PDV DAMON

Minha Voz mental, dentro da minha mente, reproduzia várias frases, gritos histéricos, de raiva, de ódio, de medo, de nojoooo.

Gritava sem parar em minha mente.

E eu simplesmente entrei em pânico, fiquei totalmente transtornado. Me arrastando tentando de tudo quanto era forma de tirar aquilo, por minutos, o que pra mim pareceram uma eternidade!

Fiquei mais tonto, tudo rodou mais ainda.

—Não lute. Isso será pior ainda. -Ainda pude ouvir sua voz sombria soando antes que eu entrasse na inconsciência totalmente...

(...)

“Simplesmente do nada abri os olhos, me sentindo tonto, muito tonto. Meu corpo todo doía, fora que eu estava fraco de mais. Ainda tinha verbena em meu sistema, e eu estou completamente faminto.

Ali me vi num quarto lindo, todo decorado e com móveis de alto luxo.

Senti que estava deitado numa cama confortável, com lençóis de cetim, tudo muito caro e delicioso.

Suspirei confuso, não estava entendendo onde eu estava...

Até que senti sua presença, forte e intensa.

—Olá, meu amor . -sua voz rouca chamou minha atenção.

Olhei pra porta e pude o ver encostado no portal, vestido com sua calça social e uma regata branca.

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—Alexx. -minha voz saiu num sussurro rouco e extremamente baixo.

—Achei que você não ia acordar nunca. Já estava preocupado. -ele suspirou rindo. -Bom, felizmente você está bem. Se você ainda estiver um pouco confuso... Ah Damon, agora você é um dos nossos. -ele disse aquilo com tanta fascinação, admiração que era inacreditável.

—Não... -sussurrei automaticamente não podendo acreditar naquilo.

Principalmente aceitar isso.

Ele sorriu sombriamente me analisando...

—Sabe... Eu perdi tudo Damon. E felizmente você foi e é tudo que me sobrou, que eu tenho.

O encarei perplexo.

—Claro que no fundo não gostei de saber o que seu pai e aquele seu namoradinho de merda fizeram com meu pai... Mas bom no fundo não sinto pena dele. Demorou pra morrer. -ele gargalhou feito um louco. -Meu pai era péssimo, se você não sabe.

O encarei mais confuso ainda com aquela confissão.

—Ele te mataria, aliais, foi por isso que ele tentou te matar. Não só porque havia me deixado em coma. Mas porque ele não queria e não aceitava ter um filho gay, ou bi.

—Como? -perguntei em choque.

—É exatamente isso. Todo aquele ódio de meu pai não era somente ou totalmente por causa do coma.

—Isso...

—Foi por isso que eu te odiei desde do primeiro momento. Você Damon, despertou em mim sentimentos e desejos que eu havia trancado e ocultado a muito tempo atrás... E você, você trouxe tudo de volta a tona.

—Eu ? Do que você está falando ? E outra... Por que em seu diário você diz justamente isso? Que a culpa é minha... ?

—Porque a culpa é justamente sua. -ele suspirou profundamente, irritado. -Quando eu era um pré-adolescente. Eu estava com 13 anos, eu gostava muito de um amigo meu. Ele era de uma família simples. Meu pai além de não gostar justamente por isso da classe social, ele percebeu o quanto eu amava aquele garoto e quando pegou meu diário vendo eu ali descrevendo os sentimentos bons e os desejos que eu sentia por ele... E justamente mais ainda, no outro dia quando pegou a gente se beijando ele virou um demônio. Completamente...

—O que ele fez?

—Ele só simplesmente deu um fim naquele garoto. Me fez presenciar toda aquela merda... -sua voz morreu.

—Ele o matou ?

Pela primeira vez durante esses meses tudo, eu avistei Alexx triste, frágil e deprimido.

—Eu fui obrigado a vê-lo o torturando, o machucando, o abusando, o humilhando, e o matando. Meu pai enterrou ele num lugar qualquer, onde ali eu presenciei tudo mais ainda. O enterrando feito um animal qualquer. Eu não queria àquilo. -sua voz era um sussurro e eu podia ver as lágrimas descendo de seus olhos. -Eu o amava e tudo aquilo aconteceu por minha culpa e eu não fui capaz de fazer nada, de impedir aquilo. E depois quem foi agredido, humilhado foi eu. Meu pai, meu próprio pai quase me matou, só porque eu amava um homem.

—Você só era um garoto. -digo me sentindo péssimo por ele. -Não é, e não foi sua culpa.

—Veja só, o príncipe, Damon Salvatore ficando do meu lado e me consolando... Essa é nova. Me sinto lisonjeado. -ironizou.

—Apesar de tudo... Nesse acontecimento de sua vida, eu não posso ser injusto e insensível. Sei como situações assim podem gerar enormes e inúmeros traumas.

—Que lindo, estou emocionado agora. Não me diga que também é um traumático fodido ? -ele disse gargalharam fora de si.

Bufei revirando os olhos.

—Veja só até nisso mesmo somos iguais. Dois fudidos traumáticos e humilhados.

Balancei a cabeça ignorando a sua provocação.

—Sabe o que aconteceu depois ? -ele perguntou debochando me olhando.

—Não. -sussurrei.

Mas no fundo eu estava curioso pra saber sobre sua vida.

—Eu, me fechei pra tudo e todos. Tranquei essa atração, desejo que eu tinha por garotos. E eu virei um fantoche, um robô para meu pai. Eu não queria sofrer mais. Não queria ser torturado mais. Então eu virei uma versão endemoniada de meu maravilhoso e fantástico papai. -ele riu sombriamente. -Oh que beleza... Sabe que eu ganhei com isso ? Nada! Todos me odeiam. Minha própria raça me despreza, e viraram as costas para mim! E o macho que me fez sentir “vivo” novamente, que me fez “sentir algo” novamente.. Que fez tudo aquilo, toda aquele passado, pesadelo de merda e desejo de volta a tona... Me repudia, me ignora, me desrespeita, e sente desprezo, nojo, ódio por mim! -ele disse furioso me encarando.

—Alexx... -Sussurrei.

—Não gaste sua saliva, meu amor. -Ele rosnou fora de si. -Isso, essa sua rejeição termina aqui e agora.

E simplesmente entrou tirando sua roupa, lentamente.

Claro que já choquei no primeiro instante, mas logo cai em si.

Tentei levantar meu corpo mas fui impedido, eu estava preso a cama.

Totalmente!

Sim, correntes prendia meus pulsos e tornozelos.

—Oh não. -sussurrei apavorado, e completamente desesperado.

Pude o ver agora completamente pelado.

Não nego, ele até tinha um corpo bonito, definido. Mas eu não conseguia sentir nada por Ele.

Nada além de ódio, raiva, desprezo e nojo.

Sim, ele está certo sobre meus sentimentos para com ele !

E ele simplesmente num movimento, ele tirou o lençol que cobria meu corpo. Pro meu desespero total eu também estava completamente pelado.

Ele ficou segundos me admirando. Ele literalmente me comia com os olhos. E ali soube e entendi que não seria somente com os olhos.

Mas ele iria colocar na prática também.

—Alexx, nãoo. -sussurrei desesperado, sentindo meu peito subir e descer freneticamente.

Eu já estava entrando em pânico, desespero total.

Já misturando presente com o passado . E toda aquela merda que Giuseppe me fez.

—Simm, meu amor. Sim! Eu te esperei por tempo de mais. Você não vê isso ? Eu não aguento mais. Não aguento reprimir esse desejo, essa atração, esse amor...

—Você não me ama. -rebati no mesmo Instante.

—Você não sabe de nada Damon. Se você fosse mais aberto, se tentasse me ouvir, me entender... Você entenderia ! Mas, agora isso não importa mais. Só relaxe, finalmente você será meu. -ele riu tocando meu corpo.

Sua mão deslizou pelo meu pé, subindo pela minha perna, pela minha coxa, pela minha virilha, meu abdômen, peito, pescoço rosto até meu cabelo .

Seu dedo deslizou pelo meu lábio.

—Oh porra, tão macio, tão carnudos. -ele riu abaixando e seus lábios tocando os meus.

Mas não cedi passagem e quando ele insistiu eu mordi seu lábio com grande força.

Ele rosnou furioso e num piscar de olhos ele me deu um soco totalmente violento.

Meu rosto simplesmente virou bruscamente onde pude sentir a dor, e o sangue escorrendo.

—Nunca mais faça isso. -ele gritou furioso.

—Eu nunca serei seu. -rosnei o encarando.

—Ele gargalhou feito um louco. -Não? Tem certeza? Você pode ser meu por livre escolha e vontade...

—Nunca. -rosnei cuspindo em seu rosto.

—Ele ficou transtornado. -Ok Damon. -disse se limpando, minha saliva que se misturou com meu sangue. -Se você prefere o modo mais difícil, pra ser sincero por mim, tudo bem. Eu já espera isso de você e se fosse diferente disso, me sentiria decepcionado. E se você acha que isso me irrita, pelo contrário isso me faz te querer mais ainda. -ele suspirou se acalmando. -Isso é delicioso e excitante de mais. Você nem imagina...

O encarei em choque.

—Convenhamos o que você pode fazer ? Você está aqui preso, indefeso, exposto. Pra completar você já faz parte de nós. E logo você estará completamente tomado pelo Ômega.

—Não. Não vou ser. Nunca.

—Nunca?

—Eu faço parte da Irmandade. Sou o príncipe, nunca me virarei contra minha própria raça. E fora que eu amo e sou totalmente do Vishous.

Ele rosnou feito um cachorro até que ele riu bufando.

—Hm, ok. Se você tem tanta certeza e orgulho disso, então, cadê sua raça? Cadê seu pai? Cadê seu namoradinho de merda? Oh ah sim. Ninguém apareceu. Ninguém te salvou, ou pelo menos, estão tentando te salvar! Se toca! Acho que você não é tão querido assim. Talvez seja porque você sempre é a segunda opção, o resto. Ops... Foi mal, meu bem.

Ali com aquilo eu senti meu peito se contrair.

Pior que ele tinha razão, já fazia horas, dia que estou aqui e nada e ninguém apareceu.

Porra V é ligado a mim, fora seu sangue que está dentro de mim. Ele me acharia fácil.

Ou pelo menos era pra ser assim!

Não é?

Por que ninguém está fazendo nada?

Por que ainda continuo aqui sofrendo, sendo torturado ?

Pude ver e sentir seus lábios contra os meus e não cedi ali.

Suas mãos se fecharam em meu cabelo com pressão, força e puxou bruscamente, fazendo-me gemer involuntariamente e ali ele teve acesso.

Suspirei sem resposta e totalmente traído, iludido, abandonado e já cansado de tudo aquilo eu simplesmente parei de lutar .

Apenas fiquei paralisado, deixando tudo em minha volta rolar, acontecer...

Ele riu vendo que ele havia vencido e simplesmente me beijou com intensidade, fúria.

Totalmente imóvel, roboticamente pude o acompanhar tocando meu corpo, completamente.

E agora mais íntimo ainda.

E rapidamente ele estava me tomando . Sim, pude o sentir me invadir, sua enorme ereção tomou conta de cada pedacinho de minha entrada.

Dor...

Humilhação...

Fechei os olhos sentindo as lágrimas descendo pelo meu rosto, enquanto ele se movimentava freneticamente contra mim.

Oh Vishous... Por que você fez isso comigo?

Por me abandonou?

Oh porra, você me deixou, me traiu no momento que mais precisava de você...

E agora com o que Ômega fez comigo, bom, agora sim que você não irá me querer mais .

Essa é a verdade...

Apesar disso tudo, eu me sentia péssimo, um lixo. Era como se eu estivesse traindo Vishous.

Na teoria, prática sim. Mas não era minha culpa.

Porra.

—Não chore, meu amor. Eu te amo e vou ser o melhor companheiro que você poderia, e poderá ter. Eu prometo. -sua voz rouca sussurrou contra meu ouvido, beijando meu pescoço.

E ali abri os olhos o vendo totalmente louco de prazer, luxúria, socando contra meu corpo, fundo, intenso...

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Tirando gemidos, involuntários de mim.

—Você é meu agora. Só meu. -ele gemeu gozando, me preenchendo totalmente enquanto me mordia , sugando meu sangue.

Oh não

Nãoo!

Nãooo!

Nãooooooo...”

(...)

Voltei a realidade assustado, perturbado e gritando...

Por esse ... Sonho ?

Isso foi um sonho? Espero que sim, peço rezando mentalmente que seja.

Suspirei abrindo os olhos sendo invadido por aquele cheiro de morte, de mofo, e a friagem da masmorra contra meu corpo.

—Como foi fácil entrar em sua mente. -ele sussurrou gargalhando. -Ômega me deu poderes bem legais, sabe ?

Pisquei algumas vezes, me repreendendo por estar me sentindo assim.

—Tudo aquilo que eu disse é verdade. Queria que você conhecesse uma parte de mim. De seu macho.

Suspirei continuando a olhar o chão.

Eu estava acorrentado, fraco e felizmente eu já estava sem aquela máscara de ferro.

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Mas meu estômago estava péssimo. Sentia um enjoo horrível. Sem falar que eu estava faminto.

Sim, muito faminto.

Sem controle, eu me transformei, senti as veias aparecendo debaixo dos meus olhos, minha vista escurecendo, avermelhado e minha presas cresceram dolorosamente.

—Esta com sede, meu amor ? -sua voz me trouxe a realidade de vez.

Com dificuldade levantei meu rosto o vendo ali encostado na parede.

Bufei revirando os olhos, tentando controlar a sede e voltar ao normal.

Mas sem chance.

Eu precisava de sangue, tanto pra matar esse desejo, como pra recuperar meu corpo de todas aquelas torturas.

—A qual é ?! Vai dar um de rebelde agora? Se toca Damon. Ainda não entendeu sua real situação?

Fiquei em silêncio, nada respondi.

—Seu puto, me de atenção. -ele rosnou me agredindo.

Gemi de dor, e ali ele já estava em minha frente rosnando segurando meu cabelo com as duas mãos com extrema força.

—Você sinceramente não merece, mas vou ser gentil. -ele sussurrou sombriamente, pegando sua adaga e simplesmente cortou seu pescoço, oferecendo pra mim.

No primeiro instante tentei negar, sim. Tentei recusar, ignorar e até repudiar seu ato, seu sangue.

Mas todo meu ser implorava por sangue. A fome era de mais. E fora que se eu continuasse no estado que me encontro, fraco assim, nunca que vou conseguir o, os enfrentar e fugir desse inferno, desse lugar.

Eu preciso recuperar minha força, ou pelo menos uma parte dela. Recompor meu corpo, minha resistência a verbena. E tudo mais.

E olhando para aquele sangue tão vermelho e por incrível que pareça, até tinha um cheiro delicioso, eu senti desejo de me alimentar dele.

Por isso, percebendo que se eu aceitasse com tanta facilidade ele iria desconfiar. Então encenei que não queria, que tinha nojo dele. Assim ele se sentiria humilhado, raivoso e iria me “obrigar” a alimentar dele.

Até quem sabe se esquecendo um pouco da quantidadecerta” que ainda me manterá seu “refém”.

—Eu prefiro morrer de sede do que me alimentar de você. -rosnei virando o rosto.

—Seu desgraçado. Não me desrespeite assim. -ele rosnou fora de si me dando um tapa violento.

Gemi de dor, sentindo o corte em meu lábios.

—Veja só, meu amor. Vou ser claro e direto. Aqui somente há eu pra te satisfazer. Todos os lesser’s são inúteis. Ou você quer beber deles, aquele sangue preto oleoso?

Com isso, com esse pensamento, meu estômago revirou totalmente. Senti mais ânsia ainda.

Só de lembrar o gosto ruim que tem, vinha a vontade de vomitar até minhas tripas saírem para fora.

E bom, meu pensamento estava certo, dito e feito. Alexx fez justamente o que pensei.

Totalmente fora de si não aguentando a minha tentativa de rejeição de seu sangue simplesmente me forçou a beber de si.

Claro encenei que não queria. Mas logo não resisti, estava com as presas encravadas em seu pescoço, sugando com força e desejo.

Não tem como negar, até que seu gosto é bom. Sim, gostoso. Claro que não como o de V.

Mas servia.

Bom, sinceramente no fundo, no meu interior me sentia como se estivesse traindo meu amor com esse ato de me alimentar de outro macho.

Mas infelizmente só me restava essa opção, e eu precisava recuperar minha força.

Alexx, naquele momento, me tendo em seus braços, alimentando de si...

Simplesmente gemia meu nome, enquanto tocava meu cabelo, costa.

Eu podia sentir seu cheiro tomando conta daquele lugar.

O desejo, a atração, a luxúria, o prazer saindo de cada pedacinho de seu corpo.

Ele gemia sem parar, completamente excitado, se esquecendo um pouco da quantidade de sangue que deveria ou não me dar.

Até que sua ficha caiu e simplesmente me empurrou afastando dele.

Gemi de dor quando minha costa se chocou contra a parede.

Suspirei rosnando, ainda transformado, eu queria mais seu sangue.

Minha fome não tinha sido saciada nem um terço se quer.

—Eu quero mais. Eu ainda estou faminto. -rosnei puxando as correntes, tentando avançar nele.

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—Veja só. Não vou te dar. Isso foi só um pouco para te ajudar. Ordens do mestre. Ele como eu não queremos que você morra. Você precisava estar melhor, pra poder aguentar e passar pela transição. Não se esqueça você é um dos nossos agora. E só pra sua informação, você será meu companheiro.

—Não. Eu não sou e nunca serei. -digo em choque.

E com muito medo disso da transição. Droga. Eu não posso me tornar um deles.

—Hm, então cadê seu namoradinho de merda? Oh veja só. Te abandonou. Não está nem aí pra você. Não fez e não está fazendo nada pra te salvar.

Gemi sentindo meu peito se contrair. Ok, ele não estava mentindo . V não me salvou, ninguém me salvou, ninguém fez nada.

Mas que porraaaa.

Mas nem por isso eu serei dele, ou capacho do Ômega. Não, não mesmo.

—Olha Alexx, ok, Vishous não veio me salvar, ninguém veio me salvar. Mas nem por isso, eu serei seu. Fora que mesmo assim V ainda e mil vezes melhor que você. Convenhamos.

—Voce acha mesmo que ele, seu pai, a Irmandade e a vossa raça irão o querer assim? Tomado pelo Ômega ? Acha mesmo ? Não seja inocente e ridículo, convenhamos, eu sou e serei o único a te aceitar assim, a te querer e te amar assim. Completamente!

—Posso até virar um fantoche. Ser controlado e possuído pelo Ômega. Até totalmente tomado pelo mal, mas mesmo assim, mesmo no fundo do poço eu nunca serei seu por livre e escolha vontade. Nunca te amarei, nunca irei te desejar, nunca você me terá de corpo, alma e coração.

Ele rosnou tomando pela fúria e simplesmente me agrediu.

—Se você não for meu, você não será de mais ninguém... Não se preocupe, meu amor, eu ficarei encarregando de matar seu namoradinho de merda. E todos aqueles que você ama. -ele riu feito um louco antes de me aplicar verbena e ali entrei na inconsciência...

(...)

Voltei a consciência sei lá quanto tempo depois sentindo meu corpo ainda dolorido.

Mas estava um pouco melhor pelo seu sangue.

—Alexx? -gemi o chamando.

Silêncio...

E pro meu desespero eu estava sozinho ali. Estando ali sozinho, naquele silêncio, suas palavras me tomaram...

E permitir ser possuído pelas paranóias, medos, inseguranças...

Por que ninguém está fazendo nada pra me salvar?

Será que eles estão mais felizes assim, sem eu ?

Ou ate mesmo V já tenha arrumado outro companheiro ? Christian talvez ?

“Segunda opção. Você sempre será a segunda opção...”

Minha mente de merda rebateu.

Oh droga!

Eu só conseguia pensar em Vishous, meu pai, meu irmão, meus amigos...

Em sentir medo, desespero, por eles...

E muito ódio, por tudo que Alexx e Ômega estão fazendo comigo.

Senti uma raiva absurda tomar conta do meu corpo... nunca me senti assim!

Eu simplesmente comecei a tremer de tanta raiva, sentia esse sentimento circulando pelo meu corpo e do nada um arrepio estranho subir pela minha espinha.

E um calafrio horrível.

Estremeci completamente.

Meu estômago embrulhou totalmente e sem controle virei pro lado vomitando muito, sem controle, todo aquele sangue preto oleoso, nojento, horrível e fedorento.

O cheiro era péssimo, era podre, a própria morte.

Sem controle vomitava sem parar.

Oh não. Oh meu Deus.

O que está acontecendo comigo?

E sem controle estremeci parando e puxei meu tronco encostando na parede, olhando parar o teto e comecei a sentir um calor absurdo.

Me senti quente, comecei a soar, estremecer e tremer sem parar.

Aquilo foi piorando tanto que comecei a sentir dor.

Sim, era uma dor horrível. E eu sentia cada vez mais calor, e soar sem parar.

Oh porra, não, não... não pode ser .

Mas eu comecei a sentir meu corpo como se estivesse dentro do fogo completamente.

Oh Simm, sentia cada pedaço do meu corpo se queimando.

Gemi de dor, aquilo doía de mais.

Eu não podia aceitar aquilo e infelizmente aquilo só piorava cada vez mais.

Eu sentia cada osso meu queimar. Cada pele, cada pedacinhos do meu ser.

Comecei a gritar sem parar, me contorcer de dor. Gemia, implorando pra aquilo parar.

E sem controle senti minhas mãos arderem e queimarem totalmente.

Mas ali não era somente a sensação. E sim elas simplesmente começaram a pegar fogo.

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Sim. Minhas mãos estavam em chamas . Eu gritava sem parar, gemendo, implorei mentalmente por aquilo terminar, parar.

Mas além da dor, do medo. Eu tive a consciência que o plano de Ômega estava dando certo.

Eu precisava resolver isso. Não posso aceitar ser seu fantoche. Não aceito ser seu escravo.

Ninguém manda em mim, me controla!

Ninguém!!!

Gritei alucinante de dor, sentindo todo meu corpo em chamas,

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**(Ignorem a Caroline aparecendo no Gif. Não consegui achar somente o Damon pegando fogo)**

E assim de tamanha dor, alucinação, gemi perdendo a consciência...

.

.

PDV VISHOUS

Ali novamente a batida forte soou contra a porta.

—Vishous? Pelo amor de Deus abre essa porta! Você está aí a horas. Por que se trancou ? -Wrath dizia transtornado.

Totalmente desesperado.

—Abre. Eu ou vou ter que derrubar essa merda de porta! -ele gritou.

—Já vou, meu senhor. -gritei levantando cambaleando totalmente...

(...)

Abri a porta e ele entrou feito um furacão me olhando desesperado.

—Vishous... Você ficou aqui trancando por horas. Quer me matar de preocupação. ?

Ele começou dizendo tudo de uma vez, em desespero.

—Desculpe, meu senhor. Minha intenção não era essa. Eu só... -suspirei profundamente. -Eu só tive que beber e fumar . Fiquei por horas sentindo ele ser torturado. Até que apaguei completamente.

—Droga. Você está bem ? -ele perguntou preocupado.

—Sinceramente não. Eu agora estava tendo um sonho com ele, Wrath. -comecei sendo sincero.

Eu estava abalado completamente depois desse sonho...

Isso se for apenas a porra de um sonho ruim!

—Sinceramente não sei se aquilo é somente um sonho. Mas, eu sei e sinto que precisamos achar o Damon hoje ainda. O quanto antes.

—Sim. Eu não prevejo o futuro mas também acordei com um pressentimento horrível. Precisamos o achar logo.

—Sim. -sussurrei.

—Se arrume. Virgem Escriba estará daqui a pouco aqui na mansão, ela leu algumas escrituras antigas. E Bonnie entrou em contato com seus antepassados. Elas vão fazer um feitiço juntas. E precisa de nós e de Stefan pra fazer isso. Usarão nossa ligação que temos com Damon.

—Oh céus. -sussurro chocado e ao mesmo tempo com uma esperança absurda me invadindo.

—E Z e Butch torturaram os lesser’s que você trouxe e conseguiram a localização de alguns esconderijos. Que claro acreditamos que Damon não deva estar em nenhum desses lugares. Mas Entrei em contato com Rhevenge e Christian. Eles estão reunindo seus homens e estão vindo pra cá, pra organizarmos um plano e assim eles, dividirem em equipes e irão invadir esses lugares pra poder matar todos os lessers.

—Oh, porraa. Isso! -sorri esperançoso.

Agora sim. Agora tudo estava dando certo. Vamos o achar. Ah se vamos.

Ali Wrath saiu me deixando sozinho.

Rapidamente fui pro banheiro me arrumar, tomar um banho, escovar os dentes e assim colocar um roupa.

Quando já estava pronto, sai do PIT caminhando pra mansão, entrando e ali dei de cara com todos: (Irmãos, shellan’s, a turma, Christian com seus homens, Rehvenge, Xhex e seus seguranças) literalmente todos ali reunidos na sala.

Entrei recebendo seus olhares e sem controle, naquele instante, eu comecei a me sentir péssimo.

Fui atingindo totalmente pela sua realidade... Me fazendo ter tonturas e cambalear.

Pude sentir seus sentimentos me tomando, dor, medo, raiva, mágoa...

E uma enorme tristeza e sentimento de decepção. Abandono.

Oh não .

Gemi de dor. E assim todos já me olharam preocupados.

Estremeci, me sentindo em chamas, completamente.

—V você está bem? -Wrath perguntou preocupado.

—Hei irmão ?

—V...

Assim todos irmãos aproximaram.

—O que está acontecendo ? -Ric perguntou assustado.

—Damon... -gemi, suspirando profundamente.

Rhage e Butch me tocaram me puxando pra poltrona.

Onde senti felizmente meu corpo se chocar com aquela textura macia e confortável.

Obrigado, agradeci mentalmente. Sabendo que se eu ficasse mais um segundo em pé eu iria cambalear, cair totalmente.

—O que você quer dizer com isso ? -Stefan perguntou confuso.

Agora aparecendo em meu campo de visão.

O olhei com dificuldade, e ali pude o ver, ele estava melhor.

Mais forte, com certeza tem se alimentado em grande quantidade.

Que bom, Damon ficaria feliz em ver seu irmãozinho bem e vivo.

Ali tentando focar no que acontecia naquela sala... O analisei.

Oh porra. Será que ele não sabe de nada ?

Não sabe que Damon está ligado a mim?

Ou que eu sou literalmente seu macho ?

Mil e uma perguntas me invadiram e eu me sentia mais tonto ainda com tudo isso.

Mas ali mesmo confuso eu pude ver em sua mente que ele não sabia de nada, ao certo.

Apenas que nós (A irmandade) fomos e somos amigos de Dam. E que ele passou esse um ano morando aqui com nós.

O que beleza, ele não sabe nem se quer imagina a verdade... Sobre a Irmandade, sobre Wrath, sobre Giuseppe, sobre mim . E sobre os sentimentos de Damon.

—Eu estou ligado ao Damon. Sou seu guardião. Bom, meu dever é matar e morrer, para o proteger. Tudo que ele sente, eu sinto. É assim nossa ligação. -digo gentilmente tentando explicar.

—Estão o torturando? -ele perguntou totalmente péssimo.

O medo de o perder, o invadia sem parar.

Estranhamente comecei a sentir minhas mãos agora quentes, e só piorava isso. Essa sensação.

Era como se estivessem ficando em chamas.

Gemi de dor.

—Oh droga. Não sei ao certo. Mas algo ruim está acontecendo e posso sentir sua dor, seu medo, sua angústia. -sussurro

—Damon... -Stefan sussurrou, com sua voz rouca sendo totalmente tomada pela culpa, pelo medo.

Ele se sentia culpado pelo que estava acontecendo com irmão.

Pois Damon havia se entregado pra o salvar, juntamente com os alunos.

—Não sinta-se assim. Não é sua culpa. -digo acenando.

—Obrigado. -ele acenou suspirando fortemente.

—Guerreiro. -sua voz suave e grave soou, na entrada.

O que assustou a todos. Olhamos a vendo entrar, com seu corpo e rosto totalmente coberto.

Era Virgem Escriba, me olhando assustada. Ela conseguia ler minha mente e ver tudo que eu estava sentindo. Todos os sentimentos que eu recebia do príncipe.

—Algo muito ruim está acontecendo com o Damon. -sussurrei a todos, e principalmente diretamente a ela.

—Vou tirar sua dor. -ela disse aproximando. -Você continuará sentindo tudo. A ligação não tem como ser quebrada. Mas vou fazer um feitiço para que isso essas dores não te interfira. Numa luta, você assim, perderá toda a concentração facilmente.

Concordo totalmente. Eu assim numa luta eu seria inútil de mais. Só consigo prestar atenção em seus sentimentos e dores. O que me deixa tonto fora de mim, um alvo completamente fácil.

Ela pronuncio algumas palavras no antigo idioma, um feitiço e assim aquela dor, aquela queimadura por todo meu corpo sumiu.

Eu ainda sentia, mas não me interferia.

—Precisamos fazer o feitiço agora... Precisamos o salvar hoje ainda. -ela disse firme tentando transmitir firmeza, foco.

Mas eu sentia e via em sua voz a preocupação. Porra aquilo não era nada bom.

Aquilo que Damon estava sentindo não era nada bom .

O meu sonho não era nada bom.

Sinceramente eu estava em pânico completamente pois agora parando pra pensar, essa sensação de fogo, queimadura na mão, dor, me fazia lembrar de suas mãos pretas, em meu sonho.

Dos seus olhos...

Oh não. Droga.

Senti meu peito se contorcendo totalmente, aquilo era o próprio mal, o tomando...

Ômega!

Não pode ser.

Não posso aceitar isso.

Damon corre um grande perigo e agora é pior que tudo.

Focando em seus sentimentos agora, tudo está “calmo”. Ele está desmaiado, apagado completamente.

—Vamos para o feitiço! Traz algum pertence dele. -Bonnie pediu.

E assim fiz e rapidamente as seguimos, indo pro escritório. Apenas eu, Wrath, Stefan, Bonnie e Virgem Escriba.

Bonnie desenhou um símbolo de pentagrama no chão e em volta colocou algumas velas espalhadas.

—Faremos um feitiço muito poderoso. Usando nossas magias, as unindo completamente. E assim usaremos a ligação que cada um de vocês tem para com Damon.

—Assim todos nós, juntos, unidos, somos e seremos mais fortes. E assim conseguiremos ter sua localização. E até termos a visão do local e o que ele está passando ou passou.

Eu, Stefan e Wrath nos olhamos felizes com aquilo e completamente esperançosos.

Aquilo era magnífico e fantástico.

Usar as duas magias e nossa ligação. Nem mesmo Ômega será tão forte para nós impedir.

Não, não mesmo.

Virgem Escriba pegou uma bacia prata que tinha alguns escritos antigos em volta, ali ela pediu pra colocar os pertences do Damon.

Coloquei uma camiseta preta, uma foto dele, o ursinho que Rhage havia lhe dado e sua adaga, que eu fiz para ele.

Assim foi colocado no chão, dentro do pentagrama bem no meio.

—Venham. Se posicionem cada um numa ponta.

E deu certinho, todas as pontas foram completadas.

—Pensem nele. Em momentos bons que passaram juntos, em sua essência.

Ali Bonnie começou dizer algumas daquelas palavras estranhas que ninguém entendia porra alguma, onde a luz já apagou e ficamos completamente no escuro.

E no mesmo instante as velas que estavam atrás dela se acenderam.

Virgem Escriba também pronunciou palavras na língua antiga e assim as velas que estavam atrás dela se acenderam.

—Estendam suas mãos pro centro, com a palma para cima. Quando começar a sangrar virem para o lado deixando o sangue pingar, dentro da bacia. E logo em seguida daremos as mãos. -elas disseram juntas.

Fizemos o que pediram e elas também.

E no mesmo instante elas pronunciaram algumas palavras juntas e assim as chamas das velas ficaram mais intensas e simplesmente um dor aguda se fez em minhas mãos.

Gememos com àquilo.

Era uma dor ardida e profunda.

Pude ver um corte sendo feito completamente sozinho, não só em minhas palmas, como na de todos.

Fiquei surpreendido e feliz ao mesmo tempo. Eu podia sentir aquele poder. Vindo delas, da sala completamente, nós envolvendo.

Assim fizemos o que haviam indicado, o sangue esguichava e viramos as palmas deixando o sangue cair dentro da bacia, por um instante. Se misturando.

Até que elas estenderam as mãos para seus lados, assim insinuando que já era a hora de darmos as mãos.

Assim fizemos.

Quando nossos mãos se juntaram, juntamente com o sangue, foi algo, uma sensação desconhecida e intensa.

Sentia conectado a eles. Sim, totalmente unidos, um só ser

E elas começaram a dizer cada vez mais palavras, magia, e sempre ficando mais rápido, intenso, alto e forte.

As chamas agora eram intensas enormes e faziam barulhos altos, de chiados, queimando.

Sem controle acabei fechando os olhos e pensei nele.

Em tudo de bom que vivemos, nossos momentos, nosso amor. Seu ser...

E simplesmente, ali, minha mente foi puxado pra um buraco escuro, e do nada estava ali avistando uma floresta totalmente escura, sombria e silenciosa.

Bom, único barulho que podia se ouvir era dos grilos.

Nada além.

Chocantemente senti suas presenças, olhei prós lados e avistei do meu lado, Stefan, Wrath, Bonnie e Virgem Escriba.

Eu podia sentir o vento frio batendo contra nós, e simplesmente fomos puxado pra um casarão que avistamos mais a frente.

Era todo de pedras escuras, frias, imunda e cheirava muito ruim, era a própria morte.

O cheiro que vinha dali era horrível, fedia de mais. E só piorava cada vez mais que aproximávamos mais.

Me senti tonto, mas tentei não me apegar nesse detalhe.

Ali fomos puxado pro sótão, a masmorra.

Tinha várias selas. Ali era mais frio, e fedido, todo mofado. Pior que tudo até agora.

Meu estômago embrulhou ainda mais. E quando focamos na sela que agora estava em nossa frente eu senti mais ânsia ainda.

Damon estava todo machucado, sentado de qualquer jeito no chão frio, sujo e todo acorrentado.

Sua roupas estavam sujas com cortes e muito sangue. Sem falar seu rosto, pescoço que tinha muito sangue seco .

Pude ouvir passos e ali avistei Alexx caminhando pra cela ficando ali encostado na grade o olhando.

O admirando?

Sim!

Mentalmente eu rosnei louco querendo pegar esse filho da puta , mas não era possível aquilo era somente uma visão e ali fomos puxados de volta pra realidade.

Quando abri os olhos assustados pude ver que todos estavam da mesma forma, completamente ofegantes, chocados e assustados.

No mesmo instante o poder se desfez, fazendo ambos se afastarem, desfazendo nossas mãos, as velas se apagaram totalmente e a luz se acendeu.

Como se nada tivesse acontecido.

Estava tonto, confuso e muito preocupado com meu Nallum. Seu estado.

—Todos estão bem ? -Bonnie perguntou preocupada.

—Sim. -acenamos.

—Me diga que vocês conhecem aquela floreta? -Stefan perguntou esperançoso.

—Sim. -eu e Wrath dissemos ao mesmo tempo.

—É uma floresta que fica fora da cidade. -Digo feliz por finalmente saber onde Damon se encontra.

—É uma floresta bem sombria e fechada. Mas nada que possa nós impedir de o salvar. -Wrath diz todo poderoso. -Vamos contar para o restante do pessoal. Precisamos montar um ataque e... -ele suspirou profundamente, e assim abrindo um sorriso vitorioso.

—Iremos invadir hoje ainda. -eu e Wrath dissemos juntos nos olhando.