Ambry Castle

3 Uma carta para o futuro


Notas iniciais
Ambry cresceu, e sua mentalidade teria sido expandida com seus próprios conceitos. Pois uma garota que agora tinha dez anos, tinha uma maturidade extrema. Explosões de raiva, choros angustiantes a esperam. E seu primeiro amigo, coisa que ela não tinha conhecido por causa de sua mãe ditadora.

Assassinatos a sangue frio, algo improvável a uma pessoal normal. Digo, matar sua própria geradora. Para Helena, isso foi completamente racional. Ela nunca tinha dito a alguém, não ser para Henry. Seus remédios eram bem caros. Que se faltassem, haveria um problema, para todos da família.

O tempo passava, e Ambry, crescia muito rápido. E seu relacionamento com a mãe e o padrasto, já estava num estagio perigoso. Com seus dez anos de idade, Ambry parecia que tinha uma mente de uma mulher. Entendia as coisas como ninguém de sua idade.

Seus desenhos foram ficando cada vez mais estranhos. Mas Helena, parecia não se importar com isso. Já Henry, que já não gostava de sua enteada, passou a estudar seus atos. Passou a observar seu tempo. Pois ele sabia que Ambry andava muito calada e sozinha. Raramente os três ficavam juntos num mesmo cômodo da casa, pelo menos não agora. Isso fez Henry refletir o tempo de quando Ambry era uma pequena e doce criança. Parecia que ele sentia saudade já que ele tinha o controle sobre tudo. Agora com a garota já um pouco mais crescida, ele já não se sentia muito a vontade perto dela. Ambry sempre almoçava e jantava em seu quarto, sozinha. Já que Helena, dificilmente falava com Ambry, pois seu tempo era de seu marido. E isso, irritava ela.

Era começo da época escolar de Ambry, e como de costume, Henry a levava para escola em seu carro. Helena, também ia junto, mas Ambry, sempre ia emburrada, de mal com o mundo. Triste, melancólica. Pois mal Helena a olhava! E com o tempo, a mãe ia perdendo o respeito e admiração da filha.

Helena e Henry, discutiam por causa de dinheiro, que mesmo seis anos depois da falência da fabrica de peças automotivas, a situação não se resolvia. Eles meio que se ‘’ arrastavam ‘’ para sobreviver.

Os dois discutiam arduamente, até que chegou um pouco em que Ambry se cansou e disse num tom de ódio:

– Chega pelo amor de Deus!!! Vocês só sabem discutir?! Que raiva! – Disse Ambry

Os dois ficaram olhando para ela. Foi quando Henry disse:

– Cala a boca sua menininha estranha! – Retalhou Henry

– Seu merda! Vá pro inferno seu inútil! – Gritou Ambry

Henry se sentiu intimidado por uma criança de dez anos. Não necessariamente uma criança. Mas sim, uma garota com muito sentimento para liberar.

Helena não podia ficar apenas olhando.

– Ambry! Cala a sua boca sua garota insolente! – Defendeu seu marido.

– Você é outra inútil! Vão pro inferno vocês dois! – Revelando sua personalidade forte Ambry

– O que?! Repete o que disse! – Ameaçou-lhe

– VÁ PRO INFERNO!!! – Repetiu Ambry

Henry freou o carro bruscamente, e Ambry abriu a porta e correu dentre os bosques que tinha perto de sua escola.

– Eu vou ensinar uma lição a ela! – Disse Henry tirando o cinto

– Não! Deixe-a. Ela voltara – Disse Helena

Ambry correu, correu e correu. Até ser vencida pelo cansaço e parou para descansar perto duma arvore. Chorando, rasgou as fotos que ela tinha na bolsa e como algo descontrolado, ela gritava sem pausa. Ela pegava em seu cabelo, e de um modo inacreditável, arrancava-os com uma força que não correspondia a uma mocinha da idade dela. Ambry, tinha explodido com os insultos de sua mãe. Aguentou muito tempo isso, sem falar nada. Ela estava convencida a mudar seu jeito e se impor dentro da casa da sua mãe, ou melhor, casa de seu pai Leonard Castle Woods. Foi ai, que ela começou a refletir sobre o seu pai. Nunca havia perguntado algo desse assunto a sua mãe. Ela sentou, e começou a escrever num pequeno pedaço de folha:

‘’ O que eu escrever nessa folha, deverá ser cumprido. Preciso descobrir tudo sobre o passado de minha mãe e meu pai. Por que ela nunca me contou nada sobre ele? Eu a odeio e odeio aquele miserável de Henry. Tenho nojo dele e principalmente dela. Ela me tratou como lixo, nunca soube o que é ser amada e nunca saberei. Tenho só dez anos, não é justo! Mas eles não perdem por esperar. ‘’

Ambry adormeceu ali mesmo de tão cansada que ela estava.

Na mata, havia um sujeito que morava ali. Um homem, que se chamava Charlie Laurent Foster. Ele não tinha casa, a não ser uma barraca de madeira feita ali no meio do matagal. Ele passava por ali e se viu frente a Ambry. Ele sentiu curiosidade e acordou...

– Garota?

– ...

– Hey, garota?

– Aaah! Quem é você?! – Assustada disse ela

– O que fazes aqui, no meu bosque? – Perguntou-lhe

– Não interessa a você!

– Quantos anos você tem?

– Dez. Por quê?

– Dez?! E o que esta fazendo aqui sozinha? – Assustado ele

– Briguei com minha mãe e o desprezível do Henry – Disse a garotinha

– Tem certeza que só tem dez anos? – Ainda pasmo Charlie

– Sim – Sorriu ela

– E por que não volta pra casa?

– Eu já estou indo!

– Não ta com medo de mim? – Curiosamente ele perguntou isso a ela. Sua aparência era de um mendigo. Tinha uma bela de uma barba, cabelos longos enrolados e cheirava muito mal.

– Não. Percebo em seu olhar sua bondade. Só que o mundo foi injusto com você não foi?

Sem palavras Charlie ficou. Pois sentia no fundo de eu coração que Ambry não era uma menina qualquer. Em meio aquela beleza estonteante da pequena Ambry, ele sabia que algo podia se esperar dela. Só que ele não sabia se era algo bom ou ruim.

– Bem, já vou indo. Obrigado pelo papo legal e até mais...

– ...Charlie.

– Ah, legal. Até mais, Charlie – Disse sorrindo. Pois seria seu primeiro amigo depois de dez anos.

Foi-se caminhando, pois já estava de noite, e ela podia imaginar que Helena estaria preocupada com ela.

Helena estava aflita. Pensando se sua filha estava bem ou mal. Ela ficou pensativa pelo fato ter acontecido há algumas horas mais cedo. Parecia um dejavu para ela. Ela pensava o quão Ambry se parecia com ela, a explosão, o descontrole emocional. Foi então que Henry perguntou-lhe:

– O que você tem?

– Estava lembrando o jeito que Ambry havia falado conosco...

– Ah! Garota ingrata! – Murmurou ele

– Se parecia muito comigo quando criança!

– Ela vai ver só quando chegar!

– Você não encostara a mão nela – Disse num tom ameaçador a mãe

– Ah é? E quem vai me impedir disso?! Você?! Faça-me rir – Ameaçando-a

– Henry! Não brinque comigo seu idiota!

Helena subiu as escada rapidamente, mas Henry não foi atrás. O que ele não sabia, era que Helena era viciada em cocaína. Desde sua adolescência Helena praticava o uso da droga. Então, ela se trancou no quarto, e empurrou móveis na porta e começou a se drogar.

Passado um tempo, Henry já estranhava a demora de Helena a descer para sala. Foi ver se estava tudo bem e pois se a bater na porta:

– Helena? Ta tudo bem? – Impaciente ele

Mas Helena não lhe respondeu...

– Helena?! Abra essa porta agora! – Irritado disse ele

E no momento que Henry batia na porta, Ambry tinha chegado em sua casa. Henry desceu as escadas e foi receber sua enteada.