Amor De Irmão
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Estamos atualizando a fic creddie. Achei que este capítulo ficou muito engraçado, estava rindo enquanto digitava, imaginando a situação.
Vamos ler?
Steven estava deitado em seu sofá, assistindo a um jogo de futebol americano, garrafinha de cerveja na mão. Seus olhos miravam a televisão, mas sua mente andava por outras paradas; perguntava-se como um programa pornográfico pesado fora parar em seu computador.
Não que fosse de todo ruim, óbvio. Isso estimulara Marisa a, digamos, se libertar e tornar o sexo ainda mais interessante. Ela nem quis apagar o programa do disco rígido...
Mas havia outra questão, ele não havia instalado essa coisa. Mal sabia mexer na internet, como ia instalar um programa?
“James faz um touchdown!”
- Porcaria! — exclama o maduro homem, ao ver que seu time acabara de levar um touchdown, muito provavelmente perdendo a partida.
A campainha toca e Steven se levanta.
Ele deixa de olhar pelo olho mágico e já vai abrindo a porta.
Quase cai para trás quando vê a fogosa Olenka, uma mulher loira robusta com quem saíra algumas vezes.
- Steve! Que saudades! — ela fala com um sotaque carregado, dando a entender que é da Europa Oriental.
- Olenka?!? — ele exclama, olhando para trás assustado, orando para que Marisa não o visse com aquela mulher espalhafatosa.
Olenka, no entanto, bem ao contrário do que Steven pretendia, o agarra, abraçando-o com fervor. Seus avantajados seios ficam esmagados no peito do militar, visivelmente incomodado com a situação.
- Steven, quem está aí? OH! — Marisa veio da cozinha com um avental, cobrindo sua boca com sua mão direita ao ver seu marido sendo agarrado por uma mulher loira peituda.
No quarto de Freddie, ele e Carly olham pelo monitor do computador a cena, colocando suas mãos sobre as bocas para que não rissem alto.
- Shay, acho que dessa vez vai!
- Claro, eu sou mais esperta que você, não dependo dessa maquininha. Bastou molhar a mão da Olenka pra ela fazer uma ceninha aqui... eu até plantei umas pistas no quarto dos dois...
- Meu plano tinha tudo para dar certo, mas não vou discutir com você, sua ignóbil.
- Ignóbil é a sua mãe, tecnorretardado!
- Shhh! Quero ver o que vai acontecer.
Marisa pisa fundo e se aproxima dos dois adultos engalfinhados.
- Ahem...! Posso saber quem é a senhorita?
- Ora, sou a namorrrada do Steve... Olenka!
- Como assim, namorada? Steven!!!
O homem se livra do aperto de Olenka e defensivamente dá alguns passos para trás, mãos à frente.
- Ma-Ma-Marisa... eu... eu... conheci Olenka há muito tempo, mas não somos namorados!
- Ora, Steve, é clarrrrrro que Olenka é sua namorrrrrada! — ela apalpa os seios, colocando-os para cima – Vai me dizerrr que você não sentir saudades das meninas?
- Steven!!!!
Marisa não aguenta mais e pula para cima de Steven, distribuindo tapas no pobre militar, que tenta se defender de forma inútil. Depois, a fúria de Marisa foi direcionada a Olenka, e, em breve, tal qual a cena de um pastelão, estavam a mulher loira robusta e a outra ruiva se pegando no chão, com Steven tentando separá-las.
Freddie e Carly choravam de rir, em especial depois que um mamilo gigantesco do seio não menos gigante de Olenka caiu para fora do vestido, apertado além da conta.
- KKKKKKKK!!! Não acredito, isso é melhor do que a encomenda!!!
- Eheheheheheheh, tenho que admitir que o seu plano é melhor do que o meu...
Freddie parabenizou a irmã, dando um tapinha nas costas desnudas dela (usava uma regata). Sua mão, não sabia por quê, permaneceu lá. A leveza e maciez dos cabelos negros dela faziam-se sentir nas costas da sua mão, trazendo uma sensação inexplicavelmente boa a ele.
Carly não estava menos afetada: ao sentir o toque quente da palma de Freddie, um arrepio gostoso percorreu sua espinha, fazendo-a arfar. Ela se virou para ele.
- Freddie...
Os dois ficaram se encarando no quarto semi-escuro por alguns momentos.
Mas, de repente, a razão voltou aos dois. Freddie tirou sua mão das costas dela, Carly pigarreou, limpando sua garganta.
- Ahem... Freddie, obrigada. Depois disso, tenho certeza que esse casamento acaba.
No vídeo, os adolescentes viam que o Sr. Struddle, o vizinho da frente, veio acudir a briga, e, junto com Steven, conseguiu separar as duas mulheres.
Olenka, que certamente não estava esperando aquele ataque da Marisa, sai correndo pelo corredor, enquanto Marisa dá passos rápidos em direção ao quarto do casal.
SLAM!
Os dois dão leves sorrisos quando ouvem o alto barulho da porta se fechando com violência. Certamente Marisa acharia as pistas plantadas por Carly no quarto.
- ARRRRRGHHHHH!!! STEVEEEEEENNN!!! SEU CACHOOOOOORRRRROOO!!!
Carly colocou suas mãos sobre as orelhas, rindo.
- Acho que ela achou um sutiã grandão e outras cositas no quarto...
- Bom, acho que não teremos mais de nos aguentar por muito tempo, né?
Carly olhou para baixo, respondendo timidamente:
- É... sim. Não mais.
Sem trocarem mais palavras, Carly sai pela porta, indo para seu quarto.
…
Horas depois, tarde da noite, Steven estava deitado desconfortavelmente no sofá, pois Marisa havia se trancado no quarto deles. A única ação que ela tomou foi jogar no corredor um travesseiro e o pijama do homem.
A casa estava silenciosa, dando ao militar a oportunidade de pensar sobre o assunto.
Primeiro, um programa erótico fetichista instalado no seu computador; depois, a aparição repentina de Olenka, muitos anos depois de vê-la pela última vez. Eram muitas coincidências para pouco tempo.
Freddie era bom com computadores...
Carly era manipuladora... certo, ele a ama como nada mais nesta Terra, mas, tinha de admitir, sua filha era esquiva e manipuladora.
Freddie detestava fazer exercícios com eles, isso era fato. Carly também fazia cara feia quando tinha de lavar os pratos com Marisa ou sair com ela para fazer compras, e os dois, que nunca tinham se dado bem, estavam estranhamente passando muito tempo juntos.
- Foram os dois pequenos miseráveis!
Furioso, o homem se levantou e parou à frente da porta do seu quarto. Bateu nela.
- Marisa, chega disso! Eu sei o que aconteceu!
- Sai daqui! — ouviu-se uma voz melosa.
- Marisa, estão tentando nos separar, deixe eu entrar!
Ao ouvir isso, um momento de percepção tomou a mente da mulher. Em nenhum momento os dois jovens tinham mostrado alegria pelo novo status quo da família. Ainda ressabiada, ela lentamente se levantou e abriu o trinco da porta.
- Explique-se.
Ele se sentou na beira da cama, vermelho e com as veias dos antebraços saltando.
- Primeiramente, eu admito que tive um relacionamento com Olenka, mas isso foi há 3 anos e não durou duas semanas. Nunca mais a vi desde então. Agora, pense comigo, Marisa... quem daqui é bom com computadores?
- Hã... o Freddie?
- Exato. Eu mal sei mexer nessa porcaria, acha que eu conseguiria instalar um programa? — Marisa olhou para cima, pensativa – E, mais... Minha filha é extremamente manipuladora, como você já deve ter percebido. Não acha muita coincidência essas acontecerem com menos de uma semana de diferença?
Marisa calou-se. Realmente era muita coincidência.
- É muita coincidência mesmo...
- Eu vou pegar esses dois e...
- Espere! A Carly é dissimulada, ela vai te enrolar... Mas o Freddie nunca conseguiu mentir pra mim. Eu vou pegá-lo de manhã... Pode ficar aqui, mas não vai tocar em mim enquanto eu não descobrir a verdade.
- Está bem.
Os dois se ajeitaram na cama e em poucos minutos estavam dormindo.
…
De manhã, Freddie estava sozinho em seu quarto, mexendo no seu computador e dando goladas leves em uma caneca que tinha leite de soja com achocolatado, enquanto vez ou outra mordiscava um pão com manteiga. Estava feliz, o plano havia dado certo, àquela hora ele estaria suando às bicas ao de Steven. Esta era a vida que ele desejava, sem nada para fazer numa manhã de domingo.
Leves batidas foram dadas na sua porta.
- FredBear, querido... Mamãe pode entrar?
Freddie parou o que estava fazendo, talvez sua mãe quisesse contar que os dois iriam se mudar daquele apartamento.
- Pode, Mãe.
Marisa entrou no quarto, e, com graça, sentou-se à beira da cama, um pouco atrás do seu filho, que girou na cadeira e ficou de frente para ela.
- Querido, vou ser direta. Você e a Carly tramaram para separar Steven e eu?
Freddie arregalou seus olhos, e uma leve mexida na pálpebra esquerda o entregou. Marisa sabia quando seu filho estava mentindo.
- Na-na-na-não, Mamãe... não-não sei o do que a senhora está falando...!
- Seu desordeiro, não adianta negar, eu já o conheço. — ela disse, num tom grave e seco, levantando-se em seguida – É melhor você e a Carly se prepararem para um castigo pesado, Freduardo.
Ela deixou o quarto e um filho desesperado.
- Que bosta, eu tô fodido!
Notas finais
A gente se vê na próxima!
Fale com o autor