Amor à moda antiga
38 Capítulo 35
Notas iniciais
Naruto se levantou, cruzou os braços, pensativo por alguns instantes e foi até a porta. Saiu sem me dizer nada, me deixando a ver navios, sem entender o que estava se passando em sua mente. Provavelmente ele teve uma ideia louca para esse tal jogo. Naruto retornou alguns instantes depois portando um 38 com tambor para seis balas. Ele colocou a arma sobre a cama e veio me soltar da cadeira, pegou a echarpe e foi para a cama de novo.
Assim que fiquei de pé, ajeitei-me, sacudi o rosto, tentando ainda ser racional e respirei fundo, vasculhando minha mente atrás de jogos que envolvam armas.
Abriu o tambor da arma e fez as seis balas caírem sobre os lençóis bem as minhas vistas, depois se vendou. Ele estava bem sério. Tateou o colchão até encontrar uma bala aleatória e com alguma habilidade ele colocou no tambor, fechou a arma e engatilhou-a, fazendo o tambor girar várias vezes. Engoli em seco.
—Se a bala for sua, você perde. Se for minha, eu perco. – ele arqueou uma sobrancelha, mesmo vendado, sorriu diabolicamente e enfiou a mão no bolso, buscando uma moeda. Jogou-a para o alto, como fazem os juízes de futebol.
—Coroa. – eu disse.
A moeda caiu entre nossos pés.
—Você começa. – falei.
Não deve haver jogo mais infernal do que Roleta Russa. Mesmo que não tivéssemos a intenção de um matar o outro, isso poderia acontecer quando apertássemos o gatilho e ali estivesse à bala, esse é o tipo de jogo que só os loucos jogariam. Vamos ver. No máximo de ruim, um de nós morreria “sem querer”. Muitos dos meus morreram por causa desse jogo.
Naruto girou com o polegar o tambor e foi retirando a venda do rosto. Assim que os giros pararam, ele me fitou intensamente, encostando a arma ao lado da sua têmpora direita e apertou o gatilho. Apenas o clique.
—Sua vez. – entregou-me a arma. Fiz o mesmo que ele e esperei. Dois segundos depois, apertei o gatilho. Nada. Sorri de lado e entreguei a arma a ele.
Não estranhe a minha tranquilidade. Não é a primeira vez que jogo Roleta Russa e como é óbvio, eu nunca perdi. Naruto sentou-se na cama, cruzou as pernas e rolou o tambor, apontou o cano para sua garganta e sorriu sensualmente. Disparou, mas nada aconteceu. Fitei as balas ao lado de seu corpo. Pareciam de verdade. Meus olhos voltaram para Naruto. Ele está muito sério, apesar de seu rosto brincalhão.
Peguei a arma dele, coloquei o cano dentro da minha boca e girei o tambor. Nada, de novo. O jogo se seguiu por mais dez minutos até que foi a minha vez de novo. Eu vi o sorriso de Naruto aumentar quando eu tomei a arma entre meus dedos e encostei o cano na lateral esquerda do meu rosto. Era como se ele previsse que algo aconteceria. Engoli em seco, preocupado com aquele semblante. O frio da arma me fez estremecer. Respirei fundo, tomando coragem e apertei o gatilho. Repentinamente tudo escureceu.
Eu me sentia pesado, a cabeça doendo impiedosamente, como se meu cérebro tivesse explodido. Abri lentamente os meus olhos, a vista embaçada, um pouco escurecida. Havia um zumbido miseravelmente alto na minha orelha esquerda, o mesmo lado que a dor estava mais forte. Eu não conseguia me mover direito, minha cabeça pendia para um lado e para outro como um pêndulo de relógio.
Tudo escureceu de novo e eu me senti puxado para as trevas. Talvez uma eternidade depois eu abri novamente meus olhos. A realidade parecia em câmera lenta. Pisquei algumas vezes e movi meu rosto aleatoriamente, sem saber o que procurava. Aos poucos meus sentidos foram retornando, eu finalmente pude ver e ouvir melhor.
—Naruto...? – chamei.
—Aqui. – fitei meu corpo. Eu estava deitado, e o local onde eu estava parecia ser a mesa da minha cozinha, pois eu me via rodeado pelos móveis da cozinha: geladeira, fogão, pia, essas coisas. Naruto estava montado em cima de mim, nu, olhando-me divertidamente. – Acordou, patrão? – ele deslizou os dedos por meu peito, arranhando-me e eu me arrepiei.
Que bom, estou vivo! Olhei a janela da cozinha. Já era noite.
—O que houve? – o loiro curvou-se sobre mim e beijou calmamente meu corpo, por onde suas garras haviam passado, para depois chupar sem pressa os meus mamilos. Franzi o cenho, sentindo algo estranho, mas bom, em meu baixo ventre.
—Você perdeu. – ele sussurrou sensualmente subindo os lábios pelo meu pescoço até meu queixo e ali raspar os dentes de leve – Perdeu feio. – nos encaramos – Por sorte, a bala era de borracha. Você ficou desacordado por algumas horas.
—Sei... – seu traseiro se moveu, num rebolar vulgar e eu senti meu corpo se mover junto com o dele. Com dificuldade, eu me sentei e entendi porque Naruto estava nu sentado sobre mim, me beijando e se esfregando em mim. – O que...? Por que você...?
—Ganhei o jogo. – ele disse mexendo os joelhos, subindo e descendo devagar no meu pau que, por incrível que pareça, estava duro e engolido por seu cu. Arfei sentindo a febre retornar ao meu consciente, me trazendo de volta para essa realidade e me fazer arrepiar completamente o corpo. – Não quero te torturar. Quero transar com você. – Naruto sorriu – Daquele jeito.
—Daquele... jeito...? – beijamo-nos com vontade ao passo que ele quicava em meu colo sem um mínimo de pudor. Pensando bem, onde já se viu sexo na cozinha ter pudor? O barulho de sua bunda se chocando contra a minha pélvis era alto e delicioso. Levei minhas mãos para sua bunda e apertei-a, cravando minhas garras nela. Naruto gemia com a boca presa na minha, indo cada vez mais rápido e mais fundo.
Ele abraçou meu pescoço, recostou o rosto ao lado do meu e devagar fomos nos deitando sobre a mesa de novo. De alguma forma acrobática, Naruto se fez ficar embaixo de mim, permitindo-me penetrá-lo intensamente, com força, mas devagar. Continuamos nos beijando, estalando os lábios, de acordo com seus comandos, ele arranhando as minhas costas com suas garras enormes, fazendo o sangue descer.
—Do meu jeito. – ele sussurrou. Só pude assentir.
Naruto empurrou meu corpo e eu acabei me levantando no automático, indo parar perto da geladeira pelo desequilíbrio. De novo eu estava ardendo, mas isso não seria um problema, uma vez que Naruto também estava e sua lubrificação escorria por suas pernas, avisando-me que aquela seria uma longa noite.
Ele desceu sensualmente da mesa, como a fodida raposa deliciosa que ele é, girou o corpo, apoiando o tronco sobre a mesa, afastou bem as pernas e me fitou movendo as sobrancelhas. Ele mexeu o traseiro praticamente me chamando. Se eu não respondi ao chamado? Quando eu dei por mim eu estava empurrando com vigor contra seu corpo.
Seu cheiro era entorpecente, seu calor provocante, seu cu sufocante, sua pele suada era deliciosa e eu não conseguia parar de beijá-la e chupá-la, totalmente embriagado.
A cada investida minha a crise de riso de Naruto aumentava. Um riso safado, como de uma prostituta que vende seu corpo apenas pelo sexo puro e simplesmente. Ele empurrou seu corpo para trás, recostando-se em mim e me beijando. Agarrei seu traseiro, suspendendo-o no ar, girei-o para que suas pernas se entrelaçassem em minha cintura. Naruto sorriu franzindo o nariz e indicou que eu fosse para a geladeira. Assim o fiz, chocando-o contra a geladeira, derrubando alguns objetos, que se quebraram, pois estavam em cima dela.
Naruto só riu mais do que já estava rindo. Rosnei investido contra seu traseiro que ele propositalmente apertava, cravando minhas garras em sua pele bronzeada e macia da bunda. O loiro rosnou de volta afundando seus dedos em meus cabelos suados.
—Gatinho gosta de foder essa raposa aqui, não é? – ele falou arfando, contorcendo-se em meu colo, revirando os olhos, como se um espírito maligno possuísse seu corpo. Suas pernas ficaram mais altas, sustentadas por meus braços, e sua cauda enroscou-se na minha. Lambi seus lábios, chupando-os com vontade e recostamos nossas testas.
—Esse gato adora foder a rapozinha. – falei sorrindo de lado, concentrando minhas investidas em seu ponto sensível. Naruto se apertou ainda mais, tanto o corpo como a cara, num semblante doloroso de prazer. – É aqui, não é?
—É, Sasuke. – ele falou encurtando a distância entre nossos corpos. – Dentro. – ele ordenou ofegante. Ajoelhei-me, coloquei suas pernas sobre meus ombros, ele continuou com as costas na porta da geladeira e nossos olhos se conectaram. – Dentro, Sasuke! Eu preciso dentro!
—Eu não o faria fora. – rebati indo o mais fundo nele que eu podia.
Naruto empurrou minha cara contra seu peito e fitou o alto. Seu corpo está ainda mais quente do que eu esperava, por causa do alto nível de propensão a engravidar. Eu não podia perder essa chance, e diferente de todas as outras vezes, vai vingar, ele vai seguir em frente, eu vou seguir em frente com essa gravidez. Beijamo-nos com furor e então o orgasmo.
Ficamos um minuto, assim, conectados e ofegantes. Naruto agarrou meus cabelos e me jogou contra o chão. Sua boca veio apressadamente para o meu pau e eu fui estimulado de novo. Faminto e feroz. Agarrei sua cabeça e o fiz me engolir completamente, deixei-o ali enquanto eu tornava a foder sua boca com força. Sua cauda balançou, feliz.
—De novo! – rosnei – Me dá esse cu de novo, Naruto! – nossos olhos se encontraram: os dele estavam marejados, mas desejando tanto quanto eu o ato.
Arranquei-o de meu pau e Naruto veio com pressa, sentando de vez, beijando-me de igual modo quando começou a rebolar loucamente no meu colo. Ele gemia alto enquanto me beijava, seu corpo estava pura brasa e eu não sabia fazer outra coisa senão empurrar nele.
Rolamos para o chão e o carreguei em meu colo. Fui para uma sala que havia ali perto, derrubando-o sobre o sofá de dois lugares e mexendo-me freneticamente contra seu corpo, Naruto só gritava meu nome, ensandecido pelo prazer e pelo cio. Eu não estava menos louco. Para não arrancar pedaços de seu corpo, cravei minhas garras no estofado e fui rasgando o tecido grosso, arrancando pedaços grandes de espuma branca.
Sua bunda estava vermelha de tanto eu impactá-la contra a minha cintura, como seu estapeasse-a, só que sem usar as mãos.
—Porra, Sasuke, é assim que eu quero!!! – ele me fitou entrelaçando seus dedos em meu pescoço para lhe dar maior apoio e as pernas em minha cintura – Me fode assim!!! Eu quero desse jeito!!! – lágrimas caíam – Mais forte, mais fundo, me faça perder os sentidos!!!
Eu só grunhia e rosnava, com meu rosto na curva do seu pescoço, fazendo-o se arrepiar com os sons guturais que saíam da minha garganta. Voltei a me sentar, no sofá, e ele começou a galopar com vontade, fazendo sua ereção chocar-se em meu abdômen. Ele fez igual a mim e cravou as garras no sofá, eu espalmei suas nádegas e abri-as mais para mim, fazendo receber até quase as bolas.
Trocávamos beijos, mordidas, arranhões, palavrões e carinhos. Uma loucura, eu sei, sem um mínimo de noção, mas quem porra se importa numa hora dessas? Quem, caralho? Naruto sorria com os braços na cabeça, seus quadris ganhando vida, o suor escorrendo por seu peito e pingando em mim. Agarrei seu pau e o masturbei.
—Não, Sasuke, não! – ele segurou a minha mão e me beijou. Naruto colocou-a em sua bunda de novo, na outra polpa, pois a primeira já estava sendo apertada por mim. Estapeei-as com força, fazendo-o arquear as costas – Eu vou gozar só com seu pau em mim... – arfou no meu ouvido, nossas caudas voltando a se enroscar enquanto ele subia e descia.
Assenti. Ele quer sentir só dessa forma. E é só dessa forma que eu irei dar.
Empurrei com mais força, esmagando seu ponto sensível ininterruptas vezes, fazendo-o perder completamente o fôlego e qualquer noção de sanidade.
Chupei seus mamilos, um de cada vez, com carinho e devoção, arranhando do alto de sua nuca até a pele macia de sua bunda, lhe provocando um arrepio tão sinistro que ele gozou. Mas isso não foi motivo para ele parar de se mexer, pois parecia que não fora suficiente, Naruto queria mais, seu corpo precisava de mais.
Tirei-o do meu colo, coloquei-o de quatro, o rosto contra o chão, a bunda bem exposta para mim e entrei. Ele gritou de prazer quando acertei seu ponto de uma vez e eu praticamente rugi em resposta ao estrangulamento que seu interior aplicou em mim. E então foi loucura, foi frenético, foi intenso, foi forte, foi o êxtase. Gozei intensamente em seu interior depois de destruir o tapete do chão.
Fitamo-nos. Estávamos ofegantes, nus e como se tivéssemos brigado. Olhei para as pernas de Naruto: meu sêmen escorria lentamente por elas. Olhei para a janela. O sol brilhava com força do lado de fora. Provavelmente em algum momento que não importa nós desmaiamos e acordamos já loucos de novo.
Naruto se levantou com dificuldade do chão e seguiu para as escadas, subindo-as. Ao chegar no andar de cima, ouvi-o cair. Saltei do sofá para o corrimão no andar superior e saltei de novo para perto de Naruto.
Arregalei meus olhos. Ele estava escorado na parede, as pernas bem abertas e flexionadas, seus dedos entrando e saindo de seu cu enquanto a outra mão o masturbava. Erótico, quente, delicioso, provocante. Naruto engatinhou até mim, ficou sentado sobre os calcanhares e esfregou o rosto em minhas coxas, subindo para minha virilha. Senti-me sendo lambido e chupado demoradamente. Afaguei seus cabelos lentamente e ditei o ritmo de seu vai-e-vem com a boca em meu membro.
Naruto gemia baixo, os olhos lacrimejantes, o traseiro se esfregando no chão, clamando por mais. Arfei, relaxado e submergido naquele calor, revirei meus olhos e fiz Naruto parar. Eu fi-lo se levantar, beijei-o com carinho e com vontade, fui guiando para o meu quarto, enquanto dois dedos meus entravam e saiam de seu interior, massageando-o. Quando chegamos a cama, Naruto já foi erguendo as pernas, segurando-as, para que eu pudesse entrar.
—Por favor...! – seus olhos cheios de lágrimas suplicavam. Beijei-o mais um pouco, enquanto ia ocupando meu espaço em seu interior – Ah... – ele gemeu franzindo as sobrancelhas – Eu te... Quero tanto, Sasuke...
—Não mais do que eu te quero. – disse me mexendo, indo e voltando devagar. Agarrei seu torso, encarei-o firmemente, sentindo a febre do cio retornar com força total, tanto em mim quanto nele, e fui com mais força, mais dentro, rosnando baixo – Você é meu! Só meu! Ouviu, Naruto, meu! – lambi seu pescoço, chupando possessivamente sua pele.
Ele nos girou e de novo Naruto estava montado em mim, rebolando.
—Sim, Scarface, ouvi. Eu sou seu, todo seu. – admitiu quicando – Me faça nunca mais esquecer!
Minha mão foi para seu pescoço, girei nossos corpos, submetendo-o no colchão e eu estoquei com toda a vontade que o cio me permitia naquele momento, me deliciando com seus gritos de prazer. Ficamos nessa posição por vários minutos, até que eu o preenchi longamente, ouvindo-o granir alto no meu ouvido por causa do gozo insano.
Depois desse orgasmo, eu não me recordo de mais nada, só tenho as provas espalhadas pela minha casa, o caos e destruição impregnada pelo cheiro intenso da nossa transa, de que tudo continuou pela semana que se seguiu.
Eu me sinto irritado por ter precisado que uma droga para me mostrar que eu não precisava mais esconder meus sentimentos por ele, pois eu iria colapsar a qualquer momento. Ao mesmo tempo me sinto feliz por finalmente ter tirado a trava dos meus olhos. Não sabia se essas coisas de almas gêmeas e destino existem, mas depois daqueles dois dias, eu tive a certeza que Naruto Uzumaki é a minha alma gêmea.
Fale com o autor