Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV DAMON
Deixei meu rosto cair sobre minhas mãos e fiquei um tempo ali tentando me acalmar.
—Filho... Vamos conversar na mansão, você entendera tudo isso. Agora por favor entre no carro. -Ele disse calmamente tocando meu ombro .
Suspirei profundamente, me virando sem dizer uma palavra se quer, caminhando e entrando no carro, batendo fortemente a porta.
(...)
Durante todo caminho permaneci em silêncio, olhando para fora. Eu podia sentir Vishous me olhando...
Suspirei balançando a cabeça.
Sem demorar chegamos na mansão. Todos os carros entraram estacionando. Rapidamente sai entrando, dando de cara com as shellan’s que estavam na sala sentadas conversando.
—Como foi? Está tudo bem? -Elizabeth perguntou preocupada me olhando.
—Suspirei caminhando até a mesinha e fazendo um drinks bem forte pra mim. -Sim, está tudo ótimo. -disse acenando para ela.
E assim todo os irmãos entraram se juntando a elas.
Pude ver V ficar em pé encostado na parede . Ele estava extremamente irritado, eu com ele então, nem se fale.
—Vocês, vão finalmente me contar o que está acontecendo? Ou eu vou ter que perguntar novamente? -perguntei irritado.
Suspirei.
Pude ver todos se olharem, parando assim no Wrath . Ele suspirou , preocupado.
—O Alexx acordou do coma. -ele soltou.
Ali o olhei surpreendido. Era pra sentir satisfeito por ele?
—Tá. Mas e aí ? É pra sentir feliz por ele ? Pois, espero que não. Porque eu não sinto absolutamente nada. Pra ser sincero se ele morresse pra mim não faria diferença alguma. -confesso dando de ombros.
Ali pude ver todos ficarem surpresos, em choque com o que falei.
Até entendo, soava tão frio da minha parte.
Mas não me importei...
—Não. -ele disse balançando a cabeça. -Pelo contrário, o problema em si e outro. Não sei como, mas ele conseguiu fugir do hospital ... E está desaparecido.
Pisquei algumas vezes , digerindo aquilo e eu virei pra ele bebendo meu whisky.
—Certo. -disse dando de ombros. -E qual o grande problema disso ? -pergunto indiferente.
Wrath bufou irritado.
—Não é possível que você não entendeu. -Vishous disse bravo aproximando.
—Revirei os olhos me sentindo extremamente irritado. -Eu não sou burro! -disse o encarando. -Tá, ele acordou, fugiu , esta desaparecido. Com certeza vira atrás de mim... E? Não estou entendendo porque vocês estão surtando assim. -digo virando toda minha bebida.
Eles se olhavam incrédulos.
—Justamente por essa parte. De vir atrás de você. -Butch disse me analisando minuciosamente.
—Ele tentará e fará de tudo pra se vingar de você. -Phury disse.
—É. Exatamente. -Tohr disse concordando assustado.
Ali não conseguindo me controlar eu simplesmente gargalhei alto. Minha risada soava pela mansão.
Sinceramente eu estava parecendo um lunático rindo, mas não me importava.
—O que você está rindo? Qual a piada ? -Rhage perguntou sério.
Era estranho o ver assim tão rígido, sem brincadeira e sem risadinhas.
—Ai, aí. Sério mesmo que vocês pensam que durante esses meus 178 anos nunca, ninguém tentou se vingar de mim? Tentou me matar ? -perguntei fazendo outro drink.
Pude ver todos paralisados se olhando. Já Wrath e Vishous eram perceptível o nervosismo deles.
—E tentaram te matar ? -Elizabeth foi a única que teve coragem de perguntar.
—Mas é claro que sim. Varias e várias vezes. -disse andando pelo sala.
—Quem tentou te matar ? -Z perguntou .
—Não foi uma pessoa. -disse calmamente, rindo. -Foram várias pessoas. -completei.
—E onde estão essas pessoas? -Tohr perguntou me analisando.
Acredito que no fundo ele já sabia a resposta.
—Hmm. -disse fazendo um biquinho. -Ah, eles estão mortos. -disse rindo friamente.
—Damon... -Wrath começou chocado com minha frieza.
—Todos que ousaram entrar em meu caminho estão mortos. Não sobrou nenhum pra contar história. -disse o cortando, dando de ombros virando meu copo. -E assim será com Alexx, se ousar entrar no meu caminho novamente...
Podia ver todos tensos. Vishous estava extremamente irritado, já meu pai... O choque em seu rosto era totalmente visível.
Não há o que ser feito. Essa é a verdade, a realidade. E já estava passando da hora dele saber como e o que é seu filho de verdade! Ver minha verdadeira face. O que eu sou, o que me tornei!!
—Desculpe papai, mas seu filho aqui, não é nenhum santo, muito menos anjo. Diria que, eu estou mais pra ser o próprio demônio mesmo . -disse rindo.
—Chega. -Vishous disse furioso no mesmo instante aproximando e segurando meu braço. -Pare. -ele rosnou olhando dentro dos meus olhos.
Meu sangue ferveu com isso, mas tentei me controlar.
—Por que ? -comecei irônico. -Ele precisa, digamos, ele merece saber o que o seu filho é, o que se tornou. -disse dando de ombros. -Agora me solta. -disse firme o fuzilando.
Pelo contrário seu aperto ficou mais forte. A raiva fluindo de seu corpo, eram frenéticos.
E meu sangue ferveu mais ainda, onde perdi o controle totalmente. Senti o ar denso, minha vista escurecendo...
—Eu mandei você me soltar. -Disse rosnando e com a minha velocidade , em questão de segundos puxei meu braço e no mesmo instante, minha mão tocou contra seu peito, o empurrando, com extrema força.
Pude o ver “voar” como um peso qualquer, por um pequeno espaço , até que seu corpo se chocou no chão.
Todos gritaram chocados.
—Damon, pare. -Wrath ordenou.
E no mesmo instante se materializou em minha frente, me segurando. Quando o olhei pude ver seu rosto em choque.
Me olhava assustado...
Ali pude voltar pra “realidade” e entendi ...
Meu rosto estava transformado. Meus olhos estavam escuros, as veias roxas debaixo dos meu olhos e minhas presas enormes expostas.
—Filho... -ele sussurrou vindo tocar em meu rosto.
Mas usei minha força saindo de seus braços, me virando. Dando-lhe as costas.
Sentia minha respiração pesada... Eu não conseguia controlar aquela fúria. Eu estava totalmente sem controle dos meus sentimentos.
Eu podia sentir a tensão no ar. Eles estavam completamente assustados.
Suspirei profundamente, me sentindo confuso, triste.
Eles estão vendo finalmente o monstro que eu sou...
Com certeza não irão me querer mais aqui.
Não me amarão mais ...
E isso ficou martelando ali na minha mente, mas tanto, tanto que até me sentia tonto.
Coloquei as mão em minha cabeça em desespero, pra aquilo parar.
Pare.
Pare.
Pensamentos estúpidos. Você se transformou num sentimental, frouxo e idiota, Damon. -disse mentalmente pra mim.
—Filho você estará confuso e com dificuldade pra controlar seus sentimentos agora no começo. Todos nós passamos por isso depois da transição, mas você precisa se acalmar. Se controlar ! Olha o que você acabou de fazer !
—Se Alexx quer tanto assim essa vingança. -disse me recompondo, voltando ao normal. -Que ele entre na fila. -digo caminhando pra mesinha e fazendo outro drink. -Porque ele não é o único, e não será o último. -disse me virando os olhando.
Ali bebi um gole enorme da minha bebida.
Pude ver V sentando na poltrona, e sendo “amparado” pelo seu amiguinho Butch.
Meu sangue ferveu completamente.
O ciúme percorrendo pelo meu corpo, tentando me possuir era frenético.
Oh Merda, isso é simplesmente incontrolável.
Merda, agora entendo o que V sentia, sente. O porque surta completamente de ciúmes.
Isso , esse sentimento está fora de nosso controle, desejo.
Ahhhh que lindooo, simplesmente fantástico.
Os olhei irritado, e com certeza uma careta se formou em meu rosto.
V, percebendo, suspirou olhando para o chão.
Bufei balançando a cabeça.
—Céus Damon, você não sabe o que está dizendo... Ele não somente fugiu do hospital, mas também matou seus amigos e os pais deles, decapitados... -Wrath começou aproximando balançando a cabeça. -Seus dois melhores amigos, amigos de infância! Ele está fora de controle. Entenda isso. Se ele fez isso com eles... Imagina o que tentará fazer com você. -sua voz morreu e assim sua mão repousou em meu rosto.
Acariciando.
Ali com aquilo, meu peito doeu. Senti um nó se formando em minha garganta.
—Você é tão frio e indiferente. -ele disse chateado, me analisando. -Filho... O que fizeram com você ? O que te transformaram?
Meu peito se contraiu, se apertando fortemente, senti-me mais triste ainda. Não conseguia olhar dentro dos seus olhos ...
Olhei para o chão tendo visão de suas enormes botas de combate.
E ele ainda acariciava meu rosto.
—Se não me quiser mais aqui, ok, tudo bem... Eu entenderei. -sussurrei, piscando, suspirando profundamente.
E antes mesmo dele falar algo , me afastei do seu toque me virando e caminhando rapidamente pra porta ...
E assim que já estava no jardim, onde fui atingindo por um vento muito forte. Suspirei tentando me acalmar, mas o no em minha garganta só aumentava ...
Caminhei rapidamente entrando no PIT e já fui direto na primeira garrafa que vi. E num simples movimento a abri virando no bico mesmo. Fechei os olhos apreciando aquilo.
Eu engolia sem parar... Freneticamente.
Droga...
—O que você está fazendo ? -Sua voz rouca e potente soou.
Não me importei e continuei engolindo aquele líquido...
—Pare. -ele gritou e logo senti uma mão em meu peito e uma na garrafa puxando.
Abri os olhos e dei de cara com ele. Tomando a garrafa da minha mão.
—Me devolve. -disse bravo.
—Não. O que está fazendo ? -ele gritou.
—Ele tinha que saber o que eu sou. O que me tornei. -gritei tomando a garrafa de sua mão e tacando na parede.
Vishous me olhava paralisado . Incrédulo.
—Se controle! Acalme-se. Não estou entendendo toda essa sua irá, fúria.
—O tipo de pessoa que ele trouxe para sua casa. -digo o ignorando.
—Como você pode ser assim? Estão todos preocupados, apavorados. Tentando te manter a salvo , seguro... E você assim... Você não liga, você não se importa. Você é tão indiferente. Tão ...
—Arrogante. É , eu sei. -disse o dando as costas suspirando.
—E tão prepotente. -ele disse socando a parede.
Virei o vendo, paralisado encostado na parede, com os olhos fechados.
Pra completar aquela merda vi seu corpo enorme, alto passando pela porta da entrada.
Oh droga.
Ele me olhava extremamente triste.
Suspirei.
Ele ficou ali parado me olhando e eu não conseguia sustentar seu olhar.
Eu desviei olhando para o chão, para qualquer lugar daquela sala .
Menos em seus olhos, ocultados por aquele óculos escuro...
Sem esperar quando quis ver ele já estava em minha frente sua forte mão se fechando em meu pescoço, queixo . E seu corpo contra o meu prendendo-me contra a parede.
—Olha para mim. -ele pediu.
Não tive coragem.
—Eu estou pedindo pra você me olhar.
Tentei gesticular, negar com a cabeça.
—Eu ordeno que me olhe. -ele disse com sua mão forçando em meu queixo.
—Pare. -pedi.
—Obedeça, seu pai. -ele gritou levantando meu rosto com rispidez.
Meus olhos se encontraram com os deles. Dava pra ver por de trás do óculos, que havia tristeza, medo, insegurança ali...
Senti minha cabeça rodar, me senti tonto, minha vista embaçou e acabei sendo sugado pelo passado...
Fechei os olhos lembrando:
De todas as vezes que Giuseppe me enforcava, segurava em meu queixo com forca, em toda aquele pressão psicológica e medos que ele me fazia ter.
Eu entrei em completo desespero, já não sabia mais o que era realidade o que era passado.
—Me solta. Me solta... Não faça como ele... Por favor. -Eu só podia escutar minha voz rouca e falha pedindo desesperadamente pra ele me soltar.
Pra ele não agir como ele... Como Giuseppe.
Pude o sentir me soltar e ali minha pernas tremeram e eu caí de joelhos em sua frente, totalmente em crise, transtornado.
—Não agir como ele ? Ele quem ? -Wrath perguntou desesperado .
Eu nada disse apenas derrubei meu rosto em minhas mãos e fiquei ali desesperado.
Um zunido forte soava dentro da minha cabeça e eu era atingindo por várias lembranças ruins.
Mas ainda com essa confusão mental eu pude escutar eles conversando... Pra mim na verdade eram sussurros longes, eu estava tão fora de mim que nem tive força de impedir aquilo...
—Filho, por favor. Fala comigo. Não estou entendendo. -ele dizia fora de si, angustiado tentando me tocar.
—Ele está referindo ao Giuseppe. -sua voz rouca soou pela sala.
—Aquele primeiro dia, ele me contou algumas coisas que Giuseppe fazia O que mais ele fez com Damon?
—Eu puder ver algumas coisas, aquele dia que entrei em sua mente pra o ajudar... Fez coisas horríveis com o Damon .
—Que coisas ?
Silêncio.
—Vishous... Eu tenho direito de saber. É o meu filho!
—Tudo que era possível pra o machucar ele fez. Batia , o espancava na verdade. O enforcava, o cortava, deixava trancado no quarto amarrado, dias e mais dias sem água , sem comida. O torturava , queimava cigarros em seus braços... Quebrava seus dedos quando ele tentava tocar piado. Torturas psicológicas... Falava que não era seu pai, que ninguém o amava, que ninguém o iria aturar, o querer por perto. -ele disse de calando.
Silêncio.
—O que mais Vishous? -posso sentir suas emoções. Sua tristeza, sua raiva, sua revolta...
—Ceus... Eu ... Acho que tem muita coisa que vocês precisam conversar. Uma conversa de pai e filho.
—Vishous! É meu filho... Se tem algo errado, ruim. É meu dever o ajudar. Cuidar dele, o proteger...
—Eu sei meu senhor.
—Então me fale.
—Eu não posso falar coisas que eu não sei. Eu só sei disso. Bom, Damon que precisa se abrir e contar para você, pra nós, pra ser sincero.
Suspirei por um segundo aliviado. Por ele não contar aquilo.
—Vishous! Não faz isso. Se você sabe me fala. Olha pra ele. Você acha mesmo que ele me contará algo ? Se abrirá e confiará em mim?
—Eu não sei de mais nada. Isso é tudo que eu sei. Damon nunca é de falar muito de seu passado, essa é a verdade. Mas acredito que sim, que ele confiara em você.
—Você está mentindo. Está me escondendo algo.
E eu podia escutar meu pai furioso com ele o pressionando, e totalmente transtornado. Não o julgo, me ver nesse estado com certeza é desesperador para ele .
Eu estava fora de mim, mas fui de certa forma trazido a realidade os ouvindo naquela discussão, aqueles gritos...
Aquilo só piorava tudo. Eu ficava pior ainda.
Eu me sentia desesperado, transtornado, minha cabeça doía mais ainda.
Eu não ia aguentar muito mais aquilo.
—Pareemmmm. Calem a boca. -gritei me sentindo totalmente tonto os olhando.
Vishous suspirou abaixando o olhar.
Já Wrath ficou em silêncio, ele estava estático , paralisado vendo como eu estava péssimo.
Suspirei me sentindo mais tonto, com mais dor e totalmente sendo puxado, afogado, pras aquelas lembranças de merda.
—Filho... -ele sussurrou preocupado, tocando meu rosto. -Eu preciso, eu tenho direito de saber... Sou seu pai!
Suspirei profundamente.
—Eu fui... -comecei balançando a cabeça não acreditando que eu estava tentando, criando coragem pra dizer aquilo. -Eu fui... Abusado. -sussurrei tão baixo que duvidei que ele teria ouvido.
Silêncio.
Silêncio.
Silêncio.
Silêncio.
Eu podia sentir a tensão no ar. Um silêncio desesperador.
Ali criei coragem de o olhar.
Sua expressão era de choque, tristeza, ódio...
Ele estava branco feito um papel.
—Por Giuseppe? -Ele conseguiu forma a pergunta, nos olhando petrificado.
Vishous continuou imóvel , mudo.
Eu apenas balancei a cabeça negando.
Eu não teria força pra contar então apenas olhei pra V suspirando.
Ele entenderia que aquilo era um sinal pra ele falar, explicar.
—Não. -V respondeu firme a ele.
Um suspiro de alívio, de certa forma, saiu pelos seus lábios.
—Por quem então ?
Podia sentir a fúria e grande tristeza em sua voz.
—Foram algumas prostitutas da época, que foram obrigadas, agredidas, por Giuseppe, para tiraram sua virgindade, não só isso. Mas isso, esses envolvimentos, duraram por alguns anos. Bom, depois Giuseppe as mataram na frente de Damon.
—Céus... -sussurrei sentindo o peso e angústia de saber que aquilo era finalmente exposto.
Principalmente para meu pai. Aquilo doía.
—Damon. -ele disse tentando me tocar.
—Não me toque. -disse seco afastando.
—Pare. Eu sou seu pai. Eu precisava saber disso. Eu... Eu sinto muito. -ele disse despedaçado me envolvendo em desse braços enormes.
—Não. Não. Não... Me solte. -gritava desesperado.
—Xiuu. Calma. Tudo ficará bem. Respire. -ele pedia tocando meu cabelo.
—Nada ficará bem. Você, vocês não vão me querer aqui.
—Pare. Não fale asneiras. Seu lugar é aqui.
—Não vão querer um monstro , um assassino... -comecei, e sem saber bem o porquê eu transtornado só falava sem parar, contando e assumindo meus erros, meu passado. -Eu matei milhares de pessoas, homens, mulheres, criança. Pessoas inocentes. Matei milhares de vampiros também, por não conseguir me controlar. Eu , eu não consigo controlar isso... Vocês não entendem , eu não sou um vampiro normal como os outros, eu fui um experimento! Eu fiz coisas horríveis. Eu controlava, tirava aproveito de tudo e todos e depois os matava. Eu... Sou instável, arrogante e prepotente. Não me importo com quase nada e ninguém. Gosto de matar, de torturar...
—Experimento? -eles perguntaram juntos.
—Do que você está falando? -Vishous perguntou assustado se aproximando.
E assim ambos ficaram em minha frente ajoelhados .
—Eu fui capturado em 1953 e usado como teste de muitas experiências realizadas pela Sociedade Augustine. Resumindo eu me tornei um vampiro canibalista Agostinho. Precisava e era incontrolável, necessitava de sangue de vampiros também. Onde matei vários vampiros, humanos, todos que entraram em meu caminho. Eu era temido por todos, um serrial kellier literalmente... Eu sou assim e não vou mudar.
Eu podia ver o choque estampado em seus rosto.
Olhei pro chão sabendo que aquilo era o final. Eles não iriam me quer ali, eu sou um perigo pra eles, totalmente instável. Todos ali correm riscos.
Eles não merecem isso, eu ali, os atrapalhando, tirando sua paz.
—Nada e ninguém o mandara embora. Eu sinto muito, meu filho. Tem algumas coisas que não entendo perfeitamente... Mas iremos ainda conversar sobre isso. Mas... Se eu tivesse o achado antes, anos antes. Nada disso teria te acontecido. Eu teria te salvado de toda essa merda, dessas torturas, desses traumas... Eu sinto muito. Você não imagina como estou em pedaços, como me sinto culpado. Isso tudo é minha culpa.
Ali o olhei e pude o ver em lágrimas, seu rosto se encontrava totalmente molhado.
—Isso não é sua culpa. -sussurrei.
—Filho... -ele disse tocando meu rosto. -Eu te amo e nada do que aconteceu, nada que você fale mudara isso. Eu espero que um dia você possa me perdoar por não ter conseguido ter evitado tudo isso...
Ali sem conseguir me controlar eu chorei feito uma criança. As lágrimas silenciosas simplesmente embaçaram meus olhos e desciam pelo meu rosto descontroladamente.
—Mas agora eu estou aqui. E o que depender de mim, farei tudo por você, pra você. -ele disse me abraçando. — Eu não vou desistir de você, nem agora e nem nunca. Você está me entendendo?
—Eu quase nunca senti que era amado... -sussurrei.
Ele nada disse apenas me abraçou mais forte ainda e ficamos ali não sei por quanto tempo exatamente. Mas eu pela primeira vez me senti bem, protegido...
Eu senti e apreciei o que era ter um pai de verdade. Receber carinho, proteção e amor...
Quando pude perceber ele com um movimento rápido e elegante me levantou me levando para a poltrona. E assim sentando ao meu lado...
Suspirei profundamente tentando me acalmar, me recompor. Tinha perdido totalmente o controle.
Droga...
Enxuguei meu rosto rapidamente e passei a mão desesperada pelo meu cabelo .
—Não precisa ter vergonha de seus sentimentos. Eu sinto muito por tudo... Mas acostumasse, esse amor você sempre terá e receberá de mim!
—Obrigado pai. -sussurrei.
Novamente sem nada a me falar ele me tomou em seus braços. Não sei por quanto tempo ficamos ali mas sei que aquilo, esse carinho, essa força, conforto, respeito e amor era tudo que eu sempre precisei...
E finalmente estava tendo!
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