American Dream
1 Prólogo.
Era um sonho? eu não sei, mas a casa da vovó estava diferente de como me recordo dela, por qual motivo tinha tantas pessoas ali? era uma festa? Eu fiquei me perguntando o que estava acontecendo, era inverno, as pessoas estavam bem vestidas, quase todas ou todas de preto.
Aquela era Chloe segurando um bebê no colo? uma criança loira, assim como ela já foi um dia. Foi natural vê-la de preto, eram suas cores preferidas para roupas quando eu a conheci, será que ela ainda gosta de ouvir Bon Jovi? foi meu primeiro show de Rock.
Aliás, por influência dela eu por um tempo queria tanto ser um Rockstar, quando Chloe me ensinou a tocar violão foi tão incrível, pude compor canções, poder expressar coisas que as palavras são insuficientes para descrever, e essa varanda com vista para a rua, quantas vezes fiquei sentado ali olhando as estrelas e espiava Chloe pela janela de seu quarto na casa ao lado.
Nossa, que saudade que veio de quando me mudei para a casa da vovó, meses incríveis, eu nem podia imaginar o quão minha vida mudaria depois de morar aqui, foram momentos maravilhosos e para quem não queria viver ali, eu realmente fiz a escolha certa em aceitar toda essa mudança.
Katherine descia as escadas, acho que vinha do meu quarto. Ela estava com um vestido largo, eu gostava disso, eu falava que ela parecia uma menininha, pois, Kath, era a mais baixa de todas, eu cheguei a brincar uma vez, dizendo que se ela fosse azul e loira, seria uma Smurf, mas no sentindo mais fofo possível. Mas algo que chamava a atenção dos rapazes nela, sem dúvida eram seus lábios carnudos, Kath tinha um poder incrível, pena que explorava pouco.
Jessie! Por qual motivo ela está chorando? Okay, Jessie sempre foi a mais chorosa de todas, que sempre se emocionava, mesmo tendo uma personalidade mega forte, era nunca escondeu o quão frágil era, principalmente quando envolvia seus amigos.
Eu queria abraça-la naquele momento, mas onde eu estava? eu apenas estava vendo as pessoas, e elas passavam por mim como se eu fosse invisível. Isso só pode ser um sonho. Esse barulho, é a campainha? Alguém abra a porta por favor!
Uma senhora que não conheço abriu a porta, na verdade eu a conhecia de algum lugar, só não me conseguia me lembrar de onde, e lá estava Sophia, bem vestida como sempre, com suas bochechas rosadas, seus olhos puxados, aquele cabelo preto, não tinha mais as mechas coloridas iguais quando a conheci, nem um monte de pulseiras em seus braços, Sophia estava de óculos, deixava-a com um ar de pessoa intelectual e séria, mas quem a conhecia de verdade, sabia que ela era a mais palhaça de todas, será que ela mudou tanto assim? não esboçou nenhum sorriso até agora, pelo contrário, um cara de choro.
ESPERA! Isso é um funeral? Nossa, como eu sou lerdo, por quê tanta gente reunida aqui? Sophia entrou ao lado de um cara que eu nunca vi na vida, e estavam de mãos dadas. O que eu perdi? aliás, de novo, onde eu estou?
Além de sentir falta da minha presença eu percebi que Vicky não estava também, suas madeixas douradas me faziam recordar cada situação. Depois de tanto tempo eu jamais imaginaria que todas elas se reuniriam ali, na casa da vovó Mary.
E claro, faltava mais uma pessoa, faltava ela... a garota dos meus sonhos, a garota por quem eu me apaixonei perdidamente...
Para explicar melhor sobre elas, e contar um pouco sobre mim, eu preciso voltar um pouco ao tempo, preciso voltar muitos anos atrás. Preciso contar a vocês de quando me mudei de Los Angeles para Forest Lake, em Minnesota, no verão de 1986.
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