Amor & Ódio - FemmeSlash - Finalizada
10 Confusões e Distrações Parte 2
Notas iniciais
Confusões e Distrações Parte 2
– Mas non tem mesmó come você irr? – Ouvi minha própria voz, paralisando um pouco. Tinha dado certo, e no momento havia outra Fleur no quarto com Hermione, nem dava pra acreditar. Olhei pela fresta da porta e a vi, linda, com os braços em volta do meu eu do passado (?). Isso era realmente perturbador, muito mesmo.
– Não da, tenho um trabalho de quase um metro de poções. – Hermione murmurou e a Fleur a sua frente fez um biquinho, como eu era idiota! Elas começaram a se beijar calmamente, e logo estavam passando as mãos pelo corpo uma da outra. Eu já sabia o que vinha a seguir, minhas lembranças estavam frescas, e eu não sabia se assistia ou fechava os olhos.
Mas eu não agüentei, e quando elas saíram do meu campo de visão indo na direção da poltrona, com quase todas as roupas no chão eu me movimentei para não perder nada, chegando até a abrir um pouco a porta do armário.
Acompanhei cada movimento que veio a seguir; Hermione começou a lamber meu corpo, indo para os meus seios, indo para a barriga e descendo. Nesse momento não contive minha excitação e acho que qualquer pessoa sentiria o mesmo, estaria com a mesma sensação molhada no sexo. Eu ouvia meus gemidos enquanto olhava para Hermione entre minhas pernas, com uma das mãos no meio seio, estimulando-o. Hermione se levantou e eu sabia o que viria a seguir e somente fechei os olhos, lembrando dela me penetrando firmemente enquanto eu sentia seus seios, dela me masturbando enquanto lhe arranhava as costas, de meu corpo tremendo enquanto gosava na sua mão.
Abri os olhos e me vi ofegante no armário e ofegante na poltrona. Tinha que me controlar para não me denunciar, o que estava difícil. Mas a preocupação era inútil, as garotas que continuavam transando no quarto não prestavam atenção em nada além dos seus próprios gemidos e respirações. Vi o corpo de Hermione entrar em êxtase comigo dentro dela e senti uma incrível satisfação, como se estivesse proporcionando tudo para ela de novo, e isso me torturava, porque queria estar lá.
Fiquei alguns minutos parada, me recuperando e dando um tempo para que meu eu do passado saísse de cena. Transfigurei minha roupa para que ficasse quase igual a que usei no dia, caso alguém me visse, e sai do armário. Escutei atrás da porta e não ouvi nenhum barulho, ao que parecia todos já haviam ido.
Peguei minha varinha aplicando em mim mesma um feitiço de desilusão, mas já sem esperança. E como sabia que ia acontecer, nada em mim mudou. Bati o pé em um gesto de irritação e continuei meu caminho, tendo que tomar todo cuidado para não ser vista.
Consegui chegar ao povoado de Hogsmead sem problemas, além de uma ou duas pessoas no caminho que me viram, mas não se assustaram ou fizeram comentários. A única coisa em minha mente era conseguir me encontrar (?) e por um fim nesse problema, mas uma parte de mim já desejava correr para a carruagem e esperar o tempo passar tranquilamente. A parte que desejava Hermione me fez prosseguir, mas um pedacinho dela também pensava no quanto me tornara patética.
Contornei as casas e lojas, tomando cuidado para ficar sempre no escuro. Avistei um aglomerado de pessoas, e entre elas meus amigos. Eu devia estar naquele meio, e também Marcela. Meu peito se encheu de culpa, mas o fato de que eu iria esquecer de tudo me deixou um pouco melhor, mesmo que superficialmente.
Observei todos entrarem num bar e sentei numa pedra próxima, esperando a hora que eu sabia que sairia acompanhada da garota pela qual se envolvera nessa confusão. A situação pela qual se envolvera nessa confusão. Enfim, a confusão.
– O que uma garota tão linda faz aqui sozinha? – Um homem chegou por trás de mim depois de uns 20 minutos sentada, me fazendo pular.
– Nade. – Respondi tentando parecer confiante.
– Francesa? – Comentou, me olhando de cima a baixo. Fiquei em pânico, sem saber o que fazer. Avaliei minhas opções, e sem pensar muito o estuporei. Precipitado? Talvez. Só não queria que nada desse errado, e anotei mentalmente de comentar sobre algumas pessoas que estão em um povoado que estudantes freqüentam. Se fosse em Beauxbatons!
Alterei sua memória e deixei-o desacordado. O tempo que levei para escondê-lo foi o de Marcela e eu já estarmos conversando perto de uma árvore, próximas demais, escorregando demais, bêbadas demais. Fui o mais rápido que pude para perto delas, contornando as casas novamente, indo para as árvores que estavam atrás delas.
O dialogo que ocorrera, tanto na boate quanto no caminho vinham na minha mente. “Você é tão linda Fleur” “Não há o que temer” Frases soltas, que traziam imagens “Realmente estou perdida – Disse observando-a dançar” “Vou ao banheiro – Tentava me livrar de seu toque, ele queimava”
Tentava correr o mais rápido que podia sem chamar a atenção. Eu precisava ser rápida antes que eu a beijasse,que a toca-se, que os outros aparecessem. Era um jogo perigoso e a única coisa que eu queria fazer era correr dali, o mais rápido que pudesse, mas já tinha começado e precisava terminar, não havia volta.
Me espremi entre as árvores e peguei minha varinha, mirando na direção das garotas eriçadas a minha frente. Mirei nas costas da Marcela e murmurei “Estupefaça” e a observei cair no chão. Meu eu do passado (É realmente estranho) olhou na minha direção com olhos turvos e quando murmurei o mesmo feitiço em sua direção ela gritou, segundos depois caindo no chão também.
Pensei alguns segundo no que faria, se alteraria a memória delas ou deixaria elas ali, sendo bêbadas como estavam, ninguém acreditaria se qualquer uma das duas dissesse algo que viu, ou pensou ter visto. Mas a sorte não parecia estar ao meu favor.
No momento em que me aproximei de seus corpos e apontei a varinha, várias pessoas saíram da boate, olhando diretamente na direção que estávamos. Olhei apavorada para os rostos petrificados que olhavam a cena de uma Fleur em pé apontando para uma deitada e sua amiga.
Fiquei sem saber o que fazer até que vi a primeira pessoa sacar a varinha, Isabelle, e foi fácil saber o que ela estava pensando, que queriam me sabotar por causa do Torneio Tribruxo no dia seguinte. E assim o primeiro feitiço foi lançado, e eu me defendi do jeito que pude, desesperada com as conseqüências que isso poderia causar, não só para mim mas para todo torneio e meu desempenho nele. Sim, só caiu a ficha agora, mas com quem isso nunca aconteceu?
Lançava os feitiços que podia quando não precisava me defender, organizando meus pensamentos e atos. Eu precisava simplesmente sair dali, e só. Corri para a floresta, dando as costas para a confusão que causara. Fui entrando cada vez mais fundo, tropeçando algumas vezes e indo para o alto numa subida cansativa.
Parei um pouco e me apoiei nos meus joelhos, sentindo a exaustão. Não conseguia ouvir nenhum barulho atrás de mim, embora só estivesse a alguns metros de distância. Sentei numa pedra, cerca de 5 segundos, e já senti que alguém me observava.
O tempo de ver um vulto alto a minha direita e ofegar foi o tempo de desmaiar, sentindo uma mão me segurar antes que batesse nas pedras, e acolher a escuridão como uma amiga.
***
Me espreguicei, sentindo um corpo quente do meu lado. Me virei encaixando meu corpo no dela, escutando seu gemido de alegria ao constatar meu abraço e tentar colocar nossas peles no maior contato possível. Uma pontada em minha cabeça pulsava dolorosamente, desde a festa em Hogsmead, e eu sempre ignorava. Mas como parecia que não ia mesmo passar, decidi recorrer a morena ao meu lado.
– Herrmioni – Murmurei em seu ouvido.
– Hum
– Minhe cabeçe dói, você non sabe fazerr uma poçon?
– Sim, sei. Mas ta doendo muito? – Perguntou se virando e me encarando com olhos preocupados.
– Si, nem querria te incomodarr, mas...
Hermione nem me deixou terminar, cobriu minha cabeça de beijos e depois depositou um longo em minha boca. Pulou da cama, se vestiu rapidamente e saiu do quarto falando que voltava logo.
Me levantei e olhei no relógio, 07h00min. Entrei no banheiro e me olhei no espelho, constando o quanto estava pálida. Lavei o rosto e vi que não adiantava, então entrei no banho. Deixei que a água ficasse diretamente sobre minha cabeça, na esperança de que passasse aquela dor latejante, mas foi em vão. Era como meu cérebro fosse, literalmente, explodir.
– Fleur? – Ouvi uma batida na porta.
– Entre. – Respondi em francês, enquanto Isabelle entrava no banheiro.
– Ta tudo bem? Encontrei a Hermione saindo daqui e ela disse que ia fazer uma poção pra você.
– Sim, minha cabeça parece que vai explodir Belle, ta muito estranho.
– O que você fez ontem? A gente nem pode se ver direito. – Percebi um jeito meio cauteloso, como se tivesse medo da resposta.
– Ahm... – Pensei um pouco, estava meio lerda ainda. – Só fiquei com a Hermione e estudei um pouco, porque? – Disse enquanto lavava o cabelo.
– Ah, é que... – Ela hesitou um momento. – Pensei que você tivesse meio pilhada pra saber sobre a terceira tarefa.
– Não, depois da prova eu quero descansar um pouco minha mente, pelo menos por uma semana.
– Ah, ta.
– Tem algum problema Isabelle? – Perguntei desligando o chuveiro e me enrolando na toalha.
– Nada, só tenho que ir agora. Tchau Fleur.
– Tchau. – Disse meio hesitante observando-a sair.
Fui para o quarto e coloquei uma camisola branca que estava sobre a cadeira e que Hermione gostava. Deitei na cama e esperei pacientemente Hermione voltar para o quarto e acabar com aquela dor irritante. Peguei um livro que ela havia deixado e comecei a folheá-lo, descobrindo algumas coisas sobre Quadribol que antes nem imaginava e sorrindo ao encontrar algumas anotações pelas folhas.
Esclarecimentos, cena adicional:
Antes que a garota desmaiasse completamente, o homem que lhe lançara o feitiço a segurou, pegando-a no colo e aparatando. Eles chegaram a uma enfermaria, situada no corredor norte do primeiro andar do castelo de Hogwarts, onde a moça foi deixada na cama mais próxima.
Segurando sua varinha, mirou o alto da cabeça da loira lançando um encantamento e murmurando palavras, do que parecia uma história, um texto escrito por alguém, mas que na verdade era a nova realidade de Fleur Delacour. E coisas sobre a qual se esqueceria, acordando no dia seguinte para fazer a prova do Torneio Tribruxo, tendo o mesmo desempenho da primeira vez.
Através de um feitiço simples para o bruxo ela foi parar em sua cama, num sono profundo e sem sonhos, em que poderia somente descansar. Já Alvo Dumbledore precisava alterar algumas memórias, preparar junto com os outros professores uma prova de um torneio altamente esperado e cuidar de invasores das artes das trevas no castelo, que ele ainda teria de descobrir quem eram.
Cansado, o velho mago aparatou novamente.
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