Amante Sofrido
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PDV VISHOUS
—Quem é você? O que quer comigo? Quem é Wrath? E por que ele disse que sou seu filho! -sua voz saiu rouca e potente, mostrando que não hesitaria nem um segundo se quer em atirar...
[...]
—Damon abaixa a arma. -peço calmamente.
Não quero que isso termine mal.
—Como você sabe meu nome? -ele simplesmente gritou.
—Damon acalme-se.
—Foda-se. -gritou. -responda. Eu estou mandando você responder porra.
—Suspiro, mexendo em meu cavanhaque. -Atire então. -digo me aproximando.
Ele me encarou sem entender.
—Eu já matei muitas pessoas. Lhe matar não me custaria nada. -diz com a arma do mesmo jeito. Com o punho firme rígido.
Ele teria coragem muita coragem em atirar e pude ver aquilo naquele presente instante.
—Bufo. -Ouça eu não sou seu inimigo. Pelo contrário. Mas se você acha que sou e que quero o seu mal, apenas atire!
Pude o ver ficar confuso e claro pensando em várias coisas. Mas era óbvio que não consegui ler sua mente. E por algum tempo ele continuou do mesmo jeito na mesma posição, me olhando. Mas parecia que ele não me via...
Parecia em transe.
E com um suspiro ele abaixou a arma. Voltando ao normal. Ele travou a arma colocando em cima da escrivaninha. E logo caminhou pra cama onde se sentou colocando o rosto entre as mãos.
Era uma atitude que demonstrava cansaço e desânimo.
—Tudo o que acredita, o que viveu mudará assim que eu lhe contar as coisas.
Ouço o seu suspiro e mais nada.
—Sou um vampiro. E essa Marca de nascença mostra a minha descendência. Assim como todos os vampiros têm.
Damon me olhou curioso quando falei marca. E lhe mostrei meu pulso. Seus olhos eram curiosos e preocupados.
Quando ele percebeu a semelhança, na minha com a dele, ele levantou o seu pulso e olhou por algum tempo.
—São parecidas. -ele diz.
—Sim. São. -sorrio.
—O que isso quer dizer? -perguntou receoso.
—A parte fundamental que o ponto de tudo, da história, é... -suspiro. -Damon... O homem que lhe criou não é o seu pai.
Na mesma hora seus olhos arregalaram. Via incerteza, susto, choque, entendimento e raiva? Sim raiva.
—Não... Você está mentindo. -diz bravo levantando da cama.
—Damon, me ouça. -peço caminhando até ele e o segurando, fazendo olhar pra mim. -Um macho vampiro pode engravidar uma humana. E esse filho se tornará vampiro quando estiver nos 25 anos. Onde passará pela transição ficando grande, forte, poderá materializar, ter sexo, começará a beber sangue do sexo oposto e lutará em defesa a sua raça. Contra o lessers. Contra aqueles homens pálidos de preto. E você é um dos nossos.
—Mentira. -diz assustado, me empurrando. E se afastando de mim.
—Não. E você sabe que não e mentira! Me responda o que sentiu quando viu aqueles homens pálidos?
—Nojo, ódio... -respondeu por impulso.
—Alguma vez sonhou com eles, sentiu eles serem o seu inimigo?
—Como sabe? -perguntou chocado me olhando.
—Sei por que isso acontece com todos nós.
—Não... não... -ele dizia transtornado se afastando.
—Responda-me já se sentiu sem interesse sexual ou nunca sentiu satisfeito? Fica irritado com facilidade e com frequência?
Não respondeu. Mas pude ver que ele sabia que eu estava falando era a verdade. Descrevendo tudo certinho.
—Quem é então meu “pai”?
Fiquei preocupado com o modo que ele pronunciou tal palavra. Tinha irritação, medo e raiva presente em sua voz.
O que será que aconteceu a ele no passado? Como era o homem que o criou?
—Ele chama Wrath, mais a historia em si, tudo que aconteceu, isso eu não posso dizer. Isso é com somente com ele.
Pude ver seu rosto se formar em uma careta. Droga... Isso não vai prestar.
Percebendo que ele não quer falar disso eu vou ver se consigo entender o que aconteceu com ele.
—amanhã de noite, se você quiser, toda a história poderá ser esclarecida. -digo tentando o acalmar.
Ele nada diz apenas ficou olhando pra sua tatuagem. Avistei seus olhos e reconheceria o que eles diziam... Ele estava mergulhado em alguma lembrança no passado. E pela sua expressão não era coisa boa.
—Você disse que quando chegam aos 25 anos ocorre a transição... Eu transformaria se tivesse chegado a essa idade?
—Você não chegou? -perguntei sem entender.
—Não. Quer dizer , eu estava quase fazendo -ele diz sombrio.
—Por que não?
Ele me olhou e suspirando.
—Sou um vampiro.
—Eu sei.
—Não... Eu sou um vampiro por que fui transformado.
—O que? Como assim transformado? -perguntei sem entender.
—Ele revirou os olhos não acreditando nisso. -Um vampiro me mordeu, me deu o seu sangue e eu morri. Quando acordei me alimentei de um humano e me transformei em um vampiro, simplesmente assim...
Com tais palavras me choquei. Ele estava me dizendo que a outra raça de vampiros é isso?
—Você está me dizendo que têm outra raça de vampiros?
—Sim. -ele diz em choque. – Se vocês são um outro tipo de vampiro. Então sim. – disse nervoso passando a mal pelo cabelo.
—Por que lhe deram como morto?
—As pessoas não sabem de nossa existência. E quando morri todos acharam mesmo que eu estivesse morto.
—Eu não entendo. -digo muito confuso com tudo isso.
—O que você não entende? -ele pergunta irritado.
—Tudo.
—ele bufa. -Tudo isso ocorreu quando fazia poucos dias antes de eu completar 25 anos. Então fiquei forte, rápido, com poder mental incrível. Simples...
Ali entendo que foi por isso que ele não chegou na transição. Meu Deus...
Eu saio dos meus pensamentos quando o vejo pegar uma mala e colocando em cima dá cama, abrindo-a. Ali pude ver armas, balas, facas, estacas. Um tanto de coisa que eu não entendia até que ele pegou uma bolsa que têm ali abrindo e vejo objetos pra curativo.
Foi ai que me lembrei do tiro que levei e das queimaduras do sol.
Ele tirou as coisas da cama me mostrando pra sentar.
—E nossa conversa? –pergunto.
—Não quero mais falar sobre isso. Tira a jaqueta e a camisa. -sua voz soou com autoridade.
Senti meu corpo em ebulição só com aquela ordem. Quem me dera se ele estivesse me mandando tirar a roupa pra estarmos juntos...
Droga.
Retiro rapidamente.
Suspiro sentando. O vi pegar algodão e colocar uma pomada. Quando ele veio pra mim, por impulso abri mais as pernas dando espaço pra ele. No começo ele ficou sem saber o que fazer, mais logo aceitou o que foi oferecido, ficando entre as minhas pernas colocando a pomada nas feridas.
Com aquela proximidade eu pude sentir seu cheiro. Ahhhh que cheiro. E não demorou pro meu corpo começar a dar sinal de vida. Pude sentir meu pênis começando a endurecer. Ahhh droga. Agora não. Suspiro tentando manter o controle. Ele terminou afastando pra jogar o algodão fora e sem controlar meus olhos grudaram em seu traseiro. E que traseiro. Observei o seu movimento enquanto ele afastava.
Ohh porra. Imaginei estar segurando-os. Ou até mesmo mordendo e distribuindo beijos por ali...
E com tal visão e pensamentos meu pênis deu mais um passo. Gemi baixinho e respirando fundo tentando manter o controle. Quando voltou, voltou pro meio de minhas pernas e fitou o machucado em meu braço.
—A bala está aqui dentro. -ele diz apertando sobre o ferimento.
E gemi não só de dor, mas também de prazer e seguiu meu pênis endurecendo mais um pouco. Suspirei.
Escutei sua risada irônica
—Hum, masoquista ? -ele diz me encarando insolente e intensamente, quase me fazendo gozar. -Interessante. -ele sorri travesso.
Pegando um algodão e saindo e logo voltando com ele molhado. Passou lentamente sobre a ferida, limpando o local.
—Não vai dar pra tirar com a mão. -ele diz.
—Não?
—Não.
—Então usa a minha adaga. -digo a entregando.
Ele suspira colocando a adaga no ferimento e tentando tirar a bala.
Gemi de dor agora. E ele continuou tentando e eu sentindo dor.
De repente ele parou.
—Por que parou?
—Porque essa merda não está dando certo. Isso é óbvio, seu otário. -ele disse irritado.
Ai Deus... Eu me fudi muito. Damon tão abusado, tão dono de si. Tão marrento. Nunca se entregaria a mim, nunca seria meu submisso. Era mais fácil ele me fazer de gato e sapato. Me controlar. Me fazer ser seu submisso...
Ohhh droga!
—Mas precisa tirar ela. -digo confuso.
—É eu sei, ta bom?!
Ele parecia tão irritado.
— Já sei o que fazer. -ele diz me dando um olhar travesso.
—Sabe? -pergunto curioso.
—Sei. -ele diz colocando a adaga no chão, limpando o local novamente do machucado.
Sem esperar seu corpo aproximou mais do meu e seus lábios foram de encontro com minha orelha.
—Você confia em mim? -sua voz era baixa, rouca e sexy.
Ohh céus. No estado que estou, com seu corpo tão perto, me fazendo tal pergunta eu quase surtei.
—Ohh. Sim. -disse tentando controlar a minha voz mais foi inútil.
Sem esperar uma risada travessa e maligna soou em meu ouvido.
—Não devia confiar em estranhos. -ele diz me repreendendo sorrindo. —Vou fazer uma coisa se não estiver em acordo e só mandar parar.
Meu corpo inteiro arrepiou com tais palavras.
—Está bem. -digo.
Ele pegou meu ombro e sem esperar levou em seus lábios.
Ohh ele não vai fazer... Vai?!
E quando seus lábios entraram em contato com a minha pele gemi não aguentando essa distância. E pra piorar isso, senti uma fincada forte e dolorosa. Quando percebi claramente o que estava acontecendo, que era seus dentes ali em minha pele eu gemi alto.
Em uma atitude impensada envolvi a sua cintura com o outro braço e o puxei pra mim. Repousei meu corpo na cama e o seu por cima do meu.
Esperei pela rejeição. que ele afastasse mais ele estava tipo “em transe” enquanto me mordia. E não aguentando mais e aproveitando disso, colei todo o nossos corpos e movi contra o seu.
Buscando loucamente um contato maior. E movi rápido sentindo meu pênis endurecer completamente e uma satisfação enorme naquilo. Sem importar senti meu pênis liberar o pré-sêmen. Foi quando ele mordeu mais fundo...
Sugando?
Oh sim, puxando algo de dentro da minha pele. Não aguentei e gozei gemendo alto.
Quando foi passando os tremores e minha respiração que se encontrava ofegante e descontrolada, voltava ao normal, senti seu corpo afastando.
Ohh não. Por favor... Fique.
Me contive pra manter isso só em minha mente . E não sair em sair pelos meus lábios ..
Abri os olhos o vendo ficar em pé me olhando e seus lábios cheios do meu sangue. Pude ver que ele mordia algo, mais pelo sangue não deu pra ver.
Ele levou os dedos na boca e tirou olhando. Era a bala. Oh meu Deus. Ele arrancou a bala com os dentes.
Porra. Isso foi excitante. Muito.
Sorrio sem conseguir controlar. Mais logo esse sorriso morreu.
Esperei pra que ele tocasse no assunto do nossos corpos colados, eu esfregando nele com uma enorme ereção. Mais nada... Nenhuma palavra. Nenhum olhar furioso ou um soco.
Nada.
Ele está fingindo que não aconteceu nada...
—Aqui está. Ele diz me entregando a bala.
Peguei minha camisa pra limpar sua boca mais ele me impediu.
Sem esperar o vi morder o pulso e me oferecer. No começo fiquei confuso, pensando coisas idiotas. Mas vendo que aquele sangue oferecido não era algo pessoal. Eu peguei seu braço e logo estava bebendo o sangue oferecido. E quando bebi, meu Deus.
Que sangue.
Nunca tomei um sangue tão bom, gostoso e perfeito como esse, e tive que me controlar pra não ficar duro como uma pedra. Tive que lutar bravamente pra parar de beber, se não eu acabaria o mordendo e o fazendo meu. Afastei meus lábios e passei a língua pelos meus lábios tomando todo o sangue.
—Daqui a pouco os machucados já estarão curados. -ele suspira. -se você quiser usar o banheiro... -sua voz morreu.
Ele caminhou pro guarda-roupa e pegou uma toalha azul escuro e colocou na cama. Depois pegou uma toalha verde, uma calça de algodão e uma blusa de frio, uma box, todos pretos e caminhou pra sair do quarto.
—Aonde você vai? –pergunto.
—Vou tomar banho. -diz saindo.
Suspiro sozinho naquele quarto que está tomado por seu cheiro. Que me deixa tonto.
É impossível ele não ter sentido a minha ereção, enquanto me esfregava contra ele.
Ele está fingindo não saber de nada. Levanto pegando a toalha e vou pro banheiro. Vendo tudo arrumado e cheio de coisas. Sem demorar eu já estava debaixo de uma água maravilhosamente quente.
E ali sem precisar me repreender eu fico excitado completamente, lembrando do seu cheiro, de sua voz mandona, das sensações que senti com a sua proximidade, com a sua mordida, quando tomei seu sangue.
E não demorei pra estar me tocando e logo gozando algumas vezes... Depois de ter me acalmado um pouco tomei o banho e sai enrolado na toalha, com minhas roupas, e vi o quarto arrumado. Sem a mala, o lençol trocado pois foi sujo de sangue. Em cima da cama avistei a minha adaga, limpa. Suspiro me enxugando e visto minha calça e a minha camisa. Guardei a adaga na jaqueta e deixei em cima da escrivaninha.
Sentei na cama me sentindo cansado. E sem esperar ele entrou vestindo com a roupa que tinha pegado. Seu cabelo molhado. Lindo, completamente lindo.
—Quer comer algo?
—Não obrigado.
—Ele suspirou caminhado pro guarda-roupa e pegando um edredom com dois travesseiros.
Levantei e ele arrumou a cama.
—Fique a vontade. -ele disse indo pra sair.
—Você não vai se deitar?-pergunto triste.
Queria que ele pelo menos dividisse a cama comigo.
—Não. Não vou.
—Por quê? Têm medo de mim?
—Medo? De você? -ele diz rindo abertamente.
—Então deite-se. Duvido que não esteja com sono.
—ele me encarou sério. -Está duvidando? Enfrentando-me?
—Sim. -digo sorrindo, percebendo que ele não gosta que o subestimem.
—vou encarar como um desafio. -ele diz caminhando pra cama.
—Ótimo.
E logo estávamos ali dividindo a cama. Olhei pro meu ombro e o vi já sarando. Surpreendi-me com a capacidade de cura que têm o seu sangue. Nem mesmo nós saramos tão rápido assim...
Respiro fundo sentindo meu coração acelerado. Mal posso acreditar que estavapmos dividindo a cama, tão pertos...
Era impossível fingir que estava tudo bem. Pois seu corpo estava ali do meu lado, com seu cheiro forte e delicioso invadindo meu nariz.
Minha vontade era de o agarrar.
Aliais como ele reagiria?
Suspiro fundo tentando manter meu corpo e minha mente quietos, trancados obediente...
E pra me conter, permiti que o cansaço me vencesse, mas não só a mim, Damon também foi.
E dormimos...
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