Notas iniciais
Esse capítulo tem um pouco de hummmm.... Minha gente, sinceramente, a fic tá boa? Quero dizer, gostaram mesmo? Quem puder e quem quiser, sejam sinceros nos comentários. E quem puder, claro, por favor, recomendem e ajudem a divulgar a fanfic e fazer essa autora ainda mais feliz do que já é.

Olhei em volta. Os pingos da chuva lavavam o sangue recente derramado. Outro corpo desfigurado que me olhava de baixo, resquícios das últimas súplicas gritadas. Meu trabalho não é tão simples, ainda mais quando se é um mafioso assassino. Matar sem deixar pistas, sem que haja suspeitos para lhe incriminar, cometer um crime perfeito é uma arte para poucos, muito e seletos poucos. Joguei a faca no chão, arma que eu usara para matar aquele homem que devia ao meu pai uma quantia gorda de dinheiro. Lavei minhas luvas na chuva e as joguei nas águas do píer, onde ocorrera o assassinato.

Busquei meu relógio de pulso escondido pelas mangas grossas da casaca que eu usava e vi que já era hora de partir. Apaguei o olheiro que eu contratara para me avisar, caso alguns policiais ou pessoas estranhas se aproximassem. Virei a esquina e saí desmontando a arma que eu usara, jogando as peças nas águas e só guardando o cano adaptado a maioria dos calibres. O trabalho estava feito e eu tinha uma importante reunião em poucas horas, uma reunião matrimonial. Nunca me passara pela minha cabeça, em todas as minhas vidas, que eu seria o noivo numa cerimônia matrimonial. Eu me sentia nervoso, um pouco ansioso com o que iria acontecer e com muita vontade de ver Naruto.

Segundo me informara minha querida mãe, primeiro eu e meus pais conversaríamos novamente com a Senhora Mito, pois havia alguns detalhes que ainda não haviam sido ditos e depois, se tivéssemos sorte, conversaríamos com Naruto.

Cobri minha cabeça com o capuz do moletom que estava por baixo da casaca e subi velozmente um prédio, até chegar ao terraço e de lá saltar de telhado em telhado até chegar aos terrenos dos Uchihas. Um trovão assustador me fez parar de correr e olhar para o alto, para as nuvens pesadas e grossas que se moviam com lentidão no céu. Tive a sensação de que algo ruim iria acontecer se eu não me apressasse logo. E foi isso o que fiz: tomei alguns atalhos pelos bairros nobres de Konoha até chegar ao Complexo Uchiha.

Quando adentrei aos recintos, tudo me pareceu normal, com a agitação costumeira de grandes eventos. Empregados iam e vinham levando e trazendo objetos para o jantar discreto que minha mãe oferecera a Senhora Mito e a Naruto, se ele aparecesse. Fui me banhar e vestir algo mais apropriado para ocasião, aquele cheiro impregnado de sangue não combinaria com a ocasião, para depois ir falar ao meu pai que o trabalho fora feito.

Sorri enquanto a água caia pelo meu corpo. Seria à moda antiga o nosso relacionamento, pelo visto, com nossos responsáveis decidindo o nosso futuro e a gente aprendendo a se amar com o passar dos anos. Naruto seria a típica esposa imperiosa, que não saberia definir seus sentimentos até que algo acontecesse consigo e eu, o típico marido que esperaria pacientemente pelo amor de quem ama.

Mas algo ainda me intrigava: se era uma união para garantir o futuro das espécies e das empresas, quem diabo iria engravidar? Peguei-me imaginando como seria ter uma criança dentro de mim e quase caí dentro da banheira de tanto desespero que me abatera. Eu não quero ser o enrabado da história, não quero mesmo!

–Calma, Sasuke, calma... Relaxa... Talvez só haja um cruzamento de genes e uma mulher seja escolhida para ser a barriga de aluguel... Não seja tolo, homens não engravidam... Apesar de que Naruto é uma raposa e eu li que raposas puras podem engravidar. Além de ele ter me dado pistas de que é possível... O caso é saber se é verdade. – falei saindo do banheiro com uma toalha enrolada na cintura.

Num gesto rápido eu senti um cheiro diferente no meu quarto. Uma mistura do perfume que mais gosto com a bebida que mais gosto. Mamãe.

–Devia bater antes de entrar, e se eu estivesse pelado?

–Ia ser uma visão e tanto, não é? – ela riu.

Notei que ela estirava algumas roupas sobre a minha cama. Um dos meus ternos. Então eu teria que me vestir formalmente, mais que o de costume? Ok.

–Está mais forte. Aconteceu alguma coisa de diferente na sua vida? – ela me olhou com aquele típico olhar de mãe zombeteira.

–Como assim? – perguntei buscando outra toalha para enxugar os meus cabelos e acabei me deparando com um espelho. Ela tinha razão. Eu realmente estava mais forte, no entanto eu sabia que não era por causa de academia: fora a raiva extrema que eu sentira alguns dias antes, que me deixara maior. Um macho se preparando para sua fêmea. Assustador. – Ah, isso? Bom, digamos que eu tenho os meus motivos para ficar mais forte.

Ela estreitou o olhar ainda sorrindo.

–Minha mãe, sua avó – ela iniciou, procurando algo em minhas gavetas — dizia que o amor nos deixa mais forte. Seu mestre Madara dizia que um Uchiha só será realmente poderoso quando não perder sua alma e seu coração. É curioso... – ela encontrou um dos meus relógios e o colocou junto da minha gravata – Isso nunca aconteceu antes, nem mesmo quando Sarada nasceu. Eu espero que me apresente à causa de toda essa mudança algum dia. Bom, mudando de assunto... Se vista, sim? – ela me entregou a camisa e a calça, juntamente com os sapatos – Quero vê-lo de terno. – assenti e voltei para o banheiro.

Alguns minutos depois lá vinha eu abotoando a manga da minha camisa. Mamãe me entregou a gravata e a coloquei habilidosamente com o auxilio do espelho. Depois o relógio e por último o paletó. Quando finalmente fiquei pronto, voltei-me para mamãe e esperei o veredicto. Ela tentava segurar suas lágrimas ao tapar sua boca com umas mãos. Mas por que ela estaria chorando? Não era a primeira vez que eu colocava um terno e aquele nem era o mais bonito dos que eu tinha. Mulheres são uns bichos misteriosos.

–Tão lindo... o meu garotinho. – ela choramingou.

–Mãe... – resmunguei – Garotinho não, eu já tenho quase três vidas. Por favor.

Ela veio até mim e me abraçou com força. Minha mãe estava tão linda com seu vestido azul escuro com uma abertura lateral. Nem parecia ter a idade que tinha. Em seu cabelo havia uma linda flor roxa — ou seria lilás? Não sei – organizada num coque admirável que entrava em perfeita harmonia com suas orelhas. Mamãe me fitou por alguns instantes, acariciando os meus braços com as mãos, e suspirou batendo as mãos contra meus bíceps.

–Obrigada... – ela sussurrou.

–Pelo quê?

–Por resolver mais essa pela família.

Meneei a cabeça negativamente.

–Não faço por eles ou pela espécie. – acariciei seu rosto com as pontas dos dedos – Fiz porque foi a senhora que preparou tudo pensando em mim. Eu faço isso pela senhora, mamãe. – Mentira! Pensei. Faço isso porque quero Naruto para mim!

–Eu não queria que essa guerra acontecesse... Eu não queria que você vivesse desse jeito, preso por um casamento... Eu não queria que o mesmo fim que eu tive caísse sobre uma alma tão livre como a sua. Você já fez tanto por nós, tanto...

–Tudo bem mãe. – suspirei e sorri. Diferentemente dela, eu conhecia quem seria a minha futura esposa, de modo que eu já não me sentia tão obrigado como antes. Eu poderia até sofrer, mas pelo menos eu estaria ao lado da pessoa que eu amo. – Estamos em tempos de quase guerra, precisamos nos cuidar ou morreremos, não é?

Ela ia começar a chorar, mas sorriu abertamente.

–Tem razão! Vamos logo antes que a minha maquiagem se acabe sem antes eu ter bebido nada! – nós rimos e saímos do quarto. Um jantar importante nos esperava.

Na grande sala de jantar a enorme mesa já estava posta e os toques finais estavam sendo dados. Em pouco tempo, questão de minutos, a Senhora Mito chegaria com toda a sua glória e sua imponência de mulher superior. Mamãe me explicou que aquele era um jantar formal de pedido matrimonial, de modo que eu teria que controlar o meu gênio ou tretas poderiam rolar soltas, provocando uma guerra pior do que a nuclear, já que a maioria das famílias envolvidas nas máfias estava cada vez mais interligada por causa desses arranjos.

Novamente eu senti aquele pressentimento de que algo de ruim iria acontecer naquela noite, então depois que minha mãe saiu do meu quarto, adiantando-se, eu retirei de um compartimento abaixo de uma das gavetas da minha cômoda uma arma, meu velho Colt 49 e o guardei na parte de trás do meu terno e depois uma .40 no bolso da frente do paletó.

Eu aprendi que todo soldado sempre deve estar pronto para a guerra. E eu sou um soldado de guerra, um cara de elite, preparado até para a própria aparição da morte. Olhei pelas janelas o mundo chuvoso e respirei fundo.

Desci para a sala de jantar ainda mais confiante ao sentir o metal frio das armas no meu corpo a cada passo que eu dava. Sentei-me a mesa e esperei minha mãe chegar com a Senhora Mito, para assim começar aquela reunião que já estava me roubando à paciência. Ao meu lado estava meu pai, de braços cruzados e de olhos fechados.

Quem o visse assim achava que ele estava dormindo, mas na verdade meu pai estava pensando, em “Monge meditation mode”. Sobre “o quê” é que é o mistério. Mas pouco me importa o que se passa na cabeça do meu pai, afinal nenhum de seus pensamentos me envolve e isso nunca iria mudar. Para meu pai, só existia Itachi, que por uma assombração do universo, ele estava bem na minha frente, sentado e me parecia bastante nervoso.

–Que foi? – perguntei com a voz baixa para não acordar o “Buda de sua meditação”.

–Para que essa reunião matrimonial?! Eu já sou casado, sabia?! – ele sussurrava se aproximando de mim. É, realmente Itachi ficou traumatizado com os problemas que teve com Mito no passado. Gato escaldado tem medo de água fria, não o que dizem?

–Oh besta, sou eu que vou me casar, não você! – retruquei me aproximando também e acertando uma tapa em sua cabeça. Esse idiota ainda pensa que tudo gira em torno dele? Mas que animal! – Você mora em que casa?!

–Olha só! É Mito que vem aí! Ela quer me ferrar! – ele me agarrou pelo colarinho.

–Mas você é muito egocêntrico mesmo, né? – estapeei suas mãos antes que ele me abarrotasse as minhas roupas e ele me soltou — Eu só queria que você tivesse feito o que eu fiz e saberia que Mito seria a última coisa que eu me preocuparia! – resmunguei me afastando e arqueando uma sobrancelha – Você é o babaca mais babaca que eu conheço.

–Escuta aqui! – ele ergueu um dedo, mas foi interrompido por um pigarreio.

Meu pai abriu os olhos e nos fitou.

–Quietos. – falou gravemente – Elas chegaram.

As portas se abriram e por elas passaram minha mãe, a Senhora Mito e, por um milagre dos céus, Naruto. Sorri por vê-lo de calças negras de tecido grosso justo ao seu corpo, com uma camisa vinho de lã por baixo do sua jaqueta de couro bem alinhada, tudo isso somado aos seus sapatos pretos lustrados e seu cachecol vermelho claro de outros verões. Simplesmente um deus grego com olheiras. Sua cauda movia lentamente abaixo de seus joelhos, suas orelhas mostravam-se atentas a tudo e seu olhar âmbar me dizia que seu espírito ainda não chegara até aquele lugar. Naruto estava só de corpo presente.

–Boa noite! – Mito veio animadamente cumprimentar meu pai, depois abraçou meu irmão e veio até mim toda serelepe – Sasuke! Está muito lindo esta noite! – evitei seu abraço e apenas apertei sua mão com brevidade. Eu sei que ela não tem culpa de Naruto ter passado por todos os seus problemas, mas eu tenho certeza que ela poderia ter amenizado vários deles.

Deixei-a para cumprimentar Naruto. Estendi minha mão para trocar um aperto, mas recebi um braço cauteloso no lugar. Enchi meus pulmões com seu cheiro e gravei em minha memória outra vez o seu calor, deixando minha mente inundar-se com aquele toque sutil. Nossas caudas se tocaram num breve acariciar, eu depositei um beijo em sua bochecha de modo delicado e depois nos soltamos. Vi a cara de admiração que minha mãe sustentara por presenciar tal ato de “carinho” entre dois homens como nós.

Naruto ainda estava triste e muito magoado. Uma verdadeira noiva obrigada a casar. Em momento algum do jantar Naruto ergueu seu olhar dos pratos que eram servidos um após um.

Minhas mãos tremiam, mas nem era fome nem era medo, era apenas revolta. Por alguma razão que eu ainda não compreendera, eu estava me sentido horrível por ver Naruto daquela maneira, tão fragilizado, sem sua “armadura” que lhe protegera naqueles anos no CTS, ferido como um animal abatido. Eu sentia meu orgulho ferido, como se a dor de Naruto fosse a minha dor, como se tivessem me machucado pessoalmente.

Calma, Sasuke, aguente até depois de estarem casados. Quando isso acontecer, você poderá tomar as rédeas da situação, eu pensava enquanto mordiscava alguns petiscos. Eu poderei garantir que nunca mais ele sofra tanto assim por causa dos outros.

Senti uma mão pousar sobre a minha. Ergui meu olhar e vi mamãe me pedir para segui-la até a sala ao lado, enquanto meu pai conversava algumas amenidades com Mito. Saímos sem chamar tanta atenção. Minha mãe tem uma percepção sobrenatural.

–Eu disse para você controlar seu gênio, Sasuke! – ele sussurrou severamente.

–Mas eu estou controlando, mãe! – eu não sabia do que ela falava.

Mamãe puxou de sua bolsa um espelho de maquiagem e virou para mim. Olhos vermelhos. Eu ativara meus olhos inconscientemente.

–Pelo o amor de Deus, Sasuke, acalme-se! Se Mito perceber que você está com esses olhos, ela vai achar que é uma ameaça e tudo vai pelos ares!

Assenti e respirei fundo, caminhando de um lado para o outro contando os meus passos, acalmando os meus batimentos cardíacos. Alguns segundos depois, fui me olhar no espelho: nada, eu continuava com os olhos vermelhos, porém eu me sentia calmo. O que diabo está acontecendo comigo? Será que a causa é o Naruto.

–Hei. – eu e minha mãe saltamos para trás de susto com a voz que soara repentinamente. Em falar no capeta, ele surge. Naruto com o semblante sério – Estão querendo que vocês voltem... – ele fez que ia sair depois que assentimos, mas parou ao me olhar por alguns segundos a mais – O que é que você tem, Sasuke? – odeio quando ele me chama pelo nome.

–Não sei... – eu sabia que era sobre meus olhos – Não consigo desativar.

Naruto suspirou e veio até mim, segurando meu rosto pelo queixo e me analisando. Minha mãe assistia a tudo com perplexidade no olhar. Uma rápida vistoria e uma tapinha leve no meu rosto depois, eu percebi que meus olhos voltaram ao normal, ao negro de sempre.

–O que você... – eu ia perguntar, se Naruto não tivesse aberto a porta.

–Gosto desse vermelho, mas prefiro o preto. – ele comentou sem me olhar.

Eu e mamãe ficamos boquiabertos.

–Sasuke... – ela me chamou enquanto saímos – Não me diga que... – eu nada disse, nem nada fiz, meu foco estava no semblante cansado e triste do meu Naruto. Voltamos à mesa e ninguém nos questionou os motivos da saída repentina. Havia assuntos mais importantes a serem tratados naquela noite chuvosa.

Mamãe me informara que seria durante a sobremesa que tudo seria acertado, agora o porquê eu não sei, razão pela qual o jantar se seguiu silencioso e com um clima tenso. A mesa estava disposta de maneira retangular encabeçada pelo meu pai, que tinha minha mãe à esquerda e à direita a Senhora Mito. Logo à esquerda estava eu e do outro lado estava Naruto, enquanto Itachi ficara na outra ponta da mesa.

Deveria haver um modo de amenizar aquele estado decadente da minha futura esposa. Por fim eu tive uma ideia um pouco adolescente para melhorar o humor do loiro: por baixo da mesa, afaguei a cauda de Naruto com a minha. Ele demorou a reagir, mas acabou por esboçar um sorriso sutil, afagando com a ponta da sua cauda a parte da minha que o tocava.

Continuou sorrindo enquanto eu lhe fazia esse mimo. Eu e ele sorríamos, apesar de que ele não erguera seu olhar, mesmo eu insistindo nos carinhos. Eu queria beijá-lo, beijá-lo com muita paixão, mas eu não poderia fazer isso enquanto não estivesse tudo tranquilo e resolvido.

Então a tão esperada hora da sobremesa chegou. Assim que os serviçais nos deixaram e que Naruto começou a provar do mousse de chocolate, Mito se manifestou impetuosamente, exatamente como os fantasmas fazem. Eu teria me assustado, se não tivesse tão concentrado em assistir Naruto comer aquela guloseima. Parece que ele gosta de doces.

–Muito bem! Vamos ao que interessa! – ela fitou minha mãe – Temos que marcar a data do casamento, certo?

–Exato! O quanto antes melhor! – as duas até pareciam comadres, de tão animadas que conversavam entre si. Mamãe me fitou e sorriu – Qual data você prefere, querido?

Dei de ombros.

–Tanto faz... Eu... – fitei Naruto, ele não tirara seus olhos da sobremesa – A que for melhor para ele, será bom para mim também. – minha mãe direcionou seu olhar para Naruto.

–Qual você sugere, Naruto?

Silêncio. Essa fora a resposta dele. Mamãe se encolheu um pouco, temerosa em ter ofendido de certa forma ele e fitou Mito.

A mulher deu de ombros com desdém e disse que o melhor dia seria daqui a duas semanas, numa sexta-feira, de modo que as festividades comemorativas poderiam durar todo o fim de semana. Meu pai, minha mãe, a Senhora Mito – e até Itachi, esse enxerido – concordaram com essa decisão. A pauta seguinte fora de onde seria o casamento e onde seria a festa. Abstive-me de qualquer decisão, semelhante à Naruto, e fiquei só ouvindo aqueles três falarem – com Itachi dando pitacos – sobre tudo.

Acabou que o casamento seria num dos hotéis que minha mãe administra e a festa aconteceria na própria mansão Uchiha, onde todos os presentes seriam guardados até que eu e Naruto tivéssemos nossa própria casa.

Meu pai decidiu que em cada convite haveria de ter o que o convidado deveria nos dar de presente de casamento. Minha mãe achou por bem manter hospedados em nossa casa os Uzumakis – Naruto, Boruto e a Senhora Mito, com seus empregados – para eventuais situações que acontecessem e precisassem ser resolvidas com rapidez. E por fim a Senhora Mito resolveu me informar sobre uma importante questão, talvez a mais crucial de todas.

–Sasuke, eu preciso lhe dizer que você vai arcar com os gastos médicos que surgirão com a gravidez e com o parto. Independentemente de quantos sejam. – ela falou sugestivamente.

–Como assim? – perguntei já curioso. Primeiro, porque eu sou gato e gatos são curiosos, segundo, porque desde o princípio eu queria saber quem engravidaria quem.

–Os Uzumakis entram com a mãe e os Uchihas com o pai. – ela falou piscando um olho.

Encarei Naruto, minha surpresa não cabia em mim.

–Você pode engravidar? Tipo, eu sugeri uma vez que raposas podem engravidar, mas eu não tinha certeza, foi meio, “uma verde para colher a madura”...

Ele só assentiu rapidamente terminando de comer seu mousse.

–Pelo amor de Deus, Naruto! – Mito se exaltou – Comporte-se, homem! Não é o fim do mundo! Aja como um adulto!

Então o ouvi suspirar e no ato puxou de dentro do seu casaco uma Desert Eagle linda e brilhante, engatilhando-a e apontando para a cabeça de Mito. Minha mãe empurrou sua cadeira para trás, saindo da mira da arma, e automaticamente eu e meu pai nos levantamos puxando nossas armas de dentro dos nossos paletós e apontando-as para Naruto.

–Quer que eu aja como adulto? Está chamando quem de criança? – sussurrou.

Naruto nos fitou e sorriu. Puxou outra Desert Eagle prata linda e apontou para o meu pai por baixo do outro braço. Suspirei e sorri também. Eu amo esse homem e nunca, nem que o próprio Kami dessa dos céus me mandando atirar nele, eu o farei. Guardei minhas armas e sorri zombeteiramente para ele.

–Guarda essas armas, Naruto. Não perca seu tempo matando ninguém aqui, porque não vai mudar porra nenhuma. Você pode até causar problemas para si desse jeito. – sugeri – Olha só – empurrei a taça do meu mousse para perto dele – Pode comer meu mousse, porque eu odeio coisas doces, e se acalmar.

–Está pensando que eu sou criança, Scarface?

Ah, ele disse o meu apelido. Apontei para sua cadeira e depois para a segunda taça diante dele, sorri e cruzei minhas pernas. Naruto me fitou e fitou a taça. Num suspiro, eu acreditando que ele iria tomar o doce, Naruto se sentou e atirou rapidamente na taça, estilhaçando-o e abrindo um buraco na cadeira, entre meu braço e minhas costelas direitas. Todos seguraram o ar e eu ergui meus braços em sinal de paz.

–Naruto, eu acho que...

–Nunca mais me trate como criança, ouviu Sasuke? – eu assenti – Não me importo de morrer, mas eu garanto que levo todos dessa mesa comigo para o inferno. – todos assentiram. Ele suspirou, guardou a arma e saiu da sala, deixando o nosso fôlego para trás.

Malditos pressentimentos.

–Bom... Acho que com isso é só esperar, não é? – comentou mamãe.

–É. – responderam meu pai, a Senhora Mito e Itachi em uníssono.

Naquela noite eu não consegui dormir, porque em um daqueles vários quartos dormia Naruto e seu filho – que fora levado algumas horas antes e ficara fazendo companhia a Sarada durante o jantar – e eu não estava dormindo ao seu lado, sentindo o seu calor e o seu cheiro. Tudo bem que ele tentara “acidentalmente” me matar, mas que se dane! A cada dia que passava eu sentia cada vez mais vontade de estar com Naruto e não sei quanto tempo mais eu suportaria ficar sem ele perto de mim.

Maldição, só de pensar nele, meu pau estava começando a doer dentro da minha calça. Arfei, suando e rasgando o meu colchão, contorcendo-me por baixo dos lençóis, as lembranças do estupro retornando como fantasmas tórridos, reativando as memórias sensoriais do meu corpo. Babei enquanto mordia meu travesseiro e libertava meu pênis de sua prisão.

–Naruto... – gemi quando iniciei a massagem em mim mesmo. Droga, como dói sem ele em carne e osso! Eu queria ser chupado por ele, engolido completamente e ninguém mais me satisfaria, eu tinha certeza e por isso nem procurei alguma empregada para me aliviar – Naruto... Naruto... – agarrei meu paletó e farejei seu cheiro, ainda quente no tecido.

Acelerei os movimentos, quase fodendo a minha própria cama. Como um homem podia mexer tanto com a minha cabeça? Me deixar tão louco assim e sem nem se dar conta do que está fazendo. Gozei longamente e disparei para o banheiro em seguida. Eu precisava de um banho de água fria, ou não dormiria. Ainda me toquei mais duas vezes, abafando o nome dele em minha garganta. Eu não sei dizer se isso é humilhação, vingança ou desejo por parte dele.

Alguns minutos debaixo da água fria eu já estava “restaurado”, mais são e menos excitado. Eu ficava me perguntando se algum dia Naruto iria me amar, se eu iria conquistá-lo, porque eu estou disposto a conquistá-lo. Disposto a lutar mais essa batalha.

Imaginando o meu casamento com ele, foi que pude dormir.

Notas finais
Vejo vcs em breve com novos capítulos e com a nova fanfic NaruSasu + Evangelion que estarei postando!