Ameno.

6 Quinn Fabray.


Notas iniciais
Oi :/ Estou meio desanimada com Ameno, sei lá, eu escrevi com tanta emoção e sinto que virou uma fanfic flopada, uma pena. Mas vou continuar postando mesmo assim. Mesmo que seja para uma ou duas pessoas lerem! Xoxo, Mar. — Ah, os capitulos vão ficar menor, sinto muito.

Capítulo 6 – Quinn Fabray.

“Quinn, o que está fazendo aqui?”, Kitty me perguntou se aproximando. Eu olhei para Santana. Como dizer a sua possível futura namorada que você está fazendo um tributo para sua ex-namorada morta?

“Estamos a trabalho.”, respondeu Santana. “Um projeto da nossa cidade, estamos acertamos os últimos detalhes.”

“Como assim?”, questionou a loira.

“Alugamos a Broadway. Fim.”, finalizou Santana revirando os olhos. Kitty deu um suspiro derrotado, olhou para atrás e franziu a testa.

“Mas o que...?”, resmungou baixo.

“Kitty?”, ela me encarrou. “Está tudo bem?”

Sorrindo disse que sim. Santana terminou de acertas os últimos detalhes, eu ficava nervosa naquele lugar, Kitty tinha desaparecido e eu estava sozinha, fechei os olhos e uma lembrança me veio à mente.

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— Duas semanas e meia antes da morte de Rachel Berry –

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Eu estava em casa olhando para o tempo, fazia alguns dias que Rachel tinha pedido tempo e eu não acreditava mais em tempos. Era como o fim só que menos doloroso, no começo. Virei para tentar dormir, sem Rachel, as férias de verão não tinham graça alguma. Era duas da tarde e eu estava com saudade da escola.

Meu telefone tocou, Casa dos Berrys. “Rachel?!”, atendi na esperança.

Não.”, falou uma voz masculina sussurrando.

“Hiram? É você? Por que está falando baixo?”

Oi, Quinn, porque a estrelinha não pode ouvir.

“Aconteceu algo? Ela está bem?”, perguntei preocupada.

Ouvi o pai de Rachel dar uma risadinha. “Calma, mulher, eu preciso de sua ajuda.

Franzi a testa. “Com o quê?”

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“Boa tarde, Quinn.”, disse a moça do caixa. “Cadê a Rachel? Vocês sumiram.”

Dei um sorriso fraco. Eu sempre ia com ela nesse mercado para comprar doces e café para passar nossa tarde e noite bem. “Estamos, hã, afastada esses últimos dias.”

“Pena.”, disse passando as coisas no caixa. “Eu adoro ver vocês duas juntas.”, dei um sorriso para ela. “São 35 dólares.”, entreguei o dinheiro para ela e peguei as sacolas indo embora.

Quando cheguei no meu carro, coloquei-as no banco do passageiro e fiquei olhando para minha frente. Por que Hiram me ligou? Por que eu?

Ele não sabia do namoro, ninguém sabia.

Eu sou a vadia que fez a filha dele chorar por dois anos. Eu sou a vadia que destruiu a autoestima dela. Eu sou a vadia que-

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“Pare de se culpa, Quinn.”, revirei os olhos para Santana, não importa o que ela fale, eu fui uma vadia para Rachel Berry e nunca iria me perdoar. “Ela te perdoou Quinn, não se esqueça disso. E você ajudou ela, NYADA?”

“Eu a matei, Santana.”

Santana revirou os olhos. “Dio mio!”

Vi Kitty de longe falando com Brittany. “Só- só vamos embora daqui.”

“Escute, Fabray, e eu estou falando sério. Você não matou a Berry, não importa o que diga e ficar se culpando não vai trazer ela de volta. Eu vou ser dura agora. Ela morreu, Quinn, acabou. Pare de se lamentar e, faça o mesmo que todos, siga em frente. E isso-”, apontou para Kitty. “É seu futuro.”

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Rachel Barbra Berry.

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“Bem-vinda ao inferno, loser.”, eu fiquei alguns segundos olhando para Quinn e me perguntando se tinha falhado com Beth e indo para o inferno ou se ela quis dizer em um sentido não literalmente.

“Você está assustando ela.”, uma segunda voz falou. Olhei para o lado, era um garoto, da mesma idade que Harry, mas ele era loiro e, diferente de Beth, seus olhos eram da cor de mel. “Eu sou Jude. Eu e o passado estamos aqui para te ajudar, Rachel.”, ele sorriu e seu sorriso transmitia tranquilidade, diferente dos irmãos.

“Você é quem?”

“Evite falar com a gente na presença de Kitty.”, apontou para a necromante que me encarrava. “Ela não pode nos ver, nem nos ouvir. Em sua presença, só nos escute.”

Eu caminhei até as três e fiquei ouvindo a conversa. Depois Kitty se separou do grupo e Santana e Brittany também, pensei em segui-las, mas Quinn me chamou mais atenção. Ela sentou em arquibancada e fechou os olhos.

“Mas que diabos ela está fazendo?”, perguntei a mim mesma.

E por estar sozinha, não esperava resposta, mas ela veio mesmo assim. “Lembrando do passado.”, Jude disse sentando atrás de Quinn. “Quer ver?”

“Vai me mostrar?”

“Se quiser ver.”

Olhei para Quinn, ela continuava linda. Sempre foi uma grande amiga. Ela tinha se tornando minha grande amiga, meu suporte no último ano. “Eu continuo linda, não é mesmo?”, Quinn disse surgindo na frente da Quinn com os olhos fechados ainda.

Dei os ombros, era verdade. Quinn sempre foi e será dona de uma beleza de outro mundo.

“Cara, se eu fosse lésbica e não fosse eu, eu ficaria comigo mesmo. Olha isso!”, revirei os olhos. Uma pena que humildade não era a qualidade mais forte dos Fabrays.

“Rachel?”, pressionou Jude.

Vi Santana se aproximando. “Me mostre então, Jude.”

E tudo ficou preto.

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Eu estava no meu quarto, sozinha, por que isso era tão estranho? “Rachel Barbra Berry, desça aqui agora.”, me assustei com o tom de voz do meu pai, Hiram, que só usava isso quando tinha feito merda.

E passou uma linha de todas as merdas que fiz que, sinto em lhe dizer, foram bem poucas, mas mesmo assim, bem notáveis.

Desci correndo, a luz da sala estava apagada. “P-papai?”

Ouvi barulho de algo estourando e as luzes acendendo e lá estava meus pais e, no canto, Quinn.

Em cima deles estava escrito Let’s go NYADA, lágrimas vieram ao meus olhos quando meu pai veio me abraçando e eu só ouvi ouvi algumas palavras soltas. A carta da NYADA tinha chegado e eu fui aceita!

Abracei todos eles, dei um abraço estranho em Quinn que me deu parabéns meio tímida.

Meu pai estava muito animado falando de moradia, férias e feriados, observei Quinn de canto, ela deu um sorriso para mim e... eu não consiga parar de olhar para ela, meu coração começou a bater mais rápido. Era uma sensação boa, sete anos depois e ter isso...

Pedi licença para meu pai e puxei Quinn, ela questionou e meu pai também, só respondi a ele falando que queria mostrar um novo dueto para Quinn no meu quarto.

Quando chegou no meu quarto eu guiei-a para se sentar na minha cama. “Rachel, eu-” e a beijei.

Não como Finn. Ou Jesse. Foi um beijo diferente e eu nunca me imaginei beijando-a.

Ok, eu já imaginei. Mas só porque ela era Quinn Fabray.

Sentei em seu colo e a sua mão foi na minha cintura, ao contrário do que pensei, ela não me afastou e, sim, me puxou para mais perto.

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Pisquei assustada do lado de Quinn. “Só- só vamos embora daqui.

Escute, Fabray, e eu estou falando sério. Você não matou a Berry, não importa o que diga e ficar se culpando não vai trazer ela de volta. Eu vou ser dura agora. Ela morreu, Quinn, acabou. Pare de se lamentar e, faça o mesmo que todos, siga em frente. E isso-”, apontou para Kitty. “É seu futuro.”

Eu beijei Quinn Fabray antes de morrer. E, se não tivesse morrido, iria falar: eu poderia morrer em paz após beijar Quinn Fabray.

Por que eu beijei a Quinn? E por que ela não afastou? “Você quis ver.”, comentou Jude do meu lado enquanto olhava para Quinn e Santana.

. Rachel?

Ouvi Kitty me chamar, olhei para trás. “Sua dona está chamando, cachorrinha Berry.”, disse Quinn.

Bufei e fui até ela.

. O que achou de Quinn?

Me perguntou telepaticamente.

“Ela é feia.”, menti. “Olhe as roupas dela. Parece uma nerd.”

. Mas ela é. Revirei os olhos. Ela é incrível.

“Porque quis saber minha opinião?”

. Você é minha amiga.

“Não sou, não.”

. E talvez começamos a namorar.

“Namoro?”, algo se apertou em mim.

“Ciúmes, Berry?”, Quinn perguntou a mim. “Não é porque te beijei que sou sua, lembre-se disso. Eu estou passando o rodo mesmo.”

. Sim, isso não é legal?

“Kitty, você é uma necromante, isso não é legal.”, olhei para Quinn. “Outra, se dar errado, você vai ficar sem lugar para ficar.”

. Você está preocupada comigo?

“Ela está com ciúmes, Wilde.”

Fechei os olhos para não socar Quinn.

. Rachel, você está estranha desde que voltou da sua cidade natal. Não quer conversar?

“Não.”, e sumi.

Tentei ir o mais longe possível, usei todo meu poder e quando abri os olhos estava do outro da cidade.

Olhei assustada. O máximo que conseguia era do outro lado da Broadway.

. Rachel?

Ouvi Kitty me chamando e desejei que ficasse em silencio e, por incrível que pareça, funcionou.

Eu queria saber o motivo de estar beijando Quinn na minha lembrança e eu comecei a perceber.

O meu último ano, como Evie disse, havia muitos espaços e eu realmente não conseguia me lembrar. Não era só minha morte que não lembrava.

Era meu último ano inteiro antes dela. E eu estava assustada. Não por causa da minha memória.

E sim por eu, Rachel Berry, estar com ciúmes de Quinn com Kitty.