Amargo Prazer
22 Cap. 22 - Metade de um Todo
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem do cap. ^^
Ah! sobre hentai: eu sou péssima neles, por isso tomei uma decisão pra minha vida: Depois de AP nada de fics +18 u.u #todos agradecem hsauhsauhs
Enfim, como foi o Ano Novo de voces? Bom? O meu foi, só eu e mamis em casa, maior animação o/ #sem ironias u.u
Bjs e até a próxima *-*
Dimitri me puxou mais para o colo dele, me fazendo sentar em suas pernas enquanto eu puxava-o para mais perto pelos cabelos que escorregavam entre meus dedos. Distribui beijos e mordidas pelo seu pescoço e desci minhas mãos pelo seu peito, puxando a camiseta que ele usava para cima, tentando livrar-lhe dela. Senti seu aperto em minhas coxas, forte, arrancando de mim um gemido abafado. Dimitri ergueu os braços, facilitando meu trabalho com sua camiseta.
Eu me levantei, abrindo os botões da saia preta que eu usava e a descendo, deixando que caísse aos meus pés. Dimitri também ficou de pé e subiu minha blusa lentamente, mordiscando de leve os lugares que iam ficando descobertos cada vez que a blusa subia mais. Quando ele terminou de tirar a peça e olhou para a lingerie que eu usava, sorriu, como se a visão o tivesse agradado. E mesmo que nós já tivéssemos feito aquilo, quando ele me olhou daquela forma lascívia e ao mesmo tempo com idolatria eu senti como se fosse a primeira.
Eu poderia dizer que estávamos em um universo completamente paralelo, pois naquele momento, nos meus pensamentos, só tinha lugar para mim e Dimitri.
O puxei para mais perto e o beijei, não escondendo a urgência que sentia. Procurei pelo cinto da sua calça. Eu sabia onde ele estava, só se tornou algo difícil enquanto eu me ocupava em beijar Dimitri e seguir seus passos para onde quer que ele estivesse me levando. Dimitri mordiscou meu lábio inferior e eu me afastei um pouco dele para tirar seu cinto devagar. O seu perfume tinha um cheiro exótico e fazia maravilhas com os meus sentidos. Dimitri enlaçou minha cintura, acabando com a pouca distancia que eu havia colocado entre nós. Minhas costas baterem de encontro à parede, causando uma leve dor. Dimitri riu entre o beijo, como se estivesse se divertindo com aquilo e apertou seu corpo contra o meu. Eu o beijei de volta, mordiscando seu lábio com um pouco mais de força e soltando. Ele falou alguma coisa de volta em russo quando voltou a me levar por um corredor com algumas portas e eu não me importei com o significado de sua frase, embora já tivesse uma ideia do que fosse. Senti o puxão nada leve em meu cabelo, quando o elástico que o prendia pareceu arrebentar, e então fui empurrada para trás, caindo em algo extremamente fofo e macio. Eu quiquei sobre o colchão algumas vezes antes que ele parasse de se agitar.
Dimitri retirou a calça sem tirar os olhos de mim por um só instante e eu firmei minhas mãos no colchão, me controlando para não ir até ele e livrá-lo daquele roupa de uma vez. Ele estava demorando demais. Talvez eu tenha murmurado "aleluia" ou "finalmente" quando ele se moveu em minha direção, mas eu não me recordo exatamente já que segundos depois eu estava sentada sobre ele, que agora usava apenas uma boxer branca. Suas mãos se firmaram em minha cintura e Dimitri passou uma delas por minha barriga e então a subiu mais até alcançar meus seios e os apertar com demasiada força. Eu dei um sorriso de canto, não me importando com um pouco de agressividade. Ele apertou meus ombros antes de descer suas mãos para minhas costas, rumo ao fecho do sutiã, que mais rápido do que eu esperava ele abriu. Eu ainda pensava no quanto suas mãos eram firmes e habilidosas quando consegui tirar minhas sandálias e Dimitri nos virou, ficando por cima de mim com uma rapidez impressionante e invejável.
Ele soltou uma risada, como se ficar no "comando" fosse algo que lhe agradava extremamente. Eu concordei com isso quando ele acariciou todo o meu colo com a ponta da língua e arrancando de mim gemidos abafados. Assim que eu movi minhas mãos para trocar-lhe, Dimitri as pegou com apenas um das suas e prendeu acima de minha cabeça. Eu me contorci, me sentindo excitada e desconfortável ao mesmo tempo. Então, depois de um tempo, quando senti minhas mãos livres de seu aperto forte Dimitri sorria satisfeito. Eu sorri de volta quando desci minhas mãos e arranhei suas costas, ouvindo seu gemido baixo. Dimitri me puxou para um beijo intenso e eu me senti inebriada por ele. Passei minhas mãos pelos seus cabelos, terminando o beijo em um selinho demorado.
Nós não tínhamos pressa enquanto aproveitávamos as caricias e sensações que elas nos proporcionavam, mas não nos importamos em nos livrar das últimas peças de roupas que ainda nos separavam rapidamente. E eu também não me importei quando Dimitri me penetrou lentamente, tornando impossível que existisse qualquer espaço mínimo entre nós. Durante algum tempo, palavra alguma foi dita ou completada, já que Dimitri não parecia disposto a afastar sua boca do meu corpo e eu tampouco.
Estávamos ofegantes e o ar parecia ter ficado mais quente e pesado no quarto. Dimitri estava suado e um pouco do meu cabelo estava grudado em seu peito enquanto o mesmo respirava com dificuldade. Ele ainda permanecia com um pouco do seu peso sobre mim quando me beijou novamente e então foi para o meu lado, me levando junto.
- Desculpe por isso – falei, passando um dedo pelos seus braços que tinham linhas irregulares e vermelhas, algumas com sinais de sangue.
Um sorriso estava em seus lábios, iluminando todo o seu rosto, e seus olhos castanhos brilhavam.
- Não me peça desculpas até se olhar no espelho – ele falou de volta, em um tom brincalhão.
Eu sorri e ele me abraçou murmurando alguma coisa em russo. De toda a frase, apenas uma palavra eu consegui entender bem: o meu nome.
Éramos um casal.
[...]
Como já era esperado, Dimitri começou a ficar cada vez mais constante na minha vida e participar dela. Nas raras vezes em que ficávamos mais de um dia sem nos vermos eu sentia como se estivesse faltando algo. E eu sabia o porquê disso. Era mais do que suficiente para todas as outras vezes que nos encontrávamos responder a qualquer um que perguntasse que nós éramos namorados e fazer Dimitri acrescentar um" por enquanto, apenas" divertido em seguida. Inicialmente eu pensei que fosse nada mais do que uma brincadeira, mas quando tornamos a tocar no assunto ele deixou escapar, quase sem querer, que onde havia sido criado era comum que os casais não demorassem a firmar um compromisso mais sério. Eu, obviamente, tentava mudar para outro rumo, usando o argumento de que as ideias de uma pequena vila onde ele havia crescido não ser válido ali. E era nesse momento que ele fazia meu coração bater mais forte ao dizer que se sentia como se me conhecesse há mais tempo do que realmente era verdade. Quanto a isso, visto que eu me sentia da mesma forma perto dele, eu resolvia ficar calada.
Carly e eu já havíamos nos mudado para um pequeno apartamento ideal para nós duas. Tudo estava indo bem e eu estava feliz, como há muito tempo não me sentia. Apenas uma coisa ainda me preocupada: André. Ele ainda me ligava todos os dias, na maioria das vezes dizendo que eu deveria me afastar enquanto tinha tempo, mas nunca me dizendo o motivo. Eu cheguei a falar com Lissa, mas ela disse que não havia notado nada estranho em André e que isso era apenas ciúme de mim com Dimitri. De qualquer forma, nós não nos falamos por muito tempo. Ela parecia nutrir certo receio em falar comigo e eu a entendia. Ter saído com André e ido até sua casa poderia ter dado a ele a ilusão de que algo ainda aconteceria entre nós.
Sai de meus devaneios quando Carly veio até mim correndo, com a blusa e o rosto lambrecados de algodão-doce.
- Você poderia mostrar compaixão por mim, Carly – falei exasperada tentando desgrudar o açúcar do seu cabelo.
- Não foi culpa minha tia – ela falou e se sentou a minha frente quando eu a puxei.
Era uma quente tarde de sábado e eu havia a levado ao parque tentando fugir do calor infernal. Havia um lago a poucos metros da gente, mas não era recomendado chegar muito perto quando os patos pareciam marcar território por ali.
- Dimitri não vai vir? – Carly perguntou um tempo depois, observando os patos com uma expressão que me fez segurar seu braço com um pouco mais de força, antes que ela resolvesse sair correndo e aprontar alguma.
- Não, ele está trabalhando hoje – falei, mantendo um pouco do ressentimento longe da minha voz. Ele havia me dito que tinha uma reunião importante naquele dia, então, eu não tinha motivos para me sentir daquela forma. A não ser por me lembrar da sua secretária e de como ela tratava Dimitri quando eu a vi outro dia.
Nós passamos a tarde toda ali, Carly brincando e eu aproveitando a sombra de uma arvore e de olho nela. Mas assim que voltamos para nosso apartamento e eu fechei a porta, tive vontade de derrubar um balde de gelo em minha cabeça.
- Está calor! – Carly reclamou, se atirando no chão enquanto eu ria.
- Não faça isso! Vamos você tem que tomar banho agora – falei a levantando e pegando no colo, enquanto ela ainda dizia que iria derreter e choramingava. As reclamações não pararam, mas diminuíram quando a lembrei da bendita festa de aniversário da sua amiga de escola. Eu não podia escolher um final de sábado melhor do que em uma festa infantil.
Arrumei Carly e a vesti com seu vestido lilás que ela fazia questão de dar voltas e mais voltas apenas para vê-lo rodar e soltar gargalhadas. Foi difícil até mesmo prender metade do seu cabelo enquanto ela se mexia para todos os lados.
Eu me arrumei em seguida o mais rápido que pude, já que até mesmo a água do chuveiro parecia queimar a minha pele. Peguei o embrulho que estava em cima da minha cama e saí do apartamento com Carly, sentindo-me desanimada com o que viria a seguir antes mesmo de chegar a tal festa.
A festa era apenas à alguns quarteirões de nosso prédio, e assim que chegamos na porta do salão de festas, musica infantil encheu meus ouvidos. E no mesmo instante em que passamos para o lado de dentro eu perdi Carly de vista. Olhei a minha volta, vendo todos aqueles balões, doces e crianças, enquanto seus pais lhes diziam que parassem de correr. Bem, eu sabia que aquela era uma péssima combinação.
- Ótimo – eu murmurei aborrecida, prometendo que aquela seria a ultima vez que Carly me convenceria a fazer algo como aquilo.
- Rose!
Eu me virei, dando de cara com a sorridente professora de Carly que eu conheci nas poucas reuniões escolares que compareci.
- Como vai Joanne? – eu perguntei me esforçando para sorrir.
- Bem – respondeu – Oh, deixe que eu guardo isso pra você – falou, notando o pacote em minhas mãos e o colocando em cima de uma mesa que estava perto de nós, onde haviam mais e mais presentes – Venha, quero que conheça outras pessoas.
Antes que eu pudesse negar e inventar qualquer coisa e me livrar daquilo, ela enganchou seu braço no meu, me arrastando cada vez mais para dentro do salão. E ela realmente me apresentou para um bocado de pessoas. Alguns eu já conhecia, como o pai da aniversariante, e era com esses que eu tentava passar mais tempo e não conhecer outras pessoas. Joanne não me apresentou como sendo a tia de Carly, mas sim como a mãe dela, e depois da terceira vez em que a corrigi resolvi deixar como estava.
Alguém me entregou um copo com alguma coisa, e quando eu provei fiquei surpresa por encontrar bebida alcoólica em uma festa infantil.
- É só não dizer às crianças o que é – Joanne murmurou perto de mim enquanto escondia um sorriso e logo em seguida piscava.
Sentei na mesma mesa que ela estava junto com algumas outras pessoas. Encontrei Carly na cama elástica, se divertindo com outras crianças. Eu me mantive atenta a conversa que acontecia na mesa e milagrosamente era interessante. Foi então que eu vi um rosto conhecido sentado há poucas mesas de distancia de onde eu estava e com uma garrafinha na mão. Bem, era impossível que eu pudesse me esquecer dele já que na única vez em que o encontrara ele havia sido pouco discreto. Balancei minha cabeça em sua direção como em um aceno e recebi outro acompanhando de um sorriso cheio de malicia em troca. Depois disso virei meu corpo de modo que não fosse mais obrigada a olhar para ele.
Depois de alguns minutos de conversa, eu peguei um pratinho colorido e enchi com salgadinhos, caminhando para o outro lado do salão, que estava mais vazio por não ter mesas ou brinquedos naquela área, mas estava bom para mim. Dava para manter um olho em Carly e ainda fugir das outras pessoas. Ou ao menos foi o que eu pensei, antes dele parar a minha frente.
- Não é educado ser anti-social. – ele falou, pegando uma das minhas cozinhas.
- Hey! Pegue um para você, mas não mexa nos meus! – falei irritada, tirando os salgadinhos de perto dele – O que quer aqui?
- Não tivemos muito tempo para conversarmos da última vez – Adrian falou, puxando um maço de cigarros do bolso da frente dos jeans – Importa-se?
- Não se você ficar a mais de 300 metros de distancia de mim!
Ele sorriu e guardou o maço de volta no bolso.
- Soube que você e Dimitri estão saindo. André não parece feliz com isso.
- André e eu não temos nada. Aliás, o que você tem a ver com isso? – eu perguntei. Adrian me irritara desde a primeira vez que o vira.
- Onde esta a pequena Carly? – perguntou, ignorando minha pergunta – Não devia deixar sua filha solta por aí, existem pessoas más no mundo.
Eu revirei os olhos, cogitando voltar para a minha antiga mesa.
- Você sabe muito bem que ela não é minha filha. E ela não está solta por aí. – eu apontei para ela, que agora mostrava alguma coisa no vestido para outra garotinha – Lá está ela, e eu tenho tudo sob controle. Agora, diga-me, o que faz aqui? Porque eu tenho certeza de que você não é pai de nenhuma dessas crianças.
- Uma amiga. Ela trouxe a irmã mais nova – finalmente respondeu – Não está sendo tão ruim quanto eu pensei que seria – ele falou, mas eu pude ouvir uma nota de negação em sua voz – Ah! o que me lembra que eu devo te pedir desculpas por ter insinuado o que você fazia na casa de Lissa.
Eu aquiesci com a cabeça, perguntando-me o que aquilo tinha a ver com a sua ida a uma festa infantil, mas tive minha resposta mais rápido do que eu esperava quando vi Sydney caminhando até nós com um sorriso no rosto, que mudou para reprovador quando seus olhos caíram em Adrian.
- Não acredito que você deixou minha irmã sozinha! – ela acusou.
- Ela não é uma criança, Syd. Eu nem sei por que você a trouxe em uma festa como essa – Adrian falou, revirando os olhos.
- Você é inacreditável, sabia? – ela disse, e tudo o que Adrian fez foi soltar um risinho enquanto a puxava para os seus braços.
- Vocês estão juntos? – eu perguntei cética.
O que Sydney poderia fazer com Adrian? Quer dizer, eu sei, mas... Bem, eu não conhecia muito bem Adrian, mas eu conhecia Sydney o suficiente para dizer que Adrian não era o seu tipo de cara.
- Acho que já podemos dizer isso – Adrian falou, piscando seus olhos verdes para ela — Nos conhecemos na boate, tal como você e Dimitri – respondeu – Mas a diferença é que não temos um time todo contra a gente.
- Dimitri e eu não temos um time todo contra a gente! – exclamei.
- Não, apenas André, que vale por um esquadrão no momento — Adrian falou com um sorriso no rosto, mostrando que achava aquilo divertido – Dimitri não te contou sobre o que houve?
- Adrian! – Syd ralhou com ele e eu tomei um súbito interesse pela conversa.
- O que Dimitri deveria ter me contado?
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