Notas iniciais
^^

PDV VISHOUS

Era visível. Ele estava confuso, perdido.

Mas acredito que as lembranças estavam voltando em sua mente, rapidamente, como fleches. O deixando tonto.

Pois ele me olhava tão profundamente, assustado. Dava pra ver o nervosismo nele.

Oh droga, porra!

Definitivamente não seria nada fácil o que veria daqui em diante!!!

(...)

Ali rapidamente Wrath nós deixou sozinhos.

Ele sentou na cama colocando sua mão na cabeça, aquilo era sinal que estava desnorteado, confuso.

—Você está bem ? -pergunto preocupado, controlando a vontade de ir rapidamente e o tomar em meu braços.

—Não muito bem. As lembranças são confusas, e minha cabeça está doendo bastante.

—Entendo. Logo isso passará. -digo me sentindo triste por isso.

—Eu morri? -ele perguntou me olhando.

Acredito que ele não tenha conseguido ainda distinguir o que era real, o que era imaginação.

—Sim. -sussurro.

Ele ficou mais ainda em choque.

—Como ... -sua voz morreu.

Com certeza ele estava pensando em como o trouxemos de volta a vida.

—Precisávamos conversar sobre algumas coisas. -digo suspirando e baixando minha cabeça.

Claro que com aquilo ele percebeu que estava acontecendo algo e eu podia sentir ele me olhando.

—É. Eu sei. -ele suspirou.

O olhei por alguns instantes ele estava pensativo, mergulhado em lembranças, em algo que não faço a mínima ideia.

Oh céus, como eu queria poder ler sua mente!

—Você mexeu no meu celular...

Aquilo não era bem uma pergunta e sim uma afirmação!

Mas ele esperou eu responder.

—sim. -confirmei. -E eu sei que não devia. Que foi errado.

Ele balançou a cabeça em reprovação.

—Eu sei que não tinha direito. Mas... -suspirei profundamente. -Eu simplesmente surtei, quando vi aquelas fotos. Aquela ligação.

—Vishous...

—Eu acordei primeiro que você fui tomar um café e quando voltei pro Pit lhe trazendo um suco , seu celular começou a tocar. Eu fui até ele pra desligar porque não queria que o barulho te acordasse. E aí quando vi ... Foi horrível. -disse o cortando, já me explicando. -Na hora agindo por impulso, eu olhei seu celular. E foi onde perdi totalmente meu chão. Várias ligações dela, de outras mulheres. As suas fotos. Eu me senti péssimo, traído... eu perdi o controle, sai sem rumo.

—A mulher da mensagem, ligação e fotos não é a Katherine!

—Como não, Damon?

—Não sendo. -ele rebatou furioso, bufando. -Eu errei muito em não ter te contato isso antes, ter te explicado. Mas bom, o que está feito, está feito... Lembra aquele dia que passamos no Armazém perto da estrada que fugíamos dos assassinos?

—Sim. -digo rapidamente.

—Lembra que eu comecei a falar sobre os seria místicos que havia no meu “mundo”.

Nada disse apenas balancei a cabeça confirmando . Pois acabei lembrando que havia percebido e sentido que ele estava me escondendo algo na época.

Oh droga...

—Então. Eu falei que existia vampiros, lobisomens, híbridos, bruxas... E só toquei no nome de doppelgängers. Mas eu não havia explicado o que significava, nem nada.

—Sim. E lembro principalmente que eu desconfiei que você está estava escondendo alguma coisa, mas eu não tinha provas... E também não iria te forçar a falar.

—Sim. Você estava certo. Eu estava ocultando uma informação.

O olhei curioso e impaciente, por isso.

Que merda!

—O nome Doppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa "duplo", "réplica" ou "duplicata") e gänger ("andante", "ambulante" ou "aquele que vaga"). Também conhecidos como Duplicatas Mortais ou Eu Sombra, são uma ocorrência sobrenatural. Bom, não sabemos muito sobre isso. Mas apenas que é uma linhagem, de antecedentes. E nessa linha é composta por Katherine e Elena. A garota da foto é a Elena! Uma humana , adolescente, estudante de 18 anos e é a namorada do meu irmão!

—Como? -pergunto chocado .

—Isso mesmo que você ouviu.

Céus... Não podia ser.

Como alguém poderia ser simplesmente a mesma cara de outra pessoa... E elas não serem parentes? Não serem irmãs gêmeas? Aquilo tudo era bizarro, chocante de mais.

—Resumindo é isso. Elena é doppelgänger da Katherine. E ela é apenas minha amiga, cunhada. Nada além disso.

Ali a lembrança dele tendo alucinações causada pelo Ritho me atingiram com força :

“-Elena... -Ele sussurrou.

—Eu confundi os sentimentos. Eu te amo Elena mas é como amiga. -Ele falava repetindo várias e várias, alucinando.”

—Nada além disso? -repito levantando bravo.

—Exato.

—Você tem certeza disso Damon? -pergunto rude, extremamente furioso o olhando.

Ele estranhou minha mudança de humor e a forma que eu estava falando.

—Não estou entendendo porque você está agindo assim. -ele disse me analisando.

—Claro que não está entendo. Você tem certeza que não tem nada pra me dizer ?

—Do que você está falando, Vishous? -ele exigiu uma explicação.

—Quando você estava tendo as alucinações...

Ali ele suspirou profundamente fazendo uma careta.

Eu podia sentir seus sentimentos, seu nervosismo, era forte de mais.

—O que tem ? O que eu fiz? -ele perguntou balançando a cabeça.

Já imaginando que não viria coisa boa disso.

—Você fez e falou muitas coisas , mas algumas delas você lembra certo?

—Sim. Algumas coisas sim, outras não. As lembranças são confusas de mais.

—Exato. Bom, você falou dela...

—Dela?

—Sim. Dessa Elena. -disse fazendo uma careta.

—O que eu falei? -ele perguntou preocupado me olhando.

—Que você confundiu os sentimentos, que você a ama como amiga.

—Droga. -ele sussurrou.

Ali nada disse , fiquei esperando ele falar algo. E um silêncio horrível se instalou.

Ficou assim por algum tempo até que ele conseguiu falar ...

—Vishous, não vou mentir. Sim, eu cheguei a confundir meus sentimentos por ela. Mas agora , sei e entendo não era nada disso. A amo sim, mas é como amiga, cunhada. Somente isso!

Suspirei com ciúmes e extremamente irritado por eu não saber de todo seu passado! De todas as mulheres que ele se envolveu, que esteve algum tipo de relacionamento!

Damon esconde o máximo seu passado e isso é torturante de mais pra mim.

—Eu juro . Nada além disso. -ele disse me olhando percebendo meu ciúmes .

—A muita parte da sua vida que é um completo mistério pra mim. -digo . -Não da pra ser assim. Sua vida, seus poderes, até mesmo suas fraquezas... Eu simplesmente não sei de nada. Aquilo tudo que vi hoje, nessa noite , eu até agora não entendo. -digo furioso lembrando das balas de madeira, estaca.

—Eu sei. Me perdoe.

—Eu, a Irmandade, somos sua família e você não se abre. Você ...-minha voz morre e assim lhe dou as costas olhando pra janela.

—Eu tenho errado... Tenho escondido e omitido muitas coisas. Mas eu não consigo. Eu simplesmente não consigo falar, expor meus sentimentos, minhas fraquezas, meu passado. -ele diz levantando andando até mim. -A minha vida inteira, as pessoas só mentiram, me enganaram, tentaram tirar aproveito de mim de várias formas... Eu passei esses anos tudo me fechando, não deixava ninguém se aproximar. Então pra mim é difícil.

—Eu sei Damon. E entendo... Mas ... Você estava morrendo em meus braços e eu não sabia o que estava acontecendo, como te ajudar. Eu não sabia de nada. Aquilo foi desesperador! -disse quase gritando.

—Eu sei. -ele disse suspirando profundamente. -Eu guardei tudo isso a sete chaves. Porque eu cresci pensando que falar, expor sentimentos e tudo mais, é um sinal de fraqueza. Que se eu me abrir estarei dando de bandeja pras pessoas uma forma de me atingir.

—Damon... -digo chocado com aquilo.

—Que assim as pessoas saberiam minhas fraquezas, meus medos, meus pontos fracos.

—Céus. Nem todas as pessoas querem tirar informações de você, pra usar contra você. Algumas pessoas, como eu e a Irmandade só queremos te ajudar. -digo nervoso, segurando seu rosto o fazendo me olhar.

—Eu sei. Mas é complicado. -ele sussurrou baixando o olhar.

Eu não sabia o que fazer, o que falar para o ajudar. Para o fazer mudar de pensamento.

-Eu não sei o que fazer pra te ajudar. Pra tirar toda essa barreira que você construiu em volta de ti. Você precisa saber e entender que pessoas se importam e amam você.

—Eu sei. -ele sussurrou saindo do meu toque, caminhando pra cama.

—Peço desculpas por ter invadido sua privacidade, ter desconfiado de ti. Pensando mil e uma coisa errado de você.

—Tudo bem. Acredito que qualquer pessoa em seu lugar também pensaria isso. Que era a mesma pessoa. Que eu menti, enganei. -ele sussurrou suspirando.

—É, ninguém, nunca ia pensar que era uma cópia ambulante. -digo dando uma risada ainda chocado com tudo isso.

Apenas tentando acalmar as emoções.

—Verdade. -ele sorriu triste. -Veja. -ele disse pegando seu celular e logo me mostrando uma foto deles .

Caminhei até ele olhando...

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Ele, seu irmão e a tal Elena. Eu não tinha nem palavras pra dizer algo. Apenas fiquei um tempo olhando pra aquela foto , ainda chocado com tudo.

Elas são simplesmente iguais, idênticas!

Não daria pra distinguir quem era quem.

—Bom, pelo menos esse assunto já está esclarecido. Agora quero saber como eu morri e vocês me trouxeram de volta . -ele diz firme me olhando.

Ali meu coração acelerou no mesmo instante, minhas mãos começaram a tremer suando.

Oh Droga.

Estava começando a ficar em pânico, em crise.

Senti minha pernas bambearem e sem aguentar caminhei pra poltrona sentando.

—Vishous? O que está acontecendo? -ele perguntou percebendo que eu estava completamente apavorado.

—Só me prometa que ficará calmo?! -peço desesperado.

—Ficar calmo?

—Sim, por favor. -peço.

Aquilo não era um pedir, e sim implorar mesmo.

-Então, é muito sério?

-Sim. -falei rapidamente sem pensar, concordando.

—Droga. Então fale logo. O que está acontecendo? E eu não vou perguntar novamente!

—Sim. Você morreu . E foi a Virgem escriba, que te trouxe de volta a vida.

—Virgem escriba ? -ele perguntou chocado. -Mas, como ? E por que ?

Suspiro profundamente criando coragem.

—Fizemos um acordo. -digo.

Ali sua expressão já ficou seria.

—Quem fez acordo? Meu pai? A Irmandade?

—Não. -bufei. -Eu fiz o acordo.

—Que tipo de acordo? -ele perguntou com sua voz já alterada.

Eu não conseguia olha-lo . Sabia que o que viria pela frente não seria nada fácil. Já sei que ele vai reagir muito mal a tudo isso.

Fiquei em silêncio olhando pras minhas mãos.

Sem esperar questão de segundos já o senti na minha frente, usando sua velocidade e sua mão se fechou fortemente e intensa em meu queixo, pescoço segurando, fazendo-me o olhar.

—Olhe nos meus olhos e diga que não é o que eu estou pensando. -sua voz era rouca e potente.

Eu sentia seu medo, sua angústia e o começo de sua fúria.

Quando fitei seu lindo rosto, seus olhos que me afogavam, meu peito se contraiu de tamanha dor.

Ele estava ficando muito bravo.

Fiquei ali por um tempo o olhando.

—Me responda Vishous. -ele gritou furioso segurando com muito mais força.

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Gemi, de dor.

—Eu sinto muito, Damon. -disse me sentindo péssimo, já sentindo as lagrimas embraçarem meus olhos.

Não tinha coragem de falar. Aquilo doía de mais.

Sinto a ansiedade tomando conta de meu corpo, minhas mãos tremendo mais ainda.

—Não, não, não. Não pode ser! -ele gritou soltando meu rosto com fúria.

Ele me deu as costas andando de um lado pro outro.

Era possível sentir toda raiva, ódio, nervosismo atingindo seu corpo.

—Se acalma. Por favor. -peço levantando.

—Não ouse de se aproximar de mim. -ele disse rosnando me olhando.

Sua expressão já estava mudada. Seu olhar já eram pretos e vermelhos. As veias embaixo de seus olhos eram intensas. Suas presas enormes, exposta.

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Suspirei, sentindo meu coração batendo mais forte ainda. Eu tinha tanto medo do que viria adiante.

E quando quis ver ele já estava socando com muita, muita força a parede várias e várias vezes enquanto rosnava, completamente transtornado, fora de si.

Seu corpo estava possuído pela raiva.

—Damon, pare. -gritei assustado aproximando e o segurando. -Por favor.

Não conseguia o ver nesse estado, se machucando.

Sua mão já estava toda destruída, sangrando.

—Não me toque . -ele gritou transtornado.

O segurei fazendo muita força contra ele tentando o acalmar, o domar.

—Você não tinha esse direito. -ele disse se debatendo contra meus braços.

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—Eu não sabia o que fazer. Você estava morto, eu estava totalmente transtornado. A dor que me tomava eram horríveis de mais . Eu não pensei em nada eu só queria você de volta. Doía de mais pensar que nunca mais eu o viria. -suspirei revivendo toda aquela dor novamente.

Eram sufocantes de mais.

Ela veio até mim tentando me acalmar e quando viu o estado que eu estava ela disse que não conseguiria me ver daquela forma. E que teria como te trazer de volta. Só que eu teria que fazer um pagamento, um acordo. E assim, seria eu finalmente assumir meu cargo como Primale. Eu sem escolhas, sem saída... Não tinha outra forma , outro jeito , eu acabei aceitando.

—Cala a boca. -ele gritou. -Você não podia ter feito isso comigo. Não podia ter aceitado isso!

—Damon se acalma e me ouve. Tenta me entender, por favor. Eu estava transtornado, sem rumo, sem chão. Eu não conseguia pensar na possibilidade que não te viria mais. Você é meu pyrocant. Minha vida, meu vício. Eu não sobreviria sem você, essa é a verdade.E quando ela disse que tinha como te trazer eu simplesmente aceitei. Você é tudo que me importa. -disse desesperado ocultando a parte que havia tentado me matar.

—Você irá se emparelhar e procriar com várias mulheres... Você acha o que? Que eu estaria calmo? Feliz? Me poupe. Eu sinto é raiva , ódio, nojo. E simplesmente surto só de pensar nisso. -ele gritou.

—Eu sinto muito. Me perdoe.

—São quantas mulheres? -ele perguntou furioso ignorando o que havia acabado de falar.

—Esquece isso.

—Quantas? -ele berrou.

—Quarenta escolhidas no total.

Respondi sabendo que não adiantaria, não o conseguiria o fazer mudar de ideia.

Ele rosnou feito um cão conseguindo sair dos meus braços e sem esperar senti sua mão em forma de punhos se chocando com extrema força contra meu rosto. Que simplesmente me fez voar pela quarto batendo contra a parede.

Onde bati na mesma caindo no chão.

Aquilo doeu de mais. Tanto o soco como o choque contra a parede.

Ali pude sentir um corte em minha sobrancelha e logo o sangue pingando no chão.

—Como ela é bondosa, gentil e solidária. Não aguentaria te ver daquela forma. Ah fala sério... Como você pode cair nesse papinho? Ela finalmente vai conseguir tudo que sempre quis! E usou a minha situação pra te chantagear.

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—Damon! -gritei. -Eu sei que ela não é nada disso que você falou. Mas entenda não era só meus sentimentos. Não era só eu que estava sofrendo. Tinha a Irmandade, que sofriam pela perda de um irmão. E sem falar de seu pai, seu pai Damon! E estava desnorteado. A única chance que ele tinha de estar com você isso e tirado dele? Eu fiz isso por todos. Não só por mim, não só pelos meus sentimentos! -disse levantando com dificuldade.

—Porraaaaa. Eu preferia a morte. Continuar mortooo, podre, sem vida... Sem qualquer merda! Do que ter que ver você se acasalando com várias mulheres e reproduzindo um filho atrás do outro!

—Não fale assim!

—Eu não aceito isso. Não vou ficar vendo essa patifaria. Você não podia ter aceitado isso, não depois de ontem. -ele sussurrou.

Eu senti seus sentimentos, que me atingirem com força... Ele estava transtornado, confuso, com medo e se sentia tão magoado.

Era horrível pensar nisso tudo e lembrar da nossa noite tão perfeita e incrível.

—Como eu fico? Como fica nós, Vishous? -ele berrou fora de si.

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—Não poderemos ficar mais juntos... Não poderemos ter mais nada. -sussurrei sentindo as lagrimas descerem pelo meu rosto enquanto eu o olhava.

Ali a fúria, ódio e nojo tomaram conta de seu rosto.

—Eu não aceito isso. Não aceito . -ele rosnou. -Você tinha dito que era meu por inteiro. Eu pensei que era, que era verdade! E agora...

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—Eu não vou ficar aqui vendo essa merda. Você está me entendo ? Eu vou embora, eu sumo da sua vida, pra sempre!! Você pode ter a certeza disso!

—Não! -gritei desesperado.

—Não vou ficar aqui feito um idiota, um palhaço, vendo você se casar com elas! -ele gritou transtornado.

—Pare, não fale isso. Você não pode ir. Por favor, não faça isso. Se acalme Damon! -peço transtornado.

—Não posso ir? -ele riu irônico. -Isso é o que veremos! Continue com tudo isso, com toda essa merda, pra você ver o que posso ou não posso fazer!

—Porraaaa. -berrei. -Não faz isso comigo Nallum, por favor. Eu te imploro. -digo apavorado, indo até ele, me ajoelhando em sua frente e meus braços envolvendo suas pernas. -Eu não sobreviverei sem você. Eu preciso de você, nem que seja apenas distante, sem te tocar.

—Não me chame assim. Não ouse me chamar de Nallum. Não temos mais nada. -ele rosnou. -Me solta agora. Eu não quero te ver, não quero falar com você. Não quero que você me toque, nunca mais! Não quero mais nada de você! Você está me escutando? -ele gritou segurando em meus braços puxando , me fazendo o soltar e logo me empurrou contra o chão com força.

Ali ele caminhou pelo quarto parando em frente a janela.

Eu me senti sem chão. Meu peito doeu, minha respiração acelerou, minhas mãos ficar mais trêmulas ainda e minha vista se escureceu completamente.

Eu estava em pânico.

Não aceitava isso.

A rejeição, seu ódio, seu nojo. Seu distanciamento e principalmente ele não querer mais nada de mim.

Fora ele ir embora.

Eu vou morrer se ele for. Se eu pelo menos não o ver , mesmos que distante, eu vou morrer de vez!

—Eu sinto muito. Espero que entenda que tudo o que eu fiz, não foi por mal. Foi pra te salvar, e foi por amor. Eu te amo, Damon .

Ele só me olhou incrédulo, não acreditando naquilo, enquanto balançava a cabeça.

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Esperei e implorei mentalmente pra ele corresponder:

“Que também me amava!”

E eu assim o tomaria em meus braços, dizendo que tudo ficaria bem. Que daria um jeito...

Mas isso simplesmente não aconteceu!

—Saia. -ele gritou rosnando.

—Damon, por favor. Eu lhe imploro.

—Chega. Não quero olhar mais na sua cara. Saia! Eu estou te ordenando! -ele disse firme.

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E sem escolha eu simplesmente levantei, cambaleando e caminhando pra porta.

Saí, a batendo com muita força...

Notas finais
Damon simplesmente surtou. Revoltado , possuído pelo espírito da "RAIVA" Tadinho do nossos bebezinhos =..( Não aceito isso !!! Tudo tem que se resolver , logo. Achar uma solução pra essa merda toda! =S