Amargo Prazer

5 Cap. 5 - Necessidade


Notas iniciais
Yooo, quem ai quer me matar?
Sorry, mas eu tava beeeeeeeeeem indecisa quanto ao cap. então alterei a ordem dos fatos, mas isso não altera o resultado hehehehe #Tanks Miwa ;)
Entonces, esse é um dos capítulos mais leves, pke eu troquei o final hehehehe
Bem, leitoras novas, sejam bem-vindas :)
As postagens a partir de quinta-feira serão regulares, ao menos duas vezes na semana ^-^
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Espero q gostem e erros de português devem ser ignorados, pke eu sempre reviso e eles sempre passam ¬¬

–Como eu disse antes, — Alex, um médico amigo da família, me disse com um olhar de reprovação – ele precisa ficar em repouso. E Rose, quanto mais rápido você marcar a cirurgia, menores serão as seqüelas. Tente ficar fora de casa o menos possível, ele não pode ficar sozinho.

–Ficar mais tempo em casa? – perguntei o olhando seriamente, esperando que fosse uma piada — E como você sugere que eu arrume o dinheiro pra cirurgia?! –indaguei com um pouco de raiva.

Eu estava plenamente consciente de que eu tinha de arrumar o dinheiro mais rápido possível e era por isso que eu fazia o que eu fazia, mas mesmo assim, ainda não era o suficiente.

–Rose, eu sei o quanto você trabalha, mas mesmo assim, talvez seja melhor você passar mais tempo em casa. Ele precisa de você. – falou enquanto escrevia alguma coisa rapidamente em seu bloquinho — Aqui esta a receita do medicamento. Ele deve tomar três vezes ao dia logo após as refeições. Entendeu?

Concordei com a cabeça e peguei o papel que ele me estendia. Tentei entender o que estava escrito, mas foi em vão. Os rabiscos pareciam estar todos interligados e mesmo assim eu saiba que o farmacêutico entenderia sem precisar de um decifrador para isso.

–Bom, eu vou indo, e se acontecer de novo me ligue. Fique bem Rose.

–Quem está doente é meu pai não eu. –disse soando um pouco amargurada.

Ele riu brevemente, mesmo ainda parecendo estar sério.

–Não por muito tempo se você continuar agindo como se tivesse 40 anos. Devia desabafar com alguém, compartilhar suas angustias. – falou piscando quando eu o encaminhei para a porta.

– Não sabia que além de médico também era psicólogo. – confesso que eu estava sendo uma vaca com ele, mas eu também já estava de perdendo a paciência com isso tudo.

–Você entendeu o que eu disse. Eu tenho que ir.

Estava indo atrás dele quando ele me parou.

–Já sei onde é a porta, Rose. Devia ir ver Abe.

Despedi-me dele e voltei até o quarto do meu pai. Ele estava deitado na cama, ainda dormia. Alex tinha dado um remédio a ele para dormir um pouco e descansar. A doença estava acabando cada vez mais com ele.

Escorei-me no batente da porta e desci até me sentar no chão. Carly estava na casa da vizinha, a pobrezinha tinha entrado em estado de choque quando viu que o avô estava caído.

Minha vida tinha mudado tanto em tão pouco tempo... Tinha perdido minha irmã, ganhado uma sobrinha e de quebra meu pai ainda estava doente.

Se tudo fosse diferente, eu provavelmente estaria me formando em alguma faculdade, provavelmente biologia, teria um namorado, meu pai estaria brigando comigo por dizer que eu não devia confiar tanto em um homem e minha mãe estaria dando uma bronca nele dizendo para me deixar em paz.

Mãe. Essa é uma palavra que eu queria muito saber o significado. Nunca a conheci ou nenhuma outra figura que a representasse. Abe não falava muito sobre ela, mas mesmo assim, as pequenas coisas que ele comentava sobre ela raramente, eu prestava muita atenção. Meg dizia que eu era uma boba por gostar tanto de uma mulher que nunca nem ao menos me conheceu. Acho que quando ela dizia isso, tinha um pouco de revolta por sua mãe ter feito coisa parecida.

Olhei no relógio. Já estava ficando tarde e eu ainda chegaria atrasada na boate. Quando percebi isso, senti como se eu fosse uma bomba prestes a explodir. Eu não aguentava mais tudo isso. Sentia-me como se tivesse o dobro da minha idade.

Quando eu ia para a boate, me sentia suja, uma grande pecadora, mesmo não sendo religiosa, odiava como era tratada. Claro que sabia que seria assim quando comecei, mas pensei que fosse um sacrifício que valeria a pena. Eu não parecia mais ter tanta certeza disso...

Tinha pretensões de ter uma vida normal quando juntasse o dinheiro necessário. Deixar tudo para trás e ser apenas Rosemarie. Mas isso não podia mais acontecer. Mesmo quando eu saísse dessa vida o passado sempre iria me perseguir.

Uma lágrima escorreu pela minha bochecha, logo sendo seguida por outra, e outra, e mais outra. Quando me dei conta, meu corpo tremia violentamente. Coloquei a mão na boca para não fazer nenhum barulho. Eu já estava acostumada com isso.

Senti alguém me abraçando e me aconcheguei mais ao meu pai quando senti seu cheiro tão familiar. Ele alisava meu cabelo enquanto dizia que tudo ia ficar bem. Que me protegeria de tudo. Mas não estava tudo bem, e ele não podia me proteger de tudo. Havia coisas que estavam longe de seu alcance...

Quando parei de chorar, olhei para seu rosto e ele secou minhas lágrimas enquanto sorria.

– Você não ouviu o médico dizer que precisava ficar de repouso? – perguntei com a voz rouca e me separando dele brevemente, apenas para secar as lágrimas.

Ele riu mais ainda.

–Ora menina, ninguém me diz o que fazer. Muito menos um médico. Ele também me disse que eu iria morrer, e eu ainda estou vivo. Você vê? – falou em seu tom superior.

–Ele disse que você morreria se você não se cuidasse.

Ele deu de ombros.

–Se quiser conversar, eu estou aqui.

E então se afastou voltando para a cama. Eu não entendi muito bem aquilo. Geralmente meu pai não dava opções a ninguém, ele era curto e grosso. Se ele fazia uma pergunta, queria a resposta na mesma hora. Mas eu nunca fiquei tão agradecida por ele ficar calado.

Levantei-me do chão e enquanto estava saindo, ouvi meu pai dizer:

–A vida é curta demais para desperdiçá-la com bobagens, Rose. Pense nisso.

Eu não respondi e muito menos me virei, apenas continuei meu caminho até meu quarto.

Tomei um banho rápido e coloquei algumas roupas íntimas dentro da mochila.

Estava indo para mais uma seção de tortura.

VA



–Não fique assim, Rose. Damon é um idiota. – Sydney disse me entregando um copo com água.

–Um idiota que paga nossas contas. –Meredith disse.

–Maria-fumaça, se não tem nada melhor a dizer fique calada. – Jill falou enquanto passava a mão em meu ombro me confortando.

Damon tinha acabado de sair do camarim e é obvio que ele tinha me dado a maior bronca sobre chegar atrasada. Disse que qualquer garota da rua ficaria feliz em tomar o meu lugar. Eu queria ter mandado ele para o inferno, mas eu não podia me dar ao luxo de ficar sem um emprego logo agora quando meu pai e Carly mais precisam de mim.

Então escutei tudo calada e engolindo alguns sapos. Coisa que se fosse há alguns anos, eu nunca faria.

–Tudo bem, é melhor irmos depressa, senão é capaz de sobrar pra vocês também.

Jill me deu um abraço seguido por Sydney.

Passei uma maquilagem no rosto e fiz o máximo para cobrir e disfarçar meus olhos vermelhos. Como Damon dizia: ninguém pagava para ficar com uma "mercadoria estragada".

Minha lingerie essa noite era vermelha com detalhes pretos. E como sempre, não cobria quase nada. E eu estava usando uma peruca ruiva, para inovar. Eu amava o meu cabelo escuro, mas não teria sido nenhum pouco ruim se também tivesse o cabelo ruivo.

O show foi rápido, ou ao menos foi assim que me pareceu. Tudo passou como em um borrão. Eu não memorizei rostos, só dancei como de costume.

Logo me vi andando pela boate como de costume. O que me intrigou foi quando Damon caminhou rapidamente em minha direção e segurou meu braço.

– Vá para o quarto! –ele ordenou.

– O que?

Ele nunca tinha dito aquilo para mim antes.

–Vá para o seu quarto e espere lá. Agora!

Vendo que eu não me mexia, ele chamou Eddie.

–Leve Amanda para o quarto dela. – disse me olhando rapidamente e então para a entrada da boate, parecendo nervoso — E se certifique que no caminho ela não seja incomodada.

Eu não entendi onde ele quis chegar com aquilo tudo, mas mesmo assim fui com Eddie.

–O que houve? – perguntei o seguindo rápido, ainda confusa com o que Damon tinha dito — Você acha que Damon vai me substituir? –já estava no corredor que levava ao meu quarto.

Eddie abriu a porta para que eu entrasse e eu o olhei em dúvida. Escutei uma risada alta atrás de mim e me virei, vendo Sydney rindo andando pelo corredor agarrada a um homem.

–Ele só faria isso se quisesse perder muito dinheiro. – Eddie disse e eu voltei minha atenção para ele.

– Eddie, — eu falei assim que entrei em meu quarto revirando os olhos pelo seu tom misterioso — não estou entendo.

Ele olhou para os dois lados e então fechou um pouco a porta, deixando seu corpo metade para dentro do quarto e a outra metade para fora.

–Eu não sei ao certo, mas parece que um ricaço acabou de ligar para o Damon. – Eddie fez um som estranho com a garganta, como ele não tivesse gostado daquilo e então prosseguiu — E pelo que eu ouvi, eles estavam negociando uma noite com você.

–Uma noite comigo? – perguntei perplexa.

– Rose, — Eddie disse me lançando um olhar nervoso. – Eu não sei quem é. A única coisa que eu sei é que o cara pediu a Damon, que não deixasse você andando livremente pela boate e que de preferência não tenha ficado com ninguém ainda. – ele pausou, parecendo considerar algo. – Bom, ele deve realmente ter dinheiro para ter pedido isso e Damon acatado.

– Você acha que eu devia ficar preocupada?

–Com o quê?

–Eu não sei. Esse cara pode ser um ninfomaníaco. –falei realmente apreensiva.

Eddie riu e não disse mais nada. Saiu do quarto e fechou a porta atrás dele.

E então eu esperei. Esperei. E esperei.

Já tinham se passado quase meia-hora que eu estava sozinha no quarto e ninguém aparecia. Aquilo estava me irritando! Se tinha uma coisa que eu odiava eram pessoas que não tinham compromisso com suas responsabilidades. Mesmo isso aqui não sendo realmente um compromisso, ainda era meu trabalho e enquanto eu estava aqui, perdendo meu tempo esperando sabe-se lá quem eu poderia estar lá embaixo fazendo algo de útil.

Quando decidi que não esperaria mais e iria falar com Damon e perguntar o que estava acontecendo, ouvi uma batida forte na porta.

Eu respirei fundo e fui até o espelho, tentando desfazer a expressão irritada que tinha ali e por uma relaxada e alegre em seu lugar. Abri um pouco o robe que eu usava e ajeitei a peruca ruiva na cabeça. Assim que abri a porta encontrei uma das últimas pessoas que eu esperava encontrar.


Notas finais
E ai? Será o Dimitri? Vishi u_u
Espero q tenham gostado, e não se esqueçam de comentar.
E podem recomendar tbm, meu psicológico agradece uahsuahsauhsas
Até a próxima pessoal, que deverá ser... Quinta ou antes, dependendo ^-^
Bjs ^^