Amante Sofrido
95 95
PDV DAMON
Mas além da dor, do medo. Eu tive a consciência que o plano de Ômega estava dando certo.
Eu precisava resolver isso. Não posso aceitar ser seu fantoche. Não aceito ser seu escravo.
Ninguém manda em mim, me controla!
Ninguém!!!
Gritei alucinante de dor, sentindo todo meu corpo em chamas, e assim de tamanha dor, alucinação, gemi perdendo a consciência...
(...)
Simplesmente abri os olhos me vendo num lugar escuro.
Não sabia definir que local era aquilo. Até que do nada comecei a ter alucinações.
Sim, só poderia... Certo?
Sinceramente não sei!
Estava confuso, sem entender, até que me vi totalmente num cemitério, a noite.
Olhei em minha volta avistando vários túmulos.
Só havia eu ali, e um silêncio horrível.
Pude sentir o vendo frio daquela noite batendo contra meu corpo.
Estremeci.
Sem entender, como fui parar ali ou se quer qual era intenção daquilo... Comecei a andar , procurando a saída.
Cada vez que eu andava, mais grande e sem fim parecia ser aquele lugar.
Comecei a sentir uma sensação estranha.
Uma presença maligna.
Não sei ao certo.
Suspirei cruzando meus braços, contra meu corpo, na tentativa de impedir que o frio atingisse meu peito.
Simplesmente do nada fui surpreendido e assustado pelo corvejar de um corvo, que ali repousou num tumulo virando pro meu lado.
Continuou emitindo seu som sem parar, enquanto sinistramente me olhava?!
Sim!
—Que foi amiguinho ? Não me diga que está incomodado pela minha presença? -sussurro o encarando.
Ele simplesmente corvejou mais forte.
Acredito eu em negação. Assim eu espero. Sorri balando a cabeça. Eu parecia um louco conversando e questionando um animal.
Bom, outra pessoa teria medo de estar ali, em meu lugar... A noite num cemitério bizarro e escuro, sozinho e na companhia de um corvo.
Suspiro, balançando a cabeça.
Sua presença não me assustava. Pra ser sincero, pelo contrário, me sentia em segurança com ele.
Ok, isso é bizarro.
Até que fui surpreendido, por vários barulhos de asas batendo e vários sons, de corvejar tomou conta daquele lugar.
Olhei pro céu escuro, acinzentado e avistei inúmeros corvos.
—Mas que porra. -sussurrei chocado.
—Eles estão aqui por você, meu príncipe. -sua voz sombria e rouca soou.
Me fazendo estremecer completamente no exato momento que reconheci aquela voz.
Virei o avistando aproximando lentamente. Sua túnica preta se ondulava a cada movimento, cada passo.
—Como... Por que você está dizendo isso ?
Sua risada maligna soou .
—Esta na hora meu pequeno guerreiro.
O encarei e ali avistei chocantemente seu rosto.
Sua pele acinzentada, morta me encarou.
—Você já está pronto. E essa é a última etapa da transição. Veja e admire a grande beleza que você se tornara. -ele disse acenando diretamente pro corvo em cima do túmulo.
Aquele que eu estava conversando.
O olhei e ele levantou voo e simplesmente uma névoa negra se fez e chocantemente ele tomou forma a minha frente.
É para meu desesperado era “eu”.
Ou quer dizer uma versão minha, só que totalmente macabra.
Eu, quer dizer, ele, estava com uma calça de couro preta, uma camiseta preta e nos pés uma bota de combate, também preta.
Chocantemente seus olhos eram de cores diferentes, um totalmente preto e o outro um olho aparentemente normal, só que era um vermelho sangue.
E pra tornar tudo aquilo mais bizarro , suas mãos até pra cima dos pulsos eram completamente pretas.
—O que você fez com ele ? -sussurro em choque.
—Não. A pergunta não é essa. A pergunta é o que eu fiz e te tornei! Aquele é você. Aquilo e o que você será assim que voltar a “realidade”.
—Não.
—Sim, meu jovem. Veja e aprecie... Veja como você ficará lindo e poderoso.
Sim, ali deixando o desespero de lado, por um segundo, eu pude sentir o poder usufruir totalmente de seu corpo.
E era um poder incrível e totalmente poderoso.
Não havia como negar.
—No fundo você gosta disso. Do poder, da maldade. Não irá mentir não é mesmo ?
Agora o encarei e surpreendente ele estava mais distante e segurava uma espada cravado ao chão.
Voltei minha atenção a minha frente e o “eu maligno” não estava mais ali.
O olhei e comecei o ver , movimentando, ondulando.
Bom, acho que eu que estava ficando tonto. Pois minha visão começou a embaçar.
E simplesmente pude o ouvir pronunciar palavras, formando frases, na língua antiga. E surpreendente eu entendia tudo.
Sim... Completamente tudo!!!
“-Meu guerreiro, quero que você mate todos. Todos de sua raça, mate seus amigos, seus familiares, seu amor... Mate toda a nossa sociedade vampiresca, mate todas as escolhidas. Lhe darei tanto poder que você será capaz de até mesmo matar Analisse!”
—Quem ? -automaticamente perguntei não reconhecendo esse último nome .
Ele riu sombriamente.
“-A digníssima Virgem Escriba. Esse é seu verdadeiro nome. -ele me respondeu ainda dizendo na língua antiga.”
Como ele sabe o seu nome verdadeiro? Nem mesmo V nunca chegou a comentar algo do tipo...
—Não. -disse automaticamente.
“-Sim. Sim. Sim. Você é meu guerreiro e fará tudo que eu quiser e ordenar. -ele gritou. -Mate. Mate todos. Todos. -ele ordenou apontando para mim.”
E ali eu simplesmente fiquei completamente tonto , sentindo meu ser completamente possuído por ele. O reconhecendo, o sentindo e absurdamente senti a necessidade de o “obedecer”.
—Meu criador... -sussurrei chocantemente contra minha própria vontade.
—Isso meu jovem. Não lute. Assim será melhor, será menos doloroso para ti. Ajoelhe-se e se entregue ao seu senhor. -ele disse usando seu poder totalmente sobre mim.
Mesmo que eu, estivesse uma parte de mim que eu não queria fazer aquilo, havia outra parte que eu o reconhecia, eu fazia parte dele agora.
Tentei lutar, minhas pernas tremiam tanto, mas incapaz de resistir contra aquele incrível poder eu simplesmente cai de joelhos em sua frente.
As lágrimas saiam freneticamente dos meus olhos. Não podia aceitar que estava sendo tão fraco e incapaz de lutar contra aquilo.
—Não chore, meu guerreiro. Não sinta-se envergonhado. Você é forte e astuto. Aguentou firme a tudo que lhe causei. Mas agora meu ser faz parte de ti e somos um só.
Gemi, sentindo todo meu ser, ser tomando por aquele mal.
E senti minha vista escurecendo.
Senti aquele calor usufruir de todo meu corpo e simplesmente avistei minhas mãos agora pretas e rapidamente em chamas.
—Veja e sinta esse poder. isso é incrível não é mesmo?
—Sim mestre. -sussurrei rindo avistando o fogo em minhas mãos.
—Isso é apenas uma pequena amostra. Seu poder será muito maior e melhor.
—Isso é fantástico. -gargalhei o encarando.
—Isso. Bom menino. Você já está pronto. Volte. -ele rosnou jogando uma magia incrivelmente poderosa contra mim e tudo ficou rodou completamente, e ficou escuro, preto, onde perdi a consciência...
.
.
.
(...)
Voltei a realidade gritando, e soando de mais.
—Oh não. Isso não pode acontecer. -gemi.
“Faça o que eu mandei” sua voz sombria soou em minha mente e avistei seu rosto.
—Não. Não. -gritei transtornado.
Ninguém manda em mim, ninguém.
E só havia uma forma, pelo menos nesse instante, de eu lutar contra seu controle...
E bom, essa “solução” não era, não seria nada bom, legal. Definitivamente não era uma das melhores ideias.
Talvez eu no final acabe sei lá me jogando mais ainda para essa escuridão? Ele tenha mais facilmente controle sobre mim?
É pode ser que sim!
Mas até então, que eu sei e entendo esse era o único jeito de eu não pensar em nada, não importar com nada, com ninguém. E não ter sentimentos , amor, e ligação por ninguém.
Onde eu faria somente o que eu quisesse!
Nada além disso.
É, não há outra solução!
Eu sinto, que cada vez mais perto está, esse controle de Ômega sobre mim.
E eu não podia esperar mais.
Não podia esperar por alguém vir me salvar. Não, não mesmo.
Não podia ficar mais imaginando meu pai, meu irmão, meu macho, e meu amigos vindo me salvar... Como se eu fosse um donzela em perigo e indefesa.
Não, definitivamente não mesmo!
—Eu não sou fraco. Eu não preciso deles! —rosnei.
—E eu já estou cansado de ser bonzinho, em me mantar em controle, obediente, bom moço. Eu estou de saco cheio desses sentimentos, desses medos, dessas inseguranças. Estou cansado dessas torturas. Eu sou Damon Salvatore, e não preciso de ninguém pra me salvar. Sempre foi eu por mim e agora não será diferente. -rosnei furioso, fechando os olhos.
E ali fiz o que tinha que fazer, simplesmente num segundo se quer, apenas virei a chave.
Sim, tão facilmente desliguei minha humanidade.
Abri os olhos, suspirando profundamente... tendo uma noção de tudo aquilo, de todas aqueles acontecimentos totalmente: “diferente”.
Sorri feito um louco.
E eu sentia tanta raiva de tudo que eles fizeram a mim.
Todas as torturas .
A raiva o desejo de vingança cresciam freneticamente dentro de mim, pouco a pouco , e quanto não aguentava mais isso.
Simplesmente saiu por cada pedacinho do meu corpo, atingindo o ar...
Sem controle comecei a gritar, sentia aquela dor ardida por todo meu corpo.
E quando percebi, caindo em si, avistei todo meu corpo que estava em chama. Completamente!
Gritei deixando, conhecendo e tentando controlar aquele maravilhoso poder.
Simplesmente levantei e com o fogo derretendo as correntes consegui puxar, bruscamente as quebrando
—Ahh Alexx. Você foi um idiota em me alimentar. -sussurro sentindo seu sangue circulando por todo meu corpo.
E assim não havia mais verbena em meu sistema.
Eu não estava forte, poderoso e bem, como normalmente sou. Mas ali eu conseguiria me defender e lutar sim, se fosse necessário.
Não iria desistir ou me entregar assim tão fácil.
Gargalhei caminhando pra fechadura e segurei nas barras rosnando , tentando derreter e as quebrar.
Ali pude perceber e entender que quanto mais furioso eu ficava, mais forte e intenso as chamas ficavam .
Sorri .
—Ah qual é. Anda algo. -rosnei segurando por mais um tempo, as queimando.
Até que afastei chutando a fechadura e simplesmente quebrou, sendo aberto.
Gargalhei saindo dali caminhando pelos corredores daquela masmorra enorme.
Sim era enorme com vários corredores e passagens.
Que merda!
Pude ouvir bem distante, gemidos de dor.
E bem baixo a voz de um rapaz pedido socorro.
Pude ouvir seus corações batendo freneticamente.
Humanos ?
—Ahh não pode ser. Seria bom de mais pra ser verdade. -sussurro caminhando pro rumo daqueles barulhos.
E controlei meu poder onde o fogo sumiu de meu corpo.
Aproximando daquilo, pude ver que eu estava certo. Era um total de 10 humanos.
Sim rapazes, que deveriam ter uns 24 anos no máximo.
Todos estavam muito machucados, com certeza haviam sidos torturados por horas.
Com certeza Ômega iria os matar e transformar em lesser’s.
Sorri, avistando meus lanchinhos da tarde...
Ou seria da noite?
Bom não importa, isso não faz a mínima diferença.
Sorri dando meu melhor e mais sexy sorriso de lado.
Isso era tudo que eu precisava pra recuperar meus poderes e assim ter mais certeza ainda, absoluta, que ninguém conseguira me impedir de fugir.
—Nós ajude. -o rapaz que pedia socorro disse assim que me viu aproximando. -Por favor. Eles irão nós matar.
—Sim. De certa forma eles irão os matar. -digo, sendo sincero.
—Por favor. Não nos deixe aqui. -pediu desesperado vendo e percebendo que eu também era um “refém”, que havia conseguido fugir.
Eu estava sujo, machucado.
—Tenha piedade de nós, por favor. -choramingou.
—Claro. Não irei os deixar aqui. -digo avistando na parede a chave da masmorra.
Peguei abrindo e assim ele aproximou agradecido.
sorri o encarnando.
E quando ele percebeu que eu não sai da entrada para o dar espaço pra sair, ja me olhou assustado, sem entender...
—Eu tive piedade de vocês. Mas sinceramente não sei se foi uma boa escolha sua, em pedir ajuda justamente a mim. -sussurro gargalhando, transformando.
E com minha velocidade mordi seu pescoço alimentando feito um louco, arrancando sua cabeça..
E rapidamente já estava bebendo de outros.
Estava tão faminto, que era incontrolável aquilo.
Claro que os outros que estavam machucados e fracos, com o que viram começaram a gritar.
—Mas que porra, quanto drama. Parem de gritar feito uma mulherzinha. -disse furioso quebrando o pescoço de um deles e logo sugando todo seu sangue.
Claro que com esses gritos isso chamou atenção dos lesser’s.
Assim que terminei de me alimentar, matando todos eles, quando sai da cela caminhando pelo corredor, eu pude os ver aproximando.
Eram vários lesser’s.
Olharam chocados avistando o que eu havia feito com os humanos.
Todos estavam decapitados e sem sangue .
—Serio mesmo que acham que são páreos contra mim?
Eles começaram a me atacar e simplesmente comecei a usar minha velocidade, força e meu novo e queridinho poder de fogo.
Alguns atiraram contra mim. Mas usando minha velocidade desviava da maioria.
E sem qualquer ressentimento eu queimava todos que entravam em minha frente.
Seus gritos, de dor, desespero, ecoavam por toda aquela masmorra, intensamente.
Gargalhava amando tudo aquilo.
Aquilo eram como música para os meus ouvidos.
E assim fui avançando, caminhando pro começo da masmorra, na intenção de ir pro primeiro andar.
Aquele que era a sala de tortura.
Mas quando estava aproximando da escada ele entrou com mais lesser’s.
—Mas que porra essa acontecendo aqui? -ele gritava feito um louco .
E quando me viu ali perto onde eu matei todos os seus amiguinhos, ele me olhou em choque. Mas ao mesmo tempo tinha também fascinação ali.
Ah fala sério, que ridículo.
Não creio! Gargalhei.
“Ele me ama mesmo ?” Pensei enquanto aproximava.
—Vocês são uns incompetentes mesmo hein ? Como o deixaram ele escapar da cela ?
—Perdoe, meu senhor. Não sabemos como ele fez isso.
—Ah cala a boca. Eu saio alguns minutos pra resolver alguns problemas e vocês estragaram tudo. -ele rosnou furioso, impaciente.
—Quem manda deixar um bando de fracotes pra cuidar e ter tanta responsabilidade assim. A culpa na verdade é sua. Seu incompetente. -disse dando de ombros e logo gargalhando.
Ele ficou alguns segundos me encarando .
—O que aconteceu com você, Damon ?
—Nada, meu bem. Esse sou apenas eu.
—Não. Definitivamente não. Tem algo estranho, a mais em você.
—Ahh, não sei o que possa ser. -digo dando de ombros, fingindo demência.
—Ok, tanto faz. Mas bom posso sentir que você está cada vez mais perto próximo de estar do nosso lado.
-Fala sério. -Bufei revirando os olhos. -Não creio que vai inventar modinha agora, pro seu medo ? Por que percebeu que não é páreo contra mim? -disse levantando minha mão e assim o fogo iniciou no mesmo instante.
—Você se acha de mais. Não é porque agora faz e controla o fogo, que você conseguirá sair daqui, agora!
—Não? -perguntei arqueando as sobrancelhas. -Tem tanta certeza assim? Veja, se eu fosse você pensaria melhor. -digo debochando mostrando os lesser’s virando pô atrás de mim.
—Ômega me deu poderes também. E eu honrarei isso. Você não sairá daqui. Não enquanto estiver tomado e do meu lado.
—Que bom. Assim nossa luta se tornara interessante. Ou você preferia eu acorrentado? Não seja tão covarde e me decepcione assim. Bater, agredir e torturar eu dopado fraco e preso era fácil. Quero ver agora... Venha e me enfrente agora, como um macho de verdade... Ou está com medinho?
—Quer saber, você com esse seu jeito exibido e convencido de ser, sempre me deu nós nervos. Mas ainda sim, quero você pra mim.
—Ah que lindo. Tudo isso que fez e está fazendo e porque está apaixonado por mim? Estou comovido, sério mesmo. -gargalhei.
—Ah você não está vendo a real grandeza. O que poderia ter e conquistar. Nós Damon somos o diferencial da raça. E poderíamos controlar tudo e todos. Você não quer isso ?
—Na verdade se eu for controlar algo, será apenas eu. Não estou a fim de dividir cargo de vilão com ninguém. Nem mesmo com você, meu bem.
—Como quiser. Tanto faz, você não sairá daqui. -ele rosnou.
E rapidamente o ataquei.
Vários lesser’s enfiaram em sua frente, o protegendo.
E Alexx usou seu poderzinho de merda, novamente.
Aquela dor invadiu minha mente. Doía? Sim, muito.
Mas não será isso capaz de me vencer. Não, não mesmo.
Sendo tomado pela raiva que me invadia totalmente, meu poder saiu por todo meu corpo , ficando em chamas.
Os matando.
E assim lutávamos sem parar, cada vez mais, onde entrava mais e mais lesser’s, que apareciam.
Porra Ômega estava criando um exército, literalmente.
Simplesmente do nada fomos surpreendido por barulhos de tiros, granada, explodindo do lado de fora. O que estremeceu completamente todo o chão.
Fazendo cambalearmos, nós olhando assustado.
E ali pude ouvir mais e mais tiros, passos, luta.
Uma verdadeira guerra se iniciava ali fora.
Sem controle pude sentir e reconhecer suas essências.
—Veja só, a cavalaria chegou. -gargalhei. -Você e seus fantoches vão morrer, você sabe disso não é mesmo ? -disse dando de ombros.
—Vão ajudem os outros. Eu cuido dele sozinho. -Alexx ordenou.
—Mas, meu senhor?
—Agora. -ele berrou, fora de si.
E assim todos sumiram, ficando apenas eu e ele .
—Você tem razão, meu amor. Essa luta é apenas nossa. -ele disse debochando fazendo um enorme bico com seus lábios carnudos avermelhados.
Que não dá pra negar até que dão bonitos e chamativos.
—Concordo. -sorri piscando para ele.
E simplesmente avançamos, lutando sem parar, usando nossos poderes.
.
.
.
PDV VISHOUS
Estava tonto, confuso e muito preocupado com meu Nallum. Seu estado.
—Todos estão bem ? -Bonnie perguntou preocupada.
—Sim. -acenamos.
—Me diga que vocês conhecem aquela floreta? -Stefan perguntou esperançoso.
—Sim. -eu e Wrath dissemos ao mesmo tempo.
—É uma floresta que fica fora da cidade. -Digo feliz por finalmente saber onde Damon se encontra.
—É uma floresta bem sombria e fechada. Mas nada que possa nós impedir de o salvar. -Wrath diz todo poderoso. -Vamos contar para o restante do pessoal. Precisamos montar um ataque e... -ele suspirou profundamente, e assim abrindo um sorriso vitorioso.
—Iremos invadir hoje ainda. -eu e Wrath dissemos juntos nos olhando.
(...)
Caminhamos pra porta onde saímos juntos e demos de cara com todos que estavam sentando na sala, preocupado e ansiosos.
—É aí ? -simplesmente todos perguntaram juntos .
—Conseguimos. -Wrath disse sorridente.
E assim todos sorriram os acompanhamos.
E ali eu e meus irmãos gritamos, cantarolando grito de guerra e agradecimento na língua antiga.
—Vamos invadir essa noite. Meus guerreiros, e amigos, venham . Vamos montar nossos planos e ataques.
Caminhamos pra sala de jogos.
Onde Butch trouxe mapa da cidade. Onde eles marcaram todos os lugares que os lesser’s haviam entregados durante as sessões de tortura e interrogatório.
Christian e Rhevenge começaram a combinado com seus homens, Xhex, como seria dividido em vários grupos.
Cada grupo iriam ao mesmo tempo invadir aqueles esconderijos.
Já eu e Wrath começamos a combinar com nossos irmãos e a turma como seria o ataque e tudo certinho.
Todos conversando, dando idéias e planos.
Somente Stefan estava quieto, segurando seu copo de uísque, que havia feito, bebendo. E ele olhava tão fixamente para aquele líquido.
Óbvio lembrando do irmão.
Seu olhar era vago como estivesse em outro lugar.
Wrath me olhou e seus pensamentos me invadiram. Ele estava preocupado com Stefan, Damon e comigo.
Ele sentia o nervosismo, a inquietação , a preocupação fluindo de seu enteado.
Suspirei .
Stefan me olhou.
—Tudo bem ? -sussurrei Extremamente baixo.
Cheguei até duvidar se ele havia ouvindo e entendido.
—Sim. -Ele sussurrou.
—Não acredito. -sussurrei.
Ele deu um sorrisinho triste suspirando profundamente.
“Não vejo a hora disso tudo acabar. Eu preciso do meu irmão. Não vou ficar em paz enquanto não o ver bem , o ter em meus braços em segurança”
Seu pensamento me atingiu ...
Toquei em seu ombro, segurando fortemente. Tentando lhe passar força e calma.
Ele suspirou profundamente virando seu copo.
Pude ver seus amigos nós olhando com preocupação. Eles o conhecem muito bem. Sabem que ele não está bem e esta a ponto de explodir.
Suspirei passando a mão pelo meu cavanhaque.
Droga...
E eu senti seu desespero crescendo, ele estava com um pressentimento ruim para com seu irmão.
E não o culpo estou assim desde de hora que acordei. E agora isso vem piorando.
Wrath também está assim. Que merda.
E ali com muita conversa montamos um ótimo plano.
Ali com ajuda dos meus irmão trouxemos tudo que construímos nesses dias.
Colete a prova de balas, armas, adagas, bombas.
Ali todos os irmãos e os amigos foram se arrumar .
Já Christian, Rhevenge, Xhex e seus homens materializaram se dividendo em equipes já indo para os esconderijos. Para invadir.
Fui pro pit vestindo o colete, pegando minhas armas, adaga e meu maço de cigarro.
Porra eu precisa da minha droga. Já estava um pilha de nervos.
Voltei pra mansão e avistei todos ali já prontos, armados até os dentes.
Stefan desceu a escada, pronto e armado. Dava pra ver o nervosismo fluindo de cada pedaço de seu corpo.
Não Só do seu, mas de todos irmãos, e da turma.
O analisei profundamente e não era só nervosismo mas também puro ódio que exalava de seu corpo.
—Stefan. -disse o segurando. -Prometa-me que não vai fazer nada impensado.
—Vishous... Estaremos todos juntos. Não tem com o que preocupar. E sinceramente não era comigo que você deveria estar tão preocupado.
O encarei sem entender.
—O que você quer dizer com isso? -perguntei confuso avistando Wrath já do nosso lado.
—Torça e reze para que meu irmão, que não tenha feito nada impensado.
E ali fomos atingido pelo seu medo, sua angústia.
Não entendi bem o que era aquilo. E nem mesmo Wrath. Nós encaramos totalmente confusos.
Suspirei profundamente ficando mais transtornado ainda.
Stefan caminhou até Elena a abraçando.
Ela estava arrumada, armada. Mas sinceramente isso era um erro... Um enorme erro!
Ela estava apavorada. O nervosismo era visível. Seus pensamentos estava a mil. Ali pude ver e entender o quanto ela ama Damon.
Ele é tudo para ela, seu melhor amigo, seu cunhado. O homem que desejou tudo de melhor pra ela.
E entendo o que ela está sentindo.
Só não consigo entender em como ela poderá ajudar no confronto, sinceramente.
Não é por mal, mas...
Ric tem uma força enorme para um humano, um caçador, sabe lutar entende muito bem de armas, defesa pessoal.
Tyler é um lobisomem, sabe se defender.
Jeremy também sabe lutar manusear armas.
Caroline é vampira forte e rápida.
Bonnie é uma bruxa incrível. Seu poder místico é surpreendente.
Agora Elena ? Humana, frágil. Por mais que tem uma força de vontade incrível, saiba atirar, ela é um alvo fácil.
Como Stefan e Ric (por ser seu protetor) podem deixar ela ir pra esse confronto?
Sinceramente é até perigoso pra nós. Imagina pra ela?
—Se acalme. Tudo dará certo. -Stefan disse beijando, seus lábios e logo em sua testa.
Todo carinhoso e protetor.
—Esta na hora. -Wrath disse suspirando.
E ali a tensão aumentou mais ainda, vindo principalmente das shellan’s.
Todas elas caminharam até seus hellren’s os abraçando, beijando.
E os abençoando e pedindo que voltem sã e salvos, na língua antiga.
Ali fizemos um juramento, que todos voltariam vivos.
—Vamos ... -Wrath disse saindo sendo seguido de todos irmãos.
Logo foram os amigos e eu caminhei os acompanhando.
Estranhei o fato de Stefan caminhar com Elena em seus braços e quando faltava centímetros pra chegar na porta ele parou a olhando.
Já do lado de fora pude ver ela o olhar, surpresa, sem entender.
—Stefan ... -ela sussurrou sem entender.
—Ele balançou a cabeça soltando ela de se braços. -Eu sinto muito, Elena. -Ele disse caminhando para porta.
—O que você quer dizer com isso ? Ela perguntou vindo atrás dele segurando seu braço.
Ele simplesmente desfez de seu toque, com carinho e tocou em seu cabelo delicadamente beijando sua testa.
—Não. Você não tem o direito... -ela gritou fora de si avançando nele.
Batendo em seu peito, várias vezes.
—Ai, porra essa doeu. -Tohr disse .
Uma fúria descontrolada percorreu pelo meu corpo, rosnei dando um passo para entrar lá mas fui impedindo pelos meus irmãos que me seguraram. Juntamente com um poder incrível.
Algo místico, que vinha de Bonnie.
—Calma. Olha. -Ric disse tocando meu ombro.
Ali pude ver Stefan segurando os braços dela.
—Acabou? Amor entenda... O que está feito está feito. -Ele disse a soltando e passando pela porta.
—Não. -Elena berrou correndo para porta mas simplesmente foi impedida.
Ela simplesmente não podia, como não conseguia passar pela porta.
Isso era... Feitiço.
Bonnie...
O olhei surpreso e fascinado.
—Stefan! -Elena gritou fora de si. -Me deixe ir. Por favor. Você não tem direito de me impedir.
—Você não vai . -Ele gritou a olhando.
—Stefan! Stefan! -Ela gritava freneticamente. –Bonnie. Você não pode fazer isso comigo. Ric. Ric!!!!
—Eu não posso te levar Elena. Você não entende? – Stefan gritou. -É muito arriscado. Não posso ser tão irresponsável assim. Fora que Damon me odiaria se eu permitisse algo de ruim te acontecer! Eu não me perdoaria se algo te acontecesse! -Ele bufou passando a mão pelo cabelo. -Eu estaria te levando para morte. Eu sinto muito...
—Estamos fazendo isso para o seu bem. -Bonnie disse triste.
—Porque te amamos. -Ric completou. – E eu como seu protetor vou te manter em segurança. E assim será.
Ali simplesmente Stefan suspirou virando as costas pra ela caminhando até nós.
—Agora podemos ir. -Ele Sussurrou pra nós aproximando de mim. -Vamos . -Ele ordenou.
—Stefan... Stefan... – Podia escutar Elena berrando aos prantos.
E ali sendo amparada e consolada pelas shellan’s que tentavam a acalmar.
Enquanto caminhávamos para a garagem...
Fale com o autor