Amor De Irmão
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Novo capítulo!
Muito feliz por tanta gente lendo, mesmo sendo uma fic creddie. Me pergunto quantos leitores conseguiria trocando a Carly pela Sam... rs
Na manhã, enquanto Freddie era enquadrado por Marisa, Carly estava feliz em seu treino da torcida. Estava tão bem que fizera todas as suas comandadas suarem para valer no treino.
- Caramba, Carly... o que te deu hoje, comeu ferro no café da manhã? – perguntou quase sem fôlego Lindsey.
Carly, com a toalha em volta do pescoço e com um sorriso triunfante, olhou para a amiga e dignou-se a responder:
- Eu tô feliz. Minha vida vai voltar a ser como era antes.
- Como era antes? Como assim?
A morena fez um sinal com sua mão direita para que a amiga esquecesse do assunto.
- Deixa pra lá. É muito complicado. Vamos tomar banho?
Carly estava tão animada que até tomou banho com as outras líderes de torcida, algo que ela não costumava fazer. A água morna deslizava pelos seus cabelos negros, trazendo uma gostosa sensação de frescor à adolescente. Ela fechou os olhos e, inconscientemente, imagens do sonho que tivera na noite anterior vieram à sua cabeça.
Nele, Freddie entrava em seu quarto sem camiseta e a começava a agarrá-la. Não sabia o porquê, nem como (em um sonho, quase nunca dá para se saber), mas o fato é que ela gostava muito. Lembra-se claramente de arranhar seu peito, com os primeiros sinais de pelos nascendo, com avidez.
A sensação do corpo dele junto ao dela era tão boa...
De repente, abriu os olhos e viu que estava massageando seus seios com a mão esquerda, enquanto a direita ia em direção à sua intimidade. Assustada, largou de imediato seus braços. Olhou constrangida para os lados, e suspirou de alívio quando constatou que ninguém estava olhando.
“Idiota, o que foi aquilo? Foi um sonho imbecil, você tem que esquecer!”
Carly balançou a cabeça, como que se quisesse fazer seu cérebro voltar a funcionar, e continuou a se banhar.
Junto com suas colegas, ela foi a uma lanchonete, onde pararam para tomar um milk-shake. Sua amiga Lindsey, como era comum, sentou-se ao seu lado, enquanto degustava sua bebida de morango.
Depois de tomar um pouco do líquido, ela parou e puxou conversa com a morena.
- Ei, Carly. E aquele seu novo irmão, o Freddie?
- O que tem ele? – ela perguntou, entre uma chupada e outra no canudo.
Lindsey sorriu de forma maliciosa.
- Ah... eu... acho ele muito gostoso. Será que ele sairia comigo?
Carly engasgou com o milk-shake e começou a tossir, fazendo Lindsey se assustar e rapidamente começar a dar leves tapas em suas costas.
- Nossa, tudo bem?
- Caf... caf... t-tudo...
A morena se acalmou, e a amiga voltou a insistir no assunto Freddie.
- Então, Carls... e o Freddie, será que você podia fazer o meio-campo?
- Hã... bom... não vai dar, ele já tem namorada, que ele ama muito. Sabe como é, ele é nerd, nunca namora... quando encontrou uma que gosta das coisas que ele gosta, agarra firme. Ela é de Nova Iorque, Bella, se não me engano...
- Ah, que pena...
- Vai por mim, você não tá perdendo nada, ele é um idiota.
Carly mentiu. Bella e Freddie tinham terminado havia algum tempo.
As garotas continuaram a conversar até Carly ver que eram 13:00, era hora do almoço. A morena se despediu das amigas, apanhou sua mochila e andou os 4 quarteirões que separam a lanchonete do seu apartamento.
Chegando ao edifício, cumprimentou o porteiro e entrou no elevador, parando no oitavo andar, onde andou alguns metros e enfiou a chave na fechadura.
Sem suspeitar nada, ela adentrou o apartamento.
Um arrepio tenebroso percorreu sua espinha quando viu que Steven, Marisa e Freddie estavam sentados no sofá, esperando por ela. O militar e a enfermeira com semblantes fechados e Freddie com ar de culpa e medo.
“Me ferrei!”
- Olá, mocinha. – disse de forma severa Steven.
Marisa nem falou nada, e Freddie apenas olhou para baixo.
- Errrrr... reunião familiar? Aniversário de alguém? Oh, se for, me esqueci... – perguntou a morena, com um sorriso fingido nos seus lábios.
- Não seja cínica, garotinha. Steven e eu sabemos o que você e Freddie aprontaram. – Marisa pela primeira vez vociferou algo.
- Eu?!? Eu não sei nem do que vocês estão falando!
- Olenka, Carly. – Steven afirmou de forma firme, enquanto se levantava e começava a dar voltas pela sala.
- O que tem a sua namorada?
- EX-namorada, Carly... Eu já sei que você entrou em contato com ela para que viesse aqui e armasse uma cena. E sei que o Freddie instalou um programa pornô no meu computador.
- Isso é uma calúnia! – tentou se defender a adolescente, fazendo sua melhor atuação, que geralmente funcionava com seu pai.
Mas não desta vez.
- Você, Carly... ficará sem sair de casa por dois meses, a não ser para ir à escola. Terá um tempo extra de 20 minutos para chegar aqui, ou eu vou atrás de você olhando pelo localizador do seu celular. Nada de amigas aqui, nada de ligações, a não ser que eu esteja junto. Seu celular será bloqueado para chamadas para fora, você apenas ligará para os números do meu celular, do da Marisa e para o de casa.
- Mas, pai...
- Cale-se! E você, Freddie – o militar apontou para o adolescente – Nada de computador, nada de sair, nada de telefone, tal qual a Carly. Você dois farão as tarefas domésticas todos os dias, se reportarão diretamente a mim.
Derrotados, os dois jovens abaixam a cabeça e assentem timidamente.
- Eu fico muito triste por vocês dois não aceitarem nossa nova família, mas terão de se acostumar à marra. Steven e eu nos amamos, e vamos continuar juntos, quer vocês queiram, quer não.
- Agora, para os quartos de vocês. Comecem a faxina por ali.
- Okay, pai... – os dois respondem em uníssono, indo cada qual para o seu quarto.
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Carly estava fula. O sinal Wi-fi tinha sido cortado, seu telefone também, ela não tinha como se comunicar com o meio exterior, à exceção da sua TV, um luxo que seu pai resolvera manter.
Depois de duas horas, ela finalmente conseguiu colocar em ordem seu quarto. A garota estava cansada e suada, como ela odiava ficar. Tomaria um banho, mas estava com tanta raiva que resolveu descontar no morador do quarto da frente.
Ela abriu a porta do seu quarto, olhou para os lados e, sem cerimônia, entrou no quarto de Freddie, pisando duro.
Ele estava sem camiseta e trocando o lençol da cama. Olhou espantado para ela, toda descabelada e suada. Ela, por outro lado, engoliu em seco ao ver como sua barriga era sarada, apesar de ele não se exercitar muito. Mas, como seu intuito era outro, ela balançou a cabeça e retomou seu raciocínio.
- Freduardo, seu nerd maldito!
- O que foi? – ele perguntou, dando alguns passos para trás.
- Você nos caguetou, seu idiota! E agora vou ficar dois meses enfornada aqui em casa!
- Tudo isso foi ideia sua, sua imbecil! Se a gente não tivesse feito esses planos babacas, eu poderia usar meu computador e sair numa boa!
- Estúpido! Minha vida era muito boa sem ter você por perto!
Carly avançou para cima dele, dando aqueles tapas típicos de mulher em homem, batendo no peito desnudo de Freddie. Na verdade, ele não sentiu quase nada, mas, quando ela ameaçou arranhá-lo, ele apanhou com firmeza os dois pulsos dela.
Dentes cerrados, os dois jovens se encararam fixamente por alguns segundos.
- Freduardo seu...
- O que, Carly, o quê?
Carly arregalou seus olhos, que se fixaram nos também castanhos de Freddie.
E, num rompante irracional, a morena colou seus lábios aos dele, iniciando um beijo ardente.
Notas finais
O que será que acontecerá agora?
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