Amor De Irmão

16 Conversa CAM


Notas iniciais
Dedicado à 1Creddiana!
Obrigada amiguinha, pela recomendação. Muito legal, muito emocionante! Como está é a única fic que estou escrevendo, acho que consigo atualizar mais frequentemente.
Vamos lá...

Samantha apenas observava enquanto Marissa depositava sobre a mesa um peru de uns 3 ou 4 quilos, bem dourado, com folhas de alface e batatas ao redor. Na mesa, encontravam-se, em ordem anti-horária, Steven, na ponta, Marissa, Freddie, Carly, Sam e Spencer, este último no lado oposto a Sam.

Sua boca se encheu d’água. Sempre fora a mais comilona dos dois. Marissa sempre teve medo de que a garota tivesse algo errado, uma vez que comia muito e nunca engordava; como resultado, Samantha vivia visitando endocrinologistas, pediatras, nutricionistas, entre outros que Marissa acreditava que podiam ajudar. Depois de centenas de consultas, a dedicada mãe acabou por aceitar que a garota era somente gulosa e tinha a sorte de ter um metabolismo fora do normal.

Steven puxou uma oração e Sam fez de conta segui-la, quando na verdade seus olhos estavam travados naquele delicioso peru. Finalmente, depois de intermináveis dois minutos, os integrantes da nova família Benson-Shay pegaram seus pratos e começaram a se servir.

A loira se serviu de uma das generosas coxas da ave, avançando com avidez na tenra carne branca. Quando finalmente espantou o monstro da fome, olhou para Carly, que estava no lado oposto, logo ao lado de Freddie.

Sutilmente, aquela garota morena olhou para Freddie e sorriu.

Não foi um sorriso falso, disso a esperta loira sabia. Havia algo ali entre aqueles dois.

Sam só precisava averiguar para ter certeza absoluta... isso depois de saciar sua fome, claro.

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Depois de (obviamente a contragosto) ajudar na louça, juntamente com Freddie e Carly, Sam e a morena foram ao quarto desta, enquanto Spencer, Freddie e Steven foram assistir a uma partida de futebol americano na sala.

Um pouco encolhida, Carly pediu para que Sam ficasse à vontade, ela própria se sentando na cama, escolhendo na TV a cabo uma dessas séries que garotas adolescentes adoram (menos a Sam).

Alguns minutos se passaram, e então Sam considerou aquele momento ser o ideal para inquirir sua meia-irmã-cunhada.

- Hã... Carly.

- Sim? — respondeu a morena, aparentando tranquilidade, demonstrada através de um largo sorriso direcionado à outra garota.

Samantha se aproximou da morena.

- Então. Eu, tipo, encontrei um amigo meu, aqui de Seattle, bem gato... — Carly arregalou os olhos negros ao ouvir isso — Mas, como posso dizer, ele é como se fosse um irmão pra mim, sabe... Mas ele tem um amigo que eu tô muito a fim.

- Er... e...? — Carly proferiu com dificuldade essas palavras.

- Bom, o que acha da gente armar um encontro duplo? Eu te garanto, meu amigo é muito gostoso... — ela pegou o smartphone e apontou para uma foto de um garoto loiro extremamente belo — Viu? O nome dele é Victor. E, saindo assim, nós duas podemos nos ajudar, eu pego um gatinho, você outro...

A morena engoliu em seco. Mexeu nos fios de cabelo atrás da orelha direita, pensou um pouco e finalmente balbuciou:

- É... sabe, eu... eu... estou num período em que não quero rolo, sabe? Quero me dedicar aos treinos, aos estudos... depois que eu entrar na faculdade terei muito tempo pra pensar em namoro. — e a morena finalizou a sentença com um sorriso bonito, mas na mesma medida falso.

Hmm... bom sinal. Se saiu bem, ‘irmã’., pensou a loira, enquanto coçava o queixo.

- Bom, ainda bem que tenho um plano B. — Carly a olhou, curiosa com o que a loira tinha a dizer — Tenho uma amiga em comum com esse carinha, vou chamar o Freddie e armo um encontro duplo. Sei que meu irmão pagava um pau federal pra essa minha amiga...

Carly ficou muda. Suas sobrancelhas arquearam levemente em direção ao centro da sua testa, suas bochechas adquiriram um tom avermelhado, mas ela não deu maiores demonstrações de estar irritada.

- Hã... eu... acho que o Freddie não pode namorar ninguém, nossa ‘mãe’ tem medo que ele pegue sapinho. Aliás, ouvi dizer que tá tendo um surto de sapinho aqui em Seattle, então sem chance, ele não vai beijar ninguém. — Carly fechou os olhos e pensou um pouco mais, complementando sua afirmação — É até bom você não ficar com ninguém daqui, vai saber, né?

Sam deu uma risada alta, deitando-se na cama, com as duas mãos atrás da nuca.

- Parabéns! Você passou no teste Puckett! — ela afirmou de forma divertida.

Confusa, a adolescente morena ficou muda, à espera de algum esclarecimento da meia-irmã.

- Fica fria, eu não vou deixar você ficar sofrendo aí, enquanto falo coisas sem nexo. — Sam se sentou na cama, com as pernas cruzadas — Eu já sei, Carls.

Carly arregalou os olhos e engoliu em seco mais uma vez.

- V-Você... sabe...?

Com um sorriso triunfante, Samantha levantou seu olhar, em um ato cujo intuito foi demonstrar sua tremenda sabedoria.

- Hum... eu acho que o termo sister-in-law (N/A — cunhada em inglês) nunca foi tão apropriado quanto neste caso.

- Oh, céus... — a morena pousou a mão direita sobre o seu rosto, murmurando logo a seguir — Eu tava vendo a hora em que isso ia dar merda...

Carly então respirou fundo, e, com sua mente afiada, já imaginou o que deveria fazer.

- Okay. Você descobriu meu namoro com seu... nosso... irmão. O que você quer de nós dois pra ficar com o bico fechado? Dinheiro? Favores? — ela perguntou com um certo tom de irritação na voz, o que divertiu ainda mais a loira, que soltou uma gargalhada.

Sam tomou fôlego e olhou para a morena, que estava hilária, vermelha como um tomate e rangendo os dentes.

- Fica fria, ‘irmãzinha’... Eu nunca ia ferrar meu mano desse jeito. Só queria ter certeza de que você gosta mesmo dele e não ia zoar com o coitadinho.

- Hã?

- Eu conheço meu irmão, nós temos todos aqueles negócios de um sentir quando o outro tá triste, quando tá sentindo dor, Carly, eu vi que ele estava estranho, com cara de apaixonado. Depois de achar um fio de cabelo preto no travesseiro dele, logo saquei que era seu.

- Oh...

- Olha, antes que você fale algo, eu não tenho nada contra, e não vou contar nada pra minha mãe — Sam olhou para cima, curiosa — Contudo... se eu achei um fio de cabelo seu na cama dele, isso significa que vocês dois...?

Ainda que Sam julgasse impossível tal feito, Carly ficou ainda mais vermelha.

- NÃO! NÓS NÃO DORMIMOS JUNTOS, SÓ NAMORAMOS!

Espantada com a veemência com a qual a morena respondeu à sua assertiva, a afiada mente da loira logo chegou a uma conclusão que ela pretendia confirmar na pergunta seguinte:

- Oh... me diz uma coisa, você já transou com alguém, Carly?

Carly arregalou os olhos, continuou vermelha, mordeu os lábios.

- Ah, era o que eu imaginava... Ainda não. Que bonitinho! — a loira falou, rindo — Eu nunca imaginaria isso da garota mais popular do colégio, Carls, sinceramente.

Carly respirou fundo, fechou os olhos, recuperou o controle.

- Eu... eu não quero que seja com qualquer um. Por que, você vê algum problema?

- Quem sou eu pra julgar os outros? Acho legal você ter esse pensamento.

Então, Carly finalmente começou a se acalmar. E uma dúvida que a morena tinha resolveu ultrapassar as barreiras da vergonha por ter seu sórdido segredo revelado.

- … O Freddie... já...?

Sam fez uma expressão séria.

- Olha... sinceramente, eu não sei. Eu te digo que o Freddie sempre teve muitas namoradas, então... acho pouco provável que não tenha feito... Taí uma coisa que nunca consegui arrancar dele.

- Você já...?

Pela primeira vez, a loira ficou vermelha.

- Er... já. Mas não vem ao caso. Foi uma merda, se você quiser saber.

- Ah...

Alguns momentos de puro silêncio ocorreram, quebrados pela representante original dos Shay.

- Sam... você... não vai contar mesmo, né?

A loira sorriu simpaticamente, colocou a mão sobre o ombro da morena.

- Não. Mas vocês não podem vacilar, se alguém descobrir, os dois estão fritos. — Sam suspirou e ficou alguns momentos calada — Você... gosta mesmo dele, né?

Carly pensou um pouco, olhou para baixo, mas, por fim, respondeu à indagação.

- Gosto.

- É. Fico feliz pelos dois, mas não queria estar nessa situação.

Nem eu... mas vou fazer o que, se gosto dele...?, pensou para si a morena.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até a próxima!