Amargo Prazer

4 Cap. 4 - Dance Para Mim!


Notas iniciais
Hey, para quem havia lido esse cap. antes, e não quer lê-lo novamente, só leia o final, pke foi a única coisa q acrescentei ^^
Bjs e Obrigada por tds os comentários ^-^

–Eu ainda não acho essa uma boa ideia. –Christian tentou mais uma vez. –Se Lissa descobrir...

-Ela não vai Ozera. Vocês nem se casaram ainda e já está com medo dela? –Adrian respondeu já começando a ficar nervoso.

-Não é medo, é apenas não ser burro!

Ao invés de responder, Adrian olhou para mim que permaneci tomando meu refrigerante durante toda a discussão. Diferente dos dois, eu me recusei a beber sabendo que em breve teria de dirigir.

–O que você acha Dimitri? Concorda com nosso pequeno pau-mandado aqui ou acha que ele deve aproveitar sua última noite como solteiro?

– Ele é quem deve resolver Adrian.- disse dando de ombros — Se Lissa descobrir, ele é quem vai...

-Ok, vamos nessa. –Adrian disse se levantando e jogando o dinheiro sobre a mesa. –Eu conheço o lugar perfeito pra sua despedida de solteiro. – seu olhar se voltou pra mim, enquanto ele abria um sorriso que ele sempre dava quando estava aprontado. –E também é o lugar perfeito para você Dimitri.

Ele saiu do restaurante deixando nos dois para trás.

-Ainda não sei por que continuamos amigos dele. –Christian murmurou se levantando e eu fiz o mesmo.

-Vamos, antes que ele se meta em encrenca e tenhamos que buscá-lo na delegacia outra vez.

Saímos depois de pagar nossa parte e encontramos Adrian lá fora fumando, logo fomos para o que quer que fosse que Adrian estava planejando.

Não foi nenhuma surpresa quando seu carro parou em frente a uma boate. Por um momento, cogitei a ideia de dar meia volta e voltar para casa. Olhei para minha mão esquerda que ainda estava segurando o volante. A aliança sempre me fazia lembrá-la. Mesmo que eu soubesse que devia seguir em frente e esquecê-la. Mesmo depois de tudo o que houve eu ainda a amava.

-Hey. –Adrian disse batendo com os dedos em minha janela. –A diversão é lá dentro. – ele meneou com a cabeça em direção a boate.

Dando um suspiro pesado, eu abri a porta e sai do carro, acionando o alarme em seguida. Christian parecia tão infeliz quanto eu, mas seu motivo era outro. Lissa realmente o mataria se soubesse o que Adrian o estava levando a fazer.

Passamos por uma porta dupla e o que lá fora parecia apenas uma boate normal se transformou em um perfeito cenário de filme pornô.

-Cara, eu to ferrado. – escutei Christian sussurrar como se aquilo realmente fosse acontecer, mas isso não o impediu de olhar para o traseiro de uma stripper que passou em nossa frente.

-Não perca seu tempo com elas Ozera. As que chegarão daqui a pouco são as que realmente importam. –Adrian falou, mas mesmo assim dando um olhar de cobiça para uma mulher que usava apenas um espartilho roxo e um minúsculo short que mais parecia uma calcinha.

Sentamo-nos em algumas cadeiras que ficavam perto de um dos palcos e pedimos algumas bebidas.

-Acalme-se Ozera, minha prima não vai ficar sabendo. –Adrian falou enquanto bebericava sua bebida.

-Isso porque não é você quem vai se casar amanhã. – ele disse de mal humor.

Honestamente, aquele era o último lugar que eu gostaria de estar no momento. Mulheres seminuas circulavam pelo local com bandejas em suas mãos, ou penduradas no pescoço de alguns homens.

O proprietário do local se aproximou de nós. Damon e eu nos conhecíamos há algum tempo, mas nunca fui muito com sua cara, sendo assim, quando o vi, me limitei apenas a ser cordial. Adrian contou a ele sobre o casamento de Christian que seria amanhã, e ele fez uma piada sobre como ele deveria aproveitar essa noite. Depois de conversarem mais um pouco, Damon se afastou, dizendo que tinha que encontrar suas "meninas".

-Eu não acredito que estou aqui. –falei virando meu copo com vodka, lamentando ela não ser tão forte como a do meu país.

-E você vai acreditar muito menos quando ver o que elas são capazes de fazer. –Adrian falou, mas eu preferi ignorar. Ao meu lado, Christian parecia assustado demais para dizer qualquer coisa.

Algum tempo depois, as luzes do palco abaixaram aos poucos, e um pouco de fumaça saia de um compartimento nele, deixando o lugar com ar ainda mais erótico. Eu me arrumei na cadeira, certo de que a beleza de nenhuma dessas mulheres fosse se comparar a dela.

Um DJ disse o nome de uma garota e ela entrou.

Suspirei contrariado. Eu ainda me perguntava o porquê andava com Adrian, e pelo estado de Christian, ele se perguntava o mesmo.

-Aproveita. –Adrian disse animado me dando um leve empurrão.

Já que eu estava aqui, resolvi aproveitar e olhar.

Vi uma garota no meio do palco. Ela dançava sensualmente passando as mãos pelo corpo se insinuando. Parecia jovem demais para estar em um lugar como aquele.

As luzes da boate e a fumaça só a deixavam ainda mais sensual.

Eu observei ela ficar de quatro lá em cima e engatinhar na direção de Christian, que simplesmente virou o rosto como se não notasse o que havia em sua frente, mas eu com certeza notei cada movimento dela.

-Christian é um viado! – Adrian falou parecendo decepcionado – Ela é muito gostosa não? –perguntou ainda vidrado nela, que agora estava quase a sua frente.

Não. Gostosa era muito pouco para ela.

Adrian tirou algumas notas e colocou em sua cinta-liga. Ela mordeu os lábios e piscou pra ele enquanto ainda dançava. O cabelo escuro dela grudava no pescoço e seios. Ela enfiava os dedos pelas laterais da calcinha fingindo que ia puxar.

Eu me ajeitei na cadeira, incomodado com a ereção que estava no meio das minhas pernas. Nunca pensei que fosse sentir tanto prazer apenas em ver uma mulher dançar. Até ela parar em minha frente.

Coloquei a mão por cima da calça tentando me acalmar e me mexi na cadeira, tentando sentar em uma posição que não deixasse tão evidente o que estava acontecendo comigo naquele momento. Ela jogava o cabelo enquanto empinava a bunda e tocava o próprio corpo. Eu assisti com deleite seu indicador descer por entre o vale dos seus seios e imaginei minha mão descer por ali.

Ela passou as mãos pelas coxas grossas e torneadas e insinuou a mão para o interior delas. Sensações de calor e de energia passavam pelo meu corpo, me sentia cada vez mais duro com aquela dança.

Adrian me cutucou e eu quase o soquei por me tirar daquele momento pessoal.

Tirei algumas notas da carteira e coloquei em seu decote, me limitando apenas a colocar o dinheiro e rapidamente retirar minha mão.

Olhei em seus olhos e ela sorriu piscando em seguida. Eu estava admirado com o que ela fazia com seu corpo.

Sentia meu membro pulsar e doer dentro das minhas calças. Ela estava me deixando louco com aquelas insinuações.

Vi um copo ser colocado a minha frente, mas não olhei. Ela era mais importante.

E assim como veio, ela se foi. Consegui me conter para não subir no palco e a puxar para continuar dançando para mim quando ela foi para a outra extremidade do palco.

Eu pisquei atordoado com a mudança repentina na minha cabeça. Olhando ao redor, eu via homens em situação parecida com a minha.

Eu me levantei e fui até o banheiro, ganhando um olhar sacana de Adrian.

Quando sai, peguei o celular do bolso constatando que já estava muito tarde. Christian passou por mim segurando na mão de uma ruiva e logo depois Adrian com duas mulheres ao seu lado. Bem, eles tinham se saído melhor do que eu. Virei-me para ir embora e então a vi descer por uma escada.

Seu cabelo agora estava mais arrumado do que antes e um robe transparente tampava mais do que sua antiga roupa.

Enquanto a encarava, vi alguns caras se aproximando e falando algo a ela, que ria e cochichava algo em seu ouvido, e então eles logo se afastavam.

Alguns minutos se passaram até que eu resolvi agir. Seria boa companhia enquanto os outros dois se divertiam...

Eu caminhei até ela e toquei seu braço para chamar sua atenção já que ela parecia estar em uma conversa muda com Damon, que assim que me viu deu um sorriso à garota e saiu.

Ela se virou completamente para mim e eu pude olhar realmente para seu rosto.

Não devia ter mais do que 20 anos. Olhos de um castanho claro e intenso. O cabelo escuro estava por cima dos ombros. Ela tinha um sorriso em seus lábios pintados de vermelho que... Deus! Eu mataria para sentir a textura deles.

Eu vi Damon sorrir para mim, mas ignorei. Ele sabia bem o suficiente que dinheiro não seria problema para ficar com ela.

Contive meus pensamentos. Seja fiel, Dimitri! Minha consciência me castigou com imagens dela, a única que fazia eu me sentir culpado por olhar para outra mulher.

Fui tirado de minha discussão interna quando senti sua mão quente e macia tocar ligeiramente a minha, ao menos tempo em que senti uma coisa diferente em meu corpo, como se fosse uma corrente elétrica. Ela pareceu sentir o mesmo já que no instante seguinte me olhava com olhos arregalados. No entanto, parecendo ignorar isso, ela voltou a segurar em minha mão, o sorriso sedutor de volta aos seus lábios.

Enquanto a seguia por algumas escadas e depois por um longo corredor vermelho eu pensava se deveria fazer como Adrian havia me dito e me entregar de vez a minha vida e me esquecer dela. Malory não voltaria... Ela estava morta. Mas, ainda sim, algo me compelia a dar meia volta e sair dali. Não era o certo. Eu, Dimitri Belikov, frequentando um bordel e seguindo uma garota de programa para o seu quarto. Que tipo de homem eu me tornei depois que a perdi? Certamente, eu não mudei tanto para fazer algo como isso. Comecei a pensar se deveria apenas dar meia volta, entrar em meu carro e seguir caminho para casa. Tarde demais, percebi quando senti meu peito ser empurrado com um pouco de força e então me senti cair em algo fofo e confortável. Ela não demorou em colocar seu corpo sobre o meu. Tinha o mesmo sorriso de antes em seus lábios, e por um momento ele me pareceu falso. Assim que cheguei a essa conclusão briguei comigo mesmo. Era óbvio que ela não estava satisfeita vivendo aquela vida. Quem estaria?

Segurei seus pulsos, a impedindo de fazer o que quer que fosse que ela pretendia fazer.

-O que? Você mesmo quer tirar? – perguntou sorrindo.

-Não. – eu não sabia se conseguiria honrar a imagem de Malory por muito tempo com ela naquela posição, em cima de mim. Minha voz saiu mais acentuada, apenas comprovando que eu gostaria de estar em qualquer outro lugar, menos ali.

-Okay, — ela disse molhando os lábios sedutoramente – Então eu tiro pra você.

Assim que senti suas mãos delicadas no primeiro botão de minha camisa voltei a segurá-la. Minha mente gritava para sair daquele quarto, mas não era o que meu corpo parecia querer já que não me obedecia.

-Se não se importa, eu prefiro ficar com minha roupa. – falei, tentando soar normal e não agir como o homem problemático que eu era.

Ela sorriu, não parecendo notar meu nervosismo e meu desejo por sair dali.

Ela se moveu para baixo, e eu senti o exato momento em que ela colocou suas mãos em cima de minha calça e começou a desabotoá-la. Eu realmente não acreditei que ela pudesse fazer isso, até que vi o botão aperta e um pedaço de minha boxer aparecer.

Eu a puxei pelos ombros e a levei para cima. Sentei-me na cama rapidamente e respirei fundo, ignorando a atenção que meu membro parecia me implorar.

-Não é hora para isso Dimitri. – disse para mim mesmo, baixo o suficiente para ela não ouvir.

Qualquer outro pensamento sobre isso foi cortado quando eu ouvi sua voz parecendo, pela primeira vez, natural e não a de uma atriz pornô treinada.

-Você não é gay, é?

Eu realmente gostaria de poder ter abotoado minha calça, ignorando a leve ereção ali e sair daquele quarto, mas, por algum motivo ainda não identificado, eu permaneci ali, não me controlando em rir um pouco.

-Não. – eu falei, ainda rindo – Apenas não gosto de transar por grana.

Ela fez uma cara que dizia que claramente não estava acreditando muito no que eu dissera, e a pergunta que ela fez em seguida, me perguntando se eu sabia quanto estava pagando por ficar em um quarto com ela, apenas comprovou isso.

E minha resposta, afirmando que dinheiro não era problema, o que era completamente verdade, deixou-a um pouco surpresa.

Eu resolvi mudar de assunto, não querendo falar de mim. Falar de mim, de quem eu era agora, não era o mesmo que falar de quem eu havia sido antes de Malory.

Eu sabia que havia sido má ideia quando Adrian me chamou para sair com ele e Christian. Sabia que nem ao menos devia ter entrado naquela boate. Eu sabia que nada me faria esquecê-la, e mesmo assim, lá estava eu, falando com uma stripper que eu nem ao menos sabia o verdadeiro nome. Bem, aquilo não era exatamente seguir em frente, mas eu estava tentando.

________
Para ver spoiler do próximo capítulo, clique aqui. (N/A: eu juro mudar o layout ainda essa semana, mas estou sem tempo, então, sem pressão. )

Notas finais
ATENÇÃO DEMAIS AUTORES : http://lylacmiller-fanfics.blogspot.com.br/2012/08/3-dicas-para-autores-concursos-e.html
.
Hey, então, sem ameaças para o próximo cap.. #Tah, podem ameaçar uahsauhsas
Então, não se esqueçam de comentar com sua opinião, não importa se for apenas um 'gostei', okay? É, eu não tenho nd contra eles, já q só assim eu sei se estão gostando uhsauhsuas
Bjs e té a próxima, e comentem ;)