho dificuldades para dormir em quase todas as noites. Tenho sono, mas não consigo dormir em pouco tempo.
De repente, ouço sons da porta se abrindo.
Ai, Steven... para... o Freddie pode estar acordado...
Também, para minha infelicidade, ouço sons de corpos esbarrando em coisas postas na sala... Oh meu Deus... eu não mereço isso...
Eu acho que minha mãe não iria transar no primeiro encontro, mas não quero me arriscar a ouvir algo que me traumatizaria pelo resto da vida. Então, decido pegar meu iPhone, e plugar os fones de ouvido para ouvir música eletrônica.
Cara... isso é sério.
Mamãe trazendo um homem pra casa?
Quero só ver no que isso vai dar...
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