Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV DAMON
Mas ainda faltavam dois em meu coração.
Ele tentou de tudo pra tirar. Mas estavam fundas de mais. Até tentou cortar meu peito, foi uma dor torturante, o que não deu muito certo. Meu sangue esguichava e ele fez de tudo pra os tirar... Mas não era possível. Aquilo teria que ser feito com cirurgia.
Tudo bem...
Pois já era tarde!
Fui sentindo meu corpo leve, mole .
Ele gritava que eu não podia morrer enquanto me dava seu sangue.
Eu não conseguia manter os olhos abertos.
E ali entrei na escuridão...
(...)
Simplesmente do nada voltei a realidade. Abri os olhos vendo que eu estava num quarto...
Na mansão ?
Meus pensamentos, memórias estavam confusos demais. Eu me sentia tonto, perturbado.
Minha cabeça doía de mais.
Logo senti seus braços em minha volta, pedindo calma e me tranquilizando.
Pai?
Céus o que está acontecendo? Eu sei que eu havia morrido!
Olhei pra frente e avistei Vishous, que nos fitava ansioso.
Droga.
Suspirei tentando me acalmar e colocar meus pensamentos em ordem.
E rapidamente meu pai nós deixou sozinhos.
Sentei na cama tentando entender tudo àquilo.
Como eles haviam me trazido a vida ?
Antes de saber sobre isso, tínhamos muito o que conversar. Preciso esclarecer a ele sobre Elena...
E assim foi feito. Expliquei tudo a ele que é claro ficou chocado.
Era impossível não ficar.
Ninguém nunca pensaria que possa ocorrer esse fenômeno sobrenatural de ter um cópia ambulante por aí.
Depois disso, eu finalmente queria entender o que havia acontecido. Como me trouxeram de volta a vida.
E ali fui surpreendido.
Virgem Escriba!
Só de escutar seu nome já sabia que não viria coisa boa dali, e eu estava totalmente certo.
Vishous havia feito um acordo com ela.
E até onde eu sei só tinha uma única coisa que ela poderia querer dele.
É isso era horrível, um absurdo.
Não podia ser. Ele não podia ter aceitado aquilo e o jeito que ele se encontra nervoso, ansioso, tenso... Só pode ser isso!
E assim eu tive a confirmação , ele havia aceitado tomar seu posto como Primale, em troca de me trazer de volta a vida.
Céus. Ali eu surtei de vez. Fiquei louco, furioso, transtornado.
Eu não aceitava àquilo.
Ainda mais depois de nossa noite. Ele era finalmente meu. E eu havia me entregando a ele ...
Pra ele agora se emparelhar e procriar com quarenta escolhidas ?
Nunca, não mesmo.
Nem me fodendo que eu aceitaria essa merda.
Tá me achando com cara de que?
De palhaço?
Idiota ?
Eu sentia tanta raiva, tanto ódio, nojo, repulsa e tanta tristeza que era chocante.
Eu estava fora de controle eu gritava, falava tudo que vinha a minha cabeça, soquei a parede com tanta força que havia machucado minha mão. E pra completar eu o agredi.
Não aceitava .
Não mesmo.
Eu sentia tanta revolta que era assustador.
Como ele fez isso comigo?
Como ela também poderia ser tão ordinária e tão fria para com seu filho?
Ela não está nem aí pra felicidade dele ou de outra pessoa.
Eu não aceitaria aquilo, então, ou ele dava um jeito de resolver isso. Ou se ele seguir em frente com essa merda eu sumiria da sua vida pra sempre! Sem se quer fraquejar ou olhar pra trás.
Pra Sempre!!!
Ele é meu . Meu. Minha mente rebatia a todo momento. Sentimento de posse, era grande mais.
Eu não aguentarei ver mulher alguma ao seu lado, o ter, o tocar .
—Eu sinto muito. Espero que entenda que tudo o que eu fiz não foi por mal. Eu te amo Damon. -ele disse desesperado.
Fiquei por segundos o olhando, balançando a cabeça. Não acreditava que depois de tudo ele tinha coragem de me chamar de Nallum e falar que me amava!
Não podia ser real.
Eu preferia a morte , do que isso.
—Saia . -berrei.
E ali eu pode o ver saindo batendo a porta fortemente...
(...)
Simplesmente me desmoronei na poltrona não acreditando naquilo tudo. Deixei meu rosto cair em minhas mãos. Não acredito que depois de tudo, que as coisas estavam finalmente dando certo, se ajeitando, isso acontece !
Eu não vou aguentar essa situação, o ver casando com várias mulheres e ainda mais procriando.
O ciúmes ao extremo, possessivo, o ódio e a raiva eu simplesmente não tenho controle sobre isso!
Sinto tanta raiva, ódio, nojo , mágoa e tão extremamente triste ... Que é desesperador.
Tão frustrante.
Sinto tudo tão intensamente é impossível controlar.
Sem esperar minha vista se embaçou e ali lágrimas desceram, molhando o meu rosto...
Levei minha mão em meu rosto sentindo o molhado, onde olhei pra ela pude ver minhas lágrimas.
Droga, eu estava chorando...
Eu nessa situação sou uma bomba relógio. A qualquer momento posso surtar , fazer uma grande besteira, definitivamente.
Suspiro tentando me acalmar.
E vou pra um banho bem demorado.
Fiquei bom tempo ali sentindo a água quente cair sobre meu corpo...
Suspirava profundamente tentando controlar meus sentimentos .
Mas era impossível, cada segundo que passava essa tristeza só ia aumentando.
Eu estava sofrendo...
Sofrendo por amor!
Oh droga.
Meu peito se contraiu de tal forma que me senti tonto.
Aquilo doía de mais . Horrível.
Porraaaaa. Como pude deixar isso acontecer ?
Eu me tornei um bobo apaixonado, fraco, frouxo.
Merda.
Balanço a cabeça tentando afastar todas essas merdas. Desligo o chuveiro rapidamente me secando.
Sai indo pro guarda roupa olhando o que tinha ali.
Só tinha roupas normais, nada de dormir, confortável.
Merda, eu teria que buscar isso depois.
Peguei uma box, uma calça jeans vestindo .
Escolhi uma camisa social mais fina e vesti deixando ela aberta mesmo.
Deitei na cama tentando relaxar o que foi exatamente impossível.
Só esses pensamentos invadiam minha mente:
Vishous.
Morte.
Vishous.
Virgem Escriba
Vishous.
Escolhidas.
Vishous...
Sexo.
Vishous.
Amor.
Vishous.
Sofrimento!
Só lembranças de nós se amando, transando, e depois tudo isso . Era tanta coisa, tanta informação que minha cabeça já estava doendo mais ainda, parecia que ia explodir.
Doía de mais.
Fechei os olhos suspirando na tentativa frustrante de me acalmar.
Fiquei assim por um bom tempo, por horas pra ser exato e definitivamente não conseguia dormir.
—Porraaaaaaaaaaa. -Digo furioso abrindo os olhos.
Podia escutar a mansão totalmente silenciosa.
Todos já haviam ido dormir.
Levantei saindo do quarto e fui atingindo pela escuridão. Não me importei, com meus poderes caminhei silenciosamente pra cozinha.
Fui na sessão de bebidas pegando uma garrafa fechada de whisky. Pensei em pegar um copo , mas sinceramente pelo estado que me encontro beberei a garrafa inteira. Então será desnecessário.
Voltei pro quarto.
Sentei na poltrona abrindo e assim bebendo no bico mesmo em grandes goladas.
Virando várias e várias vezes.
Já sentia o álcool fazendo efeito sobre mim, já estava tonto...
E o que era pra me acalmar, bom, não foi bem assim que aconteceu.
Aí sim que as lembranças martelaram em minha cabeça.
Não conseguia pensar ou imaginar ele se casando com mulheres.
Ele as tomando. O beijando, o tocando, sendo invadidas por ele...
Oh porraaa.
Rosnei feito um animal tão louco com essa idéia, possibilidade.
—Ele é meu. -disse sendo invadido pelas lembrança da gente se amando.
Seu corpo, seu toque, ahh eu o tomando, era simplesmente incrível, inexplicável.
Minha ereção o invadindo freneticamente naquele vai e vem, hmm, que delícia.
Tudo era gostoso de mais.
Gemi jogando minha cabeça pra trás sentindo meu pênis dar sinal.
Oh porra.
Eu precisava dele.
Sim, quando eu estou com ele eu fico bem, fico em paz, fico feliz, realizado.
Ele é a paz que falta em mim.
Mas agora distante dele, oh céus, estou tão agitado, bravo, frustrado.
Fora que meu corpo precisa dele!
Sim...
Olho pra minha calça e a ali se encontra minha enorme ereção contra a calça, contra o zíper. Que até doía.
Eu precisava de alivio, me acalmar.
Abro o zíper, afastando minha box e ali me tocando enquanto a outra mão levava a garrafa de bebida, que já estava bem menos da metade, contra meus lábios.
Movimentei pra baixo pra cima, pra baixo pra cima enquanto engolia em grande goladas aquele whisky.
Oh delícia.
Gemi me tocando mais intenso, sentia muito prazer , mas eu não estava satisfeito. Eu precisava de seu toque, de seu corpo, de suas carícias.
Droga, sim.
—Mas que merda. Caralho. -disse furioso parando de me tocar.
Eu preciso ir embora o quanto antes. Vou surtar completamente se eu ficar aqui.
Amanhã mesmo, irei embora. Não tem mais porque ficar aqui me torturando dessa forma.
Não mesmo.
Sinto tanta raiva, odioo, mas ao mesmo tempo... Tristeza, desejo, amor.
Eu preciso dele.
Essa noite, preciso de uma despedida. Preciso me aliviar, me acalmar.
—Olha o que você está fazendo comigo . Porraaaaa. -disse virando todo o resto do liquido que havia naquela garrafa.
Levantei me vestido e sem pensar em nada sai do quarto caminhando pelo corredor e logo descendo a escada .
E rapidamente seguido pela passagem secreta pra seu quarto...
PDV VISHOUS
Esperei e implorei mentalmente pra ele corresponder:
“Que também me amava!”
E eu assim o tomaria em meus braços, dizendo que tudo ficaria bem. Que daria um jeito...
Mas isso simplesmente não aconteceu!
—Saia. -ele gritou rosnando.
—Damon, por favor. Eu lhe imploro.
—Chega. Não quero olhar mais na sua cara. Saia! Eu estou te ordenando! -ele disse firme.
E sem escolha eu simplesmente levantei, cambaleando e caminhando pra porta.
Saí, a batendo com muita força...
(...)
Sai do quarto fora de mim, descontrolado. As coisas saíram pior do que eu imaginei. E pra ser sincero não o culpo. Se fosse ao contrário, se fosse Damon tendo que se casar e procriar eu surtaria também. E óbvio faria de tudo pra impedir isso.
Agora pra piorar tudo, ele ameaçou de ir embora.
Oh céus...
Eu vou infartar assim. Cada segundo que passa uma bomba estoura, uma situação complicada aumenta.
Andei pelo corredor me apoiando nas paredes. Eu estava um pouco tonto. Quando eu virei o corredor e fui aproximando da escada, pude ver todos ali embaixo na sala olhando pra mim.
Dava pra ver a tensão no ar, a preocupação.
Desci segurando no corrimão.
—Vishous, você está bem? -Wrath perguntou enquanto se aproximava de mim.
—Não muito bem. -Digo sendo sincero.
—Vem, eu te ajudo. -Ele disse segurando em meu braço e me ajudando terminar de descer a escada e logo eu já estava sentado na poltrona.
—Obrigado. -sussurrei.
Ali pude ver todos me olhando, ansiosos.
Fitavam preocupados o corte em minha sobrancelha.
—Como ele reagiu ? -Butch perguntou, criando coragem, já imaginando qual seria a resposta.
—Vocês ouviram ? -pergunto suspirando.
—Sim. Foi impossível não ouvir os gritos dele. De vocês pra ser exato. -Wtrath sussurrou nervoso.
—Foi péssimo. Ele reagiu super mal a tudo. Gritou, socou a parede, me deu um soco. -disse apontando pro meu rosto. -gritou mais ainda. Falou que não é obrigado a ver eu me procriando com mulheres. E pra completar a merda toda ele ameaçou ir embora se eu for adiante com isso.
—Que porra . -Wrath diz nervoso.
—Nossa que situação. -Rhage diz.
—Complicado de mais. -Elisabeth comenta.
—Não tem nem como não entender ele. Ter que ver a pessoa que a gente ama se casando com outra? Outras ? Deve ser horrível isso. -Marissa comenta.
—Sim. -todos concordam.
—Você não pode desistir dele. De vocês ... -Elizabeth fala caminhando até mim.
—Nem é questão de desistir dele, de nós. Eu nunca faria isso minha rainha! Só que foi um acordo. E eu aceitei essa porra desse pagamento, num momento de completo desespero.
—Que droga. -Wrath diz andando de um lado pro outro. -Sei como a Virgem Escriba pode ser convincente. Me desculpa, mas por até experiência própria, sei como ela acaba unindo o útil ao agradável. Pra nossa raça, pra ela principalmente... Perder um guerreiro como Damon não seria nada vantajoso! Ele com seus poderes diferentes, ele é fundamental em nossa luta. E ela sabia que você aceitaria tudo naquele momento, pra o ter de volta. E fez você aceitar e assumir seu cargo de Primale. Fez duas coisas que a favorece com um golpe só. Que ela não me ouça mas ela é uma ordinária, trapaceira. Faz tudo de caso pensado e sempre tirando vantagens para ela.
—Eu melhor que ninguém sei disso. -suspiro. -Eu posso até relutar em fazer o pagamento do acordo. Mas tenho medo que ela faça algo ruim contra Damon, por causa disso.
—Precisamos dar um jeito nisso. Mudar isso . Sei lá tentar um outro tipo de acordo. -Tohrment fala.
—Sim. Não é possível que não tenha outra coisa, que seja útil a ela e que possamos pagar em troca. -Phury diz.
—Ela não vai aceitar. E vocês sabem bem disso. -digo deixando meu rosto cair em minhas mãos. -Não consigo esquecer o rosto dele de choque com tudo que contei. A raiva, a mágoa. Eu não queria o magoar, eu fiz isso por amor. Eu o amo e mesmo que ele não acredite está sendo muito difícil pra mim, de verdade... Estou em pedaços!
—Relaxa irmão. Imagino que esteja sendo difícil pra ele também... -Butch diz segurando em meu ombro.
—E ele estava confuso, tinha acabado de voltar dos mortos. E ser recebido com essa informação, com essa acordo, com certeza não foi nada fácil de escutar, lidar. Ele ainda vai entender que você fez isso por amor... -Z comenta.
—Você não fez por mal. Sabemos disso. — Elisabeth diz aproximando e tocando delicadamente meu rosto.
—Sim. -todos disseram.
—Vou pro escritório e vou a chamar e tentar conversar com ela. Não custa tentar. -Wrath diz.
E ali vejo o rei sumir pro seu escritório e ficar quase 1 hora ali dentro. Nesse tempo bebi vários drinks. Estava uma pilha de nervos.
A ansiedade e o nervosismo tomavam conta de cada pedacinho do meu corpo.
Quando ele saiu seu rosto não era nada bom.
—Ela não quer aceitar... -Wrath diz rosnando de tanta raiva. -Disse que o emparelhamento será em breve. Que já está arrumando e preparando tudo. Que está escolhendo a mais bela de todas as escolhida, para ser a primeira fêmea. Pra irmos descansar e esquecer isso, porque esse ritual irá acontecer sim, como foi combinado!
Balanço a cabeça em reprovação a tudo.
Porra.
—Já está tarde, vamos todos descansar . Infelizmente não há o que ser feito. Mas obrigado a todos pelo apoio. -digo levantando e indo pela passagem secreta, pois o sol já havia nascido, indo diretamente pro PIT.
Entrei suspirando profundamente. Caminhei entrando no banheiro e ali avistei meu reflexo.
Eu estava péssimo. Pálido, com olheiras, olho inchado, fora o corte em minha sobrancelha. O sangue seco que havia escorrido pela minha testa, pelo rosto...
Comecei a tirar minha roupa deixando no cesto e caminhei pro box, abrindo o chuveiro.
Rapidamente a água ficou quente e eu entrei, deixando aquela deliciosa água cair sobre meu corpo.
Fiquei um bom tempo assim, eu precisava me acalmar.
Colocar os pensamentos em ordem. Pensar em algo, em qualquer coisa.
Uma solução.
Eu não posso o perder, não aguento a sua rejeição, sua raiva e toda aquela mágoa...
Quando lembro de seu rosto e de seus sentimentos meu peito se contrai de tamanha dor.
Logo comecei a me lavar , ensaboar meu corpo. E logo meu cabelo. Quando terminei de me enxaguar desliguei pegando a toalha e me secando.
Caminhei pelado pro quarto e logo pro guarda roupa pegando um box preta e uma calça de moletom.
Vesti deitando na cama, me espreguiçando. Abracei o travesseiro e ele estava com o cheiro maravilhoso de Damon.
Seu perfume...
Me senti tonto.
Era impossível não lembrar de tudo entre nós. Aquela noite de amor e sexo.
Oh céus...
Foi tão incrível.
Só de lembrar meu corpo dava sinal. Minha ereção, estava tão dura, ansiava por ele, e se tudo continuar assim, nunca mais o terei.
Oh droga.
Tentando me acalmar suspirei fechando os olhos e fiquei um bom tempo ali naquele silêncio.
Por horas...
Mas definitivamente não conseguia dormir. Minha cabeça estava a mil, vários pensamentos. Fora meu corpo que davam sinal que eu não estava bem.
Minhas mãos levemente trêmulas , meu coração acelerado.
Oh céus, eu não conseguiria dormir desse jeito!
Levantei irritado , bufando e caminhei pra mesinha de bebida pegando um copo, uma garrafa de vodka e gelos.
Enchi voltando pro quarto e sentando na poltrona no escuro, o quarto sendo iluminado apenas pelo abajur.
Enchi meu copo bebendo, e ali já acendi minha droga, tragando profundamente...
Buscando um pouco de alívio, de paz, de calma.
É claro que um só, não foi suficiente , bebi vários copos e fumei vários cigarros...
Eu já estava bêbado, mas não importei.
A garrafa já estava quase vazia e meu maço de cigarro já havia terminado.
Eu estava fumando o último cigarro.
Traguei fortemente, jogando minha cabeça pra trás, sentindo aquela fumaça invadir todo meu corpo . Meu pulmão...
E quando soltei a fumaça, olhando pra frente eu simplesmente fui surpreendido por seu vulto ali parado encostado na porta do quarto.
Por instante pensei que era alucinação , causada por tanta bebida e droga usada...
Mas não, aquilo parecia ser muito real.
Eu podia ver o abajur iluminando fracamente seu corpo ...
Descalço, com calça jeans e de camiseta social . Estava aberta, deixando seu peito e seu tanquinho definido a mostra.
—Damon? -sussurrei em choque.
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