Notas iniciais
Capítulo não revisado. BOA LEITURA!

Com os braços atrás da cabeça, Oliver encarava o teto do quartinho especialmente arrumado para ele passar aquela noite e quem sabe, outras mais, graças à Tommy e sua boca grande. Seus planos para sair de Lian Yu, o mais rápido possível, haviam sido deliberadamente arruinados pelo o amigo.

Contudo não se deixaria desanimar. Tommy sem nem ao menos perceber, tinha facilitado sua missão naquele lugar: Vigiá-lo. Detestava bancar a babá, mas detestava ainda mais ter um Tommy, ou pior ainda, um Tommy e Laurel, chorando em seu ombro. Portanto, veria aquele "trabalho" de salvar a fazenda Allen, como uma oportunidade. Não era como se tivesse muita coisa a perder.

Inquieto, puxou a coberta e mudou de posição, repassando todos os acontecimentos do dia em sua cabeça num modo de distração. Quando não obteve o resultado esperado, finalmente deslizou o braço em direção sua cabeceira de cama e pegou o celular que estranhamente não tinha vibrado nenhuma vez durante o dia. Com uma careta, encarou o visor do celular indicando 0 mensagens novas ou ligações perdidas.

Parecia que sua mãe, e nem Thea, precisavam dele em Star City.

Além de sentir desapontamento e ódio pela a incrível habilidade de ambas terem o "deixado de lado", alarmes também começavam a soar na sua cabeça, alertando que aquele silêncio era pra lá de suspeito.

Deus o ajudasse, mas tinha a sensação que Thea e Moira estavam aprontando durante sua ausência.

Felicity's Pov

Me revirei na cama durante a noite toda — e não era só porque estava em um dos quartos de hóspedes do Barry -, pensando como seria trabalhar num mesmo ambiente que Oliver, de como ele era e quais eram os seus gostos, e claro, pensando também que seria ótimo ter minha mãe por perto nessas horas desesperadoras.

Geralmente, eu e Donna Smoak, vivíamos em pé de guerra, uma descordando do comportamento da outra. Mamãe costumava reprovar minha maneira de agir e o meu vestuário que segundo ela, era de uma desleixada. Já eu, costumava criticar seu gosto por homens suspeitos e roupas escandalosamente chamativas para um lugar tão pequeno e tradicional quanto Lian Yu. Era inegável que por vezes, me senti envergonhada ou inferiorizada por Donna, e por isso mesmo, nosso relacionamento não era lá um dos melhores, porém, no momento empurraria as diferenças de lado.

Quando o assunto era conquistar um homem, minha mãe era especialista. Inclusive, tinha uma fama lendária aqui em Lian Yu. Todos os homens solteiros arrastavam uma asinha pra ela. Já eu....O único relacionamento que eu consegui ter até hoje, foi com Barry meu atual melhor amigo. Tentamos um lance, mas que obviamente, não deu certo. Não durou nem 24 horas, juro! Em questão de minutos vimos a bosta que fizemos e resolvemos continuar só na amizade, e até hoje acho incrível como as coisas não ficaram nem um pouco estranhas entre nós, após o nosso momento alucinógeno. Porque sim, foi um momento alucinógeno e não se fala mais nisso.

Huh-uh.

Pensando entre uma desgraça e outra, acabei adormecendo e só fui acordar cinco horas depois com um peteleco bem entre minhas sobrancelhas. Não precisei nem abrir os olhos para saber exatamente quem tinha aprontado aquela travessura.

— RENEEEEE!!! — Grunhi, pulando para fora da cama e quase o acertando com um chute onde mais doía. Porém, como sempre, ele foi muito mais rápido do que eu e desviou do golpe.

Exibindo um sorrisinho arrogante, ele se encostou na porta do meu quarto me olhando soltar fumaça pelas ventas.

Todas as manhãs das últimas semanas, essa mesma cena se repetia. Era como se Rene tivesse um prazer sardônico em me ver furiosa com ele, por interromper sempre meu sagrado sono de beleza. Rene era um implicante nato. Não podia ver ninguém parado, que já começava a perturbar. Sua sorte era ser um garoto muito inteligente e um empregado leal, porque se não fosse por essas duas qualidades, Barry já teria o chutado pra fora...Ok, talvez EU o tivesse chutado para fora da fazenda Allen. Barry era muito bonzinho para fazer esse tipo de coisa com alguém, principalmente quando a pessoa tinha um histórico familiar trágico.

E Rene tinha um histórico familiar trágico.

— Calma loira, já acorda assim no mau humor? — Teve a cara de pau de debochar — Poxa, e eu que pensava que uma boa noite de sono, fizesse milagres nas pessoas!

IA. MATAR. ESSE. PIRRALHO.

Irada, marchei em direção à porta, pronta para descer o tapa no salafraio, mas como sou sempre muito sortuda, Barry apareceu no exato momento, puxando René para o corredor e gritando para mim o recado que ele religiosamente fazia questão de soltar todas as manhãs desde que me hospedei no casarão:

— SEM VIOLÊNCIA NESSA CASA, FELICITY!

Como se isso fosse possível com Rene todos os dias me perturbando, pensei girando os olhos e saindo do quarto, pronta para preparar o café da manhã e ouvir as lamúrias daqueles dois, ou quem sabe, alguma novidade fresquinha. Rene podia ser um pirralho chato, mas sabia muito bem onde encontrar uma boa fofoca.

Assim que entrei na cozinha, os dois cúmplices sentaram-se casualmente na mesa e me olharam. Arqueei uma sobrancelha, esperando que eles entendessem o recado silencioso e desembuchassem de uma vez.

— Então Felicity, ouvi falar por aí... — Barry começou de maneira calma, para ser rudemente interrompido por Rene.

— É verdade que você gritou na cara do amigo do Tommy que ele era o homem da sua vida?

G-E-N-I-A-L.

Se até Rene sabia do fato, logo eu podia concluir que toda Lian Yu também estava sabendo.

Abri um sorisso brilhante, tentando disfarçar o constrangimento da questão.

— Quem te contou isso?

Ele nem pestanejou em responder — Tommy.

TRAÍRA FOFOQUEIRO DUMA FIGA!!

— Eu deveria ter desconfiado. — Falei, soltando ar pelas ventas, ou no caso, pelo nariz mesmo. Só não começava planejar a morte de Tommy, pois ele ainda me seria muito útil no plano: Conquistando Garanhão.

Os olhos de Barry quase saltaram para fora do seu rosto, enquanto Rene caia na gargalhada, se divertindo com a minha desgraça. Com um sorriso no rosto, peguei uma colher de pau e ameacei Rene, fazendo-o se calar imediatamente.

O que um pau não fazia. Quero dizer, madeira. O que uma madeira não fazia...

— Felicity! — Barry gritou do outro lado do recinto, ainda sentado, me fazendo despertar do meu torpor. Pisquei atônita na sua direção.

— O que?!

— É sério que você gritou exatamente essas palavras para um homem que sequer conhecia? — Perguntou sério, fazendo-me recordar o pai dele.

Encostada na pia da cozinha, cruzei os braços tentando adotar uma expressão bastante segura, quando na realidade já estava me sentindo idiota o suficiente por ter gritado feito uma lunática aquela frase pra lá de ridícula — mas verdadeira, faria disso o meu mantra -, para o homem mais bonito que tive o prazer de me deparar com.

— Nyssa falou que ele era o homem da minha vida. — Justifiquei e os dois continuaram mantendo uma expressão impassível, até lentamente a ficha deles caírem.

— NYSSA CONSEGUIU PREVER ALGUMA COISA COM VOCÊ? — Rene pulou da sua cadeira e agora apontava um dedo na minha direção, parecendo até um pouco ofendido.

Barry, por outro lado, parecia tão chocado que sequer piscava. Todo mundo sabia que Nyssa nunca conseguiu prever absolutamente nada para mim. Conseguia imaginar muito bem como ele estava se sentindo no momento, por isso, aguardei em silêncio.

Depois de 187 segundos cronometrados, Barry abriu um sorrisão na minha direção e se manifestou duma vez:

— Então quer dizer que você finalmente encontrou o cara da sua vida?

Seu ar era brincalhão, mas mesmo assim, desconfiei de toda aquela alegria. Amigos ficavam felizes por amigos, certo? Porém, por que ele parecia mil vezes mais feliz que normalmente qualquer um amigo ficaria?

Franzi o cenho, desconfiada.

— Por que você parece mais feliz que eu?

Ele encolheu os ombros. — Impressão sua, Felicity. Só estou contente por você.

Ah tá, sei...

De repente, algo me ocorreu.

— Uh, está tudo bem entre nós, certo?

Percebi que ele interpretou o significado por trás daquela pergunta muito bem, ao enrubescer.

— Anh Felicity, definitivamente tudo está bem entre nós como sempre ficará. — Me assegurou e eu assenti com a cabeça.

— Ok, só quis confirmar.

— O que eu tô perdendo aqui? — Rene se intrometeu novamente, relanceando olhares entre eu e Barry.

— Não sei, talvez a porta de saída? — Murmurei, fingindo examinar minhas unhas. E ouvi quando Rene soltou um grunhido.

— Você é tão mais engraçada dormindo. — Acusou, arrastando a cadeira que estava sentado originalmente para sí novamente.

Foi a minha vez de grunhir.

— Interessante, você não parecia pensar o mesmo minutos atrás, ao me acordar rudemente.

Detectando uma nova discussão acalorada logo pela manhã, Barry interviu entre eu e o pirralho fofoqueiro, como sempre fazia quando a situação ficava 'braba'.

Sabiamente, resolvi deixar o quebra pau para alguma outra ocasião e comecei a fazer o café da manhã, ganhando um pouco de tempo pra me preparar mentalmente para o que me aguardaria logo em seguida.

(...)

Por que tudo na vida não saía do jeito que a gente imaginava? Pensei lançando um olhar ressentindo para as tetas da vaca que estava ordenhando no momento.

Assim que Oliver e Tommy chegaram na fazenda, com aquele carro esporte, saí correndo para cumprimentá-los e obviamente, fazer questão de colar no Potro Delícia com a desculpa de o orientar em sua nova função na fazenda. Mas como sempre, Rene tragicamente resolveu me barrar, falando que hoje meu trabalho era ordenhar as vacas e cuidar do celeiro, bem longe do pequeno escritório que Oliver ficaria tentando se situar com a parte financeira.

Sem alternativas, abracei o meu triste destino, pois Rene estava certo naquela questão. Já havia protelado demais minhas funções na fazenda.

De esguelha, notei Rory já finalizando seu trabalho em cobrir o celeiro de palha recém comprada. Soltei um suspiro dramático, esperando que fosse suficientemente alto para ele ouvir. Em menos de um minuto, ele já estava do meu lado, perguntando se eu precisava de algo.

Diferente de Rene, Rory era um amor. Ambos órfãos, haviam arranjado emprego na fazenda, quando Henry já enfrentava o estágio final de sua doença. Compadecidos e agradecidos pela a oportunidade, decidiram continuar no trabalho, mesmo que Henry não estivesse mais por perto.

Eram garotos novos, mas tinha certeza que Barry ou até eu, poderia contar com eles. Mesmo que eu relutasse em admitir que Rene prestava para alguma coisa, além de me azucrinar.

Sem pestanejar um segundo, joguei a proposta que já estava coçando na minha língua há tempos:

— Rory, se você deixar eu dar banho hoje nos cavalos, compro aquela torta de amora que você tanto adora.

Interesse brilhou nos seus olhos, com uma pontinha de dúvida.

— Por que exatamente você quer dar banho nos cavalos, logo hoje? — Se interessou, pegando uma lata cheia de leite que eu já havia tirado, e colocando ao seu lado. Soltei as tetas da vaca e pisquei os olhos, analisando se valia à pena informar Rory ou não, dos meus planos.

Na dúvida, resolvi falar a verdade. Afinal, Rory poderia ser uma peça importante naquela missão.

— Sei que Tommy vai tentar montar em um cavalo hoje, com a ajuda de Barry. Quero estar presente.

Tá bom, deixa pra lá, falar meia verdade era melhor que falar uma mentira inteira...Certo?

Esperando estar trajando minha melhor expressão de cachorro perdido na vizinhança, continuei a encarar Rory.

Com um suspiro derrotado, ele balançou a cabeça positivamente e deu o seu aval:

— Tudo bem, Felicity. Mas só espero que isso não me meta em problemas, ok?

Rapidamente, me levantei do banquinho em que estava sentada, e fiquei de frente para Rory.

— Problemas? Eu? Você acha mesmo que eu te meteria em problemas, Rory? — Fingi um olhar ofendido — Por favor, eu não me chamo Rene Ramirez!

E feito uma donzela pisando em cactos, disparei para fora dali antes que ele mudasse de ideia. Tempo era o equivalente à solterice. E eu estava cansada dessa maldita.

(...)

Esperava que no final das contas, Oliver Queen valesse muito a pena, para eu estar me sujeitando a cuidar de Profeta: O cavalo mais indomável da região. Por mais habilidoso que o profissional fosse, ao chegar perto de Profeta, ele se transformava num garotinho que nunca sequer montou num lombo de cavalo. Ninguém era páreo para Profeta. E eu lembrei exatamente porque costumava implorar para Barry me deixar longe dos estábulos.

Preferia segurar uma teta, do que ter de encarar um potrão daqueles.

Tentando pela segunda vez num intervalo de dez minutos, me aproximei de Profeta para escová-lo. E como das outras tentativas, ele me mostrou seus dentes, deixando claro que a situação ia ficar caótica caso eu forçasse mais ainda a barra.

Bufei, irritada com aquele cavalo arrogante.

— Você realmente não vai colaborar, né?

Como se me entendesse, o maldito arrogante voltou a exibir seus dentes para mim numa atitude rebelde e por mais ridículo que fosse, retribuí a mesma rebeldia passando de nariz empinado por ele e indo em direção ao Estrela, um cavalo de raça e raramente temperamental.

— Ok, tudo bem, você não sabe o que está perdendo. — Falava encarando Profeta, enquanto escovava Estrela — Não é sempre que você vai ter uma linda mulher disposta a escovar todos os pelos do seu corpo. Se bem que eu particularmente não gosto de fazer esse serviço. — Enruguei o nariz e Profeta relinchou, parecendo debochar da minha pessoa. — Mas tenho que admitir que escovar Estrela é melhor do que ficar pegando nas tetas de Mariquinh-

— Tetas de quem, Felicity?

FILHO DA MÃE!

Ao escutar a voz divertida de Tommy atrás de mim, todo o pandemônio começou. Assustada, acabei soltando um berro, batendo sem querer com a escova contra Estrela, deixando-o igualmente assustado e Profeta agitado.

Infelizmente, meu sensor de confusão, começou a apitar.

Olhando para trás, notei Oliver ao lado de Tommy, observando toda a agitação dos dois cavalos com um ar receoso, como se estivesse alerta do perigo que estávamos correndo. Já Tommy, parecia excitado ao ver os animais tão "animados". Por desgraça, não havia nem sinal de Barry com eles.

Não sabia se gritava ou saía correndo.

Entre uma e outra, optei pela a primeira, uma vez que não tive escolhas já que Profeta pulou para fora de sua baia e saiu correndo em direção a Tommy.

— AIAIAI MARGARITINHA!!! — Dei o meu berro de desesperada, colocando a mão na cabeça e vendo o desenrolar da cena.

Agilmente, Oliver saiu da reta de Profeta, mas já Tommy...Tommy num rompante de maluquice, ao ver Profeta se aproximando, pulou em cima do animal e agarrou sua crina, tendo metade do seu corpo em cima do cavalo e a outra metade no ar.

A cena era tão doida, que tanto eu quanto o Garanhão Insensível ficamos parados durante algum tempo, assistindo Tommy gritar loucamente e Profeta correr furiosamente pelos pastos, até acordamos para a vida e sairmos correndo atrás de Tommy, tentando-o salvar da morte certa.

Como faríamos isso, não fazia ideia...E tinha a leve sensação que tampouco Oliver, porém no final, sempre o que vale é a intenção, né?!

Iguais dois aloprados, corríamos em direção a Tommy, que fazia um escândalo tããão grande que todos os empregados começavam a se juntar ao redor do estábulo para assistir o show de horrores em primeira mão.

— SOCOOOOOORRO, SATANÁS ESTÁ ME LEVANDO PARA AS PROFUNDEZAS!!!! — Tommy gritava apavorado, agarrado ao pescoço do cavalo adoidado. — ALGUÉM ME AJUUUDEEEE!!

Por mais que tivesse anos de experiência correndo por aquelas terras, duvidava que chegaria a tempo de impedir Profeta de se jogar contra o lago que tinha no limite da fazenda e para onde exatamente ele estava se dirigindo. Minhas pernas eram curtas demais!

Surpreendentemente, ouvia risadas ao redor indicando que Tommy e Profeta estavam servindo de gozação para o pessoal. Mas mais surpreendente ainda, foi perceber que Profeta acabava de mudar a sua rota e se dirigia para a porteira da fazenda.

QUE DIABOS TINHA DE ERRADO COM AQUELE CAVALO, ALÉM DE OBVIAMENTE ESTAR SE DIVERTINDO DANDO UM AVC NO POBRE TOMMY?!

Ainda correndo, dediquei um olhar ao Garanhão Insensível que também corria ao meu lado, tentando alcançar Tommy e quase chorei ao constatar que meu filme ficava mais queimado com ele à cada segundo.

Tendo uma ideia absurda, resolvi quebrar o gelo ali mesmo naquela situação:

— E aí, o que você gosta de fazer?

Sem parar de correr, Oliver me lançou um olhar incrédulo.

— Sério que você resolveu dar em cima de mim numa situação dessas?!

Droga, ele percebeu!

Fingindo ingenuidade, pisquei os olhos.

— Eu não tô dando em cima de você.

Ainda.

Dar em cima dele estava sim nos meus planos. Poderia não ter experiência na prática, mas na teoria estava tudo beleza. Eu e a minha coleção de livros picantes eram testemunhas disso.

— Inacreditável. — Ele resmungou, não desacelerando os seus passos e tampouco eu.

Deduzindo que o desastre já estava todo armado, não imaginava que justamente hoje, naquele horário, dois visitantes apareceriam na fazenda. Por mais que eu corresse incansavelmente, teria sido impossível evitar o desastre colossal que ocorreu exatamente naquela porteira.

Profeta, alheio aos AVC's que estava provocando num dia só, investiu com tudo contra a porteira, jogando Tommy num gesto indiscutivelmente majestoso, contra as duas pessoas que estavam lá e arrancando um grito coletivo de pavor.

BARRY. IRIA. ME. MATAR. Claro, depois de Rory.

Merda!

Apressando mais ainda o passo, cheguei ao meu destino final, apenas para encontrar Tommy gemendo sem parar, uma mulher sentada no chão rindo e.....O que era aquele ser vestido de rosa choque e com um chapéu ridículo de pena, gritando sem parar?

— AAAAAAAAAAAAAAAAA!!! — A criatura não parava de gritar, correndo de um lado para o outro, nas pontinhas dos pés. Reparei que...O ser usava botinhas rosas com glitter? Mas que...

Profeta resolveu o problema da criatura rapidinho, ao trotar em sua direção, fazendo O ser ficar petrificado no lugar, claramente com medo da reação do cavalo. Antes que mais outro desastre acontecesse, me apressei em puxar a sela de Profeta.

— Estão todos bem? — Ouvi Oliver perguntar, ao chegar um pouquinho mais atrasado que eu.

Mesmo com sua testa coberta de suor e o seu rosto vermelho, o achei ainda muito atraente e irresistível. Ah, um colírio para os olhos!

E parecendo compartilhar os mesmos pensamentos que eu, O ser finalmente "despetrificou", lançando um olhar bem malicioso para cima de MEU Garanhão. Imediatamente, afrouxei o aperto ao redor da sela de Profeta...Não ligaria se o cavalo resolvesse fazer algum outro showzinho, principalmente se esse incluísse um coice numa certa pessoa que ia para a roça calçando uma botinha rosa-choque com glitter.

— EU TÔ ÓTIMO! — Tommy levantou de supetão, lançando um joinha no ar e sorrindo igual uma criança após dar uma volta na montanha russa.

Franzi o cenho, o estudando.

Ele parecia todo desalinhado, cabelo em pé, roupa amassada, mas...Não parecia ter nenhum osso quebrado ou qualquer outro ferimento. E pior, parecia verdadeiramente feliz após finalizar seu passeio para "As profundezas do inferno".

— Você tem certeza? — Oliver questionou, também desconfiado.

Tommy deu de ombros.

— Não tô sentindo nada. Eu tô bem.

Olhei para os visitantes, procurando por algum ferimento e estranhamente notei que a mulher loira permanecia sentada no chão, olhando fixamente Oliver que estava completamente alheio ao fato, já que parecia fiscalizar minuciosamente Tommy, à procura de ferimentos. Me diga sobre um amigo dedicado.

Não estava gostando do olhar daquela loira pra cima do potro delícia...

Abri a boca, pronta para marcar território quando a loira tarada foi mais rápida:

— Oliver Queen, nunca imaginei que poderia te encontrar no mato.

Surpreso, Oliver finalmente dedicou um olhar mais longo e detalhado na loira, me obrigando a tentar enviar mensagens telepáticas para Profeta começar o seu novo show.

Mas como sempre, o arrogante apenas me mostrou os dentes, debochando da minha cara. Maldito cavalo!

Voltei a me concentrar na cena, altamente interessada no desenrolar. Quem era aquela mulher????

Quando reconhecimento se espalhou na expressão de Oliver, soube naquele momento que eu estava ferrada.

— Sara?! — Exclamou assombrado e tão rápido quanto Profeta, Tommy virou na direção da loira e a olhou boquiaberto.

— SARA?! — Exclamou também de mesmo modo assombrado.

E eu tive que morder a minha língua para não soltar um "Sara?" bem dramático também.

Quem afinal de contas era Sara? Por que Tommy e Oliver pareciam assombrados com a aparição dela? Tinha caroço nesse angu...

A olhei de cima a baixo, ou pelo menos, tentei olhar tanto quanto me era permitido com ela ainda sentada no chão. Não parecia ser muito alta e nem passava a impressão de ser cheinha, ao contrário, seu braço era bem malhado...E oh inferno! Ela tinha um rosto bonito e um cabelo brilhante!

Merda, merda, merda.

De repente, senti que mais uma pedra acabava de entrar no meu caminho para dizer "hasta la vista" ao meu plano: Conquistando Garanhão.

Mil vezes merda.

Notas finais
Se o perdão existe, por que existe? Pra vocês perdoarem minha demora de att, graças a Deus. HAHAHAHA CURTIS HOLT CHEGOUUUUUUUU!!! E sim nessa fanfic vai ter Rory e Rene, agora se eles vão tentar ajudar Felicity nessa missão dela, não sabemos....Ainda. Se tudo sair conforme o planejado, logo mais teremos pov do nosso querido Garanhão Insensível. E melhor ainda, "personagem novo" só que não, deve chegar até o final do próximo capítulo. Hoje já introduzi Rory, Rene, Sara e Curtis, quem mais será que entra na roça Allen? Apostas? TOMMY MERLYN CANTA: NOIS TRUPICA, MAS NÃO CAI. Será que Sara Lance chegou para atrapalhar ou ajudar? Já estão preparadas para os surtos do amado Curtis Holt na roça? VAMO QUE VAMO!! E como sempre, muito obrigada pelos reviews maravilhosos que as senhoritas e senhoras, me mandam ♥ PS: MAS QUE BELEZA EM FEVEREIRO TEM CARNAVAL, TEM CARNAVAL!!! hahaha deixando a música de lado, ps feito especialmente para pedir que vocês pulem (quem vai pular) carnaval com atenção e cuidado, não abusem muito viu, queridas? Beijos e se cuidem por aí nesse carnaval! ♥ até a próxima atualização.