Amizade Colorida - Cobrade
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Acordei sentindo uma enorme dor de cabeça, para piorar a janela estava aberta, o que fazia com que toda a claridade batesse em meu rosto. Não me lembro de quase nada da noite passada. Apenas que eu tinha ficado com seis garotos, só beijos e nada mais. Abri lentamente os olhos, era o meu quarto e a minha cama. Como eu tinha ido parar lá?
– Achei que nunca fosse acordar!
Ouvi uma vós rouca e foi ai que eu me liguei, eu transei com algum garoto e não faço ideia de quem tenha sido. Sua mão estava na minha cintura e a minha mão entrelaçada na dele. Eu estava com muito, muito medo de saber quem era. Soltei-me de seu corpo e me sentei na cama, ainda sem olhar para ele. Minhas pernas estavam doendo muito, pelo visto tínhamos feito ótimas coisas na noite passada.
– Qual é o seu nome mesmo? –perguntei pegando o lençol e enrolando em meu corpo.
– Vai dizer que não me conhece? –ele perguntou rindo e me virei para encara-lo, desejando morrer. Eu transei com o Cobra. Cobra meu amigo, meu “irmão”. Não acredito que fiz isso. Eu quero morrer!
– Cobra? –perguntei gaguejando ao vê-lo sentado na cama, totalmente nu- Coloca essa cueca logo pra gente conversar.
– Por quê? Não tem nada aqui que você já não tenha visto.
– Mas eu estava bêbada, nem lembro o que aconteceu!
Falei sentando novamente na cama e tentando abotoar o sutiã. Eu estava tão nervosa que as minhas mãos estavam tremulas, estava me batendo um desespero fora do normal por ter transado com ele.
– Calma Jade -Cobra falou em um tom sereno e terminou de abotoar o meu sutiã, dando um beijo em minhas costas. Senti algumas lágrimas caindo.
– Desculpa, eu estava muito bêbado, mas essa madrugada foi espetacular.
Ele disse e eu continuei quieta observando os roxos que tinham na minha perna e no meu braço. Não me lembrava de muitas coisas dessa madrugada, mas comecei a ter uns pequenos flashbacks. Imagino que tenha sido bom já que metade das garotas que foram para cama com ele ficavam se gabando dizendo que ele era maravilhoso
– Você... Se lembra? –gaguejei.
– Lembro, já estou acostumado a beber.
Ele disse me olhando maliciosamente e senti minhas bochechas corarem. Mas espera ai! Esta tudo errado! Eu deveria estar acordando sozinha em meu apartamento e tomando meu café com calma, esperando Cobra chegar e me agradecer pela maravilhosa noite que tivera com Ju.
– Cobra, e a Ju?
– Quer mesmo saber? –balancei a cabeça positivamente- Nós fomos para um dos quartos e eu estava até me divertindo, mas quando o clima esquentou eu travei.
– Travou?
– Sim, eu fiquei pensando naquilo que você me disse. Eu mereço mesmo alguém melhor que ela. Então eu sai de lá e deixei ela “na vontade”.
– Daria tudo pra ver essa cena. – ri e ele riu também- E onde eu entro nessa história?
– Eu liguei pra você, mas você não atendeu. Então eu voltei para o bar, bebi e quando estava indo para casa vi alguém conhecido na pista de dança. Nós dançamos, nos beijamos e o resto você já sabe.
Escondi meu rosto com as mãos, ele se aproximou de mim, afastou as minhas mãos e segurou em meu rosto. Seu olhar estava fixo na minha boca e na sua tinha um sorriso tentador. Ele selou nossos lábios e logo sua língua invadiu minha boca. Elas “lutavam” de uma forma incontrolável e aquilo era muito bom. Ele terminou o beijo com selinhos e se afastou, entrando no banheiro. Logo ouvi o barulho do chuveiro e fui tomar o meu banho no outro banheiro. Isso é loucura! Ele acha que pode chegar e me beijar a hora que quiser? Sim, ele pode!
Fale com o autor