Notas iniciais
Jamie irá tirar a limpo toda a história que Carl "contou". Será que ele matou alguém por mando de uma pessoa que é apaixonada por ela? Ou por uma pessoa que quer ver ela morta no final? Acompanhe!

5. Conspiração

Jamie estava pensando seriamente no que havia acontecido. Por um momento ela resolveu esquecer tudo por umas horas, então ela foi no lançamento do novíssimo iPhone 5S e comprou um de cor de ouro. Ela amou, passou o restante do dia mexendo no melhor celular que existe.

No momento de ir dormir, a cena ocorrida horas mais cedo inquietou seu pensamento e Jamie começou a se preocupar de verdade com o assunto. Sem pensar duas vezes ela foi atrás de Carl na delegacia para a qual ele foi levado para depor. Chegando lá ela se exaltou e os ânimos ficaram altos.

– Quero ver o filho da puta do assassino que tentou matar meu amigo! — Disse Jamie.

– Você fala de Carl? Ele está esperando o camburão para levá-lo para a penitenciária senhora. Se quiser vê-lo, terá que assinar aqui o termo de responsabilidade. — Disse um agente policial que estava de plantão, pois já era madrugada.

– Eu assino. Faço tudo o que puder para falar com aquele otário.

Jamie assinou a o termo de responsabilidade e foi correndo para falar com Carl. Eles iam ficar sozinhos, sendo vigiados por câmeras de segurança sem áudio primário.

Ela entrou na sala de conversa e sentou-se, bem devagar. De primeiro modo, ela ficou olhando alguns minutos para o sapatênis da Osklen que ela havia comprado quando veio para o Brasil. Devagar e sutilmente ela levantou os olhos e encontrou os de Carl.

– É, meu amigo. Você virou um monstro. O ódio que te consome é maligno, diabólico e demoníaco. Eu sinto que o seu espírito está em baixa e sua alma está pesada. Eu quero te ajudar a se recuperar. Mas para isso preciso saber de todos os detalhes dos acontecimentos que ocorreram nesses tempos. Você foi responsável pela morte de Hills?

– Não vou falar. Não sou burro. Eles estão gravando tudo e usarão tudo isso contra mim nos outros depoimentos. — Carl parecia estar estático, não piscava. Apenas seus lábios mexiam.

– Não. Eu pedi uma sala monitorada, mas sem áudio. Não tem áudio. Pode confiar em mim. — Jamie engoliu fundo — Se você me contar tudo o que sabe das duas mortes dos meus ex-namorados, contratarei um advogado para te livrar disso aqui. Mas você tem que contar tudo o que sabe.

– Vou confiar em você, mas além do advogado, vou querer outra coisa. — Carl, depois de dizer sua frase deu um riso de canto de boca medonho.

– Tudo o que você quiser, Carl. — Jamie já sabia o que ele iria falar.

– Quero que você fique comigo, pelo menos uma vez. Tudo o que eu sempre quis e tudo o que eu mais quero. Eu mereço.

– Tudo bem. Eu fico com você. Mas apenas uma vez. Mas não será hoje, será no dia em que você estiver livre. Dá mais tesão — Jamie foi encontrando palavras para acalmar Carl, que deu um sorriso.

– Eu que matei Hills, mas foi só ele. O outro eu não sabia que havia morrido. Tentei matar aquele homem que você disse que era seu namorado porque foi uma ordem que eu recebi. Mandaram eu matar todos os seus ex-namorados. Em troca eu recebia um dinheiro muito alto.

– Alguém mandou você assassinar Hills e os outros? Quem foi, Carl?

Ele ficou calado. Engoliu a seco e olhou para baixo, viu que seus pés estavam imundos. O chinelo que entregaram à ele na delegacia era de pessoas sem renda fixa, o que dava desgosto a ele.

– Me fala, Carl. Quem mandou você matar Hills? Foi alguém que me quer? Alguém que tem ciúmes de mim? — Jamie estava abalada e branca. O suor em sua nuca corria constantemente.

– Não. Não posso falar quem é. Só posso te dizer que essa pessoa não te quer. Ela te odeia e quer ver você morta. Mas quer ver você morrendo com sofrimento, perdendo tudo o que têm. Eu proponho a você que olhe todas as suas ligações familiares e de amigos. Eles podem ser as próximas vítimas dessa pessoa. Não posso mais falar nada. Me desculpe.

Jamie entendeu Carl, e resolveu que ia arranjar um bom advogado para livrar Carl da cadeia. Ela precisava resolver tudo com calma.

****

Dylan não estava se dando muito bem com o pessoal do hospital. Ele adorou o estilo de roupa das enfermeiras. Era todo branco e elas não podiam usar sutiãs por conta da contaminação que estava se dando na cidade em razão dos tecidos que o qual eram fabricados. Os mamilos das enfermeiras ficavam à mostra e todos os pacientes homens estavam achando o máximo.

– Preciso ir embora, Marcos. Estou bem, minha perna está boa. Me dá alta, pelo amor de Deus! — Disse Dylan, impaciente para terminar sua entrevista na QQ.

– Senhor Dylan, não podemos te liberar com menos de 50 horas de observação. Um tiro de raspão pode não parecer nada mais é um dos mais perigosos. Pode deixar sequelas irreversíveis. — O médico que estava atendendo Dylan era psicólogo e lidava muito bem com as pessoas.

– Porra, Marcos. Eu tenho que terminar uma puta de uma entrevista na QQ. Eu preciso pagar o seguro da minha Mercedes, preciso pagar a diária do meu hotel. Preciso fazer um monte de coisa! — Dylan estava para explodir de nervos.

– Calma, Dylan. Eu vou ver o que eu...

– Calma uma porra! Vocês não vão obrigar uma pessoa maior de idade à ficar em um local onde ela não quer. Ou vão? Se você quiser pagar minhas contas, no geral, aceito ficar aqui até o final do ano que vem. Topa?

– Está bem, Dylan. Você venceu. Vou assinar o papel de alta. Mas você me deve uma, viu! Não sou acostumado a fazer esse tipo de coisa. Geralmente os pacientes me escutam. Eles não querem morrer. Já volto. — Marcos saiu da sala de pronto atendimento explodindo de raiva de Dylan.

– Odeio médico. Só querem enfiar coisas na gente e depois não querem deixar que façamos nada com eles! Que bosta! — Dylan falou para si mesmo.

****

Jamie ficou cinco minutos encarando Carl, que não falava mais nada. Apenas respirava alto e forte.

– Carl, me diga ou eu não vou "dar" pra você! — Jamie investiu pesado.

– Como é vadia? — Os olhos de Carl começaram a arregalar — Vadia... Vadia! Você jurou, sua puta mentirosa! Você vai ver! Vou te matar!

Carl se levantou da cadeira, que era de metal pesado. Mesmo estando algemado, ele conseguiu levantar a cadeira e a tacou em Jamie, que bateu a cabeça. Antes dos policiais chegarem lá na sala ele já havia agarrado ela. Estava enforcando-a com a algema.

– Qual dos dois vai ser o responsável pela morte dela? Mais um passo e vocês vão ter um motivo para escrever na minha ficha "assassino". — Carl ficou com os olhos vermelhos e algumas partes do corpo inchadas.

– Quero ver quem vai ser o merda que vai acabar com a vida dessa vadia suja! Vamos, sejam homens!

Um agente que havia entrado na polícia há muito tempo não admitiu que Carl falasse assim com eles e com Jamie. Numa fração de segundo ele levantou sua '.40mm" e atirou no pé dele. Carl caiu como uma manga coité.

– Bom, senhorita Jamie. Hoje não é o dia da sua morte.

Jamie sorriu. Quando ela estava entrando em seu carro para ir embora seu celular tocou.

– Você acha que acabou só porque Carl foi preso? Você não tem noção do que está por vir, Jamie. Isso é só o começo. Avise sua mamãezinha doente.– Uma voz grossa ecoou pelo telefone.

Jamie ficou estática. Começou a se tremer. Ela pensou que seria uma armação e foi correndo para sua casa. Quem será que quer tanto ver o sofrimento dela? Quem será que havia ligado para ela?

****

Dylan saiu do hospital e pegou o primeiro táxi que encontrou pela frente. De perna mancando, foi direto para a sede da QQ, resolver a questão da sua entrevista com Philip.

Chegando lá, ele desceu do táxi e foi andando em direção à porta da empresa. Por um descuido, ele tropeçou em uma poça de água e caiu no chão. Levou 5 minutos para se levantar. Mesmo assim, todo ferrado ele foi concluir sua entrevista com Philip.

– Chegou na hora certa, Dylan. Estou precisando conversar muitas coisas com você. Em relação à QQ, pode deixar. Você já está contratado. Mas agora o assunto é bem mais sério. Sente-se. — Philip arrastou uma poltrona confortabilíssima para Dylan se sentar.

O que será que ele que Philip queria dizer para Dylan? Seria alguma coisa sobre as mortes envolvendo Jamie?

Notas finais
No próximo capítulo, novos personagens irão surgir. A mãe de Jamie se colocará na frente de todos para resolver o problema da filha e acabará estragando algumas coisas. Não perca!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.