Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV DAMON
Vishous mordeu no meu pulso enquanto eu também bebida do deu pulso. Gememos com aquela troca. Era tão gostoso, intenso...
Tão incrível.
Bebemos desesperado até que soltamos nossos pulsos ao mesmo tempo. Nós olhamos ... Foi impossível controlar o desejo.
Suas mãos foram de encontro com minha cintura me puxando pra ele. Colando nossos corpos. E ali nos beijamos com fogo, desejo e muita, muita luxúria...
(...)
Depois dali aconteceu muitas coisas. Eu e Vishous estávamos cada vez mais difícil de nos controlar.
Normalmente eu já sinto muita vontade de “sexo” e o tendo ali tão perto era complicado de mais. Queria ficar com ele, o ter finalmente. Já estava ficando louco.
Mas Vishous apesar de sentir vontade, de querer de estar comigo não queria que acontecesse ali naquela situação que encontrávamos...
Depois disso, como tínhamos bastante tempo, acabei contando sobre meu passado, sobre Katherine . O que não foi uma boa ideia é claro. Ele era muito explosivo e agido pelos sentimentos. Pegou todas as minhas dores e transformou em juramento de vingança . Oh droga isso não foi nada, nada bom. Definitivamente. Onde brigamos, ele duvidando dos meus sentimentos por ele...
Droga!
Depois foi eu indo lá fora pegar as coordenadas. Como senti falta do sol, daquela quentura gostosa. Mas não foi legal prós meus olhos. Como fazia meses que não saia na luz , meu olhos estavam sensíveis. Onde arderam muito, ficando super irritados, eu mal conseguia ficar de olhos abertos.
Mas pelo menos compensou essa “pequena tortura” pois consegui pegar as coordenadas e todas as referências que poderiam ajudar os irmãos em nos encontrar . Quando Vishous viu como estavam meus olhos, ele ficou bravo mas fazer o que, era o único jeito.
Ficamos no chão sentados e ele me abraçando. Estávamos tão perto pude sentir seus lábios se aproximando e quando íamos beijar, escutamos um barulho em cima do contêiner e logo vozes soando pelo local. Era os irmãos. Como sempre Rhage fazendo piadinhas e sempre tão indiscreto.
E assim já estávamos indo pro cemitério. Não nego, não conseguia me controlar... Em não sentir uma pontada de ciúmes de Butch.
Bom, por incrível que pareça não tinha ninguém nos seguindo e nem nos atacaram.
Sem demorar muito chegamos no cemitério os assassinos estavam nos esperando. Eu sentia-os e eram muitos...
O jeito foi usar meu poder de criar neblina , o que ajudou um pouco eles não nos viam com facilidade, o que nos dava uma certa igualdade na luta contra eles. Mesmo com a neblina alguns nos acharam e assim começou a luta. Eu os via melhor e com isso consegui matar alguns dele com meus poderes.
Eu estava matando eles quando senti Vishous me agarrando e me puxando. Ele iria me levar direto pra tumba quando um assassino chutou o braço dele . Eu comecei a lutar com ele e fui ferido. Uma adaga na minha cintura, barriga. Não nego isso dou pra porra . Apenas gemi de dor .
Vishous veio me segurando e do nada um luz começou a clarear tudo . Sumindo com minha neblina.
E ali apareceu um figura até que bem baixa de túnica preta tampando seu corpo inteiro, até mesmo seu rosto. Não conseguia ver... Mas quando falou pude ver que era uma mulher.
Essa era a Virgem Escriba?
Só podia ser... Ela mandou todos os assassinos vivos irem embora e assim foi feito no mesmo instante.
E ali ela ordenou que eu a acompanhasse e Vishous ficou completamente descontrolado. Não entendi aquilo. Achei muito estranho.
A acompanhei sem me impor. E ali agora tendo minha atenção somente a ela, e no caminho... Pude perceber que escapava um pequeno brilho, por debaixo de sua túnica, pelo chão , por todo o caminho que ela fazia.
Olhei fascinado e extremamente confuso. Ela é uma santidade, um ser superior. Deveria respeito e obediência a ela.
Nesses meses pude aprender bastante coisas no centro de treinamento. Entre elas, meus amigos me contaram bastante sobre isso de reverência e fascinação que tem que ter por ela. Tudo seguindo a várias etiquetas...
A tratar como vossa santidade, se curvar, falar e agir sempre com respeito, sem questionar ou fazer perguntas...
E eu achava aquilo tudo uma idiotice é claro .
Rapidamente entramos numa sala onde ela caminhou ficando em minha frente.
E simplesmente, pra minha surpresa, o capuz que tampava seu rosto, foi removido como mágica, sozinho, sem ela se quer tocar nele.
E foi revelado uma mulher de uma beleza fantasmagórica e etérea, completamente linda.
Era impossível negar isso.
Ali ela deu um sorriso de lado , era como se tivesse lendo meu pensamento.
Por frações de segundos eu continuei a olhando, fascinado, não consiga desviar o olhar e surpreendentemente ela me fazia me lembrar alguém muito, muito próximo.
Ela me perguntou várias coisas:
Como eu me sentia sobre Alexx. O que ele fez comigo durante esse tempo.
O que aconteceu naquela noite no banheiro.
Perguntou o que eu achava da Irmandade, da minha nova vida.
E até comentou sobre minha marca que tenho com Vishous. Falou que com ou sem marca ele seria assim, o meu protetor.
Não entendi bem qual era dela. Mas ela me analisava minuciosamente, como se pudesse ler a minha alma.
O que era bizarro.
Até que soltou:
—Agora entendo perfeitamente o que o fascinou. E entendo o que ele sente por você.
Fiquei confuso com tais palavras não sabia o que pensar. Mas aquilo só podia ser sobre Vishous.
—Você está falando de Vishous? -soltei , esquecendo-me que não podia perguntar coisas a ela.
—Perdoarei seu pequeno erro, meu príncipe. -ela sussurrou.
Ali só abaixei o olhar, percebendo que tudo aquilo era verdade.
Para com ela, tinha que ter todas aquelas frescuras, realmente.
O que eu odeio!
Não é de hoje que odeio etiquetas. Pior coisa na época antigamente, quando eu era humano... Era ter todas aquelas formalidades, para com todos, principalmente com as mulheres.
Bom, pra ”minha sorte”, minha realidade, minha vida e descendência tem tudo isso e muito mais.
Que ótimo!!!
Suspiro, irritado.
—Vamos voltar para o julgamento, guerreiro. Você já me falou o que eu precisava saber. -ela disse com autoridade, e ali o capuz simplesmente voltou para o lugar de antes, tampando completamente seu rosto.
Voltamos e ali começou os julgamentos... Alexx culpado, Brystz culpado. Agora só faltava eu. As coisas não pareciam bem. Sentia o nervosismo de todos, principalmente do meu pai e Vishous. Seus corações batiam tão forte que pareciam que iam sair pra fora.
Ela disse tudo sobre o que ela pensava sobre a minha atitude e ali falou que minha sentença era esse tal de “Rytho”, pude ver que todos ficaram nervosos e tensos.
Mas fazer o que? Ou era isso ou era pra ser pior não é ? Ou preso ou morto! Sinceramente eu estou fora dessas outras opções...
Sem entender aceitei aquilo. Mesmo não entendendo era minha única chance!
Quando estávamos indo embora para o carro, Vishous colocou toda sua raiva pra fora.
A chamando de vadia... Ok. Aquilo soava muito, muito estanho. Ele falava dela com tanta raiva, com tanto nojo e desdém . Não entendi.
Mas cismei que tinha ou havia algo entre eles... E ele tentava esconder isso de mim.
Na primeira oportunidade que eu estiver eu vou perguntar e quero respostas!
Naquele momento só entro no carro agradecendo por finalmente poder estar indo pra casa.
Precisava tanto de um banho e de uma cama, que nossa seria um presente.
Suspiro vendo que finalmente estávamos chegando na mansão. Saímos, entrando e ali todos vieram nos cumprimentar. As esposas e os empregados. Todos estavam felizes em nos ver bem.
Elizabeth quando me viu, ela simplesmente veio e me abraçou fortemente .
Estranhei primeiramente é claro.
Mas seu abraço era tão aconchegante, tão carinhoso . Mostrava felicidade por me ver “bem e vivo”. Acredito que foi o único abraço que já chegou perto do abraço da minha mãe. E era isso que senti que se passava. Uma abraço de mãe que estava feliz por ver seu filho bem..
Suspirei um pouco em choque com tudo isso.
Ela me olhou com preocupação e ficou nervosa com meus machucados. Conversei com ela a acalmando.
Apesar de tudo, dos últimos acontecimentos eu estava bem.
Depois de falar com todos, eu e V fomos pro PIT. Precisávamos de um banho, estávamos sujos e machucados. Tinha dois chuveiros e cada um foi pro seu banheiro . Quando sai, sentei na poltrona suspirando. Assim que V saiu escutamos um batida na porta e era Havers . Meu pai o tinha chamado pra cuidar de nós.
Ele me olhou primeiro e disse que estava tudo bem. Meus machucados estavam curando muito rápidos. Ele ficou chocado com esse meu poder.
Quando foi atender V. Fez vários curativos nele, principalmente essa fratura no braço . Cuidou certinho e agora enfaixou. Por sorte era o esquerdo, usava menos.
Logo ele saiu, passando alguns cuidados e medicamentos, se assim fosse necessário. E rapidamente nos deixando sozinhos.
—Você está bem ? -pergunto sobre o braço.
—Ate que sim. Só uma dorzinha.
—Ah sim. -digo caminhando e sentando em sua cama. -vai melhorar rápido, meu sangue ainda está em seu sistema.
—Que bom . -Ele diz sério.
—Eu não tive oportunidade de te agradecer ... Obrigado por ter cuidado de mim. -digo dando um sorriso. — Tudo isso, esses machucados são todos culpa minha. -digo triste.
—Não, não é sua culpa! Damon entenda... Eu escolhi ser seu “Ghardian”, eu escolhi te proteger. E vou escolher isso sempre. Não me importo com o perigo ou com machucados. Isso é o de menos. Me importo com você, se você está bem Nallum. Você é tudo pra mim...
—Também me importo com você, por isso fico chateado e irritado com tudo isso. Não queria que você se machucasse. E também só consigo me preocupar e se importar com você. -suspiro. – Vejo que está chateado e nervoso sobre amanhã.
—Ah... Não quero o ver e principalmente ter que praticar algo contra você . Você sendo machucado. Mas tem coisa que não depende de mim. -ele bufa irritado.
—Entendo. Posso ver sua raiva , nojo e desdém pela Virgem Escriba. Por que ? Qual é a sua ligação com ela ? -pergunto direto.
Ali pude o ver paralisado , feito uma estátua. Branco feito um papel...
—D-Damon... -Ele gaguejou. -Bom, acho que essa não é a hora muito certa pra falarmos sobre isso .
—O que ? Por que não ? Qual é... Você e ela estiveram um caso ? Vocês eram ou são amantes ?
—Não porra . Céus... Que nojo. -ele disse chocado com daquilo e com muito nojo, dava pra ver. -Não Damon, todos esses pensamentos seus, estão completamente errados.
—Será? — pergunto irônico não acreditando. -Então me fale. -insisti.
Ele suspirou levantando e andando de um lado pro outro. Ele estava nervoso com aquilo. Mas que porra o que era tão assim, sei lá , tão sério ? Que eu não poderia saber ?
Levantei e fiquei o encarando.
E ali o vi parar em minha frente olhando dentro dos meus olhos e simplesmente soltou...
—A Virgem Escriba, ela... Ela é a porra da minha “mãe”.
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