Amor De Irmão
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Desculpem a demora, mas estou continuando a fic!
Obrigada pelos reviews!
Marissa Shay se sentou calmamente na cadeira à frente da escrivaninha localizada no escritório de Steven, ligando com um toque no botão o computador que o militar utilizava. Alguns instantes depois, o sistema operacional se iniciou, e a madura mulher fitou com curiosidade um ícone na área de trabalho, o qual ela não lembrava.
Arqueando apenas uma sobrancelha, a mulher se indagou o que aquilo significava. O ícone em questão era uma boquinha certamente feminina com lábios bem vermelhos, desenhada de uma maneira que parecia estar mandando um beijo.
Com sua mão direita, Marissa moveu o ponteiro do mouse em direção ao misterioso ícone, clicando com seu dedo indicador direito duas vezes o botão do lado esquerdo do mouse.
Alguns segundos se passaram, e um vídeo se abriu no monitor. Demorou alguns segundos para carregar, mas, quando assim o fez, a mulher quase caiu para trás, estupefata.
Tratava-se de uma mulher de cabelos loiros oxigenados e turbinada com silicone fazendo sexo com um cavalo!
Marissa colocou sua mão sobre a boca, seus olhos estavam tão arregalados que até davam a impressão de que sairiam de suas órbitas. Longos segundos se passaram até que a respeitável mulher conseguisse piscar, isso somente depois de arder muito. Enquanto isso, a loira oxigenada ia gemendo e gritando, enquanto o pobre quadrúpede mandava ver nela.
- Oh, Senhor todo misericordioso! O que é isto?! O que Steven anda vendo?!
Enojada, a mulher de cabelos ornados com um tom avermelhado finalmente clicou sobre o ‘X’, fechando a janela.
Em seu quarto, Freduardo segurava o riso com sua mão direita, enquanto acompanhava remotamente tudo o que a mãe fazia, por meio de um software que hackeava o computador do padrasto e também uma pequena câmera espiã, deixada sutilmente sobre um livro de Stephen King há muito guardado na pequena cômoda destinada aos livros e revistas.
Ele fechou a conexão com o outro computador, quase chorando de tanto rir. Muito em breve teria sua velha vida de volta.
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Naquela agradável tarde de sábado, a morena Carly Shay estava deitada em sua confortável cama enfeitada principalmente na cor rosa, enquanto lia a última edição da revista de moda teen da qual era leitora assídua.
Duas batidas na porta a fizeram interromper sua leitura. A morena tirou seus óculos do rosto (que ela evitava usar em público, procurava amenizar sua miopia com lentes de contato), colocou-os em cima do criado mudo e se levantou, abrindo a porta logo em seguida.
- Olá, Freduardo. O que foi?
O olhar da adolescente percorreu inconscientemente o corpo do seu meio-irmão, que usava uma camiseta que ele devia ter desde 2 anos antes, dado que ela estava colada ao seu corpo, acentuando os músculos bem trabalhados dos seus braços e peitoral. Ela balançou a cabeça, desfez os devaneios e olhou para os olhos dele. Ele parecia ter feito força para não chorar, e seu semblante era leve, demonstrando estar alegre.
- Eu consegui, minha mãe achou aquele aplicativo pornô que instalei no computador do seu pai. Pude até ver a cara que ela fez quando abriu o negócio.
Carly sorriu de volta.
- Eu quero ver!
Os dois foram até o quarto do garoto, onde ele abriu o vídeo que gravara do estado caótica da mãe.
- Ah, ah, ah! Olha a cara dela! É agora que eles terminam! — exclama Carly, limpando as lágrimas dos cantos de seus olhos negros. — Freduardo, eu não sei de onde você arrumou essas coisas perversas, mas está de parabéns.
Freddie não tinha como discordar dela. Enquanto olhava para as pernas da irmã (ela usava um pequeno short rosa), reparava nas belas e torneadas pernas que Carly ostentava. Ela estava descalça e o moreno reparou que havia pequenas flores enfeitando suas unhas.
Ele não podia negar que compartilhar os últimos dias com Carly tinha sido agradável.
Mas, mesmo assim, aquela separação era necessária. Afinal de contas, os dois jovens apenas estavam em um momento de trégua, contando ambos com um objetivo em comum: separar seus pais, retomar suas antigas vidas.
- A que horas o seu pai volta?
- Lá pelas 10.
- Eu acho que vou ficar bisbilhotando pela câmera e ver ao vivo a separação dos dois. — o garoto afirma com uma cara diabólica.
- Eu quero ver também! Vou cancelar meu encontro de hoje.
- Tá, às 10 a gente se vê aqui.
Os dois irmãos se cumprimentaram sutilmente, e a garota saiu do quarto do rapaz, com um sorriso fixado em seus lábios.
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Próximo às 10, Carly entrou no quarto de Freddie, que puxou a cadeira da escrivaninha, oferecendo um lugar para a morena. Os dois jovens ficaram a poucos centímetros de distância um do outro, à medida que Freddie se ajeitou na sua cadeira que ficava à frente do computador. Como de costume, Steven, totalmente alheio ao que ocorrera, simplesmente entrou no seu quarto, tirou seu casaco militar, colocando-o no cabide. Marissa o esperava com seu robe vermelho.
Os olhos dos dois adolescentes brilham vendo a cena, ansiosos pelo seu inevitável fim, a separação das duas pessoas maduras.
Steven aproximou-se de Marissa, tentando beijá-la, mas ela desviou.
Carly e Freddie arregalaram seus olhos, sorrisos brotavam em suas bocas, ao constatar que seu plano estava dando certo. Os dois estavam tão próximos que suas pernas roçavam, mas estavam tão entretidos com o vídeo que não perceberam tal proximidade.
Os dois acompanharam pela tela LED Marissa dar dois passos para trás, enquanto Steven a olhava incrédulo. Seu semblante era sério.
“Tenho algo a mostrar para você.”
Carly e Freddie tinham um brilho no olhar, certamente era agora que Marissa daria um tabefe na cara de Steven e os dois terminariam tudo ali.
Mas, para surpresa dos dois, Marissa deixa cair o robe vermelho, mostrando uma roupa com aparência plástica e que dava a impressão de ser sado-masoquista. Ela pega um par de algemas e se aproxima de seu marido.
Neste momento, Freddie desliga o monitor, boquiaberto.
- Eu... acho melhor a gente parar de assistir.
Com uma cara catatônica, Carly só acena com a cabeça, olhos arregalados e boca semi-cerrada.
Longos minutos se passaram até que Freddie finalmente balbucia algo.
- Acho... acho que não deu certo, Carly.
- Eu... também... eu... vou pra cama.
- Tá...
E, sem conseguir tirar da cabeça aquela cena bizarra, a morena vai para seu quarto, com o peso de separar seus pais somente em seus ombros.
Ela sabia que não podia confiar naquele nerd esquisito.
Mas não havia problema, Carly Shay sempre conseguia o que queria. Seu pai não continuaria casado.
Notas finais
Beijos e até a próxima!
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