Amar um Bandido
8 Capítulo 8
— Ah é mesmo, agente vai ter que subir essa ladeira toda?(disse ela olhando lá para cima)
— Sim senhora aqui não tem elevador eu já estou acostumada até gosto.(disse começando a subir)— Affs.(bufa)— Mandei vim sem salto quem mandou vim.— Eu nunca desço do salto.— Então vai com ele mesmo porque eu vim de all-star é nem uso salto mesmo.— É mas deveria para ficar mas alta porque é uma anã.— Olha quem fala a altona.— Sou maior do que você.— Poucos centímetros.— Sou mas velha.— Só um mês.— Ai vamos parar de competir.— Não vejo a hora de fazer dezoito e ganhar o carro do meu pai não quero mas ficar pegando carro dele escondido.— Ah é mesmo, mas você é doida de ficar pegando carro escondida.— Já tenho idade para dirigir.— Tem nada agente tem apenas dezesseis anos.— É mas a maior idade para mim deveria ser dezesseis não sou mas criança.— É nem adulta.— Mas sei dirigir carro aprendi com o Vitor.— Aprendeu muitas coisas com ele, coisas ilegais.— É mas divertidas.— É como falsificar identidade para entrar em lugares e viajar, carteira de habilitação falsa.— A carteira é falsa mas eu sei dirigir.— Ele é um irresponsável por colocar uma menina da sua idade para dirigir um carro.— Eu aprendi rápido como aprendi de moto também que eu acho mas até divertido é mas aventura sentir aquele vento no seu rosto é abrir os braços só sentindo a brisa e a sensação de liberdade.— É até bater no primeiro muro ou em algum carro.— Eu sei tomar cuidado não sou irresponsável.— Responsável que não é por se envolver com um cara bem mas velho é louco.— Ele não é louco é nem é assim tão mas velho.— Não imagina ele tem vinte e dois anos você dezesseis.— Idade não importa tem gente que tem vinte e namora caras de cinquenta.— É mas ainda é de menor ele é um pedrofilo.— Pedrofilo nada que eu não estou aqui forçada e sou maior de quatorze anos para de falar besteira.— Tava brincando eu sei que você quer ele.— Não gosto dessas suas brincadeiras, a nossa história é de verdade não é apenas um lance como os outros já estou com ele a mêses.— É eu sei que está mesmo apaixonada por ele.— É ele por mim.— Ai isso eu não sei nem o conheço é nem sei o que ele faz aqui porque você é ele mora bem longe.— É mas sempre estamos juntos.— Escondido porque nem pode ser vista com ele.— É meus pais não sabem é se saberem surtam.— É porque seus pais são meus tios é todos na nossa família iriam surtar.— Até minha prima que deveria me entender fica contra.— Eu não acho certo namorar um cara escondido e a família nem saber quem ele é.— É mas só porque é daqui se fosse de lá poderia.— Porque foi logo se apaixonar por um daqui?— Não sei o amor é assim desde que o vi me apaixonei.— É quem manda ficar vindo aqui escondido nas festas e acabou se apaixonando por um favelado.— Foi a melhor coisa que eu fiz ele é favelado mas me trata mas bem do que aqueles mauricinhos ele me ama é carinhoso.— É você me fala.— Hoje vai conhece-lo e vai vê como ele é lindo.— Temos nada tudo nosso é para lá não temos nada a fazer aqui, colégio, shopping, nossa casa é entre outras coisas são tudo lá.— É mas o meu amor está aqui.— O seu amor é não o meu.— Quem sabe o seu também não estará.— Até parece que eu namoraria alguém daqui favelados e bandidos.— Ei aqui não existe só gente favelada é bandida não ok, tem gente honesta e trabalhadora.— É mas eu não vou saber quem é quem não é.— É mas na Zona Sul também é a mesma coisa são ricos mas muitos ali são bandidos.— É mas o meu não está nem na Zona Sul está em outro escalão em Paris mas precisamente em Monâco o meu francês lindo.— É o mauricinho do Rafa para mim ele é um metidinho.— Um mauricinho bem gato.— É tu só pega gato.— Claro sei escolher bem mas ele eu estou afim não é como os outros que é só para ficar.— Eu já encontrei meu grande amor é o Rafael é o seu?— Não sei ainda o que sinto por ele.— Olha falando nele olha meu amor ali.(disse e sai correndo para os braços dele pulando em seu colo e o beijando)— Meu deus imagina meus pais souberem que eu estou na favela acompanhando a minha amiga para ficar com o namorado me matariam logo eles que são da lei.(disse ela os olhando e realmente eles eram da lei a mãe juíza e o pai delegado)— Sua amiga?(pergunta ele após o beijão que deram a colocando no chão)— Minha melhor amiga Luciana.(disse Lia sorrindo)— Prazer me chamo Vitor.(disse ele se aproximando dela e lhe dando dois beijos na bochecha)— Oi Vitor.(disse sorrindo e o olhando ele era lindo cabelos pretos feito topete, olhos azuis e branquinho, roupa de couro estilo motoqueiro e calças jeans rasgada com bota de couro, mas ela o olhava achando bonito mas sem interesse nunca que daria em cima do namorado da sua melhor amiga)— Ela me fala muito de você.(disse a olhando e sorrindo)— É hoje a trouxe para vocês se conhecerem.
— Ela fala também muito de você.— Bem ou mal?— O que acha? claro que muito bem está muito apaixonada espero que não a decepcione.— Claro que não.— Caso contrário se verá comigo, eu posso ser assim patricinha e baixinha como está vendo pensa que eu não trago nenhum risgo sou inofensiva mas se mexer com minha amiga eu viro uma cobra e essas minhas unhas aqui fazem estragos(disse ela lhes mostrando suas unhas grandes e bem feitas pintadas)— Calma Lu.(disse Vitor)— É só para avisar.— Menos amiga.(repreende Lia)— Ele tem que saber que não está sozinha.— Ela tá certa amigas são para essas coisas.— Ela nunca venho aqui e a primeira vez.— Vim quase obrigada ela ficou me enchendo e eu acabei sedendo ela sempre vendo eu pelo cansaço essa menina é uma marrentinha.— Eu que sei como ela é marrenta demorou para eu conquista-la.— Claro eu sou difícil.— Seja bem vinda a comunidade.— Obrigada.— É vamos entrar meu amor vou te mostrar a minha casa.(disse Vitor a puxando)— Claro.— Então vem, você não vai entrar Luciana?(pergunta Vitor a olhando)— Depois eu entro vou da uma olhada aqui fora.— Ok depois entra.(disse e sai de mãos dadas com Lia)— Não sei para que vim para segurar vela que idiota que eu sou, meus pais acham que eu estou na casa dela é eu estou aqui, não gosto de mentir para eles, mas minha melhor amiga é uma louca e vai se envolver com um favelado até que é gato e eu entro na furada, mas não deixaria ela vim aqui sozinha foi bom eu ter vindo.(dizia Lu sozinha olhando e andando por ai querendo conhecer) Ai essas ruas de pedra não deveria ter vindo de salto(disse ela que o salto estava começando a incomodar)Ela anda olhando tudo e todos olhavam para ela sabia que não era dali olhava tudo enojada e diferente usava roupas de grifes e marca dava para perceber que era uma patricinha sua bolsa da colucci e seu iphone 7, enquanto as meninas ali estavam quase nuas dançando funk ela achava tudo aquilo vulgar.— Nossa que meninas vulgares andam quase nuas rebolando e se oferecendo para os homens que coisa feia(disse ela olhando e olha para outro lado um beco na favela e fica ainda mas horrorizada um casal transando ali mesmo a garota se abaixa chupando o cara ela fica ainda mas enojada) Quer saber vou entrar é melhor para não vê esse tipo de coisa.E ela entra na casa de Vitor que morava sozinha numa luxosa casa da favela uma das melhores ali que só tinha barraco a casa dele era de três andares um sobrado cheio de moveis bons um carro caro e uma moto na garagem, ela vai até o quarto e os dois estavam lá transando e ela logo sai.— Aff me chamou para transar com o namorado fala sério nunca mas venho, quer saber vou esperar lá no carro se ela demorar muito vou embora(disse e foi para o carro já estava escuro ela caminha distraída ouvindo música até que sente alguém lhe puxar pelo braço)— Passa tudo perdeu tudo patricinha.(disse ele lhe apontando um canivete)— Não perdi nada me solta você está me machucando.(disse ela com medo ele estava lhe apertando demais)— Você não sabe o que sou eu machucando.— Não se faz isso com uma menina.— É patricinha vejo que não é daqui.— Não sou mesmo desse lugar asqueroso e nojento.— Olha lá como fala da minha comunidade você não é melhor do que nós não.— Sou sim não sou uma ladrona.(disse e ele para de apertar seu braço)— Eu roubo para sobreviver não sabe o que é isso madame, passa logo para cá que nem vai te fazer falta depois seus pais compram outros.— É minha vida é mas importante.(disse lhe entregando a bolsa)— É mesmo né é melhor preservar esse seu corpinho gostoso e seu rostinho de boneca.(disse ele acariciando o rosto dela com malícia e passando a mão no corpo dela que sente um nojo)— Já dei tudo agora me deixa ir.(disse começando a chorar com os olhos embargados sentia muito medo nunca passou tanto medo como agora)— Não eu não quero só isso.— O que quer mas? só isso que eu tenho meu iphone, minha bolsa cara é um pouco de dinheiro.Ele pega mas coisas colar, aneis, brincos e pulseiras que eram de ouro e prata.— Pronto to limpa.— Faltou o principal.— O que?— Seu corpinho(disse ele lhe prensando na parede do beco)— Me solta.(disse ela se debatendo)— Vou te soltar assim que me de o que eu quero.
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