Amargo Prazer
15 Cap.15 - Janine Hathaway
Notas iniciais
Maaaaaaaas, eu acho q vcs vão gostar do cap. #ou não e.e
Enfim, hj é dia 21 o/ #aquele momento que vcs não sabem pke eu to feliz. É, eu não tava feliz assim assim ontem, o fato é que é meu aniversário. Finalmente 16 ~ agora eu voto *-*
Então, Parabéns pra mim e bom cap. pra vcs ^^
P.S.: Eu respondi todos os reviews, menos o do ultimo pke eu tinha q responder em outra fic minha e olhem só, eu sou um fracasso u_u
-Lily, você viu minha pulseira? – eu gritei enquanto pulava pela casa em um pé só, tentando calçar a outra sandália.
— Está em cima da pia, tia. – ela falou quando eu passei pela sala. Estava sentada no sofá comendo seu cereal e olhando para a TV, assistindo algum desenho em que os personagens mesmo depois de perderem a cabeça em alguma explosão continuavam vivos. E depois diziam que era educativo...
- E o que ela está fazendo na- Esqueça, deixa pra lá – eu prendi a pulseira em meu pulso. Voltei ao meu quarto, terminando de prender meu cabelo e pegando minha bolsa. Quando retornei a sala, Carly me olhou fazendo beicinho e eu peguei sua mochila já desligando a TV.
- Estava na melhor parte. – ela resmungou, levantando-se e andando até a porta.
- Vamos, vamos! – eu a apressei, trancando a porta de casa.
- Bom dia, Rose! – Clarice gritou, enquanto entrava em seu carro.
Eu apenas acenei, enquanto praticamente arrastava Carly que relutava em andar rápido. Eu olhei em meu relógio, vendo que me atrasaria se continuássemos nesse ritmo. U a conhecia para saber que ela não me ajudaria em chegarmos rápido até a creche. Revirei os olhos, notando o quanto ela e Megan se pareciam quando se tratava de me irritar.
Pegamos o ônibus que graças aos Céus colaborou comigo e logo chegamos. Eu deixei Carly na escolinha, logo em seguida partindo para o restaurante.
Enquanto eu dobrava a esquina que dava no restaurante eu arrumei alguns fios do meu cabelo que haviam se soltado e arrumei o vestido, checando se tudo estava em ordem. Adentrei no restaurante no mesmo instante em que a supervisora, Sarah, estava colocando todos em uma fila. Ela tinha uma prancheta em suas mãos. O garçom do dia anterior acenou discretamente para mim e em seguida fez um gesto para o seu lado. Eu me apressei até lá, tentando passar o mais disfarçadamente o possível.
No final acabou que eram apenas instruções. O tal garçom, que se apresentou minutos depois como Louis, disse que aquilo acontecia todas as manhãs e era uma forma de impedir funcionários atrasados. Bem, aquilo poderia ser considerado como um pequeno aviso para mim.
Após uma rápida apresentação entre os funcionários, Sarah me mandou para o meu posto, que era na entrada do restaurante e eu ficava perto do telefone, onde teria que atender, fazer as reservas e encaminhar os clientes para sua mesa. Eu passei boa parte da manhã treinando com Sarah ao meu lado me falando sobre praticamente tudo, inclusive sobre minha voz. Eu atendi alguns telefonemas, nada comparado com o movimento que ela disse ter aos finais de semana, e logo vi que aquele não era o trabalho mais excitante do mundo, mas pagava muito bem.
Eu segui atendendo ligações e fazendo reservas até a hora do almoço, quando o restaurante abriu e as pessoas começaram a chegar. Foi só ai que eu realmente comecei a fazer mais do que apenas falar.
Sorria. Seja atenciosa. Seja prestativa. As palavras de Sarah ecoavam em minha mente.
E bem, eu tentava seguir a risca tudo o que ela havia me dito mesmo tendo percebido apenas pelo olhar quem eram os clientes mais legais e os mais soberbas.
Ao final da tarde, minhas bochechas doíam de tanto sorrir e igualmente meus pés, já que eu andava de um lado para o outro.
- Só mais algumas horinhas – sussurrei baixinho quando o telefone tocou novamente e eu o atendi. Acho que nunca antes na minha vida tinha ouvido tantos nomes complicados.
Eu sentia os olhos de Sarah queimando em mim, observando cada movimento meu e anotando algumas coisas em uma folha. Durante o nosso horário de almoço eu conheci todos os outros funcionários, assim como a rotina do restaurante. Descobri que sábado era o pior dia de atendimento já que famílias inteiras faziam reservas, diferente do meio da semana em que a maioria dos clientes eram empresários que faziam reuniões ou algo do tipo.
Quando o restaurante fechou para se preparar para o jantar, eu fechei o caderno com as reservas e estiquei os braços, me sentindo aliviada, mas sabendo que eu em breve me acostumaria com aquilo.
- O que está fazendo? – Sarah perguntou aparecendo de repente atrás de mim, me fazendo pular de susto.
- Eu estou indo pra casa? – não era para ter soado como uma pergunta, mas quando eu vi sua expressão séria eu realmente me perguntei sobre meu horário de trabalho.
- Senhorita Mazur, achei que tivéssemos conversado sobre seus horários.
- Sim, conversamos. – afirmei — Eu pararia de trabalhar logo após o horário de almoço, quando o restaurante fechasse.
- Claro, mas não durante sua experiência. Nesse período você fica aqui até as onze e meia, que é quando fechamos realmente.
Meu queixo caiu e eu tentei dizer algo. Experiência? Eu ficaria dois meses na maldita experiência e ela queria que eu ficasse durante todo o dia aqui? O que ela esperava que eu virasse?
- Isso quer dizer-
- O que exatamente eu disse senhorita, aceita ou não?
Eu respirei fundo, colocando meu melhor sorriso que nesse momento deveria ser uma ameaça para ela.
-Acho que eu posso ficar um pouco mais. – caminhei para longe dela e fui para perto da área dos fumantes, falando com alguns funcionários no caminho. Eu sabia que havia visto um telefone em algum lugar por ali, mas não conseguia me lembrar de onde então eu pedi algumas informações. Não se podia atender celular nas dependências do restaurante, então, o único meio, era usando o telefone deles.
Depois de encontrar o telefone que mais parecia ter saído de um museu, eu gastei um bom tempo com os olhos fixos na lista telefônica, procurando o que eu precisava. Quando achei, eu disquei os números.
- Alô?
- Oi, eu queria falar com Liesel Evans.
- É ela – respondeu – quem é?
Eu parei por um momento, pensando em como eu iria abordá-la. Não nos conhecíamos bem, mas ela gostava de Carly, isso era tudo que eu sabia. Não era o suficiente para que ela aceitasse cuidar de Carly à toa, então, a saída mais fácil era oferecer dinheiro a ela. Depois de alguns minutos negociando, ela aceitou buscar Carly na creche e levá-la para casa enquanto eu não chegava. Eu desliguei quando vi Sarah passar por mim e apontar para seu relógio no pulso. Eu não iria negar aquela chance. Era esperado que eu realmente encontrasse dificuldades e eu não iria desistir na minha primeira oportunidade.
[..]
Seguiram-se duas semanas de experiência. Eu descobri que minha supervisora, Sarah, não era tão dura quanto eu pensei que fosse. Ela se mostrava bastante complacente fora do expediente, principalmente quando queria. No entanto, de todos os funcionários eu havia ficado mais amiga de Thomas, um maitre bastante fofo. Fisicamente ele era baixinho e magro, cabelos em um tom dourado e olhos castanhos. Ele quase não sorria, mas vivia fazendo todos os tipos de palhaçadas, o que ocasionalmente me lembrava André. E falando nele... Bem, digamos que depois daquilo eu não havia tido noticias dele. Na semana anterior, quando eu havia levado Carly ao teatro, eu havia encontrado Lissa e Christian lá, mas não havíamos conversado muito. O tom ameno de Liss me indicava que André ainda não havia dito nada. O encontro foi rápido, pois Christian ainda parecia alimentar certo medo do que eu pudesse fazer, o que era completamente idiota. Aquela era uma parte do meu passado em que eu estava lutando desesperadamente para esquecer ou ao menos nunca mais ter de falar sobre.
Eu me mexi inquieta mais uma vez. Ainda faltavam duas horas até que o restaurante fechasse e cada vez mais pessoas chegavam. Era sábado à noite e, como o esperado aquilo estava apinhado de pessoas, o que me levava a crer que ter um restaurante era algo realmente lucrativo por aqui.
Eu ouvi alguém limpar a garganta e ergui meus olhos da lista de reservas.
- Pois não? – eu perguntei a mulher que estava parada a minha frente.
- Mesa para dois e longe da área de fumantes.
- Ah, claro – eu sorri da mesma maneira de sempre – E a reserva é em nome de quem?
- Como disse? – ela perguntou, erguendo o queixo em minha direção de forma arrogante.
Eu contive a vontade de revirar os olhos. Aquilo era clássico. As pessoas não faziam reservas e quando chegavam aqui exigiam uma mesa.
- Desculpe-me senhora, mas estamos lotados hoje e eu não posso colocá-la em-
- Finalmente consegui encontrar alguém para levar o carro – Dimitri disse aparecendo ao lado da mulher ruiva.
Meus ombros caíram em descrença. Em falar de passado...
Ele sorriu quando me viu, parecendo surpreso com aquilo. Seus cabelos estavam soltos e penteados para trás e ele vestia um traje social, diferente de como eu me lembrava de tê-lo visto das outras vezes parecendo mais descontraído. Antes que uma palavra fosse dita a mulher falou novamente.
- Bem, eu tenho certeza de que você pode fazer algo! – ela falou, me fulminando com seus olhos – Há várias mesas vagas por aí! – falou olhando além de mim.
- E todas elas são de pessoas que fizeram reservas – disse tentando não mostrar minha irritação.
- Oh, você é nova aqui, não é mesmo? – ela perguntou em um tom de desdém e abaixou a cabeça enquanto espremia os olhos e lia o nome na plaquinha presa ao meu vestido – Senhorita Rosemarie, eu não sei quem é você, mas você deveria saber quem sou eu.
- Janine, nós sabíamos que- — Dimitri tentou dizer enquanto me olhava, mas a tal Janine o interrompeu.
- Tenho certeza de que ela pode fazer alguma coisa por nós, não é, Rosemarie?
Eu odiava quando diziam meu nome daquela forma. Se parecia com quando meus professores queriam chamar minha atenção e aquilo era irritante. Eu não era uma criança para ser tratada como uma!
- Têm vários outros restaurantes, Janine, então vamos embora. Da próxima vez faremos reserva. – Dimitri disse em um tom cordial o que fez com que a dúvida fosse plantada em minha cabeça e eu analisasse a mulher ao seu lado.
Nós parecíamos ter o mesmo tamanho, mas quando eu olhei para os saltos agulha eu vi que ela era um pouco mais baixa que eu. Claramente um pouco mais velha que Dimitri, embora ainda fosse muito bonita. Cabelos em um tom vermelho vivo encaracolado que estava um pouco abaixo dos ombros, olhos verdes e ela parecia levemente pálida. Ela também usava algumas jóias e roupas que pareciam serem bastante caras. Final da análise: ela muito provavelmente era namorada de Dimitri, embora eles não parecessem agir de modo romântico.
- Dimitri, viemos até aqui para jantar e é isso o que iremos fazer! – ela exclamou em um tom irritado olhando para Dimitri que agora parecia frustrado
Eu respirei fundo, tentando manter o sorriso em meu rosto.
- Nesse caso, eu peço para que esperem um pouco e se houver alguma mudança eu-
- Qual a parte do que eu disse você não entendeu garota? – ela me interrompeu grosseiramente em um tom exaltado, o que fez que alguns olhares se voltassem em nossa direção.
Humpf! E depois eles diziam que tinham a melhor educação do mundo!
- Janine ela só está tentando ajudar.
- Não a defenda, Dimitri, ela está aqui a trabalho e para nos servir! – falou com seus olhos fixos em mim.
- É, Dimitri – eu falei o olhando – não precisa me defender.
- Ah, vocês se conhecem? – Janine perguntou, com um ar falsamente divertido e Dimitri suspirou. Pela cara que ele fazia eu não duvidava em nada que aquilo que estava acontecendo era muito comum.
- Janine Hathaway, essa é Rose Mazur, uma grande amiga minha – eu o olhei em dúvida quando ele proferiu aquelas palavras. Grande amiga? Wow! Isso sim era um avanço. Em minha visão éramos apenas conhecidos, não 'grandes amigos'.
Dimitri apenas deu de ombros e eu voltei minha atenção para Janine, para tentar dizer-lhe que eu faria o que me fosse possível quando eu percebi que ela estava estática. Ela não sorria ou parecia mais tão elegante quanto antes e eu me perguntei se ela estava bem.
- Você disse Mazur? – ela perguntou em um tom de voz quebrado e eu fiquei ainda mais surpresa. Acho que aquela foi a coisa mais educada que saiu de sua boca durante toda a noite.
- Sim – eu respondi duvidosa, vendo-a empalidecer mais do que eu achei que fosse possível para a cor de sua pele.
Ela fechou os olhos por um momento parecendo respirar com dificuldade e eu olhei para Dimitri, esperando que ele me dissesse algo, mas ele deu de ombros, parecendo tão confuso e por fora daquilo quanto eu. Quando ela novamente me olhou eu esperei por mais coisas afiadas, mas ela apenas... Olhou-me. O que me deixou confusa para caramba. O que estava acontecendo afinal?
- Janine! – Sarah disse passando por mim e abraçando a mulher, como se fossem amigas de longa data. Bem, o temperamento delas me parecia um pouco parecido.
Janine ainda me parecia estranha, mas ela devolveu o abraço de Sarah, que virou para mim parecendo aliviada por alguma coisa.
- Rose, pode deixar que eu os levarei até a mesa.
Eu não apresentei objeções. Deveria?
Sorri para Dimitri quando ele passou por mim, notando o quanto ele ficava bem de roupa social e também não foi como se eu o tivesse secado, mas, bem, eu olhei e reparei no que eu não havia reparado antes. Talvez, porque a ocasião e o lugar dessa vez eram diferentes. Eu voltei para o meu trabalho, sentindo-me feliz por ter me livrado de mais uma cliente chata antes que ela começasse um escândalo que poderia acabar com meu emprego.
- Rose – eu me virei para Sarah, que agora estava estranha. Ela me olhou dos pés a cabeça e eu também me vi fazendo o mesmo comigo, procurando por algum defeito – Saia daí, eu vou mandar alguém fazer isso por você.
Oh cara! Eu não posso estar sendo demitida dessa forma.
- Olha, não foi minha culpa. Eu não podia acomodá-los sem-
- Eu sei disso. – me interrompeu – Mas eu estava querendo dizer para você ir atendê-los.
- O que?! – eu perguntei chocada.
- Isso mesmo. Parece que Janine gostou de você, então, vá atendê-los.
- Mas... – um argumento válido, era disso que eu precisava – Mas eu não faço a mínima ideia de como fazer isso.
- Não é difícil, você só tem que ir lá e anotar os pedidos, recomendar vinho, qual prato combina mais e tudo isso. Você vai se sair bem, eu reparei que você e Thomas são amigos, você deve ter aprendido algo com isso. – ela tomou a caneta da minha mão e me puxou, mostrando onde ficava a mesa deles.
- Mas eu nem ao menos estou vestida para isso – afirmei apontando para meu vestido preto simples.
- Ah, isso é um detalhe Mazur.
Mesmo de longe, eu podia ver Janine me olhando e eu realmente fiquei com medo de que ela desse algum chilique. Eu rezava para que caso ela tentasse fazer algo, Dimitri, que estava sentado de costas para mim, me defendesse novamente mesmo eu tendo negado antes.
Sarah me empurrou fracamente, me mandando andar. Eu suspirei, tentando me preparar para aquilo e caminhei até a mesa deles.
Aquela seria uma noite formidável.
Notas finais
#falo nada não u_u
Bem, eu tenho uma coisa séria para falar com vcs, o que explica um pouco sobre a demora, mas como eu ainda tenho cap. prontos eu vou esperar um pouco mais pra falar e.e
Enfim, Boa noite ninas e muito obrigada por tudo ^^
Post na terça eu só não sei se será eu quem vai postar, mas td bem e.e
Bjs flores ^^
Ahh, e eu to aceitando reviews de presente *--* ~ eu sou mestre nessas frases idiotas, aceitem u_u suahsuahas
Fale com o autor