American Love - Esme's life
6 Capítulo 5
Esme POV
Os meses passam e já estamos em junho. Logo minhas sobrinhas vão nascer. E meu filho ou filha. Agora eu estou com quase cinco meses de gestação. Ainda bem que eu estou aqui para ajudar minha prima, pois ela fica deitada o dia inteiro. É muito difícil para ela levantar. A mãe de Henrique e eu cuidamos dos afazeres da casa enquanto ela descansa.
Um dia eu e Henriette, mãe de Henrique, estamos na cozinha lavando a louça quando ouvimos um grito que vem do segundo andar da casa. Nos entreolhamos e dizemos juntas:
— Aimée!
Ambas subimos as escadas imediatamente. Eu sento na cama ao lado de minha prima.
— Esme, que bom que você está aqui. E Henrique?
— A mãe dele foi chamá-lo.
Ela aperta minha mão. Bem forte.
— Eu estou aqui com você prima. Vai dar tudo certo. Logo você terá Carina e Carline no colo.
— Ahhhhhhhhhhhhhhh Esme, está doendo muito. Não vou suportar, prima.
— Vai sim. Eu estou aqui com você.
— Ao menos assim você poderá aprender com minha experiência para quando for a sua vez – ela toca minha barriga e o bebê se move dentro de mim. – Eu estarei com você assim como você está comigo.
— Não se preocupe com isso querida. Se concentre em relaxar.
Ela respira calmamente como aprendeu. Nesse momento a porta se abre e a sua sogra entra com panos limpos e uma bacia cheia de água quente. Eu me levanto:
— Precisa de ajuda!
— Ah, obrigada querida. Eu preciso sim.
...XXX...
Após horas de trabalho de parto nascem minhas sobrinhas. Aimée está exausta. Henrique entra no quarto.
— Henrique! – sua mãe e eu dizemos ao mesmo tempo.
— Filho, você não devia estar aqui. Apenas mulheres podem.
— E então, são duas meninas?
— Sim.
— Que bom – Henrique sai dali meio abatido por não ter um filho. Mas tomara que da próxima vez eles tenham um garotinho.
Dias se passam e aos poucos a vida retorna a normalidade. Os amigos e vizinhos já vieram felicitar Henrique e Aimée pelo nascimento das filhas. Eu vou até a porta da fazenda receber um telegrama, quando eu leio sinto-me tremer, o bebê também compartilha da minha emoção. Aimée se aproxima e vendo meu estado me segura antes que eu desfaleça:
— Esme, o que foi?
— Meus pais e Charles, descobriram onde eu estou.
— Mas você não disse que ele havia morrido? — o disfarce foi quebrado. Vejo que vou ter de contar toda a verdade.
— Era o que eu preferia, mas infelizmente não.
— Esme, você não pode fugir de seu marido.
— Ah, não Aimée. Você não vai me mandar embora.
— Não Esme, claro que não. Mas você precisa ir. Se te acharam, logo virão aqui.
— Quem escreveu esse telegrama?
— Uma amiga minha.
— Se ela se deu ao trabalho de te avisar. Ela quer que você fique a salvo.
— Mas como ela encontrou meu endereço?
— Quem é sua amiga?
— Caroline Archangel.
— Ela é minha prima de segundo grau.
— Nossa! Que mundo pequeno!
— Você a conhece Esme?
— Sim. Ela me ajudou quando eu descobri que estava grávida. Eu estava voltando para casa do mercado e ela me levou ao hospital quando eu desmaiei no meio da rua.
— Ela é mesmo uma menina de bom coração. Mas a história dela é muito semelhante a sua Esme. Como vocês podem ser tão boas mesmo depois de terem sofrido tanto? Ou porque as pessoas boas sofrem?
— Você é boa Aimée e não tem um marido ruim.
— Eu tive sorte. Somente a sorte pode explicar isso.
— Eu tive um azar na vida...
— Você ainda vai ser muito feliz Esme, eu tenho certeza.
— Queria ter a sua certeza.
Ela me sorri, passa o braço por meus ombros e me conduz até a casa. Ali eu arrumo minhas malas enquanto Aimée pesquisa para onde eu posso fugir. Mais ao norte, em Ashland, eu vou dar aulas enquanto espero meu bebê nascer. Henrietta disse que será um menino. Se ela disse tomará que esteja certa. Meu pequeno Collin, vou lhe dar o nome que lembra o Dr. Cullen, acaricio meu abdome.
...XXX...
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