Amargo Prazer

30 Cap. 30 – De Volta às Origens


Notas iniciais
Desculpem, prometi postar ontem e cheguei em casa tão cansada que dormi com tudo ligado, luz, tv, portas abertas e só hoje de manhã quando acordei percebi isso :/
Mas, enfim, aqui está o capítulo que eu prometi. Iria dividi-lo porque realmente ficou grande, mas ai desisti, fica melhor assim, eu acho '-'
Espero que gostem desse cap. até a metade do capítulo. O resto...
Bem, leiam.
Bem, queria agradecer por todos os comentários divinos do capítulo passado, eu amei cada um, sério *--* Muito obrigada ninas, vcs não fazem ideia do quão feliz eu fico quando leio as reações de vcs ;)
Até as notas finais ^^
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Um esclarecimento:
*Kolya Ele é amigo da Viktoria, irmã de Dimitri e parece ter sentimentos por ela. Ele é citado somente em Blood Promise, se não me engano, mas, eu vivo me enganado '-' #Memória FAIL, mas se eu tiver errado, podem corrigir, grata.

Dimitri estava apenas ali, me abraçando, sem dizer nada. Ele entendia que eu precisava daquele momento a sós, mas ele também pensava que não era uma boa ideia eu estar ali sozinha.

- Você quer ir embora? – ele perguntou, um tempo depois enquanto ainda afagava meu cabelo.

Eu pisquei por um momento, notando a ausência das lágrimas, mas não havia por que chorar, afinal de contas. Eu já havia lamentado o suficiente.

- Só mais algum tempo e então nós vamos.

Eu imaginei que aquilo também não estava sendo fácil para ele, mas Dimitri era melhor do que eu em não demonstrar sentimentos.

Eu encarava a lápide da minha irmã, sem saber o real motivo para fazer aquilo. Acho que seria uma forma de me despedir definitivamente daquilo. Deixe para trás o que não te faz bem, Rose — foi o que meu pai me disse, quando eu ainda era pequena Acho que ele nunca esperou que eu usasse essa frase naquele momento.

Eu vi quando Dimitri enfiou as mãos no bolso e tirou de lá dois círculos dourados e as jogou sobre o gramado.

Enquanto caminhávamos de volta para o carro, eu parei, fazendo Dimitri me olhar curioso.

- Se importa se você for à frente? É que eu queria fazer uma coisinha antes.

Dimitri pareceu confuso com meu pedido, mas assentiu, depositando um beijo em minha testa e seguindo rumo à saída do cemitério enquanto eu ia à direção contrária, tentando relembrar o caminho enquanto andava.

Depois de algum tempo procurando, eu finalmente encontrei.

A grama começava a crescer ao redor da lápide e eu me sentei no chão, tirando as flores secas dali e lamentando por não ter levado outras comigo.

- Você me faz muita falta, sabia pai? – eu perguntei, sabendo que nunca teria uma resposta – Tanta coisa mudou desde que você se foi que às vezes eu acho que foi melhor assim. Nada disso foi sua culpa, mas... – eu suspirei, limpando as lágrimas só para elas voltarem a cair – eu teria gostado de te ter ao meu lado me dizendo que tudo ficaria bem.

Eu cobri minha boca com as mãos, para evitar que os soluços escapassem. Era bom ficar sozinha ali, sem ninguém me olhando enquanto eu chorava de saudade dele. Desde o enterro, eu não havia ido lá outra vez.

Enquanto estava ali sentada, fitando o nome do meu pai talhado na pedra, eu vi uma mão descer e colocar um ramo de tulipas vermelhas onde antes havia estado as flores mortas.

Eu me assustei, levantando em um pulo e secando as lágrimas com rapidez sentindo meu rosto arder com o gesto. Meu cabelo estava bagunçado pelo vento, diferente do de Janine que tinha os curtos cachos ruivos moldando seu rosto.

- Eu não sabia que a encontraria aqui – ela murmurou, arrumando as tulipas e então me fitando, com um pequeno sorriso doloroso nos lábios – Se soubesse teria vindo em qualquer outro dia.

- Não, tudo bem – bati as mãos em minha calça, a fim de tirar um pouco de grama e terra que ficaram ali – Eu já estou de saída.

- Você me surpreendeu muito, Rose – ela disse, parecendo querer evitar que eu fosse embora. Eu não devia ter mordido a isca, sabia disso, mas ainda sim fiquei ali, ouvindo o que ela tinha para me dizer. Janine sorriu – Eu nunca achei que você fosse ser tão forte depois que Abe morreu.

- Ele me ensinou a ser assim.

Eu vi quando a culpa passou por seus olhos, mas ela não pareceu se abalar muito.

- E ele a ensinou muito bem. – ela murmurou, concordando.

Quando ela não deu sinais de que não falaria mais nada, eu finalmente me senti pronta para fazer a pergunta que passei minha infância à procura da resposta.

- Por que você nos deixou? – perguntei, vendo Janine piscar parecendo ter sido pega de surpresa – Não pense que eu estou tentando uma aproximação com você porque realmente não estou, mas eu só queria saber. Por que você foi embora e me deixou com meu pai?

Ela cruzou os braços, mas eu não me importava com o frio que fazia então apenas esperei pela resposta. Janine parecia escolher a forma certa de me responder, então eu soube que não gostaria da resposta.

- Abe e eu tínhamos desejos diferentes sobre o... Futuro – respondeu – Quando eu estava pensando no que faria com uma criança no colo enquanto decidia o que faria para mudar minha vida, Abe apenas se preocupava com você. Conhecemo-nos em Istambul e dois meses depois você nasceu. Ele não tinha nada para se preocupar, era bem de situação e eu não queria aceitar o dinheiro dele enquanto eu ainda estava começando uma empresa. Deixá-la com ele me pareceu à melhor escolha.

- E foi. Foi a melhor coisa que você poderia ter feito – concordei, tentando não deixar que ela percebesse que aquilo havia me magoado mais do que eu pensei.

Eu odiei aquela sensação de abandono. Não esperava nada diferente daquilo. Bem, talvez que ela tivesse tido realmente algum problema e então não pode cuidar de mim, mas eu não me surpreendi com aquilo. Eu e meu pai fomos os escolhidos para sermos jogados para escanteio quando ela quis crescer na vida. Teria perguntado por que ela não me procurou depois disso, mas não era necessário. Janine simplesmente não havia feito.

Eu desviei meus olhos para as tulipas.

- Você as recebia? – ela perguntou, me fazendo olhá-la – As tulipas que eu mandava em seu aniversário e no natal. Eu sempre me perguntava se Abe as passaria para você.

Incrédula, era assim que eu me sentia.

- Abe quem me dava tulipas todos os anos – eu rebati.

Ela balançou a cabeça levemente.

- A primeira vez que Abe me viu ele me deu tulipas vermelhas e me contou a história sobre elas, acabou virando algo nosso, entende? – ela perguntou. Eu entendia. Era algo meu e de Abe. Ele me dava tulipas, era assim que eu pensava – Quando eu a deixei com ele, sempre dava um jeito de mandar as tulipas. São as minhas preferidas. Por isso a mandei quando esteve no hospital. Sabe o significado delas?

Eu sabia.

Eu dei as costas a Janine e ela não me chamou outra vez. Quando eu alcancei o carro de Dimitri e entrei, ele não me perguntou nada, apenas dirigiu em silêncio enquanto eu balançava minhas pernas com nervosismo de um lado para o outro, Olhava pela janela, sem realmente enxergar nada e pressionando as lembranças do que Janine me disse para longe, as afastando o máximo que pude.

Quando paramos no aeroporto, eu tratei de respirar fundo.

- Não fique nervosa. Tenho certeza de que ela não está armada.

Dimitri sabia que aquele não era o motivo do meu nervosismo, mas eu apreciei a sua tentativa de me distrair então sorri me inclinando um pouco em meu banco para lhe dar um beijo.

- Eu sei que ela vai me amar, Camarada – pisquei, soltando meu cinto e saindo do carro. Logo que Dimitri também estava fora ele juntou nossas mãos, seguindo para o portão de desembarque onde esperaríamos pela sua irmã mais nova.

Dimitri não havia aceitado ir para a Rússia, mas sua irmã iria começar a faculdade no próximo mês e então ela ficaria morando com ele por aqui. Eu não entendi o porquê dela não fazer faculdade lá mesmo, mas Dimitri disse que era um assunto delicado para sua família. Eu não perguntei novamente. Todos tinham problemas em família. Dimitri e eu sabíamos disso.

- Deveríamos ter uma plaquinha com o nome dela – eu comentei, quando vi aquele emaranhado de pessoas e me perguntei como faríamos para encontrá-la.

- Ah, não vai ser necessário – ele abriu um sorriso e eu olhei na direção em que ele olhava. Tarde demais.

Eu soltei a mão de Dimitri quando vi uma garota um pouco mais nova se jogar em cima dele. Teria sentido ciúmes, se eu não soubesse que ela era sua irmã pela cor do cabelo e dos olhos. Ah sim, e ela sorria da mesma forma que ele.

- Dimka! – a garota falou, o abraçando com força.

Bem, depois disso eu não entendi muita coisa do que eles falavam. Russo era algo que eu não havia nem começado a aprender.

Eles se soltaram, mas ela continuou segurando seu rosto com ambas as mãos enquanto dizia mais alguma coisa. Eu já estava começando a me sentir desconfortável quando Dimitri olhou em minha direção e me puxou, me abraçando pela cintura.

- Viktoria, essa é Rose, a mulher de quem te falei.

Viktoria sorriu, me puxando para um abraço. Ela era um pouco mais alta que eu e tinha o cabelo levemente ondulado, em um castanho claro. O sorriso que raramente eu arrancava de Dimitri, ela parecia dar com muita facilidade.

- É um prazer conhecê-la, Rose. Dimka me falou muito sobre você. – respondeu em inglês, mas com um sotaque russo mais acentuado do que o de Dimitri.

Eu corei pelo tom de voz sugestivo e me perguntei o que Dimitri havia falado sobre mim.

- Vamos? Você deve estar cansada de toda essa viagem – Dimitri falou, pegando suas malas com uma facilidade incrível e eu o ajudei com o restante.

- Nem me fale. Minhas costas estão trituradas!

Dimitri ficou perguntando sobre a sua família enquanto eu os deixava em seu momento, apenas escutando. Pelo que Viktoria disse, ele havia ganhado mais um sobrinho e sua avó estava o ameaçando para ir vê-la, o que Dimitri apenas riu dizendo que nem se ele morasse na Rússia ainda ela pararia de ameaçá-lo. Seus olhos adquiriram um brilho especial enquanto falava da família. Era quase como se ele voltasse ao passado enquanto isso.

Eu me sentia meio desconfortável, principalmente quando sua irmã começou a falar de pessoas que eu não conhecia e que aparentemente eram muito amigas de Dimitri, mas isso não durou muito. Em um determinado momento, enquanto estávamos no carro, Viktoria chamou minha atenção quando me perguntou se Dimitri já havia me mostrado algumas fotos de quando ele era criança.

Eu neguei, rindo da careta que Dimitri fez. O que me fez pensar que havia alguma história engraçada por trás disso. E tinha. Minhas costelas já doíam de tanto rir enquanto Viktoria me contava coisas sobre ele que eu nunca poderia adivinhar. A principal delas era que as irmãs de Dimitri, Sonya e Karolyna, o faziam se casar com suas bonecas para que ele pudesse entrar na brincadeira.

- Eu não sabia que era um homem comprometido, Camarada – provoquei, o vendo parecer cada vez mais envergonhado.

- Viktoria – ele chamou, olhando para ela pelo espelho retrovisor, — Acho que temos que ter uma conversa mais tarde. – ele tinha um olhar sério, mas um brilho no olhar que só fez eu e a irmã rirmos ainda mais.

- Acho que vou querer ver uma dessas fotos quando for à Rússia... – murmurei, dando uma piscadela para Viktoria.

- Como esta Kolya*? – Dimitri perguntou, assumindo uma voz com um tom meio maldoso e ela parou de rir no exato instante, corando violentamente enquanto ele parecia se divertir.

- Como se conheceram? – ela perguntou, mudando de assunto.

Bem, aquele não era um que eu me sentia confortável para falar. Dimitri percebeu isso, pois segurou minha mão que estava sobre o banco e a apertou, antes de me dar um sorriso encorajador.

- Em uma boate – respondi da forma mais breve que pude.

- É. Rose era a mulher mais linda de lá – falou, erguendo nossas mãos juntas e depositando um beijo na minha, voltando à atenção para a direção – E a mais teimosa também.

- Eu não era teimosa, apenas não te conhecia.

- Mamãe quase ficou louca quando soube que Dimitri tinha finalmente arrumado uma namorada pra valer. Ela nunca gostou muito da- — Viktoria se interrompeu, lançando um olhar arrependido para Dimitri, mas eu lhe dei um sorriso, indicando que tudo estava bem. Dimitri também não pareceu se importar muito. No começo daquela manhã havíamos decidido: aquilo era passado e seria tratado como tal – Enfim, mamãe ficou feliz.

- Espere até ela saber que é avó – Dimitri brincou, erguendo uma sobrancelha para mim.

Sua irmã engasgou, nos olhando parecendo feliz e ao mesmo tempo surpresa.

- Não, eu não estou grávida. É que eu tenho uma sobrinha que é quase uma filha para mim.

- Mas não é como se fossemos demorar com isso, Roza.

Minha vez de olhá-lo surpresa. Dimitri parecia falar sério, mas eu preferi acreditar que não, então apenas soltei uma risadinha nervosa e mudei de assunto, perguntando para Viktoria se ela não teria que comprar novas roupas já que o clima daqui era diferente do de lá e, tal como Dimitri, ela disse que não era tão diferente assim.

Finalmente chegamos ao estacionamento do prédio de Dimitri e eu o ajudei com as malas que não eram poucas. Ela ficaria ali somente por um mês, até se mudar para o campus da universidade quando as aulas começassem.

Levamos tudo para o quarto de hospedes e a deixamos lá, enquanto eu ia para a cozinha ajudar Dimitri com o almoço.

- Então, você e Janine... – ele deixou no ar como se não fosse nada, mas algo me disse que ele esperou um bom tempo para me perguntar aquilo.

Eu continuei cortando a cebola em cubinhos.

- O que tem? – perguntei, mas ele não respondeu nada, então eu ergui minha cabeça para olhá-lo – Está querendo saber se já estamos discutindo sobre a árvore genealógica?

- Não exatamente isso – falou, parecendo distraído com o que fazia – Queria saber como você está reagindo.

- Eu não sei. Não conversamos por tempo o suficiente para saber se gosto dela ou não.

- E você acha que se conhecer melhor podem-

- Dimitri, você é péssimo com isso – falei, pensando que Janine poderia muito bem tê-lo coagido a conversar comigo. Ele não era do tipo que era forçado a nada, mas eu ainda não havia engolido ela ter aparecido do nada no cemitério – Mas eu acho que posso me esforçar e não ser tão má com ela.

Dimitri me olhou e então sorriu. Eu fiquei na ponta dos pés, tentando beijá-lo e Dimitri se abaixou um pouco, passando um braço livre por minha cintura.

- Você fica sexy de avental – sussurrei, roçando nossos lábios e ele sorriu, se inclinando para mais perto.

- Opa, desculpe.

Nos soltamos e eu olhei para Viktoria, parada perto dos armários parecendo envergonhada.

Ela nos ajudou com o almoço e quando terminamos nos sentamos à mesa. Nesse momento eu não me senti nenhum pouco excluída. Dimitri falava das comidas que sentia falta, já que aqui era um pouco difícil de encontrar os mesmos ingredientes que havia lá. Também disse que queria conhecer sua nova sobrinha, e sabia que eu adoraria Paul. Mesmo em nosso estágio de relação, ele nunca falava muito da família a não ser que eu perguntasse, mas ele ver a irmã pareceu ser tudo o que ele queria.

Quando terminamos, comecei a tirar os pratos para lavar. Um barulho de celular tocando chamou nossa atenção.

- É o meu. – Dimitri falou quando eu comecei a procurar pelo meu.

Ele o atendeu, e eu não prestei muita atenção, voltando a minha tarefa de antes.

- É pra você – falou estendendo o aparelho em minha direção quando eu voltei para a sala de jantar – Parece ser uma garota com o nome de Jillian. Disse que é urgente.

Eu achei estranho. Fazia tempo que não via Jill ou falava com ela. Segundo Sydney a jornada de "trabalho" na boate havia ficado péssima para ela. Era mais estranho ainda por ser ela ligando no celular de Dimitri.

- Rose! – sua voz apressada soou logo que eu coloquei o celular ao ouvido – Graças a Deus! Onde você se meteu? Eu estou ligando no seu celular há mais de duas horas e só cai na caixa postal! – ela ralhou, parecendo quando meu pai brigava comigo.

- Hm, desculpe? – perguntei, não sabendo o que era tão importante para ela ligar no celular do meu namorado – Como arrumou o telefone de Dimitri?

- Sydney me passou. – falou apressada – Olha, você tem que vir para a boate agora.

- O quê? – eu perguntei. Não pisaria naquele lugar de novo nem que me pagassem – Jill, você sabe que eu não posso ir aí. Damon e eu não mantemos uma amizade nem nada do tipo – falei, vendo Dimitri se mover tenso ao meu lado. Ele não gostava de Damon. Ninguém gostava — exceto Meredith, mas eu tinha minhas desconfianças.

- Rose, você tem que vir. Carly está aqui – falou em um só fôlego – Eu não sei bem o que aconteceu, mas parece que ela passou mal na creche e tentaram ligar para o seu celular, mas ninguém atendeu. Tinha o telefone de Sydney na cardeneta de Carly e eles ligaram para ela. Como você não estava em casa, Sydney teve que trazê-la para que ela não ficasse sozinha.

- Eu não acredito que ela está ai! – falei nervosa, já pegando minha bolsa que estava em cima do sofá – Olha, eu estou indo, está bem? Só peça para que alguém libere minha entrada e, pelo amor de Deus, não deixe que Carly veja nada.

Eu desliguei o celular sem esperar resposta e o devolvi para Dimitri. Aquilo não era lugar para criança. Diabo, aquilo não era lugar para ninguém!

- O que houve?

- Carly é o que houve. Ela está na boate – falei, não querendo entrar em detalhes. Eu abri minha bolsa, alcançando meu celular e o ligando. Logo que o fiz, o alerta de várias mensagens apareceu. De três números diferentes.

- Vik, eu e Rose temos que dar uma saída, mas-

-Não precisa Dimitri, eu chamo um táxi. – falei o interrompendo. Sua irmã havia acabado de chegar e eu não queria atrapalhá-los com meus problemas.

- Nada disso – ele pegou as chaves do carro – Se precisar de alguma coisa é só ligar, tudo bem? – ele deu um beijo na testa da irmã e se encaminhou para a porta – Sinta-se em casa.

Eu pedi desculpas para ela e o segui. Rezava para que Carly não tivesse visto ou ouvido nada que não devesse.

Eu nunca vi Dimitri ter o pé tão pesado no acelerador como naquele momento, mas não reclamei. Quanto mais rápido chegássemos, melhor.

Um segurança que me reconheceu nos deixou passar e eu respondi rapidamente aos cumprimentos de quem eu reconheci.

- Ela está lá encima, Rose – Ouvi Eddie dizer quando passei por ele e dei um sorriso de agradecimento, seguindo o caminho para as escadas onde eu sabia ficar só quartos. Mal havia chegado lá, dei de cara com Jill. Ela me abraçou, parecendo aliviada.

- Graças a Deus que você chegou, Rose!

- Não diga o nome de Deus em um lugar como esse, Jillian – uma garota que passou por nós parecendo com sono murmurou e a ignoramos. Era Meredith.

- Ela está em um dos quartos – falou nos guiando pelos corredores – Estava reclamando de um pouco de dor de cabeça, mas eu não sabia qual remédio dar — na verdade nem tenho algum comigo.

Ela abriu a porta do quarto e eu o percorri com os olhos até encontrá-la encolhida no meio de sua cama com alguns almofadas e cobertores roxos a sua volta. Eu fui até ela, tocando sua testa e ela não parecia com febre.

- Hey – murmurei aliviada e a sacudindo um pouquinho para que acordasse – Carly, acorde.

Ela abriu os olhos devagar e piscou algumas vezes, finalmente parecendo me reconhecer.

- Minha cabeça dói.

- Eu sei querida. Já estamos indo para casa, tudo bem? – perguntei e ela concordou – Onde está Sydney? – perguntei, lembrando que Jill disse que foi ela quem a buscou, mas notando que ela não estava ali.

- Falando com Damon. – Jill respondeu, cruzando os braços sobre o peito – Ele não gostou nada de quando viu Lily aqui. Começou a gritar um monte de coisas sobre estarmos "abusando de sua boa vontade" – ela fez aspas com os dedos nas ultimas palavras – Mas Carly não ouviu nada disso, não se preocupe. Eu só acho que eles estão demorando demais nessa conversa...

Eu sabia que estavam. E provavelmente demorariam muito mais até que aquele panaca achasse que já havia falado o suficiente.

-Eu pensei que a boate só abrisse a noite – Dimitri perguntou e eu finalmente me lembrei de que ele ainda estava ali.

- E abre – Jill deu de ombros – Mas quando vamos fazer uma nova coreografia Damon exige que comecemos os ensaios depois das dez da manhã. É só uma maneira de ele nos deixar aqui por mais tempo.

Eu me levantei, colocando minha bolsa de lado para que pudesse pegar Carly no colo já que ela ainda parecia sonolenta, mas antes que eu pudesse fazer isso, Dimitri já a havia pego. Eu o agradeci e peguei a mochila dela. Jill abriu a porta e logo que ela a fez, sons de uma discussão chegaram até nós. Parecia que alguém estava exaltado. Eu só não queria que fosse um cliente brigando com alguma das meninas. Não queria que Carly presenciasse aquilo, principalmente porque parecia um pouco mais desperta com os gritos.

Havíamos acabado de virar no corredor que nos levaria para as escadas quando eu vi quem discutia.

Sydney e Adrian estavam ali, juntamente com Damon. Também havia mais um homem, mas este estava de costas, então eu não pude saber quem era. Eu não sabia o motivo da discussão, mas podia imaginar. Sydney tentava manter Adrian para trás enquanto Damon parecia provocar aos dois.

Eu queria saber o que estava acontecendo para poder ajudar minha amiga, mas também não queria que Carly ficasse muito mais tempo ali. Antes que eu pudesse pedir para que Dimitri saísse dali com ela, os olhos de Damon se fixaram em mim não parecendo surpreso.

- Aí está a vadia, a causadora disso tudo! – acusou, com o dedo apontado em minha direção – O que foi, Rose? Não se contentou em sair sozinha daqui e achou que seria justo levar mais algumas com você?

A quarta pessoa que estava ali, o terceiro homem, finalmente se virou.

- Amanda? – Mikhail parecia confuso por me ver e eu não sabia como reagir, também, não tive chance de dizer nada quando Dimitri me entregou Carly, passando a minha frente.

- Olhe como fala com ela, Damon!

- Falo como quiser, não se meta Belikov. Quando ela se mostrar quem realmente é para você, não reclame depois.

- Rose nem ao menos estava nessa discussão – A voz de Sydney soou – Eu quero sair por conta própria.

- Eu nem ao menos sei por que estamos perdendo tempo com essa discussão. Ela quer sair daqui e vai! – desta vez foi Adrian. Nunca o vi soar tão irritado.

Sydney iria finalmente sair dali, era isso? Isso explicava a raiva de Damon.

Mais rápido do que qualquer um pudesse esperar, Damon puxou o braço de Sydney e apertou o pescoço dela com força enquanto gritava coisas que eu não consegui entender. Carly, parecendo reconhecer alguma das palavras, tampou os ouvidos com as mãos como uma boa menina.

Eu ouvi o barulho de algo se partindo e quando voltei meu olhar para a discussão que ocorria, vi Adrian desferindo um soco no rosto de Damon enquanto Sydney estava encostada a parede, assustada e passando uma mão pelo pescoço.

Novamente ouvi o barulho de alguma coisa cair no chão e só então percebi que eram aquelas malditas luzes vermelhas que ficavam nas paredes e no teto. Enquanto Adrian ainda investia contra Damon, ele acabava o empurrando contra a parede e consequentemente acertando algumas daquelas luzes. Eu nunca gostei delas. Não eram realmente luzes em si, eram algumas velas que ele colocava em algumas caixinhas para parecerem legais. Se Damon achava aquilo bonito eu discordava completamente.

Dimitri puxou Adrian pelo braço e o manteve preso, enquanto Mikhail segurava Damon, mas não aprecia fazer isso com muita força já que ele conseguiu se soltar e foi para cima de Adrian, o puxando pelo colarinho da camisa e tentando passar por Dimitri.

Eu não sei como, mas Damon acabou conseguindo dar um soco em Adrian. As coisas saíram do controle quando eles voltaram a brigar, mas empenhados nisso do que antes. A porta que dava para o escritório de Damon estava aberta e eles acabaram entrando nele enquanto brigavam.

- Oh meu Deus! – eu ouvi alguém ao meu lado dizer, acho que foi Jill, mas não me virei para olhá-la.

Eu não pude ver o que acontecia dentro do escritório, mas podia ouvir os sons e gritos enfurecidos dos dois e Dimitri gritar alguma coisa sobre resolver aquilo sem brigas. Honestamente, ninguém parecia estar ouvindo-o.

Eu olhei para Carly em meus braços. Ela tinha os olhos arregalados e ainda pressionava os ouvidos com as mãos. Queria tirá-la o mais rápido dali, mas também não queria que Dimitri ficasse.

- Tudo bem, eu a tiro daqui – Jill disse, a tomando de mim quando pareceu me entender. Enquanto elas se afastavam, Carly me olhou assustada e eu não entrei no escritório até que não conseguisse mais vê-las.

Logo que passei pela porta, vi que os dois já pareciam ter sido contidos. Dimitri desta vez segurava Damon enquanto Adrian era segurado por Sydney e por Mikhail.

- Vocês querem acabar de uma vez com isso? – eu gritei, mas ninguém pareceu me ouvir.

- Isso não é com você, vadia! – Damon cuspiu. Bem, ele havia ouvido.

- Já mandei você prestar atenção no que diz a ela!– Dimitri mandou, torcendo ainda mais o braço de Damon que ele segurava.

Nos distraímos por um momento quando as luzes de repente se apagaram completamente. Do andar debaixo, vieram gritos de protestos devido à queda de energia, mas que acabaram quando as luzes de emergência foram ativadas.

- Ou o quê? – Damon provocou, parecendo não querer desistir daquilo nem com o provável problema elétrico que ele estava tendo. Seu alvo parecia ter deixado de ser Adrian, mas eu sabia que Dimitri não cederia aquilo. Seu autocontrole era bem melhor que o meu e... Eu também não precisava de que ninguém me defendesse.

- Ou eu vou fazer você calar.

- Ah, Rose – ele sorriu com deboche – Linda e doce Rose. Ainda espero que você volte, lindinha. Mas se continuar sendo malcriada, você vai ter que lidar com coisas nada boas. Eu ainda tenho contas para acertar com você! – falou, mudando drasticamente de seu tom amigável e sarcástico para um duro e raivoso.

- Wow, isso foi uma ameaça? – perguntei, sorrindo para ele – Guarde-as para quem tem medo delas.

- Por exemplo, sua sobrinha? – perguntou, com aquela nota visível de ameaça na voz agora e com um brilho perigoso no olhar – Ela está crescendo rápido, você não acha?

Há muito tempo eu queria bater nele e quando a oportunidade surgiu, eu não pude me segurar. Dimitri ainda tentou me segurar, mas ele pareceu pensar que se soltasse Damon seria pior ainda. Eu senti mãos rodearem minha cintura quando dei o primeiro soco em Damon, mas a pessoa não parecia querer realmente que eu me afastasse. No terceiro soco eu ouvi um "creck" e sangue sair em uma boa quantidade do seu nariz enquanto ele gemia de dor. Surpreso, Dimitri o soltou e tentou me segurar, mas eu me esqueci dele, jogando todo o meu peso em cima de Damon e nós caímos sobre a mesa. O abajur que estava em cima dela foi ao chão seguido de uma pilha de papeis. Damon tentava tirar minhas mãos do seu pescoço enquanto eu o apertava com força, mas ele não estava tendo muito sucesso.

As luzes começaram a piscar como se fossem desligar a qualquer momento, mas eu não me importei com aquilo.

- Nunca ameace Carly, está me ouvindo?

- Rose – alguém me chamou em um tom tremido, mas eu não me virei.

- Você está me ouvindo, Damon? – eu pressionei minhas mãos ao redor de seu pescoço e ele lutou pelo oxigênio.

- Entendi – finalmente falou, com dificuldade.

- Rose, temos que sair daqui. Agora.

Eu soltei Damon e então me virei. Tinha certeza que meus olhos estavam arregalados naquele momento. Oh, merda!

O começo de um incêndio parecia estar acontecendo no corredor que dava para a sala em que estávamos. As chamas começavam a avançar para dentro do escritório, ainda estavam baixas, mas foi o suficiente para que eu me assustasse. Ficou ainda pior quando Dimitri me puxou bruscamente pelo braço e me encostou em seu peito enquanto andávamos cada vez mais para trás. Eu não precisei de muito tempo para entender o que estava acontecendo. Ao lado da mesa de Damon, onde o abajur havia caído, também estava pegando fogo. Não como próximo a porta, mas o suficiente para que nos mantivéssemos afastados.

Sydney, Adrian e Mikhail estavam bem atrás de nós, parecendo pensar na mesma coisa: um jeito de sairmos dali.

Dimitri foi o primeiro a agir, pegando um extintor em tamanho médio que estava preso a parede e o usando no que parecia ser o maior de nossos problemas. As chamas que ameaçavam entrar reduziram o processo quando Dimitri ativou o extintor sobre elas.

Adrian passou, puxando Sydney pela mão já que ela parecia a ponto de desmaiar a qualquer momento, mas eu sabia que ela não o faria. Quando eu não me movi, Dimitri me empurrou em direção a porta. As chamas pareciam retomar o avanço que haviam feito, então eu teria que pular.

- Eu estou bem atrás de você, vai logo, Rose! – Dimitri disse, me empurrando mais uma vez. Eu procurei pelo lugar mais fácil e então pulei, saindo da sala e notando que lá fora parecia bem pior. O fogo estava mais alto do que eu imaginei. Um daquelas pinturas horrorosas que eu sempre odiei começou a ser consumida pelo fogo. Se antes eu havia pensado em pegar extintores de incêndio e conter aquilo, agora era impossível. Olhando para o chão eu pude ter uma ideia do porque o incêndio havia começado. Quando Adrian e Damon brigavam, uma daquelas luzes pareceu ter atingido alguns fios que estavam embutidos no canto das paredes.

- As escadas, Rose! – Adrian gritou quando eu continuei parada. Antes de segui-lo por elas, eu olhei para trás, a procura de Dimitri. Ele e Mikhail ainda estavam lá dentro. Antes que eu pensasse em buscá-lo, ele apareceu ao lado de Mikhail, segurando Damon pelos braços. Eles tiveram uma maior dificuldade em conseguir erguer Damon e saírem dali sem se machucarem.

-Bem atrás de você, Rose, lembra? – Dimitri disse fazendo um sinal para as escadas, e então eu segui até elas, me segurando no corrimão com medo das chamas atingirem a escada antes que terminássemos de descê-las.

- Está pegando fogo! – eu gritei, chegando ao primeiro andar e encontrando mais gente ali do que eu esperaria pelo horário. As pessoas me olharam como se eu fosse louca, outros, me mandaram sorrisinhos maliciosos como se eu tivesse feito uma piada por causa do lugar.

- Droga! – Eddie praguejou, olhando para as escadas e parecendo assustado – Todo mundo para fora. A boate está em chamas!

Ele mal havia acabado de falar e a luz acabou totalmente, ficando quase completamente escura se não fossem por alguns buracos em forma de desenho que havia nas paredes e deixava um pouco da luz solar entrar. Mas também havia algo mais iluminando ali dentro.

Quando outras pessoas notaram o fogo, o caos se instalou.

As pessoas começaram a gritar e a trombar umas as outras, tentando chegar à saída e eu sentia uma mão em minha cintura, me empurrando para ela.

Quando estávamos quase alcançando, eu ouvi um grito, se sobrepondo aos outros. Um grito de horror. Eu parei, reconhecendo a voz quando a pessoa voltou a gritar pedindo por ajuda. Era de Meredith. Eu me lembrei de ter passado por ela enquanto subia as escadas minutos antes. Não gostávamos uma da outra, mas, no final das contas, Meredith não era má pessoa.

Damon já estava de pé sozinho, sem se apoiar em ninguém e também pareceu ter reconhecido quem havia gritado. Seus olhos encaravam as escadas, como se pudesse vê-la através da fumaça que aumentava cada vez mais que ficava próximo da área dos palcos

- Meredith... – ele murmurou.

- Eu vou atrás dela, vocês saiam aqui!

Para minha completa surpresa, Mikhail quem disse aquilo e retrocedeu todo o caminho.

- Vamos, temos que sair daqui! – Dimitri falou, me empurrando mais forte desta vez.

O sol me cegou por alguns instantes quando finalmente conseguimos sair. Eu inalei ar puro, tossindo um pouco. Não havia aspirado muita fumaça, mas foi o suficiente para que eu sentisse uma ardência em meu nariz quando puxei o ar.

- Você está bem? – Dimitri perguntou, tossindo um pouco e parecendo pior do que eu enquanto puxava o ar com dificuldade. Eu assenti.

- Meu Deus, vocês estão bem? – Jill perguntou, se aproximando – Já chamaram o corpo de bombeiros. Como isso foi acontecer? – ela falava, perguntando se não tínhamos nenhum ferimento e Dimitri respondia que estava tudo bem e havíamos percebido antes de algo realmente tuim acontecer.

Eu encarei o alto da boate, vendo que o escritório de Damon estava completamente em chamas e um dos quartos que ficava logo ao lado também. As pessoas começavam a se acumular do lado de fora, assustadas com o que estava acontecendo.

Vi quando Mikhail saiu de lá carregando Meredith que estava desacordada. Ele a colocou no chão, começando a dar os primeiros socorros.

A sirene do corpo de bombeiros foi ouvida ao longe.

Senti braços me envolverem e afundei meu rosto no peito de Dimitri, respirando fundo. Senti alguém puxar minha calça e olhei para baixo, vendo Carly me olhar assustada.

- Vem aqui – falei a pegando no colo. Dimitri abraçou a nós duas, passando a mão em meu cabelo tentando me acalmar.

- Eu sou um imã para perigo – murmurei, um tempo depois quando continuávamos na mesma posição.

- Rose! – alguém gritou, abrindo espaço na multidão. Eu reconheci a cabeleira ruiva. Era Janine. Logo que me viu, ela me puxou para um abraço me tirando dos braços de Dimitri e apertando a mim e a Carly.

- Você está bem, filha?

Eu assenti cansada daquela pergunta, enquanto ela ainda segurava meu rosto em suas mãos e me olhava preocupada, procurando por qualquer dano que eu pudesse ter sofrido.

- Dimitri me tirou de lá antes que alguém realmente ruim acontecesse – respondi, vendo os bombeiros entrando em ação. Senti um aperto em meu ombro e lá estava Dimitri, olhando para a boate também.

Encostei a cabeça de Carly em meu ombro, ainda sentido um pouco de pânico pelo que havia acontecido dentro de mim.

O fogo não demorou a ser contido já que os bombeiros chegaram rápido. Eu e Dimitri ficamos ali até que tivéssemos noticias das outras pessoas. Sydney e Jill estavam ao meu lado, olhando para o mesmo ponto que eu. Minutos depois de quando os bombeiros entraram, alguns voltaram segurando algumas garotas que eu conhecia muito bem. Sempre nos encontrávamos nos camarins. Elas estavam bem, haviam inalado um pouco de fumaça mas por estarem no terceiro andar o dano não foi maior. Outras pessoas foram levadas para onde estávamos, recebendo os devidos cuidados.

Ninguém morreu naquele dia, o que foi uma sorte já que o primeiro andar ficou completamente destruído e o segundo apenas a metade, já que o fogo havia avançado para as escadas e onde ficava o escritório de Damon.

Eu me neguei a entrar em uma das ambulâncias quando alguém sugeriu. Só queria ir para casa com Carly e Dimitri e esquecer que aquilo havia acontecido. Olhando para Sydney e Adrian que estavam abraçados ao nosso lado, eu percebi que todos ali queriam o mesmo.

Notas finais
Então, um aviso importante sobre essa última parte: eu pensei em tirá-la devido aos acontecimentos de Santa Maria porque não queria que ficassem ligando isso a fic.
No ano passado, quando eu já tinha montado todo o esquema da história, aquela tragédia ainda não havia ocorrido, e então quando eu escrevi tentei não colocar outros fatos que ligassem com isso, além de já ser em uma boate.
Então, por favor, não pensem que eu coloquei isso como uma forma de falar sobre o que aconteceu, porque não foi. Principalmente porque se eu for tocar nesse assunto, vou começar a falar no motivo de terem esperado uma tragédia acontecer para que as autoridades fizessem alguma coisa. E além do mais, pareceu que só foi isso parar de passar tanto na mídia, para que as fiscalizações que estavam fazendo com tanto fervor parassem.
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É só, espero que não tenha causado a impressão errada, mas qualquer coisa pode falar comigo, oks? Criticas são para nos fazer melhorar :)
#Criticas são criticas, ofender é outra coisa diferente
Bjs lindas da titia, inté o próximo ^^