Amargo Prazer

27 Cap. 27 - Filha de Quem é


Notas iniciais
Antes de tudo: quase morrendo de dor de cabeça, então, me perdoem por tds os erros q eu possa cometer nesse cap. oks? Só me falem q eu arrumo, pke sinto q minha cabeça vai explodir a qualquer momento ¬¬ Pra vcs terem ideia: dor de cabeça tah tão forte q nem pensei em um nome legal pro capitulo. :(
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Tudo bem com vcs? Eu to bem o/ - só com dor de cabeça msm :/
E a páscoa, como foi? A minha foi legal! Mamis escondeu meus ovos de páscoa, mas okay '-' #Até pke eu tenho 16 anos e sou tratada como uma criança de 7 u_u auhsauhsauhas
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Sobre o cap.: É, ele tah grande e... espero que as coisas não tenham sido corridas e tals, mas, se algo ficar confuso, digam q eu explico melhor ^^
Espero q gostem ^^

- Você está linda, eu já disse isso – Sydney me disse, sentada em minha cama e parecendo estar irritada com a minha demora.

- Eu sei, mas é que eu não quero parecer simples demais perto das outras mulheres que vão estar lá – eu disse, me olhando no espelho e com a sensação de que nada que eu vestisse naquele dia ficaria bom – E se eu colocar aquele vestido azul? Você disse que ele é lindo.

- E é. Mas não o tipo de roupa que se usa quando se vai a um tipo de confraternização. – Sydney pontuou.

- Você está certa – eu suspirei e então me sentei na cama ao seu lado, logo sendo abraçado por ela – O que foi? –perguntei, notando que ela parecia distraída – Você parece meio distante.

Ela balançou a cabeça.

- Não é nada exatamente. O de sempre. Adrian e eu estamos tendo... Algo – ela fez uma careta e eu sabia o que aquilo significava. Sydney não era muito boa quando o assunto era laços familiares – Ele parecia não ter nada contra o que eu fazia, entende? Mas, de uns tempos pra cá tudo tem ficado tão sério entre nós...

- E...

- E eu não sei Rose. Você tem a Dimitri e Carly. Eu tenho a Zoey durante alguns dias da semana, quando meus pais deixam que ela fique comigo. Por mais que eu odeie aquela boate e queira sair de lá, eu ainda penso no que vou fazer quando isso ocorrer. Se Adrian e eu levaremos isso adiante...

Syd na maioria das vezes era mais responsável do que eu, chegando algumas vezes a ser extremamente irritante, e raramente era ela quem pedia conselhos a mim.

- Você não vai saber se não tentar, é o único jeito, você sabe. Você sempre quis fazer faculdade. Faça isso. Deixe as coisas no passado. De qualquer forma, você tem a mim, Jill e a Carly e, se Adrian for esperto o suficiente, você ainda terá ele – eu pisquei para ela, que deu um pequeno sorriso.

- Você merece ser feliz, sabia? – afirmou em um tom confiante – Por tudo o que passou com o seu pai e sobre sua irmã. Carly com certeza tem orgulho de você.

Syd, sem saber, acabou tocando na minha mais recente ferida. Eu não teria passado por tudo aquilo se não fosse pela minha irmã.

- Eu vou ser feliz Syd, pode apostar isso –tentei usar um tom brincalhão e esconder o incomodo que senti ao lembrar de Megan, mas Sydney me olhou, franzindo a testa e antes que qualquer pergunta pudesse ser feita por ela sobre o que estava acontecendo, Carly entrou no quarto, pulando entre mim e Syd. Já Zoey, irmã mais nova de Sydney, ficou parada a porta, parecendo com vergonha. Ela e Carly tinham quase a mesma idade, mas uma era o oposto da outra quando se tratava de personalidade.

- Toma. É pra colocarem no cabelo e ficarem mais bonitas – Ela disse, entregando um botão de rosa vermelha a mim e outro a Syd.

- Onde arrumou isso? – questionei, rindo um pouco quando a própria Carly colocou o botão no cabelo de Sydney, tirando dela uma careta.

- Tio Dimitri me deu. Têm outras mais bonitas lá na sala.

Sydney ergueu a sobrancelha e me deu um olhar divertido.

- Aproveitem a noite – piscou para mim quando eu me levantei e ela fez o mesmo — Eu vou tentar aproveitar a minha – disse em um tom meio melancólico.

Eu apenas assenti, compreendendo e segui com ela e as crianças para a sala, onde Liesel estava sentada ao sofá e Dimitri me esperava de pé, com um buque de rosas em suas mãos. Eu o peguei logo depois de lhe dar um rápido beijo.

- Você está linda – elogiou, me fazendo sorrir.

- Eu disse a ela – a voz de Syd soou em algum lugar, mas eu apenas estava concentrada demais em Dimitri. Talvez aquela fosse à última vez que eu o veria sorrir para mim, já que assim que contasse a ele o que Megan havia feito enganando a nós dois e brincando com nossas vidas ele provavelmente me odiaria.

- Podemos ir? – perguntou e eu notei que ele parecia sem graça, como em todas as vezes que eu o olhava por um longo tempo. Assenti, me virando para Liesel, que já sabia tudo o que eu tinha a dizer, mas, desta vez, a recomendação era dobrada já que Zoey também estaria ali e, por mais que ela fosse calma, Carly tinha energia o suficiente para agir pelas duas.

Após colocar as flores em um vaso com água, Sydney desceu junto com a gente e nos despedimos quando ela entrou em seu carro, seguindo por uma direção contrária a nossa.

- Está tudo bem? – eu ouvi Dimitri perguntar depois de entrarmos no carro. Desencostei minha cabeça do vidro do carro e o fitei.

- Claro. – eu sorri, sabendo o quão boa mentirosa eu era, mas que não adiantava nada quando se tratava de Dimitri – Quem mais vai estar lá? – perguntei, antes que ele insistisse em saber o que estava acontecendo – Eu sei que você disse que é um tipo de reunião com os funcionários e a família, mas...

- Apenas algumas pessoas, não são todos os funcionários. Está mais para os que ocupam algum cargo de real importância lá dentro. Você provavelmente nunca mais vai se sentir tão entediada quanto hoje – brincou.

Eu regulei meu cinto para poder me mover sem ter ele me apertando e me inclinei na direção de Dimitri, que alternava olhares entre mim e a rua.

- Acredite camarada, com você por perto eu nunca me sentiria entediada – eu murmurei o olhando sugestivamente e ele sorriu largo, fazendo o canto de seus olhos se enrugarem. Aquele sorriso estava na lista dos meus preferidos, perdendo apenas para o que ele me dava em raras ocasiões. Deitei minha cabeça em seu ombro e respirei fundo, sentindo o familiar cheio de pós-barba misturado ao seu perfume. Pensei em quantas vezes mais eu teria momentos assim com ele, antes de nos afastarmos quando ele soubesse do que Megan havia feito. Senti um beijo ser depositado em meus cabelos e então me afastei, voltando a me sentar corretamente.

Alguns minutos depois paramos em frente a um hotel. Dimitri desceu do carro e abriu a porta para que eu descesse, me estendendo a mão que eu prontamente peguei. Seus dedos apertaram os meus quando entramos no hotel, seguindo para o restaurante do mesmo. O local pareceu ter sido reservado para a tal confraternização. Meu vestido em tom pastel não me pareceu ser a melhor escolha, eu percebi quando notei que a maioria das mulheres havia optado pelo preto básico e sofisticado. Dimitri beijou minha bochecha, dizendo que eu estava estonteante.

Conversamos com algumas pessoas que Dimitri fez questão de me apresentar como sua namorada e desviava o olhar quando alguém dizia que ele pareceu ter encontrado a pessoa certa para casar.

- Dimitri, pensei que não viesse mais – ouvi uma voz feminina dizer e nos viramos, vendo uma mulher que eu conhecia e estava começando a nutrir certa antipatia mesmo sendo a terceira vez que eu a via. Em todas elas ela parecia eufórica perto de Dimitri.

- Tasha! Como está? – ele a abraçou brevemente, mas aquele mínimo contato me deixou desconfortável e eu abracei a Dimitri.

- Muito bem, e você? Soube que agora você e Janine são oficialmente sócios e eu sei o quanto isso é importante para você, apenas lamento por saber que ficaremos algum tempo sem nos vermos quando voltar para a Rússia.

- Rússia? – eu perguntei, voltando meu olhar para ele – Não sabia que voltaria pra lá.

- Ainda estamos decidindo isso, Tasha – ele disse em um tom que mostrava que ele não queria falar sobre aquilo. Tasha corou até a raiz dos cabelos, parecendo envergonhada, mas eu sabia que ela realmente queria ter dito aquilo. Ela disse que havia acabado de ver outra pessoa e saiu. Isso, ela já havia falado o que veio falar, não havia mais nada para ela fazer.

- Vai voltar pra Rússia? – perguntei assim que ficamos sozinhos.

- Não. Janine quer alguém que administre as coisas por lá, mas nada foi decidido ainda – comentou vagamente.

- Ela provavelmente vai dizer para que você vá – eu disse, tentando tratar tudo sem mostrar que aquilo havia me abalado, mas falhei quando minha voz saiu fina no final da frase – Janine me odeia. Ela vai querer nos afastar e essa é uma forma bem eficaz, você não acha? – perguntei como se falasse de um assunto casual.

- Não diga isso, Janine não te odeia Rose. Você devia saber – falou, me olhando com cautela.

- Oh, devia? – o olhei como se a resposta fosse obvia e realmente era – Lembra-se do restaurante? Quando ela me humilhou na frente de todos me chamando quase que de incompetente? Bem, se aquilo não foi ódio eu não sei mais o que é.

- Rose – Dimitri disse, pacientemente – Aquilo foi antes dela saber quem você era. Caso ela soubesse jamais teria te tratado daquela forma.

Um garçom passou por nós com uma bandeja com alguns copos com algo colorido dentro e eu peguei um.

- Claro, ela ter conhecido meu pai a faz me amar, uh? – perguntei antes de levar o copo aos lábios e sentir o gosto doce dos morangos e então o leve sabor do álcool ir garganta a baixo. Não parecia tão forte.

- Dimitri, Rose – eu engasguei, derramando quase toda a bebida em meu vestido.

Ótimo! Olhei irritada para Janine que pareceu recuar com o olhar que eu lhe dei.

- Senhora Hathaway – eu disse de má vontade, olhando para o estrago que havia sido feito em minha roupa.

- Desculpe, eu não devi-

- Tudo bem – eu olhei para Dimitri apontando para a enorme mancha – Vou limpar isso, juro que não demoro ok?

Ele assentiu, comprimindo os lábios como se quisesse me dizer algo, mas não falou nada depois que eu o beijei e me afastei, indo em direção as placas que indicavam para o banheiro.

Eu entrei, o vendo totalmente vazio.

- Mas que merda! – xinguei, pegando uma boa quantidade de papel toalha e começando a limpar o tecido sem muito sucesso – Droga!

A porta se abriu e eu vi Janine parada nela, com aquela mesma feição preocupada.

- Vim ver se precisava de ajuda.

- Não, obrigada! – disse em tom cortante e voltei a tentar me livrar da mancha, esperando que Janine saísse e fosse fazer qualquer outra coisa menos ficar perto de mim e me olhando, mas ela não se moveu – O que foi? Já não basta ter estragado meu vestido ainda quer contemplar o estrago?

Toda a raiva acumulada nos últimos dias eu sentia pronta para liberar sobre ela e, honestamente, ela merecia. Desde o dia em que ela havia agido como se fosse melhor do que eu e logo depois se desculpado eu não havia a engolido.

- Não – ela pareceu incerta sobre o que fazer e então fechou a porta, caminhando em minha direção – Eu estou ficando em um quarto aqui no hotel e acho que algum vestido meu pode lhe servir.

Eu estava pronta para dizer que não confiava nela, mas, era isso ou ter de passar o resto da festa com o vestido manchado já que ir embora eu não podia.

Suspirei derrotada.

- Tudo bem.

Janine sorriu antes de segurar minha mão e me levar para fora do banheiro. Eu avisei a Dimitri onde estava indo e vi quando ele olhou para Janine de um jeito estranho, quase que como se estivesse a repreendendo por algo, mas ela apenas o encarou de volta.

Seu quarto, como já era de se esperar, ficava na cobertura, mas eu não me permiti admirar muito o local. Acompanhei Janine até o quarto, onde ela abriu o closet e tirou um vestido preto. Eu quase sorri por aquilo. E, no final, eu ficaria como todas as outras mulheres que estavam lá embaixo.

- Acho que esse deve servir, temos quase o mesmo corpo – disse e eu assenti. Aquilo era verdade, com exceção de que Janine era alguns centímetros mais baixa do que eu.

Ela me mostrou o banheiro e eu me troquei, vendo que o vestido não havia ficado ruim em mim. Quando saí Janine estava com uma camareira no quarto que pegou o meu vestido sujo.

- Não se preocupe, até a festa acabar ele já vai estar limpo e seco – ela disse, parecendo manter alguma distância de mim. Eu apreciei aquilo.

- Dimitri está me esperando – falei quando ela não fez qualquer movimento para voltarmos.

- Eu sei, mas queria falar um pouco com você. Só se quiser, é claro – falou e eu suspirei.

- Claro – era o mínimo que eu podia fazer e, felizmente, ela não parecia que iria me humilhar ou fazer algo assim. Sentei-me em uma poltrona que ela apontou e ela se sentou em outra, de frente para mim – E então? – a estimulei a falar quando ela apenas ficou calada, me observando com as mãos cruzadas sobre os joelhos.

- Eu sei que já disse isso antes, mas, queria me certificar de que você soubesse que realmente estou arrependida pela forma como a tratei na primeira vez que a vi.

Eu assenti.

- Claro, você não sabia quem eu era – ela pareceu notar o tom sarcástico em minha voz, pois me olhou parecendo confusa.

- Como?

- Sobre eu ser filha de Abe. Dimitri me disse que você fez aquilo por não saber que eu era filha do seu amigo ou seja lá o que vocês tenham sido – murmurei a última parte, sem realmente querer saber e me importar com a vida amorosa que meu pai havia tido. Eu sabia que ele havia namorado um bocado antes da doença. A maioria dessas namoradas eu nem cheguei a conhecer, mas, aquelas com quem tive algum contato, me pareceram até suportáveis.

Janine ficou com a postura tensa e então desviou os olhos.

- Seria bem melhor se tudo fosse tão fácil quanto pensa – murmurou indefinidamente – Seria bem mais fácil se nós tivéssemos sido apenas amigos – ela me olhou e eu a encarei de volta. A palavra "apenas" provocando eco em minha mente. Fechei meus olhos por um momento, sabendo aonde aquilo chegaria ou tendo uma ligeira ideia. Ela poderia começar a me contar que havia sido namorada do meu pai no passado, que havia nutrido algum amor por ele e... Por mais que aquilo fosse ser estranho para mim, seria melhor do que a segunda alternativa do porquê de ela estar me falando aquilo.

Então, eu me levantei subitamente, não olhando para Janine que parecia mais pálida do que já era e com os olhos brilhando, parecendo a ponto se começar a chorar. Aquela era a primeira vez que eu a olhava e ela não me parecia uma mulher de ferro.

- Acho melhor voltarmos

- Seu pai era um homem realmente incrível, Rose – murmurou em tom quase inaudível e eu a olhei, vendo seus olhos desfocados — Até hoje eu me pergunto no que teria acontecido com a gente se tivéssemos ficado juntos. Se eu tivesse ficado com minha família.

- Dimitri está me esperando – eu peguei minha bolsa, dando as costas a ela e me encaminhando para a porta, mas a senti segurar meu braço, me forçando a parar.

- Rose, — a olhei, a tempo de ver as lágrimas começarem a cair. – Você tem que entender que as minhas razões naquela época foram às melhores para que eu deixasse você e seu pai, mas eu não me sentia pronta para cuidar de você, Rose. Eu não sabia se faria um bom trabalho como mãe e eu não queria falhar com você e Abe. Mas agora eu sei q-

Eu puxei meu braço, o livrando de seu aperto e saí do quarto, seguindo rápido para o elevador. Antes das portas se fecharem eu vi Janine me olhando, mas não voltei. Apertei o botão que me levaria para o primeiro andar e me encostei ao fundo do elevador, abraçando meu próprio corpo. Por que todas as coisas tinham que acontecer ao mesmo tempo? Porque eu tinha que lidar com tudo como se fosse fácil? Por que André resolveu me dizer aquilo? Por que Janine simplesmente não se calou, me deixando odiá-la apenas por ter me tratado mal?

Assim que o elevador parou eu voltei para o restaurante, parando quando vi que Dimitri falava com Tasha e outros dois homens em uma roda. Lembrei-me de suas palavras poucos minutos antes de sujar meu vestido: "- Rose – Dimitri disse, pacientemente – Aquilo foi antes dela saber quem você era. Caso ela soubesse jamais teria te tratado daquela forma."

Eu dei meia volta, sentindo de repente todo o peso em minhas costas demais para que eu aguentasse sozinha. A morte do meu pai; Megan; a provável ida de Dimitri para a Rússia que só agora parecia pesar em mim e a última: que a mulher que eu havia xingado e repudiado havia se declarado minha mãe.

Eu mal havia chegado ao lado de fora do hotel e as lágrimas embaçavam minha visão. Senti alguém me abraçar com força, colocando os braços em minhas costas e me apertando contra seu corpo. Em meio aos soluços eu senti o cheiro de Dimitri e me agarrei a ele.

- Desculpe, Rose. Ela pediu para que eu não contasse. Eu disse a ela que ainda não era o momento, mas... Desculpe, eu sinto muito – murmurou, afagando meus cabelos.

Eu tentei me soltar dele, mas Dimitri não parecia disposto a isso.

- Me solte – eu pedi, tentando limpar as lágrimas. Dimitri não fazia ideia das milhares de coisas em que eu estava pensando. O que eu estava pensando em fazer? Culpá-lo por não ter me dito o que sabia? O que eu estava fazendo escondendo o jogo sobre Megan? Escondendo algo que ele merecia saber? – Por favor, Dimitri, me solta.

Ele apenas me desgrudou do seu corpo o suficiente para ver meu rosto e então me soltou, parecendo se sentir culpado.

- Eu vou te levar pra cas-

- Não – eu disse, sentindo que se ficasse mais um pouco perto dele acabaria desabafando da pior forma possível. Funguei, tentando parar as lágrimas – Volte para dentro. Você precisa disso, camarada. Eu vou ficar bem.

- Rose, não.

- Vou ficar bem – reafirmei. Dimitri me analisou parecendo procurar por algo e então, suspirou, parecendo derrotado.

- Tome, leve você o carro então – tirou do bolso as chaves do carro mas eu neguei – Rose...

- Dimitri! – eu não precisei me virar para saber que quem o havia chamado era Tasha.

- Volte pra lá, camarada – disse, antes de desviar dele e sair da entrada do hotel, caminhando pela calçada.

Provavelmente Tasha era a melhor escolha para Dimitri. Ela não parecia ter qualquer tipo de problema em sua vida pessoal e não parecia saber de nada que ferraria completamente com a vida dele. Ela não tinha uma sobrinha que um dia foi filha do namorado dela, mas que agora é filha do cara por quem ela já havia gostado. Ela não teve uma irmã que acabou com a sua vida de todas as maneiras possíveis. Tasha parecia ser a escolha perfeita para Dimitri, podendo levá-lo para frente enquanto eu apenas o arrastaria para trás. Para ficar com Tasha ele não teria que fazer muito. Ela própria parecia ser apaixonada por ele. Agora, para ficar comigo, Dimitri e eu teríamos que passar por várias coisas — mais do que já havíamos passado. Coisas que nos destruiriam por dentro. E então eu parei de andar, só então me dando conta do que eu estava pensando. Eu não queria me separar dele. Não queria que ele ficasse com Tasha. E eu não deixaria que isso acontecesse. Era hora de deixar todos os segredos serem colocados sobre a mesa. Eu não estava pronta para perder Dimitri sabendo que, se isso acontecesse, não seria por culpa de Megan ou qualquer outra. Seria apenas minha.

Eu ouvi alguns gritos atrás de mim, junto com o barulho de motor de carro, buzinas e algo se quebrando, mas no instante em que me virei para olhar eu não consegui ver nada, apenas senti minha cabeça bater contra algo duro e gelado, antes de tudo começar a rodar ao meu redor no mesmo instante em que senti uma dor forte em minhas pernas.

Alguma coisa pareceu escorrer da minha cabeça e eu tentei mexer minha mão para tocá-la, mas não conseguia, parecia que algo a prendia. Uma dor que começava na minha perna esquerda parecia passar por todo meu corpo.

Vultos começaram a preencher minha visão e alguns rostos começaram a se fixar ali, mas depois disso eu não vi nada mais.

Notas finais
Tah, eu tenho q dizer isso: o q a Janine disse, quase q se autodeclarando quem ela era logo no começo, falando q talvez teria uma familia e tals eu meio q me inspirei em uma história da minha familia. Não é minha mãe, mamis é realmente minha mamis. Até nosso senso de humor é igual kkk' Mas, é só uma curiosidade msm #Não q alguém queria saber, mas okay u.u
Bjs gente linda e totosa, to indo. Té a próxima ^^
P.S.: Só eu acho q ando postando rápido demais? Tempo livre durante a noite faz isso com vc aushaushasa
Bjs :)