Ameno.
4 Rachel Berry.
Notas iniciais
Capítulo 4 – Rachel Berry.
Me aproximei de Lima aos poucos, a cidade parecia a mesma, fui para McKinley, sete anos, hein? Andei pelos corredores, nada parecia mudar. Vi uma mulher de cabelo curto loiro, treinadora Sue! Ela estava gritando no seu megafone.
Ela realmente não muda.
Observei-a de perto, ela realmente não havia mudado nada! Quem sãos os vampiros perto da treinadora?
Passei por ela e fui direto para sala onde era o Glee Clube, estava vazia e uma onda de nostalgia me atingiu quando fechei meus olhos.
Coloquei minha mão sob meu coração e eu podia sentir; Eu estava de volta ao Glee Clube, senti todos passarem por mim, dando risada, zoando, se xingando e brigando. Glee era minha família.
Vi Finn passar por mim, sorrindo.
“Você não vem?”, ele esticou a mão, olhei para atrás dele, todos os Glee Clube estavam ali, sorrindo para mim. Eu senti tanta paz, comecei a levar minha mão até a dele, quando estava quase chegando alguém falou.
“Não!”, olhei para atrás, era uma loira e eu a conhecia bem.
Quinn.
Ela não estava com seu uniforme de costume. Seu cabelo estava curto, igual do último ano. Ela usava uma roupa mais... de casa, mais nerd.
“Não?”, questionou Finn confuso. “Quem é você?”
“É a Quinn, Finn.”, respondi. Ele continuou me fitando confuso. “Acho...”
“Ela não é a Quinn, Rae. Ela é- eu não tenho certeza. Mas definitivamente não é a Quinn.”, olhei para a loira. “Mas não importa. Vamos, Rachel.”
Olhei para ele, eu queria ir, mas porque meu corpo não? Era o Glee Clube.
“Ela não está pronta, Hudson.”, Quinn disse.
“Para quê?”, perguntei olhando para ela.
“Ela está, Fabray.”, ele respondeu duro. “Não consegue vê?”
Quinn me encarrou.
“Me dê três meses...”, implorou Quinn. Okay, ela não era a Quinn mesmo.
Finn passou a mão nos seus cabelos. “Sinto muito, muito tempo.”
“Eu ainda estou aqui!”
“Dois meses... Por favor, Finn.”
Ele olha para atrás, os rostos do Glee Clube que antes estavam sorrindo, estão com uma expressão de preocupação olhando um para o outro.
“Qual seu plano? Por que está atrapalhando?”, perguntou. “E quem é você?”
Quinn segurou minha mão docemente e trouxe até ela. “Eu sou algo maior que o universo. E até mesmo mais poderosa que a morte.”, o Glee Clube começou a perder a cor. “Eu sou o amor.”, e tudo se desfez.
Eu abri os olhos ofegantes, eu ainda estava no Glee Clube, mas sozinha, estava assustada. Mas o que diabos acabou de acontecer aqui?
Olhei para toda sala, no topo, na cadeira mais alta, estava ela, não Quinn, mas- “Beth?!”, ela sorriu para mim.
“Olá, Rachel.”, ela parecia uns dois anos mais velha.
“O que acabou de acontecer aqui?”
Ela estava com uma expressão de preocupada e pensativa. “Minha linda Rachel...”, voou até a minha, colocou sua mão no meu rosto e eu fui, uma lágrima saiu do seu olho. “O tempo está acabando...”
“O tempo que Quinn pediu...”, ela não me respondeu, então eu continuei. “O que iria acontecer quando esses dois meses acabarem?”
“Eu irei desaparecer.”, ela limpou suas lágrimas. “Não que eu tenha medo da morte, mas não é isso que me aguarda. Quando o tempo acabar... Não existe morte para algo que nunca existiu. Minha existência será apagada.”
“P-por quê? O que eu tenho haver com isso?”, ela sorriu, mas novamente não me respondeu. “Beth?”
“Está na hora!”, disse muito animada.
“D-do quê?”, perguntei com medo da resposta.
“De você saber o porquê está aqui. Algo que nem a Kitty soube explicar.”, ela deu uma pausa. “Algo te segura aqui, Rachel. Algo muito maior que você ou eu, mais do que a Kitty.”
“O quê?”
“Espero que aproveite sua viagem.”, disse me ignorando e sorriu para mim. “Eu não controlo as pessoas e o tempo, Rachel Berry, faça aquilo que seu coração quiser, quando o tempo estiver acabando... Não se sinta mal, você não irá se lembrar de mim no final.”
“Eu vou esquecer você?”
“Eu não vou existir, sentir falta de algo que nunca existiu é algo inexistente.”
“Beth... Me diga o que tenho que fazer para te ajudar.”
“Aproveite a viagem, Rachel.”, me deu um último sorriso. “Se não nos encontramos mais sabia que eu sempre irei te amar, apesar de algumas brigas, eu sou grata pelo destino me colocar na sua vida. Eu amo você, Rachel Berry, obrigada por tudo.”, e desapareceu me deixando mais confusa.
Uma pessoa entrou na sala, Mr. Shue, ele estava mais velho, ele olhou e saiu. Eu queria saber onde estavam todos, mas eu precisava falar com Kitty.
Sai da escola e fui para onde era minha antiga, foi uma surpresa ao descobrir que não tinha ninguém morando lá, estava abandonada. Entrei na casa, vazia. No balcão tinha um anuncio de venda da casa. De dois anos atrás, o engraçado era que a casa estava vendida.
Fui ao meu quarto e a outra surpresa veio. Ele estava igual da última vez que estive ali. Nada tinha mudando.
“Bonito quarto.”
“Beth?”, me virei. Era um garoto, deveria ter alguns seis anos, seu cabelo era castanho e seus olhos verdes.
“Harry.”, ele estava sentado na minha cama, suas roupas eram totalmente pretas. “Você me chamou atenção, Rachel.”
“Última coisa que queria, Harry.”
“Eu tenho mais três irmãos, e se continuar em Lima, irá receber a visita deles.”
“Quem é você, Harry?”
“Eu sou o destino, Rachel Berry.”, ele sorriu. “Eu sou responsável por unir e separar as pessoas. Mas não se engane, eu só uno e separo, eu não dou vida ou tiro ela. Eu juntei você e Beth, mas não fui eu que separei vocês.”
“Foi morte?”
“Minha mãe.”, ele levantou a mão e na palma uma bola branca se formou. “Eu não vim explicar como tudo isso funciona, é mais uma questão metafórica do que realística.”
“Por que veio aqui?”
“Beth.”, ele fechou a mão e abriu, a imagem de Beth apareceu. “Não exclusivamente por ela. É muito complicado de se explicar, mas, basicamente é isso-”, a imagem em sua mão mudou, aparece uma mulher, sem mostrar o rosto dela, era só uma sombra. “Essa é a mãe de Beth, ela é uma figura forte, muito forte. Na humanidade, há poucas pessoas como ela, mas a maioria desconhece esse poder.”, a figura mudou e a mulher apareceu com uma criança no colo. “Beth tem alguns dons devido ser filha dela e está, a todo custo, tentando mudar o passado. Deixando muita gente irritada.”
“Passado?”
“Ela quer mudar o agora.”
“O que isso tem a ver comigo?”
“Rachel, você tem uma conexão com a mãe de Beth, para ela despertar seus poderes você é a chave, você vai fazer ela despertar, fazendo assim a pequena Beth nascer. Por isso Beth não quer que você vá para Luz ainda. Antes de ir, ela quer que você atenda o pedido egoísta dela. Você faria isso? Uma garota que não tem ligação nenhuma com você e está te impedido de ter sua paz eterna por puro egoísmo?”
“... E se eu for para Luz?”
“A mãe dela nunca desperta e assim Beth nunca iria nascer.”
“E o tempo está acabando. Dois meses.”
“O tempo está acabando para ela, Rachel. Para você, ele está chegando ao fim. Em dois meses, não importa o quê, você irá para luz. Nada pode mudar isso. Eu sou o destino e o seu foi selado.”, ele deu um suspiro. “Você pode ajudar uma menina egoísta que atrapalhou o ciclo natural da vida e morte nesses dois meses ou pode voltar continuar aqui, em Lima, e esperar sua Luz chegar. Sua vida era aqui, Rachel.”, ele se levantou da cama. “Eu não sou quem vai te falar o que fazer, mas-“, veio até mim. “Você não deve nada a essa Beth, senão raiva. 7 anos jogados no lixo por uma menina que nem nasceu ainda? Ela está te segurando aqui, Berry. E eu espero que faça a escolha certa.”, e saiu pela porta.
Ele respondeu uma pergunta. E deixou milhares sem respostas. Quem era a mãe de Beth? E os irmãos dele de Harry? Porque eu? Exclusivamente, eu?
Sai do quarto e o cenário mudou.
.
Lucy Quinn Fabray.
.
Estava calor demais e ainda nem era a época do verão. O apartamento ainda não tinha ar-condicionado e o pobre ventilador não estava me ajudando muito. Santana já tinha indo embora para L.A e estava complemente sozinha. Não que odiasse isso, mas o calor estava irritando e o apartamento não tinha nada senão eletricidade. A internet só iria se colocada semana que vem, a TV eu teria que comprar amanhã, e a mudança só iria chegar daqui três dias.
Meu celular tocou, uma mensagem.
Santana: Cheguei ♥
Não foi ela que me mandou a mensagem, foi a Brittany, Santana não iria me mandar coração, ou avisar que chegou.
Quinn: Oi, B. Cuida bem dessa latina feia!
Santana: Como sabia que era eu?
Quinn: Tenho poderes x.x
Santana: Pare de mandar mensagem para minha mulher, Fabray.
Eu dei um sorriso, adorava elas, comecei a escrever uma mensagem de resposta, mas meu telefone começou a tocar, era número desconhecido, atendi.
“Alô.”
“Ah, oi, esse número é da Quinn Fabray?”, uma voz de mulher me perguntou, ela estava falando da rua porque eu consegui ouvir o barulho infernal dos carros e gente falando.
“Sim, quem está falando?”
“Kitty. Kitty Wilde. Eu estou ligando em relação ao apartamento.”
“Oh, sim, é a Quinn aqui.”, eu esperava ter mais sorte porque as últimas que vieram aqui foi, individualmente, uma merda.
A primeira, achou muito caro o apartamento.
A segunda, acho muito vazio.
A terceira, parecia perfeita, mas era homofóbica.
A quarta e última, era uma versão de Hanna.
“Eu poderia marcar uma visita para ver ele?”
“Claro. Qual dia ficar melhor para a senhora?”, perguntei educadamente.
“Pode ser hoje, se não tiver ocupada?”
Eu não tinha nada a não ser morfar no meu sofá. “Não. Só falar o horário.”
“Se não for muito incomodo, pode ser agora? Eu estou perto do endereço mesmo.”
Olhei para a casa, não tinha o que arrumar porque realmente não tinha nada.
“Claro. O apartamento ainda meio vazio, mas pode ser agora.”
“Ok, eu chego ai em 15 a 20 minutos.”
“Tudo bem, Kitty, até daqui a pouco.”
“Até.”, e desligou.
Olhei novamente para o apartamento confirmando se não precisava arrumar e percebi que eu precisava me arrumar, levantei do sofá e fui tomar um banho.
Vesti uma blusinha branca e um shot cinza claro, sequei meu cabelo com a toalha. Me olhei no espelho, meu cabelo ainda estava curto, tinha cortado na minha fase punk e, quando voltei a ser loira até pensei em deixar crescer, mas Rachel disse que era mais bonita assim. Nunca mais deixei crescer.
Não me dei conta que estava pensando nela de novo. Dei um suspiro, eu precisava urgentemente superá-la. Santana tem razão, foi a sete anos.
A campainha tocou, olhei pelo olho mágico, era uma garota loira, seu cabelo, diferente do meu, era mais comprido.
Abri a porta e ela me encarrou. “Kitty Wilde?”, perguntei a ela, quando ouviu o seu nome sorriu.
“Sim. Quinn Fabray, certo?”
“Exatamente.”, retribui o sorriso, ela era muito bonita. “Entre.”
Mostrei o apartamento para ela, expliquei toda a parte burocrática, depois turn, como sempre, eu servi um café ou chá com bolacha. “E ai, gostou?”
“É perfeito.”, disse, olhando ainda.
“Moradora nova aqui?”
“Não, eu nasci aqui.”, ela deu uma pausa. “Meus pais morram alguns anos e eu fui para um hospital psiquiatra.”, olhei para ela. Psiquiatra? Ela riu. “O acidente deles foi muito traumático para mim, eu estava no banco de trás e ver os pais mortos para um adolescente não foi fácil. Eu comecei a ver meus pais depois do acidente. O estado achou melhor me jogar em um hospital psiquiatra do que em um orfanado, não faltava muito para completar a maioridade.”, ela deu um gole no seu chá. “Foi bom para mim depois de um tempo, eu aceitei a morte dos meus pais melhor e segui minha vida. Arrumei um bom trabalho, mas fui expulsa do último apartamento. Mas não gostava muito dele, era muito longe do meu trabalho. Esse é perto.”, de tudo que ela falou, eu quis perguntar como aceitar a morte de alguém. Mas me segurei, não era assunto para momento.
“Por que foi expulsa do seu antigo apartamento?”, não me entenda mal, eu precisava saber. Vai saber se não foi por drogas.
“Por bruxaria, segundo eles.”, ela deu um pequeno sorriso e depois ele morreu. “Acho que devemos aprender com nossos erros, eu, honestamente, pensei que Quinn Fabray seria, hã, mais velha. Eu fui expulsa por duas razões. Algumas vezes eu falo sozinha, é algo como, er, uma oração, eu me sinto mais próxima aos meus pais com isso.”
“E a segunda?”
“Olha, se você não quiser que eu more aqui por isso, não tem problema.”
“Qual foi o segundo motivo, Wilde?”, perguntei já começando a ficar irritada.
“Eu levei uma garota lá.”, disse.
“Você é lésbica?”
“Bi.”, eu fiquei em silencio. “Q-Quinn?”
“Olha, eu não me importo nem um pouco com quem você transa, mas eu não quero que o apartamento vire motel. Minha família é tradicional e eles costumam me visitar de surpresa e não quero que eles vejam um cara ou uma garota pelados no meu sofá. Principalmente, agora que tem uma criança na família. Não fazendo isso, eu realmente não me importo.”, dei uma pausa. Pensei em falar sobre ela falar sozinha, mas ignorei. “Se quiser ficar com o quarto, só pegue o aluguel no dia combinado.”
Ela sorriu. “Sem problemas, eu preciso muito de um lugar, eu não aguento mais morar em hotel!”
Como a situação dela, ela ia dormir ali mesmo. De noite, pedi uma pizza para gente e, enquanto esperava, Santana me ligou.
“Santana.”
“Quinn, eu preciso resolver algumas coisas em New York na próxima semana, vou dormir na sua casa.”
“Não dá mais. Arrumei uma colega de quarto.”
“Tão rápido assim?”, ouvi ela suspirar. “Tudo bem. Você dorme no sofá porque a Britt também vai.”
“Santana.”
“Eu quero uma viagem romântica também.”, ouvi ela sorriu. “Até terça que vem!” e desligou.
Kitty apareceu na sala após seu banho. “O que foi?”, ela estava com um shot curto e uma regata e suas pernas eram maravilhosas.
“N-Nada. Minha amiga vai passar um tempo aqui semana que vem.”
“E você não quer?”
“Não é isso, acontece que- bom, eu vou ter que dormir no sofá. Ela, minha amiga, dá muito trabalho.”
“Por que não manda ela para um hotel?”, ela se sentou do meu lado.
“Amiga de infância. E minha única amiga verdadeira.”
Kitty ficou quieta.
Eu a observei melhor. Ela era linda. E eu queria beija-la.
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