Jade


Algum tempo depois consegui terminar meu trabalho e, modéstia a parte, as fotos ficaram ótimas. Eu estou muito confiante de que vou conseguir a vaga. Já posso ate me imaginar subindo naquele palco, usando um maravilhoso vestido vermelho e fazendo um discurso maravilhoso em agradecimento. Talvez eu esteja me iludindo um pouco e, também, esse tal palco nem deve existir. Mas quem se importa? Peguei um táxi e em menos de vinte minutos cheguei ao hotel. Demorei bem mais do que fora combinado, Cobra com certeza estava furioso. A sua ausência no quarto só confirmava minhas suspeitas. Além de sair sem avisar, me deixar trancada e não fazer questão nem de deixar a chave com a recepcionista, deixou um maldito bilhete colado na porta. Que coisa ridícula! Parei para respirar fundo alguns segundos e aproveitei para contar até dez. O que está acontecendo? Por que eu fiquei tão nervosa? Ele não tem a obrigação de me dar satisfação nenhuma sobre a sua vida, até porque eu não sou a namorada dele, sou apenas um sexo fácil. Descolei o pequeno papel e, após ler, ri dos meus pensamentos anteriores. Como eu sou idiota!


“Como você demorou, tive tempo de preparar uma surpresa. Estou te esperando na quadra.”


Desci as escadas praticamente correndo, eu estava muito curiosa. Cobra sabia bem que a curiosidade é o meu ponto fraco, então, às vezes, ele abusa dela.


– Estou aqui –disse sorrindo largo e ele se virou para me encarar- Demorei?
– Uma eternidade! –ele se aproximou de mim e me deu um selinho.
– Então, qual é a surpresa?
– Calma, porque a pressa? –ele perguntou cínico
– Não gosto de enrolação, vai me contar ou não?
– Curiosa!
– Ridículo! Anda logo, Cobra! –me irritei e ele riu.
– Vamos jogar um jogo muito interessante! –ele levantou a mão me mostrando uma bola laranja, eu revirei os olhos.
– Então, essa é a surpresa?
– Sim, não gostou?
– Não, eu odeio bola, odeio basquete, sou uma péssima jogadora e, pelo que eu me lembre, você também. Por que eu gostaria?
– É, você tem razão. Mas dessa vez vai ser diferente e eu tenho certeza que você vai amar. Vou te explicar as regras. Bom, toda vez que alguém errar uma cesta, tem que tirar uma peça de roupa. –ele riu como se fosse a ideia mais genial que poderia existir.
– Você não está falando sério, não é?
– Por que não estaria?
– Por que são quatro horas da tarde, estamos na quadra de um hotel lotado e a qualquer hora pode aparecer alguém e nos ver. Ou melhor, me ver, porque eu tenho certeza de que eu vou errar todas as cestas.
– Isso aqui é Roma, as pessoas estão preocupadas em sair e conhecer o lugar, não em ficar no hotel em uma quadra de basquete.
– Igual nós estamos fazendo?
– Qual é Jade, eu sei que você adorou a minha ideia, só não quer admitir. Vamos? Por favor. Prometo que serei bonzinho com você! –ele se aproximou do meu pescoço, me dando dois beijinhos molhados ali- E então, quem começa?


Cobra jogou a bola para o alto e foi correndo em direção à cesta. Jade foi atrás em uma tentativa inútil de tirar a bola dele. Não demorou muito para que Cobra fizesse a primeira cesta, ele piscou o olho para ela e riu sarcástico. E já ia embora o casaco dela. Eles continuaram o jogo, sorrisos maliciosos e selinhos eram trocados. Em pouco tempo Cobra estava sem camisa e Jade apenas de calcinha e sutiã.


– Cesta! –ouvi ele gritar animado- Vamos, o sutiã Jade.


Olhei pra ele indignada, já sabia que eu ia perder, mas não pensei que fosse ser tão rápido. Eu estava com vergonha e meu rosto estava ficando vermelho aos poucos. Levei as mãos até o fecho do sutiã e, quando ia abri-lo, ouvi uma vós fina gritar:


– Mamãe, tem duas pessoas peladas na quadra.


Olhamos para cima e tinha duas crianças na sacada do quarto, uma menina de uns quatro anos, e um menino um pouco maior que tapava os olhos dela e chamava pela mãe desesperado.


– Corre! –Gritei e Cobra começou a catar as nossas peças de roupa que estavam espalhadas pelo chão. Ele segurou na minha mão e me puxou, indo em direção aos banheiros.
– O que está fazendo? Você não pode entrar aí! Esse banheiro é feminino.
– Quem se importa?
– Eu me importo! Vamos voltar para o quarto.
– Você quer ser vista semi nua por todas as câmeras de segurança do prédio?
– Por que você está sempre certo?


Entramos no banheiro que, por sorte, estava vazio. Olhei para Cobra com um ar de raiva, ele me olhou divertido e logo caímos na gargalhada.


– Você é maluco! Olha o mico que me fez pagar.
– Qual é, foi divertido!
– Aquelas crianças devem estar traumatizadas! –falei e voltamos a rir- Mas tenho que admitir, foi divertido.
– Então, o que você acha de terminarmos nossa brincadeira?
– Aqui? Melhor a gente terminar lá em cima.
– Há essa hora os seguranças já estão sabendo e procurando a gente hotel. Sorte que não nos reconheceram.


Ele se aproximou de mim e colocou sua mão em minha nuca apertando seus lábios contra os meus. Fechei meus olhos tentando assimilar o fato de que eu ia transar em um banheiro de hotel. Ele pegou minhas mãos e colocou em sua nuca e segurava minha cintura. Apertei sua nuca e abri minha boca dando passagem para sua língua, agora havíamos começado um beijo de verdade. Ele me beijava calmamente. Cobra terminou o beijo chupando meu lábio inferior. Ele riu fraco e voltou a me beijar, dessa vez ferozmente, sua língua passeava por cada canto da minha boca. Agarrei seus cabelos e os puxei levemente. Suas mãos que estavam em minha cintura desceram para minha bunda me puxando contra ele. O beijo era rápido e intenso, ele voltou com suas mãos para minha cintura e me puxou para cima me dando impulso para subir em seu colo. Entrelacei minhas pernas em sua cintura. Cobra me segurou pelas coxas e começou a andar comigo e me sentou na bancada que tinha ao lado da pia. Comecei a beijar seu pescoço, ele apertou minha coxa me fazendo arquear as costas. Cobra me prensou mais contra o corpo dele e ficou me olhando, coloquei minha mão em baixo de sua blusa e arranhei seu abdômen. Levantei sua blusa e ele me ajudou a tirá-la, ele me beijou apertando minha bunda fortemente me fazendo arfar. O beijo era cheio de tesão, meu corpo queimava. Cobra colocou sua mão dentro de meu sutiã e acariciou meu mamilo com o dedão me fazendo gemer contra a boca dele. Cobra subiu em cima de mim e me beijou, ele tirou meu sutiã revelando meus seios desnudos, minha respiração estava descompassada, meu peito subia e descia rapidamente. Ele beijou minha cintura deixando um chupão logo em seguida, ele lambeu minha barriga com a ponta da língua até chegar em meu seio esquerdo, Cobra passou a chupar meu mamilo e a massagear o outro seio. Coloquei minhas mãos em seus cabelos puxando-os. Apertei meus lábios em uma linha reta tentando conter um gemido. Ele trocou de seio e eu arranhei seu ombro. Sua mão entrou em minha intimidade por cima da calcinha, gemi jogando minha cabeça para trás, ele subiu os beijos para o meu pescoço, ali ele ora lambia ora dava chupões. Levei minhas mãos até o cós de sua cueca e comecei a empurrá-la para baixo, terminei de tirá-la com os pés. Cobra colocou sua mão desocupada em minha boca abafando os gemidos.


— Acho que você não vai querer que alguém saiba o que estamos fazendo —ele falou baixinho. Fechei os olhos sentindo o prazer consumir meu corpo. Eu não enxergava mais nada Cobra fazia movimentos rápidos com seus dedos. Inverti a situação e comecei a fazer o mesmo com ele. Cobra subiu em cima de mim novamente, abri minhas pernas, ele me penetrou fazendo-me soltar um gemido, aumentando minha excitação. Seus movimentos eram lentos e torturantes, se debruçou sobre mim e beijou meu pescoço. Não aguentei e pedi para que fosse mais rápido, ele obedeceu e passou a penetrar rapidamente e apertando minha cintura. Meus gemidos eram altos e Cobra arfava. Sua cabeça estava na curvatura do meu pescoço, podia sentir sua respiração quente e pesada. Cobra chupava meus seios, cravei minha unha em seus ombros. Depositei alguns chupões em seu pescoço. Senti uma corrente elétrica passar por meu corpo, eu estava quase lá. Meu corpo estremeceu e soltei um gemido alto chegando ao meu orgasmo. Em questão de segundos ele também chegou ao ápice.


– Foi maravilhoso –ele disse sorrindo fofo e me fazendo ficar vermelha e completamente envergonhada.