Amargo Prazer
16 Cap. 16 - Contada Pela Metade
Notas iniciais
Enfim, desculpem a demora, eu não planejei demorar tanto assim, mas eu tive uma pequena crise comigo mesma, e depois Enem (que redação maluca foi aquela? Totalmente inesperada u_u) E depois tive crise comigo mesma, de novo. Ia postar ontem (segunda) mas minha internet me trollou até há pouco, então, só agora (terça) tô postando.
O cap. tah chato, já avisando. u.u
E é por isso que mais tarde tem outro. Mentira, é pke eu gosto muito do outro aushauhsasa
Té embaixo ^^
Eu troquei meu peso de perna, cansando-me de esperar que ela escolhesse o prato. Qual a dificuldade em fazer aquilo? Tudo estava em inglês, nada que ela não entendesse.
- Você parece impaciente. – ela observou, me olhando sobre seu cardápio.
Eu sorri, o quê àquela hora não significava algo bom.
- Imagine! – falei controlando minha irritação – Estou aqui para servir, com a senhora mesma me disse.
Ela franziu a testa e então voltou sua atenção para o cardápio rapidamente, só para fazer uma maldita pergunta.
- Qual deles você escolheria? – ela perguntou-me em um tom simpático.
Eu olhei para Dimitri, tentando entender aquela mudança brusca de tratamento, mas ele parecia tão confuso quanto eu. Em uma hora aquela mulher parecia ser a bruxa má do lago, em outro, agia normalmente, como se não tivesse me tratado com sua empregada pouco antes.
Eu suspirei antes de responder.
- Creio que nossos gostos sejam diferentes – eu lhe disse, com vontade de gritar que eu tinha mais o que fazer do que ficar ao seu lado ajudando-a a escolher seu pedido.
Ela apenas aquiesceu com a cabeça, mas depois de mais algumas olhadas no cardápio finalmente escolheu. Dimitri foi rápido, parecendo ter sua escolha feita há muito tempo enquanto esperava a outra escolher.
No resto da noite eu me limitei a ser cordial e não olhar com raiva para Janine, mas também não conseguindo conter as frases ferinas quando ela perguntou sobre o que eu estava achando do trabalho, já que "visivelmente eu era nova ali". Dimitri se manteve calado durante todas as vezes que me viu, ele somente abriu a boca quando pediu a conta.
- E como está Carly? – ele perguntou passando seu cartão de crédito.
- Bem, na verdade, se acostumando com a nova rotina agora – eu disse vagamente, vendo que ele havia entendido o que eu disse. Eu odiava falar sobre Carly antes, sentia-me como se estivesse sujando o nome dela, mas pela primeira vez desde que minha vida havia mudado, eu havia dito o nome dela com um sorriso.
- Com quantos anos sua sobrinha está agora? – Janine perguntou parecendo curiosa.
Eu levei meus olhos a ela, pronta para fazer a pergunta, mas Dimitri foi mais rápido.
- Como sabe que é sobrinha de Rose? – ele guardou o cartão de volta na carteira, mas seus olhos estavam fixos em Janine.
Ela ficou em um tom vermelho vivo e então apertou o casaco que estava em suas mãos.
- Eu conheci Abe, na verdade – respondeu ela – E sinto muito pelo que houve. Era um grande homem – seus olhos brilharam levemente enquanto ela parecia emocionada. Perguntei-me se ela choraria ali mesmo... — Ele me falava muito sobre a... Família.
Eu então a analisei mais cuidadosamente. Conhecia meu pai o suficiente para saber que ele não saia por aí falando com as pessoas sobre nossas vidas, ainda mais depois da doença em que havia praticamente se fechado para o mundo. Eu nunca havia visto Janine em toda a minha vida, isso era claro, e ela não era muito simpática.
- Vocês eram amigos? – eu perguntei, vendo-a corar violentamente. O que só fez com que eu concluísse ainda mais rapidamente minha suspeita – Ou tiveram algum caso no passado?
- Rose! – Sarah falou, parando ao meu lado me lançando um olhar de aviso.
O que eu havia feito de errado? Era ela quem tinha tocado no nome da minha família.
- Oh, me desculpem, não quis ser indelicada – eu falei, e então cocei a garganta – E então, você o conheceu de onde? Eu não me lembro de ver você nas reuniões de negócios...
Eu não risquei a chance de eles terem sido amantes, mas não era algo legal imaginar seu pai com uma mulher como Janine. Ela não era nenhum pouco agradável, ao contrário, parecia ser uma vaca bipolar. Então, antes que eu começasse a imaginar coisas envolvendo ela e meu pai, melhor apenas aceitar que talvez eles realmente tivessem sido amigos no passado.
- Todos nós nos conhecemos há alguns anos, Rose – Sarah respondeu olhando brevemente para Janine e em seguida para mim – Janine e Abe trabalharam juntos em Istambul, quando eu e ela nos conhecemos.
Eu fechei a boca, antes que meu queixo alcançasse o chão. O que diabo era aquilo? Uma sessão de 'fomos amigos do seu pai'? Eu assenti com a cabeça brevemente, quando olhei para Sarah que agora tinha seus olhos presos nos de Janine. Eram muitas surpresas para apenas uma noite. A começar por Dimitri, depois Janine e agora Sarah. Na verdade, quando me contratou, Sarah nunca sequer havia mencionado meu pai ou meu sobrenome. Tudo ainda parecia picotado demais. Quer dizer, Janine poderia ter realmente tido um caso com meu pai? Ele parecia legal demais para se meter com alguém como Janine, mas ela era bonita agora e devia ter sido ainda mais quando nova.
Eu tratei de esquecer aquilo por algum tempo, para me concentrar em meu trabalho, mas ainda mantinha todos os detalhes daquela conversa em minha mente. Aquilo, com toda a certeza, era algo que merecia minha atenção.
Quando o restaurante fechou e eu estava parada na calçada, falando com Thomas enquanto ele terminava de fumar eu ainda pensava sobre Janine, Sarah e meu pai.
- Esqueça isso – Thomas falou jogando o resto do seu cigarro no chão – Provavelmente eles foram apenas amigos e por acaso você encontrou com Sarah e agora Janine.
- Você não entendeu – falei colocando as mãos nos bolsos do meu casaco – Eu mal vi amigos do meu pai enquanto crescia, ao menos, não tão próximos ao ponto de chamá-lo de Abe, e agora Janine e Sarah aparecem.
- O quê? Você acha que isso pode se tratar de mais um filme com o Tom Hanks ou algo do tipo? Eu não acho que Jesus tenha tido uma filha com Madalena, se é isto o que está sugerindo.
- Pare com isso! – eu falei rindo de sua estupidez enquanto ele ainda parecia montar teorias idiotas. Eu suspirei lentamente, percebendo que eu poderia estar exagerando – Você está certo, eu é quem fiquei paranóica com isso.
-Certo, e então, carona para casa? – ele perguntou balançando as chaves do seu carro.
- Ei Rose! – eu ouvi e me virei, olhando em direção ao outro lado da rua. Dimitri esperou que os carros passassem para então atravessá-la. Fumaças saiam de sua respiração quando ele se aproximou de mim. Seus olhos pairaram sobre Thomas por um momento, inquisitivos.
- Eu acho que não. – respondeu sua própria pergunta e então se virou para mim — Te vejo depois, Rose – Thomas falou dando um beijo em minha bochecha e então caminhando calmamente para o estacionamento.
Eu me voltei para Dimitri, que ainda tinha seus olhos em Thomas e agora tinha a testa franzida. O que era aquilo afinal? Eu iria fazer uma piadinha sobre como era errado ele me perseguir daquela forma, mas então ele voltou seu olhar para mim. Algo que, instantaneamente, me lembrou de Janine — não que eu tivesse esquecido-a por completo. Dimitri era seu amigo, embora eu ainda não tivesse completa certeza sobre isso, mas talvez ele pudesse me esclarecer algumas coisas.
Eu sorri genuinamente e tirei uma de minhas mãos dos meus bolsos, a usando para arrumar meu cabelo ao redor do meu rosto, já que o frio vento havia feito o favor de bagunçá-lo.
- Noite agradável, não acha Dimitri? – eu disse ainda sorrindo.
Uma de suas sobrancelhas que se ergueu de um jeito legal era uma clara evidência de que ele não havia sido enganado pelo meu tom casual.
Notas finais
kkkkkkkk'
Bem, indo att outras fics pke agora faço com escala, (acho que assim funciona melhor u_u)
Mas, é, boa noite (se mais alguém além de mim está acordado hihihi #sdd de Avenida Brasil :'( ) #parei
Então, Bjs pessoas lindas como eu o/ #pra Roxy kkkkk'
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