Amargo Prazer
21 Cap. 21 - Fortaleza
Notas iniciais
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Depois de ver a miséria que foi minha nota do enem eu estou aqui, postando em quase uma semana exata (eu disse quase u.u)
Como disse, to com sono, mas como hj (sábado) eu vou ter um dia agitado, eu não sei se vai dar pra postar, por isso o horário '-'
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Enfim, Feliz Natal atrasado, e Feliz Ano Novo adiantado.
Meu Natal foi ok, vi o Rei Leão e levei um tapa da minha irmã pke chamei ele de Simas '-' e o de vcs? Foi bom? #Wiisllayne Carente de amigos u.u
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O capítulo é mais de transição para o próximo do q qualquer outra coisa. É para vcs não ficarem "*O*" com o próximo uahuausa
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P.S.: Antes que falem algo do final do cap. o próximo é + 18, só q ainda não betei ele e to com tanto sono, q vou deixar pra amanhã (domingo) Então, sem ameaças u.u
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Espero que gostem e até a próxima ^^
Como o combinado, lá estava Dimitri, encostado contra o seu carro e me esperando pacientemente. Eu estava atrasada e sabia bem disso, mas o sorriso que ele me deu quando eu me aproximei me mostrou que se ele havia percebido aquilo, não estava se importando no momento.
– Desculpe a demora.
– Sem problemas – ele falou colocando um braço ao meu redor antes de me beijar.
– Está com tudo aí? – eu perguntei, quando ele me soltou e abriu a porta para mim, uma coisa que já estava me deixando muito acostumada.
Dimitri apontou para os bancos de trás quando entrou no carro e deu a partida. Uma cesta de piquenique estava sobre os bancos, com um pano xadrez por cima.
– E não, eu não esqueci nada – Dimitri falou, quando meus olhos se demoraram na cesta.
Eu dei de ombros sorrindo, ainda um pouco desconfiada. Dimitri poderia muito bem ter se esquecido da comida...
– Agora, onde vamos pegar a Carly? – perguntou.
– Ah, uh, Carly está passando o dia com Sydney. – falei, logo em seguida recebendo um olhar surpreso dele – Ela pediu para ficar hoje com ela.
Na verdade, Syd havia praticamente me obrigado a deixar Carly ir ao shopping com ela e Jill, e usou o fato de eu sair com Dimitri para isso, alegando que eu e ele teríamos mais privacidade, o que não deixava de ser mentira.
– Então, só nós dois? – ele perguntou, com um sorriso no canto dos lábios.
– Aham – eu me inclinei para ele o máximo que o cinto de segurança permitia, encostando minha cabeça em seu peito.
Eu ouvi Dimitri dizer alguma coisa em russo e ergui minha cabeça para olhá-lo. Ele estava sério enquanto parecia se lembrar de alguma coisa.
– O que foi? – perguntei, voltando para o meu lugar
– Eu me esqueci de entregar alguns documentos para minha secretária. Importa-se de passarmos na empresa antes de irmos?
– Sem problemas – eu respondi realmente não me importando por perdermos alguns minutos. Mas isso foi antes da imagem de Janine aparecer em minha mente. Aquela mulher com certeza tinha algo contra mim, ou então, eu poderia dizer facilmente que tinha distúrbio de personalidade.
Quando chegamos ao prédio, eu fiquei esperando na recepção enquanto Dimitri pegava o elevador, prometendo que não iria demorar muito. Sentei-me em um dos sofás cinza e cruzei as pernas, tentando parecer paciente. As revistas sobre economia que estavam sobre uma mesinha não me pareciam minimamente interessantes.
– Rose? – alguém me chamou e eu parei de analisar minhas unhas, erguendo meu rosto e encontrando Janine Hathaway bem a minha frente, parecendo surpresa – O que faz aqui?
Eu ponderei entre uma resposta educada e outra não muito. Não estávamos no restaurante e eu não era mais a "subordinada" dela. Nada me obrigaria a agir daquela forma novamente. Mas ela estava sendo educada, desta vez.
– Esperando por Dimitri – respondi, breve.
Um vinco se formou em sua testa e ela virou a cabeça para a recepção, fazendo os cachos vermelhos balançarem um pouco. E então ela voltou seu olhar para mim.
– São amigos, certo? – perguntou, em um tom que não parecia muito interessado.
Dei de ombros, não querendo discordar e nem concordar. Não éramos exatamente amigos, mas também não tínhamos algo assim tão sério.
Depois do meu obvio desinteresse naquela conversa, eu pensei que ela fosse ir embora, mas quase gritei exasperada quando ela sentou ao meu lado no sofá.
– E como você está? O seu emprego no restaurante, Carly...
– Bem. – respondi, mexendo em meu cabelo e então olhei para ela – Sabe, mesmo com seus esforços em me fazer ser demitida, eu ainda estou lá – sorri com puro atrevimento.
– Eu nunca quis que você fosse demitida – falou parecendo surpresa com minha acusação.
– Oh! não mesmo. Espera, esse não é um pedido de desculpas, é? Pois se for, acho melhor tentar de outra forma.
Suas orelhas ficaram vermelhas, enquanto ela realmente parecia irritada.
– Não vejo porque deveria me desculpar. Tem de admitir, Rosemarie, você como recepcionista não é nada boa – ela se levantou, arrumando o casaco que estava sobre seu braço – Mas convenhamos que esse emprego é bem melhor do que o outro.
Eu também me levantei. Não tão graciosa como ela, mas muito irritada pelo que ela havia dito. Juntamente intrigada com sua última frase. Estreitei meus olhos para ela.
– Que último emprego? – sibilei, próxima a ela.
Janine voltou a cor normal, também estreitando seus olhos para mim. No entanto, antes que alguma palavra pudesse ser dita, eu vi a imagem de Dimitri aparecer atrás dela, caminhando até nós.
– Tudo pronto? – perguntei, desviando de Janine e indo até ele, forçando um sorriso.
Dimitri me olhou, parecendo confuso e desconfiado, e então olhou para Janine.
– Está tudo bem por aqui?
De alguma forma, eu pensei que quando eu estivesse perto de Janine Dimitri sempre sentiria que alguma coisa estava errada. Ele estava certo.
– Claro! Janine só queria se desculpar pela indelicadeza de outro dia – falei, a olhando rapidamente.
Ela não contestou, apenas assentindo com a cabeça e então olhando para Dimitri, parecendo suficientemente recuperada.
– Está saindo, Dimitri? – ela perguntou, me fazendo sentir algo implícito em sua voz.
– Sim, mas não temos nada marcado para hoje. Se tiver algum problema, creio que Alessandra será capaz de resolver – ele disse, unindo nossas mãos, gesto que Janine acompanhou com os olhos.
– Eu sei, afinal, sua eficiência é surpreendente – murmurou parecendo desgostosa e então caminhou para o elevador.
– Ela é sempre assim? – perguntei quando saímos do prédio.
– Não – ele riu – Janine é uma boa pessoa, apenas centrada demais no trabalho.
– Você também é centrado no trabalho, mas nem de longe é como ela – falei, o que realmente era verdade.
– Isso porque você não me conheceu meses atrás – falou. E eu realmente duvidei que alguma vez ele tivesse sido como Janine.
Eu comecei a duvidar que alguma coisa naquele dia sairia como havíamos planejado quando, a meio caminho do parque em que faríamos o piquenique, começou a chover.
– Não era para estar assim – Dimitri falou, passando uma mão pelo cabelo e olhando a chuva bater no vidro.
– Tudo bem, podemos ir para algum outro lugar – eu disse tentando não parecer feliz. Tudo bem que era um piquenique com Dimitri, mas Deus sabe de minha aversão a natureza.
– Podemos ir para minha casa – Dimitri falou e então parou enquanto me olhava – Não faça isso.
– Isso o que? – eu perguntei, confusa.
– Isso! Dar esse sorriso e me olhar desse jeito. Eu posso praticamente ver no que você está pensando.
Eu ri, virando meu corpo para ele e o beijando.
– Para sua casa então?
Dimitri me olhou por mais um tempo parecendo divertido antes de finalmente fazer o contorno para sua casa. Durante o caminho, ele me falou mais sobre ele e sua família, que ainda estava na Rússia. De certa forma, eu não fiquei surpresa quando Dimitri me disse que havia sido o único homem na casa durante anos, e que agora havia seu sobrinho, Paul, que vinha visitá-lo às vezes juntamente com suas irmãs. Sua avó era a única que nunca havia vindo aos EUA. Motivo de cultura, Dimitri disse, falando que sua avó não gostava muito de americanos e rindo da minha cara quando perguntei se eu deveria temer isso.
Finalmente chegamos a um prédio que ficava afastado do centro da cidade.
– Eu não gosto muito da agitação – ele explicou, quando estacionou o carro em uma vaga e olhou rapidamente para fora antes de destravar as portas do carro e sair. Eu fiz o mesmo, agradecendo pelo estacionamento ser coberto. Dimitri veio até mim e ligou o alarme do carro antes de me abraçar.
Quando finalmente chegamos ao seu apartamento, eu não me surpreendi quando entrei e vi tudo em seu perfeito lugar em uma decoração normal e de bom-gosto.
–O que você quer beber? – ele perguntou colocando as chaves em cima de uma mesinha de centro feita de vidro e tirou o casaco.
– Nada, estou bem assim – respondi, olhando para a estátua de um cavalo que estava ao lado de uma grande TV.
– Ah, — Dimitri falou quando percebeu para o quê eu olhava. Aquilo parecia ser a única coisa que não combinava com o resto da decoração. Era estranha, para não dizer algo pior – Era de Malory, ela adorava essa coisa.
– Malory? – eu perguntei, ouvindo o novo nome pela primeira vez – Quem é Malory?
– Minha ex-mulher – Dimitri falou olhando ainda para a estátua. Ele se virou para mim, ainda sorrindo e então pegou em minha mão.
–Vem, vou fazer algo para você comer. Tem alguma preferência?- ele perguntou enquanto me levava por um caminho desconhecido.
–Nenhuma – eu respondi tentando não soar com raiva. Eu percebi que não funcionou quando Dimitri lançou um olhar para mim por cima de seu ombro.
–O que está havendo? – perguntou, parando de andar, mas eu percebi que já havíamos chegado à cozinha. Eu arriscaria dizer que aquela parte do apartamento era pouco utilizada.
– Não sei. Diga-me você. Nunca soube que havia sido casado. Você disse apenas que havia tido um compromisso sério – falei cruzando meus braços sobre o peito.
Ele apenas me olhou.
– Bem, é quase a mesma coisa e eu não achei que acrescentar isso seria algo relevante.
– Oh. Não, mas eu falar sobre a minha família é? Como podemos ter algo se eu nem ao menos sabia que você foi casado? E se sua ex-mulher tentar me matar na rua por ciúmes?
Sua expressão vacilou enquanto ele me soltava e abria uma de suas geladeiras.
– Ninguém vai te perseguir, Rose – falou me olhando por cima de seu ombro, com uma mascara neutra – Malory está morta há quase quatro anos.
Eu fechei a boca, com medo de que outra estupidez saísse. Bem, não havia como eu saber disso, havia? Quer dizer, a garota do compromisso sério era a mesma com quem ele havia sido casado, e que por alguma razão omitiu isso na primeira vez em que me contou.
– Está tudo bem, como eu disse antes. Não há nenhum problema em eu ter sido causado – Dimitri falou.
Eu me sentei em uma das cadeiras da bancada, olhando Dimitri se mover pela cozinha.
– Pode pegar dois pratos para mim? – Dimitri perguntou algum tempo depois. Eu fui até a parte do armário que ele apontava e peguei os dois pratos, entregando a ele.
– Desculpe por-
– Tudo bem, Rose. Eu não gosto de falar sobre isso – ele disse, barrando qualquer outra pergunta que eu viesse fazer. Eu assenti, pensando que talvez, mais tarde, Dimitri me falasse sobre isso.
Enquanto comíamos o espaguete, eu fazia o eu esforço para deixar o clima leve e falar normalmente, mas Dimitri apenas respondia, sem dizer muito. Ele parecia tão distraído como eu nunca havia o visto antes.
Somente mais tarde, quando estávamos juntos na sacada, Dimitri voltou a falar novamente. E com o assunto já esperado.
– Você não precisa ficar agindo desse geito estranho — ele murmurou — Não é como se o fantasma da minha ex-mulher ainda estivesse presente eu só não gosto de falar sobre tudo o que houve.
- Eu só fiquei surpresa por ter sido casado. — eu disse — Sabia que ela havia sido importante na sua vida mas-
- Ter sido casado muda as coisas pra você? — ele perguntou.
- Não! Não muda nada — eu disse, embora mudasse ligeiramente. Se Dimitri já havia sido casado, isso mudava um pouco as coisas. Significava que aquilo que estávamos tendo poderia se tornar ainda mais sério.
Ele suspirou e eu sabia que a culpa de que ele havia me falado no outro dia estava de volta.
-Tem horas, que eu penso que talvez ela tenha realmente feito aquilo propositalmente. Que eu sou o culpado. Talvez tenha colocado muita pressão em cima dela...
Eu peguei seu rosto em minhas mãos, colocando uma de cada lado do seu rosto e o forçando a me olhar nos olhos.
– Não foi sua culpa. Foi um acidente e acidentes acontecem, Dimitri.
Aquilo era algo que o estava perturbando e eu me odiei ainda mais por fazê-lo tocar no assunto.
– Obrigado – Dimitri disse, colocando uma de suas mãos sobre a minha.
Eu não pude perguntar pelo quê exatamente ele estava agradecendo, já que no instante seguinte senti seus lábios nos meus.
-editado-31/12/12 — 09:43-
Notas finais
Eu gostei muito dela então, se lerem, acho q não vão se arrepender *---*
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