Ameno.
11 Quinn Fabray.
Notas iniciais
Capitulo 11 – Quinn Fabray.
“Foi ela que disse.”, me respondeu Kitty. “Isso não é bom?”
“Quem está falando é seu ciúme ou a parte necromante?”
Ela revirou os olhos para mim. Kitty tinha me falado que Rachel estava cada vez mais lembrando das coisas e que a nossa conversa a ajudou.
Fiquei pensando. O tributo a Rachel estava próximo, Santana iria chegar hoje ou amanhã.
“Escute, Quinn, se ela está lembrando isso é um bom sinal. Talvez ela esteja aqui, sei lá, por você. Ela te encontrou e começou a lembrar. Ela tem sete anos já, nenhum fantasma demora tanto assim. Falando com necromante, ela vai embora logo. Como amiga, sinto muito por isso. Com ciúmes, graça a Deus.”
Fiquei quieta. Eu queria Rachel aqui comigo. Só uma vez. Eu queria ver ela. Não pelo corpo de Kitty, minha Rachel.
Eu senti algo pousar na minha mão e apertar, como se estivesse segurando. Rachel. Olhei para Kitty e dei um sorriso. Eu tinha que ficar bem. E, mais uma vez, eu iria perder minha Rachel.
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Santana chegou no outro dia com todo o pessoal de Lima, eles teriam três dias para se arrumar, o tributo seria no sábado à noite.
Estávamos na sala quando Kitty chegou, Santana me olhou. “Ela sabe?”
“Não.”, respondi.
“Você não vai contar?”
“Não.”
“Eu ainda estou aqui.”, disse Kitty. “O que eu não sei?”
“Sábado agora vai ter um tribulo para uma amiga falecida nossa. Pensei que Quinn iria te contar.”, revelou Santana. Contei até dez para não matar Santana
Kitty sorriu. “Deixa eu adivinhar. Rachel Berry?”
Santana me olhou feio. “Você quebrou a promessa!”
“Obrigada, Kitty!”
Expliquei para Santana que tinha contado que tinha perdido uma amiga e um amigo. “E, desculpa, Quinn, mas o jeito que ela falou dava para entender que elas tinham algo mais que amizade.”, completou Kitty.
Santana parecia que iria me matar. “Você não tem jeito, Fabray.”
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Tinha chegando o grande dia e Kitty me alertou que talvez, Rachel fosse sumir depois do show. O tributo poderia ser a chave para ela. Estava me arrumando, quando a necromante apareceu no meu quarto.
“Ei, Kitty.”, olhei para ela. Ela já estava arrumada. “Você está bonita.”
“Ela quer falar com você.”, olhei para Kitty e a sua voz mudou. “Quinn.”
“Rachel...”, abracei. Seria a última vez que iria abraçar ela. “Você vai embora? A Kitty disse que você lembrou de tudo.”
Rachel deu um pequeno sorriso. “Eu lembrei de muita coisa. Do nosso primeiro beijo, o pedido de namoro e até as brigas. Mas, Quinn, eu sinto, quando essa noite acabar, eu irei embora de um jeito ou outro. Eu tinha uma missão e mesmo que conclua ela, hoje é meu último dia aqui.”
“E eu irei perder você de novo.”
“Santana tem razão.”, olhei confusa para ela não entendendo nada. ”Eu não sou tão egoísta assim, Quinn.”
“Rachel, não-”
“Quando eu for, quero que você siga em frente.”, e ela me deu seu último beijo.
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Eu tinha terminado de me arrumar, Santana e Brittany tinha ido na frente. Kitty estava no carro comigo. O silêncio era notável, mas eu o quebrei. “Eu queria vê-la. Uma última vez.”, confessei.
“Ela não tem esse poder.”
“Ela disse que, mesmo que lembrasse, sua missão iria acabar hoje. Você sabe de alguma coisa?”
“Desde que voltou da terra natal, ela tem agindo estranho. Ela nunca se abriu comigo.”
Coloquei meus fones de música. “É, eu realmente gostaria de vê-la.”
Chegamos na Broadway, ela estava toda iluminada com fotos da Rachel. Varias. Desde de pequena e até seus 17 anos.
Na entrada, dei meu nome e entrei. Vi alguns amigos e conhecidos de Lima, cumprimentei de longe. Os pais de Rachel vieram falar comigo e até sua mãe, os apresentei para Kitty.
O tributo iria ser várias performances com as músicas favoritas de Rachel e algumas originais dela. Eles também iriam dançar suas músicas e iria ter um breve teatro sobre a vida dela e, por final, depoimentos sobre ela.
Levei Kitty até o camarim, apresentei ela aos ex-clube Glee presente, a necromante achou todos legais e até comentou como Rachel era amada por eles.
“Quinn.”, Santana me chamou. “O show vai começar.”
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Rachel Barbra Berry – três dias para morte de Rachel Berry.
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Meus pais iriam passar a noite fora e, como estava brigada para Quinn em relação a Finn, iria passar a noite sozinha vendo seriado e comendo. Vida boa.
Tinha saído para comprar comida e algumas coisas para casa. E quando voltei encontrei a porta aberta, entrei com cuidado, ouvi alguns barulhos vindo do meu quarto. Eu sei, quando encontramos a porta aberta e barulho a gente não vai até o barulho, a gente anda o mais rápido para o lado oposto.
Mas era meu quarto, abri a porta e tive uma surpresa. Ele estava sob a luz de vela, pétalas de rosas no chão, uma música romântica ao fundo, um maravilhoso cheiro de comida e uma Quinn com um buquê das minhas flores favoritas.
“Eu pensei que era um ladrão, Fabray.”
“Olá para você também, Rachel.”, ela se aproximou de mim. “E surpresa.”
“Romantismo não vai me fazer perdoá-la dessa vez.”, ela me entregou as flores. “Nem flores.”
“Eu amo você, Rachel Berry.”, virei o rosto tentando não mostra o sorriso que nascia no meu rosto. Ela poderia ser uma cretina, mas era tão bom ouvir que ela me amava. “Vem cá.”, ela me puxou e me beijou. “Estamos sozinhas hoje. E eu quero só a gente. Não para sexo. Mas eu quero somente você essa noite. Eu não quero saber de problemas ou coisas do gênero.”
Eu sorri. Como eu odiava ela. “Eu amo você também.”, e a beijei novamente.
Quando terminamos de comer, Quinn colocou um filme e eu não sei quando, mas ele me pareceu tão se graça e a boca da Fabray me atraía. Desviei o rosto dela da tela do notebook e a puxei para mim a beijando intensamente.
Eu a queria. E eu sabia que ela também queria. Suas mãos foram a minha cintura me puxando para mais perto. Ela beijou meu pescoço e minhas mãos foram para sua blusa, tentando a puxar para cima. “Rachel...”, sua respiração estava ofegante. “T-tem certeza?”
Tirei sua blusa. E a olhei. Como ela podia ser tão linda e perfeita? “Sim. Eu quero isso.”, coloquei uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha enquanto ela me olhava e, eu sentia: eu era amada por essa mulher como todas as forças. Eu tinha certeza disso. “Faça amor comigo, Quinn.”
Vi ela engolir seco. Eu queria muito isso. E ela também. Ela sorriu e me beijou. E, aquela noite, eu perdi minha virgindade. E foi perfeito.
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“Rachel? Tudo bem?”, Kitty me chamou. Eu estava do lado dela. Quinn estava na sala também e, quando meu nome foi dito, ela olhou para Kitty.
“Sim, eu- eu só-”
“Só, o que?”
“Eu só lembrei de algo. Algo importante.”
Kitty olhou para Quinn. “Ela lembrou de algo importante.”
Quinn ficou pensativa. “O que ela lembrou?”
A necromante me olhou e não sabia ao certo se deveria falar ou não. “Da minha primeira vez.”
“Oh, hã, da primeira vez dela. Acho que é sexo.”, Quinn ficou completamente vermelha. “Que nem precisa falar que foi com você.”
A porta se abriu, era Puck. “Hei, garota. Vamos, é a sua vez.”, Quinn sorriu se levantando. Eu segui.
Eu estava triste. Hoje completava dois meses e eu queria aparecer para Quinn, se ficasse uma semana, talvez, só um talvez, eu iria conseguir aparecer para ela. Mas Harry disse que não irei lembrar de nada.
E eu realmente só precisava de uma semana. Minha memória estava voltando. O tributo tinha começado.
Vários dos meus antigos amigos e alguns novos estavam cantando, pulando, correndo e dançando. Toda aquela emoção. Eu estava literalmente no meio do palco, vendo tudo de perto. Eu sentia a emoção. Parecia que estava viva. Sorri, cantei e dancei algumas partes.
Mas nem tudo era perfeito. No meio do musica I Won’t Give Up, eu vi alguém me olhando. Harry.
“Está na hora.”, pude ouvir ele dizendo mesmo longe. “Você falhou.”
Eu fiquei olhando e nem percebi quando a música acabou e começou uma musica minha. It’s All Coming Back To Me Now.
“Eu não quero ir, Harry.”
“Mas você precisa.”, Finn apareceu do meu lado.
Olhei para trás procurando Quinn, mas dei de cara com Quinn e Jude. Eles estavam sorrindo triste.
“Jude, me ajude.”
“Eles não podem te ouvir.”, o menino Harry disse ainda longe de mim.
Eu não poderia ir embora. A música estava cada vez mais alta. Olhei para Quinn, estava ouvindo a música, sentido a música. Eu não quero a deixar novamente. Eu não posso.
“Rachel, não lute contra o destino.”
Eu fechei os olhos. Eu tinha que lutar. Por Quinn. Eu precisava de mais tempo com ela, eu queria tocá-la uma última vez.
“Rachel Berry, não faça isso!”, ouvi Harry gritar. Abri os olhos assustada, ele estava vindo até mim. Vi Jude, ele estava sorrindo. Ele correu para impedir que Harry chegasse ao seu destino. Eu fechei os olhos novamente. Eu tinha que lutar como todas minhas forças. Pelo o amor que sentia por Quinn. Eu precisava e tinha que conseguir uma última chance.
A música ficou mais alta e depois silêncio.
Eu preciso ver Quinn.
“Santo Deus...”, ouvi Jude murmurar. E mais múrmuros.
E senti todo calor do palco. Como se estivesse lá.
“Ela rompeu a barreira dos planos.”, escutei Quinn. O que isso significava?
Abri meus olhos. Eu não via Harry ou Jude. A Broadway estava em silêncio total, a única coisa que ouvia era as respirações e um som quebrando todo silêncio. Alguém caindo de joelhos no chão. Olhei para trás. Era a Quinn.
“Quinn...”, dei um passo até ela. A murmuração aumentou.
“Rachel...” e eu me dei conta.
Eu consegui aparecer para Quinn. Não só para ela. Para todos ali. E por ser amiga de Kitty, eu sabia as consequências disso. Voltei a olhar para Quinn. “Eu- eu sinto muito. Eu amo você.”, e desapareci novamente.
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