Ambry Castle
2 O certo ou o fácil ?
Notas iniciais
O dia amanheceu, e com ele, veio mais um dia de mal estar na casa da Srta. Castle. Ambry acabara de acordar e tinha uma vasta mesa de café da manhã lhe esperando. Na mesa estava lá, sua mãe e então a disse:
– Bom dia mamãe – Com um sorriso envolvente.
– Bom dia. – Disse Helena, seca e fria como sempre.
– Ta tudo bem mamãe? – Perguntou Ambry.
– Ta sim Ambry. Porque a mamãe não estaria hein? – Disse ela.
– Por nada mamãe – Se satisfez Ambry.
E então, tudo parecia calmo, numa bela manhã de sol. Depois de mais ou menos dez minutos, Henry chega com seu carro na casa. Abre a porta com seu mau humor já acostumado e subiu pelas escadas como se alguém estivesse correndo atrás de si próprio. Helena, ficou curiosa para saber o que haveria acontecido e então, pois se a ir atrás dele.
– Aonde vai mamãe? Não me deixa sozinha... – Pediu Ambry.
– Nossa menina! Só vou lá em cima um pouco. – Disse sua mãe irritada.
Ambry mesmo sendo muito jovem ainda, já começava a entender que sua mãe se desfazia dela. Pensava consigo mesma, que sua própria mãe, não gostava dela. Mas algo a fazia não desistir de sua própria mãe, pois ainda teria seu coração puro. Ela quando ficava sozinha, a maior parte do tempo dela era só, pois gostava assim. Gostava de imaginar e de principalmente sonhar acordada. Mas de vez em quando, ela imaginava coisas ruins. Algo como uma premonição, e ela gostava de desenhar essas premonições em seu caderno artístico. E o curioso, é que ela mudava sua personalidade enquanto desenha. Algo, que não surpreendia Helena. Pois, Helena, era igual quando criança. Uma genética estranha, mas, curiosa.
Helena subia as escadas lentamente, e se deparou com o seu marido sentado na cama, quase que debruçado no criado mudo. E logo não quis saber, pois saberia que iria levar ‘’ patada ‘’ do marido. Mas Helena, não se conteve e foi querer saber o que seu marido tinha:
– Henry, o que houve? – Perguntou-lhe.
– Helena o que achas? Estamos na merda! – Resmungou.
– Oras! Pare de ser assim! Você esta exagerando. – Retrucou ela.
– E porque você acha isso?! Seus remédios são caros demais! Você acha que eu sou um mar de dinheiro?! E não duvido que sua filha também irá precisar tomar esses coquetéis de remédios também! – Disse ele.
– Seu idiota! Você lave a boca pra falar dela esta me entendendo? E se ela for como eu? O que você tem a ver com isso?! – Disse ela com raiva.
– Helena! Você é descontrolada! Perigosa!!! Imagina se ela cresce como você?! Você sabe do que estou falando, não sabe? – Disse Henry.
– Sim.
– Então, o que pretende fazer? – Irônico disse ele.
– Eu não sei! – Disse Helena já irritada.
E então, depois dessa discussão completamente estranha, Helena saiu do quarto batendo a porta.
Helena começou por em cheque sobre o que era certo e o fácil. Ela era completamente obcecada por Henry, mas ela apenas achava que amava sua filha. Seu passado foi difícil. Violência e abusos eram constantes em sua casa. Diagnosticada com uma doença que afetava seu cérebro que fazia sua personalidade mudar. Não seria bipolar. Mas sim, algo raro. Após uma briga com sua mãe,Norah, que coincidentemente foi por causa de seu padrasto, uma briga que foi além dos limites dela. Helena, naquele dia, pois sua verdadeira face a mostra. Parecia algo que ela não conseguia controlar mais. Sua mãe tentou agredi-la, mas a garota surpreendeu sua mãe retrucando o gesto de violência. Helena teria se descontrolado e espancado sua própria mãe, e depois tragicamente, a assassinado friamente. Diz-se que Helena tinha um brilho diferente em seu olhar naquele dia. Parecia que ela estava sendo manipulada por si mesma, pois a doce Helena havia sumido. E então, ela desapareceu brevemente. Quando seu padrasto havia chegado do trabalho, ele viu Norah estirada ensanguentada no chão da cozinha. Ele era um sujeito ruim, fazia Norah, como sua escrava. Quando a viu, sua reação foi fria. Pois ele estranhamente já sabia que um dia, uma hora isso iria acontecer, reconhecia que a vida da pequena garota, era insuportável. Então, ele iria atrás de Helena. Mas ele não contava com a maldade da mesma. Quando ele menos esperou, se viu de frente com ela. Helena, com aquele brilho ardente nos olhos, tinha ido a um beco escuro algo que fizesse entender o que ela tinha feito a sua própria mãe. Após ter voltado a sua casa, ela viu seu padrasto na casa. Ela nunca tinha escondido sua raiva dos dois. Então, sua vingança sentimental começava ali. Helena esperou ele se distrair, pois algo como, ele não parecia sofrer com aquilo que havia acontecido. Mas na verdade ele apenas a esperava para o ‘’acerto de contas’’. Helena foi muito judiada por seu padrasto, assim, ela foi guardando rancor dele. Principalmente dele. A garota tinha entrado pela janela, mas assim fez um barulho alto, ele já tinha percebido. Helena tinha uma faca na cintura, mas algo que ela não esperava era que ele aparecesse por traz e a agarrasse com uma força para matar. Helena era esperta, num momento de distração, ela arrancou sua faca, e o golpeou na garganta. Depois disso, a garota parecia não se contentar com os assassinatos trágicos que ela cometeu, antes de ir embora, pôs fogo na casa. Queimando lembranças horríveis de sua mãe e seu maldito padrasto. Assim, Helena fugiu, se criou longe dali mantendo-se calma e tomando medicamentos após conhecer seu marido.
O passado da agora mulher Helena, assustava Henry. Mas ele sabia que a tinha nas mãos. Depois da discussão, Helena voltou pra mesa de café da manhã, mas Ambry já não estava mais lá. Avistou a garotinha perto dos arbustos, olhando pro nada. E a chamou:
– Ambry!
– Ambry!
– Ambry!! – Repetiu pela terceira vez.
Foi então que Helena foi busca-la perto dos arbustos e disse a ela:
– Você esta surda?!
Ambry apenas a olhou de um jeito diferente, e entrou pra dentro de casa.
Helena, meio distorcida pelo gesto de Ambry, se encaminhou pra dentro de casa terminar seu café.
Serviu-se um copo de café bem quente. Suas mãos tremiam como se estivesse com medo de algo.
Henry ainda estava no quarto, pensativo, ele tentava esquecer os problemas bebendo. Era manhã, uma hora não lá muito normal de beber Vodka pura. E então, ele se deitou na sua cama e de Helena, e começou a pensar um pouco no seu passado que por sinal, seria sofrido. Quando criança ele não era muito popular na escola, sofria nas mãos dos outros garotos e com isso, foi fazendo ele se tornar um sujeito arrogante, que achava que o mundo deveria girar em seu torno. Conheceu Helena num parque, onde Helena estaria deprimida. Isso a 5 anos atrás. Antes mesmo de Ambry ter nascido. Na época, Helena era casada com Leonard Woods. O segundo, foi um médico de sucesso, de muito renome no estado de New York. Mas Henry, não se intimidou em se aproximar de Helena, pois a mesma havia chamado a atenção de Henry com seus cabelos longos e loiros ao vento. Debaixo de uma macieira, lá foi ele puxar conversa com ela:
– Olá – Disse ele sem timidez alguma.
– Eu te conheço? – Disse Helena.
– Estas conhecendo agora (risos) – Disse ele.
– Não tenho tempo pra isso! – Exclamou ela.
– Por favor, fique! Estava ali no canto te admirando, posso ter a honra de saber teu nome moça linda? – Disse Henry.
– Ok, ok! Me chamo Helena. – Sem pretensões disse ela.
– Muito prazer, Henry Hostfeller. Trabalho na fábrica de autopeças. Conhece? – Se gabando disse Henry.
– Ah sim! Que bom pra você.
– E então, és casada?
– Sou! Muito bem desposada. Mas não posso falar sobre isso! – Se irritou ela, do nada.
– Ok! Me perdoe! –
– Passe bem! – E foi-se embora Helena.
Mas Henry não podia imaginar que Helena, havia feito tais coisas terríveis com sua própria mãe tão friamente. Henry quando a viu, percebeu algo diferente. Não apenas aqueles cabelos loiros resplandecentes e o olhar vivo sonhador. Ele queria mudar de vida. Foi quase que um amor a primeira vista.
Passou-se o tempo, e ele viria todos os dias nesse tal parque. E ela, sempre estava lá. Até que, num descuido, Helena se embebedou e acabou revelando o que tinha realmente acontecido com seu ex marido. Henry ficou pasmo com a facilidade e tranquilidade que ela falou. Simplesmente disse que, após descobrir uma suposta tração, Helena perdeu a cabeça novamente. Num surto, ela o matou cortando-lhe os pulsos. E como um ultimo suspiro de Woods, ela sorriu. Algo estava errado. Helena parecia tomada por um ódio extremamente incomum.
Henry não podia imaginar algo do tipo com ele. E de propósito, ele a jogava na cara esses fatos, coisa que Helena, condenava.
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