Notas iniciais
Nesse capítulo, muita coisa vai acontecer. Dylan descobrirá alguns segredos de Jamie e ela vai ter que lidar com um antigo amor que ainda é completamente apaixonado por ela.

4. Suspeitos

Jamie e Dylan estavam embrulhadinhos num cobertor gigante de couro de avestruz. Jamie se aproximou do ouvido de Dylan.

– É gostosão, parece que a idéia de sexo casual colou com a gente — ela deu um risinho medonho — isso quer dizer que vamos fazer isso mais algumas vezes. Vai se acostumando!

– A minha melhor amiga aqui do meu lado, fazendo coisas inacreditáveis na cama e você acha que eu não vou me acostumar? Só você mesmo pra falar essas merdas. Sabe no que eu tava pensa... — Dylan foi enterrompido por seu celular tocando — Alô!

– Dylan, aqui é Harver. Estou te ligando para dizer que Grimis morreu. Parece que foi suicídio. Ele estava com uma camisa que dizia: "Jamie, você é a minha vida e eu vou dá-la a você!". Bom, não posso mais falar pois estou ocupado. Um abraço.

Dylan desligou o celular e o jogou em cima da escrivaninha de Jamie, que por sinal estava uma bagunça.

– Meu amigo... Se matou, hoje de manhã. — Disse Dylan sem querer acreditar.

– Nossa, Dylan! Que tragédia. Primeiro o tio, depois o amigo? Sem querer falar nada, devem ter colocado uma macumba muito fudida pra cima de vocês.

– Ele estava com uma camisa escrita com o seu nome. Não sei se era O SEU NOME, mas estava escrito: "Jamie, você é a minha vida e eu vou dá-la a você"

– NÃO TIRA SARRO COM A MINHA CARA DYLAN! ISSO NÃO TEM GRAÇA.

– Não estou tirando sarro de ninguém, apenas estou levantando hipótese do meu amigo ter te pegado e ter ficado completamente apaixonado por você.

– Eu tinha um amigo, Hills, que morreu recentemente com a mesma frase estampada na camisa.

– Eu sei, Jamie. Por isso achei estranho. — Dylan deu um suspiro longo — vista sua camisa. Nós vamos à delegacia.

– Vamos mesmo!

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Chegando na delegacia, Dylan correu para falar com o delegado Honório, o mais respeitado de Flintwood.

– Em que posso lhe ser útil, Dylan? — Honório tinha uma fisionomia de um gordo que malhava braço e apenas braço.

– Tenho provas concretas que Hills, o homem que foi encontrado morto em Miami não se matou. Tenho como provar para o senhor que ele foi assassinado.

Jamie estava esperando Dylan do lado de fora. Mas logo seria chamada para a interrogação.

– E que provas seriam estas, senhor Dylan? — Questionou Honório.

– Bom, para concretizar as provas eu farei um breve resumo do dia em que Hills foi morto. Bom, estava no meu apartamento em Miami com minha namorada, a gente estava tendo um momento só de nós dois, quando de repente escutamos um barulho. Quando olhei pela janela vi um homem morto no chão com uma camisa com os dizeres: "Jamie, você é minha vida, por isso vou dá-la a você!". Até hoje estava tudo bem, quando meu amigo do peito me liga e fala que meu melhor amigo de várias décadas havia se matado e estava com uma camisa com os mesmos dizeres que constavam na camisa de Hills. Não seria uma coincidência que tem 1 chance em milhões de possiilidades de acontecer ou seria uma morte relacioanda com a morte de Hills? Deixo isso com você, doutor delegado pois estou muito confuso e abismado com essa história toda.

– Senhor Dylan, é claro que a morte desse rapaz tem a ver com a morte de Hills. Agradeço o seu depoimento, pois usaremos como prova de que ambos os homens foram assassinados por motivos banais. Pode ir, te encaminharemos por meio de um oficial de justiça uma intimação para comparecer ao parecer do caso. Fique no aguardo. Muito obrigado.

Dylan apertou a mão de Honório e saiu da sala como se nada tivesse realmente acontecido.

– Não vou ser chamada para me interrogarem? — Perguntou Jamie, cujo nome constava nas camisa.

– Você acha que a polícia nessa altura do campeonato procura nome que estava escrito em camisa? Não se preocupe que quando eles souberem eles vão te chamar, mas por enquanto fica de boa.

– Nossa Dylan, você é super esperto. FBI tem só uns quinhentos investigadores só aqui em Flintwood. Vou ser chamada para depor em breve e não sei o que falar. Não conheço esse seu amigo que morreu, só conheço o Hills que era meu ex.

– Realmente é mesmo! — Dylan deu uma risadinha sórdida — Nem tinha levantado hipótese do FBI investigar essas mortes. Sua nerd!

– Seu burro! Vou te falar, Dylan. Você é lindo, super atencioso mais as vezes é muito burro!

– Valeu, amigona do peito! Também te amo, lindona!

Eles deram uma risadinha maléfica, que foi cortada por um toque de celular. Era o iPhone 5 branco extremamente lindo de Jamie.

– Carl? O que esta pensando que esta fazendo me ligando? — Carl era um antigo namorado de Jamie, que estava querendo voltar com ela de qualquer jeito.

– Minie, é o seguinte: ou você volta comigo ou eu me mato agora! Sem exitar. O que me diz?

– Para de falar merda, Carl. Vem pra minha casa agora. Já estou a caminho de lá. — Jamie desligou o celular com o coração batendo a quase 200bpm.

– Acho que é melhor você correr, Jamie. — Dylan nem sabia da situação mas queria tirar uma de fodão.

Eles se dirigiram rapidamente para o apartamento de Jamie, onde ficaram esperando o tal ex namorado de dela.

– Parece que ainda estamos muito conectados, Minie. — A voz de Carl ecoou atras do ouvido de Jamie, que a fez dar um pulo para frente — Quem é esse com você?

Jamie não exitou em mentir um pouco sobre quem era Dylan, para pelo menos se livrar de Carl por um dia.

– Meu namorado. — Retrucou Jamie, com o olho maior que o rosto.

– Então não tem problema. Já matei um, posso matar outro também. — Carl pegou uma arma que tinha escondida na cintura e atirou sem olhar. PAH!

– AAAAAAAAAAAH! — Gritou Dylan.

Jamie gritou socorro, enquanto dois homens parrudos seguravam Carl. Ele gritava de raiva, e Dylan de dor. Tinha levado um tiro na perna. Nada muito grava, mais foi extremamente dolorido.

– VOCÊ ACHA QUE EU ESQUECI DO QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA MULHER, JAMIE? DEPOIS QUE VOCÊ SE SEPAROU DE MIM? ACHA QUE EU ESQUECI? — Carl deu o último grito, e entrou pro camburão da polícia.

Jamie logo colocou Dylan no seu carro e o levou para o hospital. Lá ele recebeu os atendimentos, mas so ia receber alta no dia seguinte.

– Quem é esse cara, Jamie? Ele quase me matou! — Perguntou Dylan com a voz rouca.

– Era meu ex. Eu o amava profudamente, mas um dia descobri que ele era casado. Um dia eu estava numa linha de metrô e vi ele com a esposa. Ela quando me viu, correu e agarrou meu cabelo com tanta verocidade que pensei que ia arrancar. Nós duas caímos no chão e fomos rolando. Até que por ironia do destino, ela caiu dentro dos trilhos do metrô e prendeu o pé. Como eu estava com a mão dada com ela, levei um choque e desmaiei. Ela morreu ali mesmo. Tinha ficado preta, parecendo uma torrada. O metrô veio na bala. Quase 200km/h, pois o metrô daqui é de alta velocidade. Quando o trem passou em cima dela, as cinzas voaram. Carl tinha ficado apenas olhando. Saiu da estação e sumiu. Não tive nada a ver com a morte da mulher dele, pois alegaram morte acidental. Hoje ele me ligou falando que era pra eu voltar a namorar com ele, ou ele se matava. Aposto que ele tem alguma coisa a ver com a morte de Hills e do outro homem que estava com a camisa com meu nome. A polícia que vai dizer. Mas agora descanse. Eu vou pra casa trocar de roupa e amanhã de manhã venho aqui pra te buscar.

– Vai lá então, gatona. Eu te espero amanhã. Se cuida aí. Vai ver tem outros namorados psicóticos atrás de você.

– Pode deixar!

Jamie chagou em casa, tirou o sapato e deitou em sua cama, agarrada ao travesseiro que ela mais gostava. Começou a chorar, lembrando dos fatos da vida dela que se passaram.

Ela ouviu a porta abrindo. Logo foi correndo na sala para ver quem era. Sua mãe acabara de chegar de uma viagem com a clínica de reabilitação. A mãe dela tinha uma pequena doença mental mas não era nada grave.

– Mãe, não fala nada. Só me abraça. — Jamie correu nos braços da mãe, que era a fonte de inspiração dela.

– Querida, vai durmir. Está tarde. Se você quiser eu ligo para o seu namorado vim aqui durmir com você. — Sue adorava ser irônica com Jamie.

– Me dá um tempo né mãe. Vou durmir, beijão. — Jamie se trancou no quarto e foi durmir.

Dylan, no hospital, pensava no que sentia por Jamie. Ele não conseguia explicar. Seria amor?

Notas finais
As coisas estão começando a ter sentido. Será que Carl realmente matou um ex-namorado de Jamie? Por qual motivo? Não perca!