Notas iniciais
Inicio de tudo. Neste prólogo, você ficará sabendo um pouco da vida íntima de Jamie e Dylan. Tudo depende desse capítulo. Não perca uma palavra. Boa leitura!

1. Prólogo

Jamie é uma garota de 25 anos. Segundo ela, sua vida romântica e íntima anda em baixa pois ela não consegue se estabilizar com nenhum namorado ou com nenhum peguete. Todos os homens que ela conhece, geralmente dispensam ela depois de uma ou duas relações sexuais e isso deixava ela com a autoestima baixíssima e sua reputação com os homens só piorava.

Certa vez ela estava num café lanchando com o seu mais recente namorado, é claro que um clima descontraído estava no ar, mesmo sendo um clima de deixar cada um cabisbaixo. Para ela, era o melhor dia do mundo, pois as suas outras saídas com os outros namorados eram muito mais sem graça. Ele se chamava Robie, possuía um cabelo preto azulado, iguais aos seus olhos e era forte e definido.

– Amor, tenho que te confessar uma coisa — ele estava voltando do caixa com dois copos de café de baunilha do Starbucks Coffe Company.

– Diga, Ro. Sem medo — retrucou Jamie, com uma desconfiança terrível de que ele terminasse o namoro com ela, o que era previsto para acontecer.

– Nosso relacionamento anda meio que na merda e eu acho que nós devíamos ter uma conversa sobre isso. Tudo o que a gente faz acaba não dando certo e eu sinceramente não quero mais isso.

– Conclui o que você quer me dizer, Ro — Jamie estava quase deixando cair uma lágrima de angústia, mas se segurou.

– Eu acho que isso que nós estamos tendo não está funcionando nem dando certo. Para você ter uma noção, toda vez depois que a gente transa eu tenho que me masturbar porque não consigo mais me satisfazer com você, Mimi. Eu acho que a gente tem que dar um tempo para pensar em nós e refletirmos sobre o que a gente anda fazendo de errado.

Sem falar uma palavra, a única lágrima de angústia escorreu pelos olhos de Jamie como uma lebre corre fugindo de seu predador. Rapidamente ela recolheu seu colete ao braço e se levantou, dizendo apenas um "tchau" seco e rápido para o rapaz, que continuou tomando seu café sem mostrar arrependimento.

Jamie entrou no seu apartamento, bateu a porta bem forte e se trancou no quarto, indo se debruçar no seu travesseiro de pena de um animal desconhecido. Seu celular começou a tocar, e ela, mesmo chorando sem parar, atendeu.

– Jamie, onde você está? Você está atrasada duas horas e meia já. Tente vir para cá o mais rápido possível pois o "boss" está esperando para ter uma conversa com você.

– Pode deixar Lincon, já estou chegando aí. Atrasei, mas foi para por alguns pingos nos is de situação chata. Estou chegando aí. Beijos.

– Ok então, minha deusa. Estou te esperando. Beijos.

Ela desligou o celular e num salto de fração de segundo colocou a roupa para trabalhar.

– Vamos lá Jamie, força!

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2500km longe dali, Dylan se espreguiçava para acompanhar sua namorada na apresentação de balet. Mika tinha 19 anos e era uma bela menina de olhos verdes radiantes, e tinha um sorriso nitidamente branco e perfeito aos olhos dos homens.

– Amor, você vai estar torcendo pra mim quando eu estiver no palco, não vai? — perguntou Mika, indecisa sobre a cor da sua saia.

– Que pergunta é essa, Mikita? Você sabe que eu torço por você em todas as suas apresentações e em tudo o que você faz. Você é meu tudo — ele parou de falar por um momento, pois estava tentando tirar um inseto que tinha entrado em seu olho — e já está quase na hora de você se apresentar, temos que ir.

– Espera só eu retocar meu blush, o rosa que eu passei deixou meu rosto deformado. Vou me livrar desta coisa e comprar um da victoria secrets. Vai ser show! Aproveita que eu vou comprar um blush novo e compra um batom avermelhado escuro pra você, vai ficar diva — Com sua ironia de sempre, Mika deu uma risada que fez Dylan se constranger.

Os dois ficaram rindo por um tempo, quando o riso dela foi cortado por um barulho parecendo tiro. BUM!

– O que foi isso? — Perguntou Dylan, apavorado.

– Parece que mataram alguém, ué. Vê se você consegue ver alguma coisa pela janela da sala. — Retrucou Mika, que estava natural e parecia não demonstrar curiosidade pelo acontecido.

Dylan abriu as cortinas da janela da sala para checar de onde veio o barulho. Ele arregalou os olhos ao ver um homem deitado na rua com um tiro na cabeça. Na camisa do homem estava escrito: "Jamie, você é a minha vida e eu vou dá-la a você!".

Quem será esse tal homem? Será que ele se matou ou foi assassinado? Quem era Jamie? Essas perguntas ficavam circulando na cabeça de Dylan, que era um homem extremamente conservador e perfeccionista. Tudo o que acontecia ao redor de sua casa ele investigava para ter certeza de que a polícia — a qual ele achava desnecessária e sem conceitos — não fazia o trabalho direito.

– Amor! — Disse ele bem alto — Eu vou lá embaixo ver o que aconteceu e já volto. Vai se arrumando e quando estiver pronta, pode descer.

– Pode deixar, gatinho. Vai lá! — Mika pegou um blush da Mac e começou a se maquiar novamente.

Quando Dylan chegou embaixo do prédio, a polícia o barrou imediatamente antes dele chegar ao local onde se encontrava o corpo. Com a cara fechada ele entrou no carro para esperar Mika, que já estava chegando. Ela usava uma saia rosa florida com uma calça legging preta azulada e uma blusa azul escura perfeita para a apresentação. Ela tinha tudo para ser um sucesso na peça: "O lago dos cisnes".

Ele ligou o carro saiu em direção ao teatro.

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Jamie estava concentradíssima em seu trabalho. Ela contadora e levava pessoas para conseguir empregos em sua agência. O iPhone novo dela recebeu sua primeira ligação. Era o melhor amigo dela, que era homossexual.

– Alô! Fala minha bixa loca– Disse Jamie.

– Minha flor, está sabendo da última? O Hill foi encontrado morto lá em Miami com um tiro na cabeça. Ele estava com uma blusa branca com uma mensagem escrita para você. — Disse Flint.

– Não acredito, Tintim. Você disse tiro na cabeça, não é? Foi suicídio?

– Gatona,eu não faço ideia. A polícia acha que foi suicídio por causa da mensagem escrita na blusa. Falava: "Jamie, você é a minha vida e eu vou dá-la a você".

– Hill era um homem de bem e estava com a vida perfeita, ele não se mataria. Vou começar a ver alguns detalhes, pois ele tinha vários inimigos que queriam a cabeça dele. Pode ser que a morte dele foi influenciada por alguém. Ele pode até ter sido torturado.

– Pare de falar coisa que você não sabe. Em breve você vai ser chamada para depor sobre isso, afinal, o nome que estava na camiseta dele era o seu. — Flint deu uma respirada funda.

– Quem está falando merda é você, Flint. Como a polícia vai chegar em mim e me intimar para depor sobre uma morte que eu nem estava sabendo?

– Querida, a polícia se acha foda. De um jeito ou de outro eles vão chegar até você. Fique preparada para qualquer investida.

– Pode deixar, meu gato. Vou ter que desligar agora porque meu O.B está saindo. Beijos.

– Beijos — Flint fez um barulho de beijo com a boca e desligou em seguida.

Jamie se levantou instantaneamente e saiu correndo para o banheiro com um pacote de O.B na mão. Chegando lá ela colocou o novo absorvente e guardou o usado em um saquinho dentro da bolsa para mostrar ao dermatologista, pois sua menstruação estava rosa.

– Tomara que a alma desse homem não venha puxar meu pé de noite — Jamie voltou para o seu departamento e reiniciou seu trabalho.

******

Dylan estacionou o carro pisando fundo no freio, Mika deu um salto para a frente e quase foi arremessada no vidro.

– Puta que pariu, Dylan! Está querendo me matar? Se eu borrar minha maquiagem ou me machucar, nunca mais vou me apresentar aqui — Disse Mika, explodindo de stress.

– O que é isso, amor? Não precisa apelar e falar palavrão — Parecia que Dylan tinha medo de Mika se separar com ele por causa de coisas pequenas.

– Não falei palavrão, Didi. Você está ficando paranoico.

– Falou sim. Falou puta que pariu.

– Pra mim isso não é palavrão. É uma palavra de grande porte e que dá pra interpretar de várias maneiras. Puta pode significar uma mulher que vende o corpo para ganhar dinheiro, como pode ser uma mãe correta de acordo com os costumes. A parte do "que pariu" pode ser a puta que vendeu o corpo ficando grávida ou sentindo dor, como pode ser a mãe que teve um bebê.

– Só você mesmo viu. Vamos logo, está quase na hora.

Os dois foram correndo de mãos dadas, chegando ao camarim de Mika. Chegando lá ele soltou da mão dela e colocou no bolso.

– Eu te encontro depois da peça, gatinha. Boa apresentação — Disse Dylan dando um beijo quente em Mika, depois de dar um tapa na sua bunda.

Ele encontrou sua cadeira, na primeira fila, e sentou. A peça começou... Acabou o primeiro ato e nada de Mika aparecer... Segundo ato, e nada de Mika aparecer... Durante o terceiro ato, Dylan ouviu um som de sirene ecoar por fora do teatro. Pensou que algum mendigo pudesse estar sendo preso ou poderia ser um ladrão. Fim do último ato e Mika não apareceu.

Dylan foi correndo ao camarim dela e não a encontrou lá. Ele foi até o diretor da peça e perguntou aonde estava ela.

– Ela teve uma parada cardíaca antes de entrar no ato dela, que era o terceiro. Ela foi para o hospital residencial, mas acho que ela não vai resistir. Parece que ela teve alergia à alguma comida.

– Alergia? Como assim?

– Falaram que foi alergia à frutos do mar.

– Que merda! Hoje ela comeu camarão, kani kama e salada de sashimi. Se ela for alergica à frutos do mar, isso vai matar ela. Vou correr lá no hospital, muito obrigado.

– De nada. Qualquer coisa me liga.

– Pode deixar — Dylan saiu correndo com seu carro, em direção ao hospital.

Chegando lá, ele viu que era tarde demais. O óbito dela foi declarado meia hora antes dele entrar no hospital. Ele ligou para a família dela e foi para casa. Ele ligou para o emprego e disse do acontecido e que queria ser movido para Flintwood, por coincidência era a mesma cidade onde Jamie morava. Ela que ia acompanhar ele para a nova entrevista de emprego.

Eles não sabiam que a vida deles iria se entrelaçar e que teriam tantas aventuras juntas. A história deles só está começando.

Notas finais
Uma pequena parte do prólogo foi retirada. Nessa parte, a morte de Mika era explicitada com sofrimento. Acho que não seria legal colocar uma morte dolorida no começo da história. Muitas novidades estão por vir. Acompanhe!