Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV VISHOUS
—“Eu nunca menti pra você! Acredita em mim e me de uma oportunidade de explicar e esclarecer isso tudo! Céus, Eu te amo V! Você é tudo para mim. Você é a melhor coisa que me aconteceu esses anos tudo! Eu nunca mentiria ou te enganaria. Eu te amo porra !” -ele gritou, desesperado.
E ali eu pude escutar tudo... Todos os sons altos de tiros sendo jogados contra ele e seus gemidos de dor e a gravação sendo interrompida.
—Oh não. Merdaaa! Damoooooonnn?! -gritei desesperado.
(...)
Desesperado levantei rapidamente enxugando meu rosto e me concentrei na essência de Damon, em meu sangue que faz parte dele. E ali acabei me materializando num beco, escuro.
E simplesmente tinha vários homens de preto, com touca ninja... Que estavam envolta dele. Damon estava ao chão imóvel com estacas enfiados em seus pulsos.
Eu estava sem qualquer arma. Sai tão rapidamente da mansão que não estava com nada.
Ali ataquei três deles que estavam distraídos usando minha mão brilhante, onde já caíram mortos ao chão. Roubei suas armas, Adaga.
Pude perceber por questões de segundos que uma das armas era diferente, não era de munição normal, de cartuchos.
E sim feito algo de madeira.
Que porra é essa?
E já comecei a atirar em todos que eu via com a arma normal.
É claro quem não foi atingido revidou. Me escondi atrás de uma caçamba e revidei.
Eu precisava chegar até Damon. Pois havia aquele homem em cima dele e ele estava o machucando, o torturando.
Levantei enfrentando eles e atirando em todos que eu podia. Claro fui atingindo no braço mas foi raspão, nem me importei continuei atacando.
E assim avançava, rapidamente a maioria já estavam ao chão. Faltava mais dois homens que eu lutei e assim usei minha mão os matando .
Levantei olhando desesperado, correndo até Damon atirando no homem que estava agachado, o encarando, o agredindo.
Ele cambaleou, mas em questão de segundos, eu pude ver ele estava com uma estaca , indo em direção ao peito de Damon.
—Não. -gritei materializando em sua frente O chutando.
Mas não fui tão rápido assim. A estaca havia começado a fincar nele.
Só pude ouvir um gemido baixo vindo dele. Oh não. Ajoelhei preocupado, o analisando.
Damon estava deitado de braços abertos, com estacas, totalmente pálido . Seu rosto totalmente machucado, ensanguentado, seus olhos estavam pequenos, ele parecia sonolento, extremamente fraco.
—Damon ? -falei o tocando.
E ali fui tirando as estacas, do seu peito e dos seus pulsos rapidamente.
Ele gemeu.
—Fala comigo! -disse apavorado o olhando tocando em seu corpo.
E pude perceber em seu quadril um dardo tranquilizante.
Tirei olhando, havia um resto de líquido ali.
—Que porra é essa? -perguntei o olhando .
Ele nada disse.
Ele não estava bem. Mas eu não conseguia entender tudo aquilo.
Olhei em seu corpo e ele estava cheio de furos pelos tantos de tiros . E eu pude perceber um deles que não era a munição normal. Estava apenas um pedaço pra fora de seu corpo.
Madeira ?
Com minha adaga enfiei removendo com dificuldade, onde ele gemeu de dor.
Quando saiu inteiro eu peguei analisando . Era um projétil feito de madeira.
Mas que droga!
—Damon, eu não estou entendo . Que merda é isso tudo ? Tenta falar comigo. Me ajuda, me de algum sinal. Eu não sei o que pensar, o que fazer. -Falei desesperado vendo ele piorar.
—Co... ra... ção... -com muita dificuldade sua voz saiu baixa, falha e sonolenta.
—Coração? -perguntei assustado.
E no mesmo instante rasguei sua camisa que já estava toda detonada, revelando seu peito.
E ali pude ver vários ferimentos .
E tinha vários munições de madeira ali misturado com as munições normais. Desesperado comecei as tirar com minha adaga.
Pois havia percebido que aquilo o fazia mal. Que era perigoso pra ti.
Agora como e o porque eu não entendi.
E ele gemia de dor ...
A maioria de madeira eu tinha conseguido tirar mas eu pude sentir que tinha uma ou duas bem alojadas em seu peito, no rumo, ou até mesmo bem em seu coração.
Tentei tirar mas aquilo não funcionária. Estavam fundas de mais.
—Eu não consigo tirar. -disse apavorado.
Ele só gemia de dor ...
—Porra. -gritei . -Droga.
E sem pensar apenas peguei minha adaga cortando seu peito, tentando alcançar...
Seu sangue tão vermelho esguichava .
Tentei várias vezes. Mas sem chance.
—Oh merda . Isso não dará certo. Precisa ser com cirurgia . -digo desesperado o olhando.
Ele estava péssimo, sua pele que era pálida estava ficando acinzentada.
—Damon? – gritei preocupado.
Eu nunca havia visto algo como àquilo.
Oh céus... Eu sinceramente estava assustado. Em choque.
Ali toquei seu rosto gelado, todo machucado e ele apenas segurou com muita dificuldade meu pulso.
Aquilo tudo não era bom. Isso não terminaria bem... Definitivamente.
Até que sua mão me soltou no mesmo instante caindo contra o chão.
O olhei ele estava ficando mais cinza e seus olhos fechando.
O sangue em seu peito já não escorria. Estava totalmente estancado.
—Não. Não, não... -gritei desesperado. -Você não pode morrer! Você está me ouvindo! Damon !? -gritei mordendo meu pulso e levando meu sangue até seus lábios.
Abri sua boca desesperado tentando dar o máximo de sangue.
Mas nada adiantou a maior parte escorreu pelo lado de sua boca indo para o pescoço.
—Nãoooo. -Gritei transtornado.
Sem pensar cortei meu pulso para dar mais sangue a ele.
E nada aconteceu.
—Oh não. Porraaaaa. Não, não. Isso não pode acontecer. -disse louco.
Peguei o abraçando, tentei dar mais sangue . Mas não adiantou. O sangue não estava fazendo efeito. Ele estava ficando completamente cinza, um cinza escuro...
Porra!
A verdade era que não havia mais vida em seu corpo, isso era perceptível...
Damon estava morto!
Meu amor, minha perdição, meu pyrocant estava morto.
Morto!
E ali desesperei o agarrando fortemente contra meu corpo e Chorei não acreditando naquilo.
Não podia ser!
Àquilo tudo tinha que ser um pesadelo. Um terrível pesadelo.
Fechei os olhos balançando a cabeça na tentativa, ilusão de abrir os olhos e tudo aquilo não ter passado de um sonho ruim.
Que eu acordasse em minha cama com ele ao meu lado pelado.
Mas infelizmente não era...
Fui trazido a realidade, quando escutei gemidos vindo de alguns daqueles homens que ainda estavam vivos. Olhei em minha volta e era total de uns quinze homens .
Peguei meu celular e simplesmente mandei mensagem pro Poli com minha localização seguindo das palavras :
“Damon está morto!”
Soltei ele e movido pelo ódio caminhei no principal culpado o que estava o torturando, com as estacas. Ele estava muito machucado foi baleado várias vezes. Sem me importar o chutei seu rosto e cai em cima dele tirando sua touca e socando seu rosto descontrolavelmente.
—Quem são vocês e porque fizeram isso ?
Gritava feito louco enquanto o batia cada vez mais. E ele só gemia no começo e depois já nem se quer soava, emitia som algum.
Ele segurou meu pulso. Parei de bater.
—Fomos contratos pelo Brystz Slayer... -Ele disse com dificuldade.
Como que é ?
Eu pisquei várias vezes não acreditando nisso. Aquele ordinário mesmo preso conseguiu o que queria?!
—Continue a contar. -exigi.
—Ele tinha nos contrato já fazia mais de um mês. Nós passando o serviço. E se tudo desse errado e ele fosse preso, que assim cumpríssemos o acordo.
Balancei a cabeça não acreditando naquilo.
Minha cabeça simplesmente rodou com aquela informação.
-Então vocês estão esses dias tudo ... -começo chocado entendendo tudo aquilo.
—Sim. -ele me cortou. -Estávamos as espreitas, rondando e vigiando a mansão esses dias tudo. Na espera de uma oportunidade. Mas ele quase não saiu durante esse mês . A única vez que saiu, ele estava com você, protegido... Bom, até hoje!
—Que porra. -gritei socando seu rosto várias vezes. -E que merda é essa de dardo tranquilizante, estacas, balas de madeira? -gritei o chacoalhando.
—Brystz que passou essas informação. Ele investigou sobre suas fraquezas e tudo isso iria o deixar fraco e assim conseguiríamos o matar.
Céus...
Brystz, esse filho da puta tem que morrer essa noite!
Naquele momento eu já não estava mais sobre controle e toda a porra que eu tentava manter em controle já era. Foi revelado...
Virei um monstro e o soquei mais ainda e ali o atirei a queima roupa, bem no meio da sua testa.
Peguei aquela adaga que havia conseguido e movido pelo ódio/raiva, completamente cego o esquartejei sem piedade.
E assim eu fiz com cada um deles. Enquanto eu os eu maltratava, torturava e os esquartejava em vários pedaço, eu simplesmente ria descontroladamente, misturado com minhas lágrimas que desciam freneticamente pelo meu rosto.
Quando terminei eu estava coberto de sangue em minha mãos, braços, roupa e rosto.
Sem me importar com mais nada apenas caminhei até Damon e o puxei pro meu colo onde fiquei ali sei lá por quanto tempo . O abraçando fortemente de olhos fechados.
Era como se eu tivesse em choque eu não sabia de nada e nem escutava nada o que estava acontecendo em minha volta.
(...)
Não sei quanto tempo passou, voltei a realidade quando senti uma mão enorme repousando em meu ombro . Ali abri os olhos vendo ele.
Oh não ...
Wrath já caiu ajoelhado chorando e tomando Damon em seus enormes braços.
—Céus... Que porra é isso tudo? -alguém sussurrou assustado.
Olhei em minha volta, vi todos os irmãos, chocados com a cena de tortura que encontraram. E mais em choques ainda por Damon.
Olhei para Poli ele estava desconsolado. Ele caminhou até mim assustado.
—V... Me perdoa. Eu estava de olho nele. Mas ele me atacou, me imobilizando, me fazendo desmaiar. Eu tentei impedir, eu juro. Eu fiz de tudo para o impedir... Me perdoa, por favor. -Ele diz apavorado, aproximando.
Eu poderia o culpar, gritar , xingar. Mas eu sabia como Damon era. Como era rápido, forte, esperto e como era um ótimo fugitivo.
A culpa era minha, foi tudo minha culpa! Eu era o seu “Guardian” meu dever era estar do lado dele independente da situação . Eu deixei os sentimentos agir a cima dos meus deveres.
Eu que surtei, sumi o deixando sozinho.
Tudo minha culpa.!
—A culpa não é sua. É minha. -digo fora de mim. -Me perdoa, meu senhor. Eu fiz de tudo pra o salvar. -digo olhando pro Wrath .
Que se encontrava descontrolado com Damon em seus braços.
—Isso não é sua culpa Vishous... -Ele disse em meios as lágrimas. -Ninguém aqui de nós, tem culpa!
Sem mais nada a dizer simplesmente levantei, cambaleando.
—Irmão, se acalme. -todos disseram se aproximando.
Tentando me segurar.
Eles como ninguém sabiam como era desesperador e torturante a ideia de perder seu companheiro.
Essa dor é tão próxima do surto, quanto a beira da loucura, do desespero.
Eles só de imaginarem perderem suas shellan’s já imaginam um pedacinho da dor que eu estou sentindo.
—Não me toquem. -disse agressivo, me afastando e empurrando suas mãos que tentavam me segurar.
—V, para.
—Vishous respira.
—calma.
—Vamos te levar pra casa.
—Você tem que se acalmar.
Eles falavam todos juntos desesperados.
Me afastei de todos cambaleando e dali simplesmente materializei na sacada do meu apartamento.
Eu estava tremendo, as lágrimas eu não tinha controle. Minha respiração pesada. Uma dor horrível me tomava.
Meu peito doía tanto...
Cai de joelhos, me sentindo péssimo, a culpa me consumindo. Eu não conseguia me imaginar sem Damon. Viver sem ele. Ele era, é tudo pra mim!
Tudo... Eu não suportaria aquilo!
Eu preferia a morte!
Sim. Eu prefiro e quero a morte!
Sem pensar em nada, completamente fora de mim... Eu levantei caminhando pro final da sacada. O vento gelado bateu contra meu rosto.
Subi na beirada, olhando aquela paisagem e rapidamente olhei pro chão. Podia ver alguns carros passando lá baixo.
Virei dando as costa pra paisagem e ali fitando os vidros do meu apartamento.
Suspirei, fechando os olhos e só conseguia pensar e lembrar de Damon.
De todos nossos momentos, lembranças...
De seu corpo, de o ter em meus braços. De o amar tão intensamente...
Oh droga.
Doeu, muitoo.
Doeu mais ainda em pensar que não o veria novamente. Que não o tocaria, não o amaria novamente e que não o teria ao meu lado.
Sem fraquejar, ou pensar eu simplesmente me joguei da sacada...
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