Ameno.

5 Quinn Fabray.


Notas iniciais
O que dizer desse capítulo que foi um dos que mais gostei de escrever? Sério! Desde do começo até o final, principalmente, o final. A parte da Rachel... Uau! Minha bete me elogiou para caralho! Espero que vocês gostem! ♥

Capítulo 5 – Quinn Fabray.

“Quinn, por que tem duas garotas se pegando no sofá?”, Kitty me perguntou entrando no meu quarto.

“A latina é a Santana, a loira é Brittany. Minhas amigas.”

“Você tem amigas lésbicas?”

“Acho que esqueci de avisar que elas são um casal. Desculpa!”

Santana apareceu atrás dela. “Cheguei, Q.”, ela olhou para Kitty. “Ela é gata. Eu sou Santana.”

“E sua namorada está na sala.”

“Para falar a verdade, estou aqui, Q.”, Britt apareceu. Levantei da cama e dei um abraço forte.

“Saudade de você, minha dançarina favorita!”, Brittany desfez o abraço e percebeu Kitty. “Essa é minha colega de quarto, B., Kitty Wilde. Essa é Brittany, dançarina profissional e gênio da matemática nas horas vagas.”

“Prazer.”, sorriu para Brittany e olhou para o celular. “Merda. Estou atrasada. Estou indo trabalhar até depois e, novamente, prazer em conhecê-las!”, e saiu.

Santana observou-a a sair e depois me encarrou. “O quê?”

“Ela é realmente gata.”, levantei a sobrancelha. “E tem aura de lésbica.”

“Ela é bi, Santana.”, caminhei para cozinha e elas me seguiram. “E eu também preciso ir trabalhar.”

Santana me olhou estranha. “Quinn, ela é-”

“Não começa, ela é uma ótima colega de quarto e eu não irei foder tudo só para- foder ela.”

Ela deu os ombros e Brittany surgiu tanto um selinho nela. “Vamos?”, perguntou a loira.

A latina deu um sorriso meigo, ela poderia ser um capeta, um satã para os demais, mas era um anjo com sua namorada. “Claro, B., só vou pegar minha bolsa.”

“Bom passeio para vocês.”, disse terminando meu café.

.

A semana passou tranquila, Santana e Brittany me jogaram para o sofá e não tive nenhum problema com as duas coelhas de noite, aprendi uma dura lição de sempre ter um fone de ouvido bom nas visitas delas. Espero que Kitty também tenha.

Na sexta-feira que veio o real problema, Santana queria levar a gente em uma balada e quando digo a gente, quero dizer eu e Kitty. Eu não sei seria uma boa opção sair com Kitty, eu queria manter as coisas do jeito que elas estavam. Ela não era minha amiga e nem nada do gênero, ela era somente minha colega de quarto e gostaria que continuasse assim, pena que Santana não tinha o mesmo pensamento que eu.

Ela nos levou em uma balada do bairro mesmo, Santana ficava tentando puxar assunto com Kitty sobre a vida dela e relacionamentos.

Depois de alguns copos, Santana e Brittany sumiram e não era nenhuma novidade que elas iriam sumir para transar em algum lugar.

Kitty estava dançando e, em algum ponto, me chamou e, por causa da bebida, acabei aceitando.

A música Party Rock Anthem tinha acabado como começou a tocar uma mais calma, a pista estava cheia por conta do dia e Kity ficou mais próxima de mim. “Desculpa se Santana te arrastar até aqui sem te perguntar seus planos.”, sussurrei no seu ouvido bem devagar. Eu estava flertando como ela.

Senti o corpo dela reagir a minha fala, coloquei minhas mãos em sua cintura. “T-Tudo bem, eu não tinha planos mesmo. Minha amiga- minha amiga está viajando mesmo.”

Sorri baixo e dei uma leva apertada em sua cintura trazendo nossos corpos ficarem mais juntos. “Quando que ela volta?”, falei da mesma forma. Ela não respondeu. “Kitty?”

“N-não sei.”, sua voz saiu arrastada. Olhei para ela e, eu gostaria de dizer que foi a bebida, o ambiente, mas eu queria ficar com ela e, no outro momento, eu estava beijando ela loucamente no banheiro da boate.

Sua mão estava no meu pescoço me puxando mais, minha mão estava na sua cintura por debaixo da blusa. Beijei seu pescoço, eu queria mais, e ela também, meu corpo estava quente e-

“Quinn?!”, ouvi uma voz me chamar de fora da cabine do banheiro. “Quinn?!”, era a voz de Brittany, me soltei de Kitty e abri a porta. Ela estava chorando.

“O que aconteceu, B.?”, perguntei.

“É a Santana.”

.

Suspirei me jogando no meu sofá, olhei para meu celular. Quatro e pouco da manhã e, para variar um pouco, Santana estragou a noite. Ela tinha sido expulsa da boate por arrumar briga e, particularmente, eu nem quis saber o motivo.

Santana estava totalmente desmaiada e bêbada no meu quarto e Brittany cuidado dela, ouvi alguém vindo. “Quinn, está acordada?”, era Kitty. Fiz um barulho informando que sim. “A gente pode conversa sobre- sobre o que aconteceu na boate...”

Eu estava com dor de cabeça e não queria ter essa conversa agora, mas eu tinha uma promessa com Santana. Eu precisava superar Rachel. Suspirei me sentando e olhando para ela. “Eu estou com dor de cabeça.”, informei-a. “Então, eu posso ser um pouco grossa, e também estou um pouco alta.”, olhei para ela e continuei. “Eu gosto de você, Kitty, para o senhor caralho, você é muito gata, o problema é que minha vida antes de você é bem- muito complicada.”, dei um bocejo. “E a gente mora juntas e você paga aluguel, eu não sei dizer o beijo foi bom ou ruim para tudo isso, mas eu realmente gostei de te beijar. E adoraria repetir.”

Ela deu um sorriso. “Se a gente ficar, no futuro, quero que sabia que não vai interferir no aluguel ou coisa do gênero. Bom, eu vou dormir agora.”, ela se virou e eu me deitei. “E Quinn?”

“Hm?”

“Eu também gostei do beijo.”

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Os dias se passaram e, como eu já previ, minha boca não conseguiu ficar longa da senhorita Wilde e resolvemos sair para ver como iria ficar a situação.

O encontro foi perfeito, a nossa química era incrível e a muito tempo eu não sentia conectada com alguém assim.

Kitty era incrível e ela poderia ser a futura namorada minha sem nenhum problema. “Ah, minha amiga chegou de viagem.”, Kitty me disse quando chegou do trabalho.

“Eu vou conhecer ela?”

“Hã, ela é meio tímida, mas ela gostou de saber de você.”, ela franziu a testa. “Acho.”

“Acha?”

Ela riu sentando no colo. “Ela é meio rabugenta.”

“Igual a Santana?”

“Pior.”

E dei um selinho nela. “Eu só gostaria de informar que estou aqui.”, disse Santana. “E que não sou rabugenta.”

“Claro que não.”, disse sorrindo para ela.

Eu estava feliz, estava em paz, pena que isso acabou logo.

“Eu não quero ir.”, falei a Santana no outro dia.

Kitty tinha acabado de sair e Santana tinha que ir na Broadway. “Você precisa ir, você é responsável pelo projeto também, Fabray.”

Eu estava tão bem e ir para Broadway iria me lembrar Rachel, mas Santana não consegue aceitar um não meu. Bufei de raiva.

Mais a surpresa não foi nada da Broadway e sim saber que Kitty trabalhava la. “Aquela ali não é sua futura namorada, Quinn?”

E lá estava, Kitty Wilde sentada em uma das cadeiras olhando para o palco vazio como se estiver vendo o melhor musical de sua vida. E, do nada, ela olhou para trás e, quando me viu, sorriu.

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Rachel Barbra Berry.

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Sai do meu quarto, e resolvi ir ao Breadstix, estava lotado e uma pessoa me chamou atenção. Era uma menina, seu cabelo era todo enrolado e ruivo. Ela estava iluminada. “Olá, Rachel.”, fechei os olhos. Eu realmente quero ir embora de Lima. “Eu sou Evie, o presente.”

“Presente? De data comemorativa ou-”

“Do tempo.”, ela me respondeu com raiva. “Eu sou a irmã mais nova do Harry, o destino.”

“Certo... Não sei porque esperei uma linda garota como presente de aniversário de morte mesmo.”

Ela deu um sorriso tímido. “V-você sabe porque estou aqui?”

“Sobre Beth e a mãe dela.”

“Sobre você, Rachel.”, revelou. “Meu irmão pode ser bem- como posso dizer? Pessimista e negativo.”

Revirei os olhos. Jura? Nem percebi.

“Rachel, você morreu.”

Respirei fundo. “Jura? Nem percebi.”

“Aconteceu que, Rachel Berry, o meu irmão não te contou uma coisa.”, ela deu aquela famosa pausa dramática. “Tem um jeito, muito delicado, que pode fazer você voltar a vida.”

“Eu não quero.”

Evie ficou surpresa com isso. Kitty tinha me falando e... desse jeito... eu não queria voltar assim.

“Por que não?”

“Eu aceitei minha morte, Evie, e eu não confio em você e nem no seu irmão. E estou pisado nos ovos com a Beth. Nenhum discurso de salvação vai me comprar. Eu conheço pessoas como você e eles.”

Ela deu um sorriso amarelo. “Agora entendeu porque ele está tão interessado em você.”, fiquei quieta. “Você deveria ser minha amiga, Rachel. Duvido que será a única vez que iremos nos ver.”

“Ele quem?”

“Você já o conhece, mas em forma de outra pessoa.”, ela deu os ombros. “Você já ouviu a famosa frase. O passado é história, o futuro é mistério, e o agora é uma dádiva e por isso se chama presente.

“Sem ofender, não acho o presente uma dádiva, só você mesmo.”

Ela deu um suspiro. “Ficar com a Kitty está fazendo um péssimo efeito em você.”

“Eu não gosto dela, honestamente, mas ela é a única que me vê.”

“Ainda.”, ela olhou para o bar, os humanos ainda estava lá. “Sabe os problemas deles?”, neguei com a cabeça. “Vivem no futuro.”, ela deu um sorriso triste. “Esquecem do hoje e só vivem pelo amanhã. Eles não sabem o significado da frase ‘a terra de amanhã é incerta demais para suas plantações’ porque amanhã eles não irão estar aqui. O amanhã é uma ilusão. Todos vivemos no hoje e quando o amanhã chegar...é quando minha mãe chega para buscá-los.”

“Um pouco triste.”, confessei. “Eu tinha planos. Planos que não pude realizar.”

“Você tinha esperança, Rachel.”

“Não tinha. Eu odiava minha vida e vivia em um futuro onde tudo seria melhor.”, ela sorriu e se aproximou de mim e, com um dos dedos, tocou na minha testa, eu senti meu corpo mole e uma sensação nova, era mais que uma paz... era amor. Vi vários flashes e não vi nada. Senti meu sonho mudar e se realizar, eu senti felicidade plena, uma paz e totalmente amor. Eu me senti completa. Ela tirou dedo da minha testa e tudo acabou. “O-o que foi isso?”

Ela voltou a sorriso pequeno. “Oh, doce criança, tem tanta coisa que não sabes.”, seu sorriso ficou triste. “Você não viveu sua vida como se ele fosse o último, você viveu sua vida. E és uma pena que não se lembra-te.”

“O que foi isso?”, exigi saber.

“Eu mostrei todos os sentimentos que sentiu antes de sua morte. Você nunca tentou, sempre achou normal, mas no seu último ano de vida tem tantos espaços vazios. E, estou sendo sincera, Rachel, espero que se lembre deles.”

“E se eu não lembrar?”

“Isso quer dizer que você falhou com Beth.”

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É claro que na saída de Lima teria um velho me esperando. “Deixa eu adivinhar, irmão do Harry e da Evie.”, disse a ele. Era um idoso com roupas velhas e rasgadas. “Lado positivo, falta só um irmão agora.”

“Filho da morte com a vida, o mais velho dos irmãos, pode me chamar de Steven. Eu sou a solidificação do futuro.”

“Porque estou recebendo visita de vocês?”, ignorei a sua apresentação.

Ele tossiu quando percebeu que não dei a mínima para sua entrada ou bati palma. “Por causa dele. E, como sabe, Beth e-”

“E sua mãe. Ta, ok. Quem é ele?”

“O amor.”, dei um suspiro, eu não quero perguntas, eu quero resposta. E eu odiava esses irmãos. “Eu sou o futuro e eu sei que você já recebeu a visita da minha irmã e ela me odeia, mas- mas eu não sou tão mau assim. Mas eu não sou a esperança e nem o fim. Eu sou o caminho para a esperança.”

“Esperança seria a última irmã?”

Ele riu baixo. “Não.”, olhou para a estrada que saia de Lima. “Rachel, não tenha medo do futuro. Evie tem razão, não podemos viver no futuro, mas também não podemos viver no presente para sempre. Para felicidade plena precisamos encontrar um equilibrio.”

“Eu não entendo.”

“O quê?”

“Porque estão me falando essas coisas? Eu morri, acabou para mim, Steven.”

“Não seja egoísta, para você acabou, para os demais não. Deixe seu legado, Rachel Berry.”

“Como deixar um legado após morrer?”

Ele não sorriu e não fez nenhuma expressão. “Você ganhou dois meses entre os vivos, não disperdesse, uma vez na luz, não importa o quanto arrependia esteja, você não iria voltar, nem com ajuda dele.”

“Beth me disse que algo me segura aqui, seria ele?”

“Talvez sim, talvez não. Talvez você seja apenas especial. Talvez não. Talvez você seja uma vítima de tudo isso. Ou um peão.”

“Vocês não ajudam em nada.”, murmurei irritada.

Pela primeira vez, ouvi ele rir. “Eu sou o futuro, Rachel Berry, e o futuro é misterioso, incerto e indeciso. As dúvidas fazem parte dele, e o medo também.”, ele voltou a ficar sério. “Volte para New York e, criança, não tenha medo de mim, mas não deposite em mim todas suas esperanças e crenças, eu posso, e irei desapontá-la algumas vezes, peço paciência e sabedoria para saber lidar com o presente e moldar o futuro ao ver.”, ele se afastou de mim. “Não jogue fora essa segunda chance, Rachel.”, e correu até mim me jogando para frente.

Senti o impacto das minhas costas quando atingiu o chão, eu nem sabia que sentia dor. Levantei tossindo por causa do tombo e percebi que não estava mais na estranha e sim na Broadway?

“Rachel?”, olhei para atrás e lá estava Kitty.

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Meia hora com Kitty e eu já sentia saudade dos três irmãos e de Beth, mas não ousei falar isso em voz alta, afinal, falta o último irmão.

Ela estava dizendo que tinha achando um bom lugar para ficar e que a menina que estava com ela era sexy e que elas já tinham ficado, eu chamei ela de puta essa hora e que logo iria ficar sem lugar para ficar. “Eu não sou puta, Rachel! E eu conversei com ela, nosso relacionamento não iria atrapalhar em nada nesse sentido.”, e continuou a história e, por final, disse para não ir no apartamento dela.

Coisa como se eu quisesse. E ainda fiquei a tarde inteira ouvindo sobre o não-namoro das duas.

No outro dia, estava fazendo minha performance matinal e Kitty estava vendo. Era a única coisa que gostava. Ela assistia minhas apresentações matinal como se fosse a melhor coisa que ela já tinha visto, e é.

Como não tinha ninguém, ainda batia palma.

Era o único momento que me sentia viva.

Estava terminado a música Don’t Rain On My Parade quando uma figura me chamou atenção, era uma mulher, uma latina, e eu conhecia. Era Santana Lopez, o mal em forma de pessoa, só que mais velha, obviamente. E do lado dela a doce e bela Brittany, por que elas estavam aqui?

E outra mulher se juntou a elas. Uma que me fez parar de cantar a música, eu encarei ela e Kitty percebeu, eu nunca paro minhas músicas no meio. Era Quinn.

Quinn Fabray.

“Olá, Rachel.”, uma voz falou atrás de mim. Era Quinn, só com aparência do segundo ano e roupa de cheerios. Olhei assusta para essa Quinn, ela sorria diabolicamente. “Eu sou a última irmã, o passado.”

Um tanto irônico, senão fosse perturbador ter a figura de Quinn dessa época, a época que ela era a filha do demônio comigo como passado.

Olhei para Quinn, humana, ela estava meio sorrindo para Kitty que caminhava para ela. “Não...”

“Ela é loira, como eu.”

“Sim, Berry.”

Ela é educada, parece uma diva de cinema da década de 80.

Kitty se aproximou dela a abraçando.

“Uma dama. Seu sobrenome vem da Inglaterra.”

“Não...”

E Quinn deu um selinho para ela. “Sim, Berry, você perdeu sua preciosa amiga para a Wilde.”, olhei para Quinn do passado. “Bem-vinda ao inferno, Loser.”

Notas finais
Uma coisa que talvez iria ficar confuso, a Quinn em ITÁLICO, é a ultima irmã e, diferente dos últimos três, ela vai continuar na fanfic por mais alguns capítulos. Qualquer coisa, estou no twitter, eu sou legal, eu juro, @Unicorio_mar ♥ até o proximo Ah, ultima coisa, a fanfic está terminada! São 14 capítulos ao todo! Então, pode ler, comentar e pá, a fanfic não será abandona! *-*