Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV DAMON
Tudo estava incrível. E quando voltamos pro quarto. V simplesmente tirou o lençol enrolando e jogando longe. Colocando um limpo . Deitamos e ele me puxou pro seu peito.
E ficamos assim um tempo nos olhando, conversando , se tocando. Até que o cansaço nós venceu e ali entramos na inconsciência...
(...)
Quando acordei, abri os olhos lembrando de tudo que havia acontecido entre eu e Vishous. Senti meu corpo reagir com as lembranças. Lembrei da sensação de seu toque.
Oh céus... Que delícia.
Olhei na cama eu estava sozinho, estranhei . Ali vi um copo de suco na escrivaninha...
—Vishous? -chamei.
Silêncio.
Levantei olhando pelos cômodos realmente ele não estava ali.
Isso não estava normal.
O conhecendo tão bem, ele estaria ali me olhando dormir. Me esperando. Querendo me paparicar.
Balancei a cabeça sem entender.
Bebi o suco , que era de maracujá e estava gelado. O que indicava que fazia pouco tempo que ele havia deixado ali pra mim.
Arrumei o quarto e logo me vesti, escovando os dentes. Quando terminei procurei meu celular e o encontro em cima da mesa. Quando peguei tinha várias notificações na tela ... E quando coloquei a senha e desbloqueou apareceu já na página de ligações.
Oh droga...
Alguém tinha mexido no meu celular!
Olhei nas outras páginas que foram vistas tinha no WhatsApp aberto na conversa da Elena.
Oh droga . Ali tudo fez sentido!
Vishous havia mexido no meu celular.
Quando olhei na outra página, estava na galeria, estava aberto em fotos minhas com ela.
—Que Porraaaaa... -gritei.
Já imaginando o que ele tinha entendido disso tudo!
Merda! Eu não havia contado sobre Elena e nem que ela é doppelganger de Katherine.
E o meu erro além de não ter contado nada pra ele, foi ter salvo o contato dela só com um “❤️” .
Deve estar achando que é a Katherine! Que menti pra ele. Que o enganei ...
Inferno!
Entrei nós contatos ligando pra ele.
Tum.
Tum.
Tum.
Tum.
Tum.
A cada toque e nada dele atender eu ficava mais ansioso. Mais preocupado.
Tocou caindo na caixa postal!
—Caralho! -xinguei ligando.
E assim liguei várias e várias vezes e nada dele me atender.
Oh não. Isso não é nada bom.
Eu já estava um apilha de nervos.
Liguei mais uma vez e nada. Olhei pra tela do celular, sem acreditar naquilo e de tanta raiva segurei o celular fazendo muita força, quase o quebrando de tanto nervosismo.
Afroixei minha mão suspirando, tentando me acalmar.
—Que merda! -digo saindo do PIT rapidamente.
Indo pra mansão quando entrei todos estavam na mesa jantando, claro que menos V.
—E aí flor do dia ? -Rhage diz sorrindo maliciosamente .
Não entendi bem aquilo. Mas não estava com cabeça pra entender ou dar moral pra suas brincadeiras.
—Oi ... -digo cumprimentando a todos. -Vishous não está aqui ?
Todos se olharam até que repousaram em Butch .
—Ele saiu de carro, já faz algum tempo Damon. -Ele disse tentando parecer que estava tudo bem.
Mas eu podia escutar seu coração acelerado. Ele estava nervoso, ansioso.
Ele estava fingindo, mentindo até prós irmãos.
Mas eu sabia que não estava nada bem.
—Ah sim. Entendi. -digo.
—Vem. Sente-se, filho. Você parece tenso... Está tudo bem ?
—Está tudo bem sim. -suspiro. -Obrigado. Mas se vocês não se importam eu vou voltar pro PIT. -digo virando e saindo.
—Filho volta aqui. -pude escutar meu pai .
Mas continuei andando . Quando entrei no PIT. Eu sabia que estava sendo seguido e logo senti sua enorme mão segurando meu braço e puxando pra o olhar.
—O que você fez Damon? -Butch perguntou me analisando .
—Que ? Eu não fiz nada. -digo puxando meu braço. -Onde Vishous foi ?
Ele riu irônico.
—Eu não sei pra onde ele foi. Ele só saiu transtornado daqui com o carro cantando pneu.
—Que droga. -digo andando de uma lado pro outro, extremamente nervoso.
—Damon o que você fez ? -Ele perguntou novamente olhando dentro dos meus olhos.
—Eu não fiz nada porra. -grito pegando um copo e jogando na parede. -Eu estava dormindo!
—Então o que aconteceu? Ele estava ótimo, feliz por... -ele por um segundo ficou em silêncio, até que criou coragem completando a frase. -Por vocês terem transado. Alguma coisa você fez ! -Ele rosnou.
Com aquelas palavras eu paralisei o olhando chocado.
—Como... Como você sabe ? -pergunto gaguejando. -Ele te contou? -pergunto sentindo um pouco envergonhado.
—Não. Ele não me contou. Eu escutei ontem quando eu e Rhage voltamos do ZeroSum. Desculpa, mas foi impossível não ouvir quando chegamos aqui no Jardim.
—Que... Que merda . -digo balançando a cabeça . -Eu preciso conversar com ele . Preciso achar ele. -digo desesperado, andando.
Mas quando eu ia passar por ele. Ele me segurou me jogando contra a parede.
—Você não vai sair da mansão, Damon!
—Como que é ? -pergunto rosnando.
—Isso que você escutou ... -Ele disse me segurando mais forte. -Vishous me pediu pra não deixar você sair. Então eu realizarei seu pedido.
—Então você sabe onde ele foi ? -grito o empurrando.
—Não, eu não sei tá legal ?! – ele gritou nervoso. -Ele estava bem e do nada ele saiu daqui transtornado. Só vi que estava acontecendo alguma coisa quando ouvi ele saindo com o carro cantando pneu. Ele só simplesmente me ligou falando que não era pra deixar você sair da mansão. Tentei conversar, entender, o que estava acontecendo, porque sua voz estava péssima, mas ele nada disse, apenas desligou na minha cara. Então não ouse olhar na minha cara e falar que nada aconteceu ... Ok?
Ele estava preocupado com seu amigo . Era visível. Ele se importava com V de verdade!
Suspirei balançando a cabeça .
—Por favor Butch você precisa me ajudar o encontrar. Preciso conversar com ele. Já liguei várias e várias vezes pra ele. Mas só caiu na caixa postal... -peço desesperado. -Eu não fiz nada. Só foi um mal entendido, algo que não expliquei antes pra ele. Eu preciso conversar com ele, falar que não é nada do que ele está pensando, entendendo. -digo passando a mão em meu cabelo , extremamente nervoso.
—Que mal entendido?
—Por favor Butch, não posso falar... Eu te explico depois certinho, mas por favor, agora me ajuda o encontrar.
—Não posso sair daqui com você . Ele foi direto. Que droga, eu vou tentar conversar com ele. Ver se ele me atende.
—Eu vou surtar. -digo colocando a mão em meu rosto.
Sabia que as coisas não estavam bem . E que Butch não me deixaria sair da mansão ...
Eu preciso arrumar um jeito de sair escondido.
Fugir...
Suspiro.
Ele andava de um lado pro outro ligando. Sempre chamava até cair na caixa postal. E ligou várias e várias vezes...
Droga, é óbvio que ele não iria atender!
Bufo impaciente, me sentindo cada vez mais nervoso.
Ele me olhou desesperado tentando mais um vez ...
Ele andando, bem na frente da porta. Era sua forma de me impedir de fugir, barrando a porta do Pit.
Ali por um milagre ele atendeu. Butch falava bravo com ele explicando que eu estava nervoso, atrás dele que precisava conversar com ele, que tudo passou de um mal entendido... Pra ele voltar pra mansão imediatamente. Claro que ele respondeu que não queria me ver, falar comigo. Que queria ficar sozinho!
Sua voz estava péssima, rouca, falha...
Ele parecia tonto? Sim, com certeza está bebendo e fumando vários cigarros de sua droga!
Porraaaaa.
Eu preciso fazer algo . E tem que ser agora!
Ele estava de costas pra mim , desligando o celular e antes dele virar pra me olhar , eu agi por impulso.
Aproveitando sua distração, com minha velocidade fui até ele lhe imobilizando e lhe dando um mata leão .
—Damon . Paree. -ele gritou tentando lutar e sair dos meus braços.
—Sinto muito . Mas eu preciso o achar!
E ele simplesmente, como um ótimo tira, conseguiu me dar uma cotovelada super forte em minha costela onde acabei afrouxando um pouco meus braços de seu pescoço.
Ele fez força saindo de meu toque e ali me atingiu um super soco me fazendo envergar.
—Droga. -berrei partindo pra cima dele.
E assim começamos a lutar. Parecíamos dois animais atracados.
Mas a verdade e que não queríamos nós machucar. Mas ele não me deixaria sair. E eu não ficaria ali parado, feito um cachorro obedecendo. Ainda mais sabendo que V está completamente surtado por minha culpa.
Ali usei minha velocidade desviando de seu golpe e o prendi em meu braços, conseguindo realizar outro mata leão.
—Sinto muito Butch mas eu preciso o achar, urgentemente. E você aqui, feito um cão de guardas está me criando problemas, me atrapalhando. Sério mesmo. -digo fazendo mais força.
—Porra, não faz isso. Damon! -ele disse tentando se debater.
—Merda, não faz isso você. Não torne isso mais difícil. Eu não quero te machucar. -disse fazendo mais pressão.
—Caralho. V queria que você ficasse aqui em segurança. Não faz isso. Que droga. Se acalme. -ele pediu segurando em meu braço tentando sair.
Eu não quero o machucar, apenas o desmaiar.
Ele se debateu perdendo a força, seu corpo já amolecendo.
Fiz mais pressão.
—Damon, n-não... -ele sussurrou amolecendo de vez .
E ali ele simplesmente apagou, desmaiando.
Respirei profundamente segurando aquela pressão por mais dois segundos e estive a confirmação que ele estava realmente no mundo dos sonhos, “desmaiado”.
Segurei seu corpo e o puxei com jeito pro sofá, o colocando com cuidado ali deitado.
—Merda. Desculpa cara. -sussurrei.
E sem pensar duas vezes sai correndo porta a fora do Pit. E rapidamente pelo gramado indo pro portão. Com um simples impulso, pulei o enorme muro e assim já me encontrava na rua.
Corri afastando dali. As pessoas que me viam me olhavam estranhando minha afobação. Vários carros passavam por mim...
Já estando bem longe da mansão peguei meu celular e nem tentei ligar , porque já sabia que ele não me atenderia.
Entro em alguns becos e ali num lugar mais discreto entrei no whatsapp e comecei a gravar um áudio pra ele:
“-Porra V. Me atende, por favor. —falei tentando controlar minha voz e minha afobação.—Eu sei o que você está pensando. Mas não é nada disso! A garota das ligações, da mensagem e das fotos não é a Katherine ! Me perdoe eu devia ter te contado e explicado antes. Mas ela não é Katherine, só entende e coloca isso na sua cabeça!! E me deixe explicar, por favor. Me fala onde você está, me encontre! Ou me deixe ir até você?! Merda, eu sei o que deve estar pensando de mim e principalmente sentindo. Deve me achar um filho da puta, mentiroso do caralho, que te enganei, que te usei, mas não é isso. Eu nunca menti pra você! Acredita em mim e me de uma oportunidade de explicar e esclarecer isso tudo! Céus, Eu te amo V! Você é tudo para mim. Você é a melhor coisa que me aconteceu esses anos tudo! Eu nunca mentiria ou te enganaria. Eu te amo porra ! -Eu gritei, desesperado.
E ali fui surpreendido por um dor aguda em meu quadril e simplesmente perdi o controle do meu corpo.
Sabia muito bem o que era aquilo...
Droga!
E ao mesmo instante meu corpo sofreu vários impactos de tiros...
Tanto de munição normal quanto projétil feito de madeira.
Mas que porra. Merda.
Como descobriram isso ?
Caí ao chão, avistando o céu. me sentindo extremamente fraco, sonolento... Eu não conseguia me encher, não tinha força pra levantar , pra fugir, pra simplesmente nada.
Verbena!
Não foi uma dose maior com potência capaz de me fazer apagar completamente, mas o que me deram, me deixaram fraco, inútil.
E fiquei consciente vendo, sentindo tudo aquilo.
Muita dor .
Eu sentia projétil de madeira no rumo ou até em meu coração, droga.
Meu corpo todo doía.
E presenciei o que viria ali depois. Simplesmente, fui torturado...
Ele, um cara com touca ninja socou várias vezes meu rosto . Mau conseguia ficar com os olhos abertos. Ele tirou estacas e fincou em meus pulsos.
—A-hh . -gritei de dor.
Ele riu.
Eu já não conseguia me mover agora com aquilo em meu pulso era impossível. Doía tanto...
Pude ver ele tirando mais uma estaca.
Mas que droga... Quem era aqueles homens e por que estavam tentando me matar ?
E como souberam das estacas ? Eu ia morrer... eu precisava fazer algo...
Eu...
E ali pude ouvir tiros, briga e gemidos de dor. E mesmo fraco pude sentir sua presença . Seu cheiro...
Vishous!
Mais tiros foram disparados. O homem em minha frente ele estava vindo com a estaca em peito, e ali em câmera lenta pude o ver ser atingindo por vários tiros. Que chacoalhavam seu corpo. Mas mesmo assim ele caiu em cima de mim começando a enfiar a estaca em meu peito.
Senti uma dor horrível. Mas V simplesmente materializou em nossa frente o chutando.
Sentia toda a força saindo do meu corpo.
E ali eu estava morrendo . Eu sabia disso.
Ainda pude sentir seu toque e seus lindos olhos me olhando completamente assustado.
Eu queria falar o tocar o tranquilizar. Mas não consegui.
Ele gritava desesperado pra eu falar com ele o ajudar.
Com muita dificuldade conseguir falar coração.
Ele no mesmo instante rasgou minha camisa tirando todas os projétil de madeira.
Mas ainda faltavam dois em meu coração.
Ele tentou de tudo pra tirar. Mas estavam fundas de mais. Até tentou cortar meu peito, foi uma dor torturante, o que não deu muito certo. Meu sangue esguichava e ele fez de tudo pra os tirar... Mas não era possível. Aquilo teria que ser feito com cirurgia.
Tudo bem...
Pois já era tarde!
Fui sentindo meu corpo leve, mole .
Ele gritava que eu não podia morrer enquanto me dava seu sangue.
Eu não conseguia manter os olhos abertos.
E ali entrei na escuridão...
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PDV VISHOUS
Suspirei, fechando os olhos e só conseguia pensar e lembrar de Damon.
De todos nossos momentos, lembranças...
De seu corpo, de o ter em meus braços. De o amar tão intensamente...
Oh droga.
Doeu, muitoo.
Doeu mais ainda em pensar que não o veria novamente. Que não o tocaria, não o amaria novamente e que não o teria ao meu lado.
Sem fraquejar, ou pensar eu simplesmente me joguei da sacada...
(...)
Meu corpo caia em alta velocidade o vento batendo fortemente contra mim. E o barulho do meu corpo cortando o vento eram como altos chiados, frenéticos...
Sem entender, meu corpo simplesmente parou de cair com um forte impacto. Eu estava “flutuando” e logo senti sendo puxado pra cima.
Era um poder extraordinário, muito forte.
Que merda. Que porra é essa? Pensei furioso.
Eu queria morrer. E isso estava decidido!
Abri os olhos me vendo já chegando na sacada e ali vi quem estava sendo meu salvador...
Oh droga por que ?
Suspirei irritado. Extremamente confuso com tudo aquilo.
Por que, porraaaaa ?
“Virgem Escriba”
Já em segurança, ela retirou seu poder de mim e ali minhas pernas vacilaram e eu caí de joelhos em sua frente.
Quando a olhei ela estava com sua túnica cobrindo todo seu corpo, inteiro, mas menos o seu rosto.
Seu rosto estava exposto, a mostra!
Sempre tinha uma expressão dona de si, dona da verdade, de tudo e de todos. A que mandava , a que era poderosa. Mas ali naquele momento não tinha nada daquilo . Pelo contrário seu rosto era de espanto, angústia. Ela estava fora de controle .
Totalmente vulnerável...
Ela simplesmente correu até mim ajoelhando ao meu lado e seus pequenos braços me envolveram.
—Meu filho, nunca mais faça isso.
Era mais um pedido, implorando mesmo . Do que uma ordem direta.
Senti suas mão delicadas e suaves tocando meu cabelo e fazendo um cafuné.
Caralho...
Ela estava me consolando, como uma mãe de verdade faria?!
Oh não, droga.
—Não fique assim. Por favor.
Eu sem controle comecei a falar e chorar sem parar.
—Ele é tudo pra mim. Eu não vou aguentar. Eu prefiro a morte. -gritei.
Ela olhou dentro dos meus olhos e balançou a cabeça inconformada.
—E o pior de tudo, isso foi minha culpa!
—Não, não foi. Tudo nessa existência, tem escolhas e consequências. Isso tudo foi consequências de uma briga boba entre dois rapazes. Damon cavou a própria cova quando perdeu totalmente a cabeça, o controle e atacou Alexx. O desfigurou o deixando em coma. De seu ato veio as consequências... Fúria e ódio do Brystz! Ele fez de tudo pra se vingar e o matar.
—E finalmente conseguiu com minha ajuda. Eu falhei como “Ghardian”. -gritei balançando a cabeça inconformado. -Os assassinos estavam a um mês vigiando a mansão. Esperando uma única falha. E eu dei isso a eles.
—Não, você não falhou. Damon que não obedeceu a ordem de ficar em segurança na mansão! Mas ele também não sabia o que poderia acontecer! Você também não sabia... Como estou falando, tudo nessa vida tem uma ação e uma reação. Infelizmente os assassinos estavam à espreita, vigiando e ele fugiu por lá, sozinho. E o seguiram. Isso, infelizmente, foi um acidente, uma consequência. Ninguém tem culpa de nada. Ninguém... Só Brystz e os assassinos!
Suspiro inconformado. Eu não aceitava àquilo tudo.
—Vem vamos pra dentro. -ela diz usando seu poder, sabendo que eu não tinha forças pra nada.
Me fazendo levantar e me levando pra dentro do apartamento.
—Me deixe sozinho. Não quero você aqui. -digo direto, sentando na poltrona e mergulhando meu rosto em minhas mãos.
A dor estava me consumindo. Eu não tinha controle. Eu me sentia tão vazio, triste e sozinho.
Isso o que ela fez não adiantaria de nada.
Uma tentativa de suicídio deu errado . Mas eu não pararia ali. Iria surtar várias e várias vezes. E tentaria inúmeras vezes em fazer algo de ruim a mim mesmo.
Ali pude escutar ela caminhando e ajoelhando em minha frente. Suas mãos brilhantes seguraram meu pulso puxando me fazendo olhar pra ela.
—Não vou aguentar ver você assim. Eu... -ela suspirou. -Eu posso trazer Damon a vida. Mas... -sua voz morreu.
A olhei no primeiro instante com uma esperança, felicidade querendo me consumir.
Mas rapidamente passou, me lembrei que nada é de graça!
Ainda mais vindo dela, da Virgem Escriba. Teria um pagamento!
E sei que não seria nada bom e realmente eu estava certo .
Criando coragem pergunto.
—Se você o trazer de volta . Qual seria meu pagamento ?
Ela me olhou detalhadamente e suspirou.
Ela parecia receosa. Até que falou :
—Você tomar finalmente seu posto como “Primale (Primaz)” . Se casar com a “Escolhida Erhos” e depois com todas as outras e reproduzir a sua espécie.
—Não. -gritei me levantando.
E caminhei de um lado pelo outro. Era óbvio que o pagamento não seria nada bom. Mas isso era pior do que eu imaginei!
Eu ter que assumir o meu posto de Primale, me casar, acasalar e procriar com mais de “quarenta” fêmeas, Escolhidas Ehros...
Isso é uma tortura.
Eu nunca mais poderia ficar e me envolver com Damon!
Não veria meus irmãos. Não poderia lutar juntos com eles. Não seria mais um guerreiro.
Respirei, tentando me acalmar, pra finalmente colocar os meus sentimentos em ordem. Foi ali onde eu fui consumido por vários pensamentos...
Aí que tá o x da questão. Por egoísmo eu prefiro deixar Damon morto?
E eu ficar assim pro resto da minha eternidade, sofrendo com sua falta? Surtando, enlouquecendo e tentando me matar, um dia atrás do outro?
Ou eu teria a chance de o trazer de volta a vida, assumir meu cargo como Primale, mesmo sabendo que nunca mais eu poderei o ter, o tocar ?! Nunca mais o domar, consumir seu corpo, estar ao seu lado como “macho”, num relacionamento?!
Eu seria tão egoísta em preferir sua morte ? Ou o ter vivo, sem o poder tocar?
Porque pois mais que eu estivesse sofrendo, isso tudo não só se resumia somente a mim!
Tinha a Irmandade, que estava sofrendo com a perda de um irmão... Sem falar de Wrath.
Oh céus... Ele foi tão bom pra mim. Me acolheu, me ajudou, me aceitou na Irmandade, onde finalmente fui reconhecido como um guerreiro... Por ele: eu ganhei honra!
Ele estava sofrendo com a perda do seu único filho. A única chance que estiveram de estarem juntos, de ter finalmente a relação de pai e filho...
Isso é tirado dele?
Então, não era só eu... Não é só meus sentimentos, meus desejos, medos e sacrifícios.
Por mais que doesse eu preferia ele vivo, seguindo sua vida, sua história. Tendo oportunidade de ser feliz... Ali do lado de seus irmãos, ao lado do seu pai!
O ver e não poder o tocar doeria sim, muito. Seria uma tortura constante, uma loucura, mas nem se quer tem comparação em ele estar morto, em saber que nunca mais o veria novamente, por toda a eternidade!
Nem que fosse de longe...
—E se eu não poder reproduzir? Você sabe... -sussurrei lembrando da minha castração mal terminada.
—Você é capaz. -ela disse com firmeza.
—Como pode ter tanta certeza ? -pergunto chocado.
—Você é meu filho. Como não poderia saber ?
—Claro. -Ri com ironia. — Você só pode estar de brincadeira.
—Não. Eu não estou.
—Certo. Que seja , não me importo.
—Filho...
—Não me chame assim. Eu não sou nada seu.
Ela fez um careta ficando em silêncio.
Suspiro, balançando a cabeça.
Com um nó em minha garganta me virei a olhando.
—Eu... Eu aceito o acordo. Aceito meu pagamento. -digo sentindo as lágrimas rolando pelo meu rosto.
—Muito honrado sua escolha, guerreiro.
—Mas com duas exigências!
Ela me olhou chocada. Não gostando de eu exigir algo.
—Quais?
—Quero Brystz morto ! Que eu e Wrath possamos o matar.
—Certo. Aceito. Isso, eu já daria o direito a vocês. Essa atitude dele foi desonrosa. Então vocês tem direito de se vingarem.
—Otimo. Porque mesmo você não permitindo eu iria invadir a prisão e o mataria! -disse rosnando.
—Eu sei disso. Sei bem que você e Wrath fariam isso com muita facilidade.
A olhei em choque me sentindo surpreendido.
—Da pra ver e sentir a raiva, fúria exalando de você e do rei. Então é algo fora de controle. Instintos masculinos de vingança são incontroláveis.
Acenei concordando com o que ela falou.
—E a segunda é eu continuar como guerreiro, na Irmandade.
—Não. Você tem que viver com nós o tempo todo com seus fêmeas!
—Então nada feito! Eu não aguentaria isso! Viver 24 horas por dia, do outro lado, com vocês. Sentado num trono qualquer e apenas as fodendo. Isso é torturante.
—Guerreiro, filho de Bloodletter. -ela começou me repreendendo.
—Fala sério. Nem venha com esses Papinhos e repressão. Você sabe que dá minha parte elas só terão isso de mim. Uma foda qualquer . Sem sentimentos, sem prazer, sem entrega. Sem amor...
Ela bufou balançando a cabeça , não concordando com aquilo.
—Qual é mamãe? Já que você sabe tudo sobre mim. Sabe do meu interior... você sabe que eu sou um guerreiro! Meus instintos de macho! Que preciso disso. Da caça, da luta, das agressões, da guerra, do perigo... Ou eu tenho pelo menos isso ou eu seria um perigo pras suas fêmeas. -disse olhando pra parede onde estava todos meus produtos de BDSM.
Ela os olhou entendo muito bem o que eu queria dizer.
Ela suspirou sabendo que eu estava sendo sincero, verdadeiro.
—E fora que eles são minha única família! -disse com força.
Ela entendeu a indireta.
Ela não era nada para mim. Era como um ninguém!
—Eles são meus amigos, meus irmãos. Eu os amo, e não sobreviveria longe deles. -falo.
—ok. -ela bufou irritada. -Aceito suas exigências. Você poderá passar ao lado de seus irmãos, lutando. E assim no final da madrugada, quase amanhecendo, você irá pro outro lado cumprir seus deveres como Primale, as possuindo.
—Ok. -digo caminhando até a mesinha de bebida enchendo meu copo.
Aquilo, dar lhe as costas e simplesmente beber, como se ela não estivesse ali, era uma ofensa.
Mas não me importo. Não ligo pra isso.
Viro bebendo em um simples gole.
—Recomponha-se guerreiro e vamos desmaterializar na mansão, pra fazer o ritual.
Acenei sentindo meu peito apertar...
E assim foi feito. Rapidamente já estávamos na mansão. Onde todos se assustaram. Principalmente pelo fato da Virgem Escriba estar ali juntamente comigo.
E logo ela já tinha conversado em particular com Wrath, explicando tudo.
Damon estava na enfermaria terminando de ser atendido por Havers.
Que estava removendo as balas, e aqueles malditos projétil de madeira do seu coração.
E ele também fazia anotações sobre tudo, sobre ele.
Tudo que era diferente da nossa raça.
Era chocante. Seu corpo era como se estivesse “podre” . Tão cinza, tão morto.
Meu peito se apertou mais ainda.
Eu e Wrath o limpamos com toalhas úmidas retirando todo aquele sangue de seu rosto, corpo.
Era horrível aquilo. Doía de mais o ver morto.
E assim o levamos para um quarto na mansão , onde levei algumas de suas roupas, deixando no guarda-roupa.
E ali mesmo ela começou a fazer o ritual.
—Você tem certeza disso irmão ? -Wrath perguntou preocupado.
—Sim. -digo tentando parecer firme.
Mas eu sabia que me arrependeria de certa forma ter aceitado justamente aquele acordo.
Ele apenas suspirou, balançando a cabeça, não concordando...
Por mais que havia uma certa felicidade por ter seu filho de volta...
Bom, ele sabia que eu estava oferecendo e matando minha liberdade, minha felicidade, meus desejos e meu amor por Damon. Para o trazer de volta dos mortos.
Mas não me importava, de certa forma . Apenas o queria de volta, bem e vivo!
Suspirei balançando a cabeça e ali pude o ver voltando a vida.
Ele abriu os olhos, olhando a tudo totalmente transtornado.
Estava assustado, confuso, perdido e com medo.
—Está tudo bem, meu filho. -Wrath disse indo até ele o abraçando e o acalmando.
Ali o vendo abraçado com seu pai seu olhar rapidamente repousou em mim. Dava pra ver a sua confusão mental...
Era visível. Ele estava confuso, perdido.
Mas acredito que as lembranças estavam voltando em sua mente, rapidamente, como fleches. O deixando tonto.
Pois ele me olhava tão profundamente, assustado. Dava pra ver o nervosismo nele.
Oh droga, porra!
Definitivamente não seria nada fácil o que veria daqui em diante!!!
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