Amor Ao Cubo
28 Chegada a hora.
Notas iniciais
– Nós não podemos. – Eu disse saindo do beijo.
– Me dá um motivo. – Ela disse.
– Você não pode me usar como consolo por sua relação ter acabado, não posso ser prêmio de consolação. – Eu disse.
–você não é um premio de consolação, é menina que eu amo, namorei a Skye, eu sei, mas ela tem os mesmo gostos que você, achei que podia fazer direito o que não fiz com você, mas você é a única Bree, a única menina que tem esse sorriso bobo, a única que faz sorrir de dez em dez minuto, a única que dançou comigo na frente da Hancock Towers, a única musa da arquitetura, a única com quem eu posso fazer certo. – Ela disse.
– Por que você diz coisas tão bonitas para mim? – Perguntei retoricamente.
– Tem outra razão? – Perguntou ela.
– Eu e a Echo estamos namorando agora, não é justo, eu não vou fazer isso com ela, essa é a razão. – Eu disse.
– Eu não desisti. – Ela disse saindo.
Chegou três da tarde, fui ao shopping me encontrar com Echo, não sabia como iria conta-la tudo o que acontecera comigo algumas horas atrás, estava tudo muito confuso como sempre, em minha cabeça nada mais fazia sentido, sentia como se eu nunca conseguiria parar de girar naquele ciclo, que passaria a vida indo de uma para outra, o que era uma situação nada confortável para mim, não sabia o que Echo queria comigo, não sabia tanta o queria fazer, se cotaria agora, ou deixaria para mais tarde, a dúvida pairava sobre mim. Entrei no shopping a encontrei sentamos na área de alimentação, dei ela olhou para mim e começou falar:
– Então, na verdade eu só vim te falar isso, não tenho muito tempo daqui a pouco, você terá que me levar para um colégio, eu vou ser professora de música em colégio a partir do ano que vem se minha carreira não decolar, vou fazer teste em gravador, tenho uma agendada para amanhã se o mundo não acabar, em uma bem grande, bem sobre a escola a professora deles irá se aposentar, e como estudei bastante música esse últimos anos, eles me contrataram , já sou a substituta, ano que vem se nada der certo digamos, eu serei a titular, isso é uma parte do que quero te dizer, mas tem mais, a outra parte é que quero te convidar para um jantar na casa dos meus pais, vou te apresentar para eles esta noite. – Ela disse. Então aceita? – Perguntou.
– Claro. – Eu disse muito feliz.
– Será às oito horas em ponto meus pais são pontuais, chegue pelo menos quinze minutos antes. – Ela disse.
Chegou à noite, era dia de conhecer os pais de Echo, estava meio nervosa, fui lá com melhor roupa que tinha. Foi assim:
– Oi Sr. e Sr.ª Foster. – Eu disse.
– Oi, a Echo me falou que ia trazer uma amiga para o jantar, deve ser você, mas eu ainda não sei o seu nome. – Disse o Sr. Foster.
– Bree. – Respondi.
– Entre Bree – Disse a Sr.ª Foster.
– Oi Bree. – Disse Echo.
– Oi Echo, Oi Sr. e Sr. ª Foster. – Respondi meio nervosa, já tinha sido apresentada a famílias de outras namoradas que tive, por exemplo, com Aria e Chloe, mas essa primeira desde a minha primeira namorada que eu enfrentava a situação “estou saindo do armário e essa é minha namorada”.
– O Jantar já está saindo Echo nos contou que é vegetariana, então preparei uma lasanha de legumes . – Disse a Sr.ª Foster.
– Nossa que honra, fico muito grata por tamanha consideração. – Eu disse.
– Então Bree o que você faz da vida? – Perguntou o Sr. Foster na mesa enquanto sua esposa servia o jantar.
– Sou arquiteta Sr. Foster. – Respondi.
– Parabéns, uma carreira muito promissora. – Disse ele olhando para caro certamente aquilo era uma indireta.
– Agradecida, sua filha já lhe contou seus planos de lecionar aula em um colégio, ela já é até a substituta. – Eu disse tentando ajudar Echo.
– Não mencionou isso. –Ele disse. – Então Echo, quando iria nos contar sobre sua nova utopia na música? – Ela disse.
– Pai. – Disse ela resmungando
– Então você deve ter um marido muito bom com uma carreira promissora como a sua? – Perguntou.
– Não, estou solteira digamos. – Respondi.
– Pelo menos não está namorando esses vagabundos que nem minha filha fez, pelo menos acho que aprendeu. – Fala ele cada vez mais ríspido.
– Creio que tenha aprendido. – Eu disse.
– Eu não falei o que faço, sou dono de uma ferragem. Seria da família, se as utopias de certas pessoas não atrapalhassem. – Ele disse.
– Muito bom negócio, o senhor deve gostar muito. –Nessa hora toca meu celular. – Só um pouquinho, vou atender o celular, será rápido, vou dizer para pessoa que agora não posso. – Completo não disse para Echo, mas a ligação era de Chloe.
– Quanta educação filha. – Ele disse.
– Alo Chloe, eu não posso falar agora, estou em um jantar importante com a Echo, entendeu, minha namorada, qual a razão de me fazer uma ligação dessas. – Eu disse e depois fiz a pergunta.
– Só quero te dizer que a inda estou aberta a proposta de casamento. – Ela disse. – Estou falando sério Bree, fica comigo, a Echo logo vai te trocar por um desses meninos, nunca vai te assumir. –Ela disse.
– Tchau. – Eu disse, essa ligação me fez pensar na possibilidade de como seria meu casamento com a Chloe e se Echo realmente me assumiria.
– Então teve um propósito chamar sua amiga aqui? –Perguntou a Srª Foster.
– Teve sim, eu quero contar algo a vocês. –Echo falou.
– Então conte. – Srª Foster disse.
– Mãe e pai eu gosto de garotas. – Echo disse.
– Não diz uma coisa dessa filha. – Disse sua a mãe aos prantos.
– O que já não é desgosto o bastante, você ser uma cantora de bar, ou seja, uma profissão de gente vadia, uma menina que não se dá o respeito e sai com qualquer cara, não ter renda, morar em uma casa que te dei, fora o caso que ficamos sabendo da bebida, agora você me diz que uma sapatona , ainda me dá essa vergonha na frente da visita, o que ela ira pensar da nossa família. –Ele disse.
– Pai, eu só gosto de meninas e mais nada, não é um problema. – Disse Echo. – A Bree. Ela é minha namorada. – Ela disse.
– Não joga suas atitudes para a visita. – Ele disse.
– É verdade, eu sou gay, homossexual, lésbica, sapatona, cola velcro, como senhor queira chamar, e sim, sua filha fala verdade quando diz que temos um relacionamento, e eu amo ela. – Eu disse.
– Sua criatura desprezível, aberração, veio destruir o meu lar, a minha família, como você tem coragem de vir aqui, você é um monstro, você é uma promiscua, uma pessoa que influencia negativamente as pessoas de bem.
– Eu sou mesma pessoa que é educada, a mesma arquiteta que tem uma profissão promissora. – Eu disse.
– Por que você causou isso? – Disse a mãe de Echo.
– Não causei nada. – Eu disse.
– Você merecia pena de morte, como pessoas ficarão protegidas de você, seu lixo humano, você trás abominação em nossa casa, pensa que saíra ilesa disso, sua verme maldita, amaldiçoou-nos. – Ele disse.
– Para de falar assim com ela, eu amo. – Echo disse.
– Eu não preciso ouvir essas coisas. – Saí chorando, pois não teria sido tão humilhada até então.
– Não saia, você tem que ouvir mais a verdade, sua destruidora de lares, sem remorso. –Ele disse.
– O que mais que tenho que escutar, que você me acha uma abominação que até a pouco eu era a menina educada, grande profissional, ótima esposa, mas só por que eu serei esposa de outra esposa, já não sou essas coisas, ou devo escutar você insultando eu e a Echo de todas as formas. – Eu disse.
- E é mentira tudo que digo? – Perguntou ele.
– Sim. – Respondi e saí correndo chorando.
– Para pai, seu porco, nunca me respeito, nunca me disse nada que fosse gentil, agora quer me obrigar a ser de outro jeito, você é um ignorante, uma pessoa sem escrúpulos e não tem direito de falar mal de ninguém, pois é mais sem moral, muito menos da Bree que uma linda pessoa. – Echo disse e me seguiu. – Desculpa, Bree, eu não achei que eles iriam descontar em você. – Disse ela ao me alcançar.
– Tudo bem, mas eu não posso ficar aqui, fui muito humilhada, não aguento mais nenhum minuto nesse lugar. –Eu disse.
– Meus pais devem me odiar agora tanto quanto te odeiam, então eu não vou pedir isso para você. – Echo disse.
– Eu gostei que você se assumiu, assumiu nosso relacionamento por mim, mas eu tenho que te contar algo. – Eu disse.
– Finalmente, me livrei desse peso, já convivia com desprezo dos meus pais posso conviver com um pouco mais dele. –Ela disse dando um falso sorriso. – Mas, o que você quer me contar Bree? – Pergunta Echo.
– A Aria me beijou. – Eu disse.
– O que? – Perguntou.
– Ela me beijou, mas eu saí do beijo em pouco tempo, eu disse que não poderia fazer isso com você. – Eu disse.
– Então, tudo bem. –Ela disse. – Mais alguma coisa? – Perguntou.
– Só mais uma, Chloe me ligou, entretanto eu disse que estava com você. – Eu disse.
– Okay. Quer ir para minha casa? – Perguntou.
– Não, vou par meu apartamento agora, isso tudo que aconteceu me deixou muito estressada. –Eu disse.
Fiquei no meu apartamento por mais ou menos quarentas minutos, nesse tempo minha irmã me perguntou, o que teria acontecido com o meu jantar com a Echo, disse a ela que tinha as coisas tinham dado errado, que os pais dela não teriam me aceitado, ela ficou meio zangada com eles, distribuiu algumas palavras ao vento de raiva, disse que esrava tudo bem. Abri mina geladeira, olhei para i que tinha e lembrei que nem eu e nem Echo jantamos me sinto mal por ela, não sei exatamente se tem algo para ela comer em casa, vistei ali uma lasanha de quatro queijos pré-pronta, pensei em levar para lá e nós duas comermos, ver um filme, mas fiz isso sem avisá-la:
– Tess, acho vou para casa dela, talvez ela esteja com fome. –Eu disse.
– Tudo bem Bree. – Eu disse.
– Você comeu o macarrão com queijo que eu tinha preparado mais cedo para você? – Perguntei.
– Comi. – Respondeu.
– Então esta bem. –Eu disse.
– Sim, ótimo, se quiser dormir lá hoje tudo bem, eu fico sozinha, não precisa se preocupar. –Ela disse.
– Não, eu vou voltar aqui, eu sei que você fica bem, já dormiu algumas vezes sozinha, sempre respeitou a regra de checar tudo antes de dormir quando dormiu sozinha, confio em você, porém hoje vou voltar. –Eu disse.
– Tudo bem. – Ela disse.
– Se eu voltar meio tarde te ligo, ai você pergunta para mãe da Riley se você não pode posar lá, mas eu volto hoje ainda. –Eu disse e sai.
Ao chegar à casa da Bree, entrei na casa de Echo, me deparei com uma cena que já havia visto antes, que não esperava ver de novo, não imaginava a repetição dela depois de tantos anos a mesma cena, de ter a mesma sensação de horror, de sofrer do mesmo castigo duas vezes, olhei aquilo me senti destruída, desolada, enganada, boba, traída, uma completa idiota, talvez a maior de todas, as lagrimas caiam do meu rosto com chuva desce em dias de tempestade, o meu peito doía muito, parecia rasgada, dilacerado, trucida mais uma vez, náusea, nojo e raiva também faziam parte do que sentia no momento, simplesmente era inacreditável, o que teria visto, ainda mais pela segunda vez. Sim, era Chloe e Dean na cama de novo. Então disse:
– Como você pode ser tão falsa, mentirosa, sem escrúpulos, sem pudor e dissimulada garota. – Chorando.
– Não, Bree você não entende, não é o que você pensa. –Echo disse.
– Penso que só me enganou e nunca seu relacionamento come sse patife teve um ponto final. – Disse ao prantos.
– Termino. E ainda está terminado, só que esse negócio de eu me assumir e minha família não aceitar, tudo isso está me confundindo muito, depois você me disse da Aria ter te beijado, a Chloe ligou, eu fiquei com medo de te perder de novo, veio o Dean, eu não me controlei, ele foi só uma válvula de escape, nunca mais, eu disse nunca, vai acontecer isso novamente. – Ela disse chorando.
– Você jura que isso só foi erro? –Perguntei.
– Foi sim. –Ela disse. – Eu quero você Bree. –Completou.
– Acredito em você. –Ela disse.
– Então vamos continuar o nosso namoro? – Pergunte ela.
– Não, não agora, nesse exato momento, eu ainda não me decidi entre vocês, mas vou fazer se for você, nós continuamos, porém quando eu escolher eu quero algo sério Aria e Chloe estão dispostas a isso você esta? – Respondi e perguntei.
– Estou sim. Vou te esperar Bree. – Disse Echo. – Decida. –Completou.
Depois de lá peguei meu carro, voltei para casa, estava no fim do mundoque poderia ser no dia seguinte, em aproveitar os dias, no meio do caminho achei uma joalheria aberta, entrei e então:
– Eu quero aquele anel de noivado. – Eu disse.
– São 700,00 dólares. –Ele disse.
– Debita do meu cartão. –Respondi.
– Debitado, Já quer ele? – Perguntou.
– Sim, obrigada. – Eu disse. – Agora é a hora de decidir, eu tenho que escolher uma delas a doce Aria, a aventureira Chloe ou Livre Echo? – Pensei comigo mesma.
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