Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV VISHOUS
—Eu juro. Que um dia vou caçar e a achar! E eu vou a matar com todo prazer e honra! Por tudo que ela fez com você e com seu irmão.
Ele simplesmente balançou a cabeça irritado não acreditando naquelas minhas palavras e me empurrou...
Saindo do meu toque, dos meus braços. E caminhou saindo do contêiner...
(...)
Eu ia atrás dele . Mas assim que dei passos indo pra porta, meu celular tocou.
Peguei vendo ser Wrath.
—meu senhor.
—Oi amigo. Como está as coisas?
—suspiro. -Nada bom amigo ...
—como assim V?
—Ele nos acharam na mansão. Eram muitos assassinos. Sempre chegando mais e mais. Contando ao todo foram quase 50 assassinos. Eu fui obrigado a explodir a mansão com aqueles filhos da puta dentro.
—Oh não... Porra. E como vocês estão ? Damon ele ...?
—Ele esta bem, meu senhor. Cumprirei minha palavra. Seu filho voltará sã e salvo.
—Eu sei. Mas também quero meu amigo vivo. E isso não é um pedido, é uma ordem!
—Sim meu senhor...
—Onde você estão agora?
—Não sei ao certo ... Pois depois que explodi a mansão. Fugimos com o carro. Mas estava amanhecendo. Eu me queimei. Damon que tomou controle do carro e achou esse esconderijo. E um armazém enorme . Perto da estrada. Pra ser sincero não faço ideia onde seja isso.
—Vishous... -sua voz era rouca e assustada. -Você se queimou? Você está bem ? Como que ... Mas que porra! Maldição...
—Eu estou bem. Damon me ajudou me enrolando num edredom, me fazendo ficar abaixado entre o banco e o painel.
—Oh pela Virgem Escriba ...
Pude escutar ele desmoronando na poltrona.
—Wrath, eu estou bem! -digo firme.
— Se você tivesse morrido eu nunca me perdoaria... Você é um grande amigo, um irmão para mim V. Não seja tão filho da puta.
Realmente, aquilo nunca fez tanto sentido... Eu realmente sou filho de uma puta .
—Não ouse morrer! Está me entendendo? -ele completou gritando.
—Sim meu senhor ... -digo rindo.
—Acho bom mesmo. -Ele sorriu ainda nervoso. -Bom, entreguei todas as provas a Virgem Escriba. Duvido ela não ficar do nosso lado...
—Serio? Será ? Ela é uma vadia. -digo irritado por tudo que ela é capaz de fazer.
—Vishous... Entendo sua raiva para com ela. Mas torço pra que ela seja honrada em escolher o lado certo e verdadeiro.
—É tomara... -digo não botando muito fé naquilo.
—Hoje acaba os 2 dias que ela nos deu. Chega de vocês aí fugindo. Voltem pra casa !
—Tem certeza ? Não é arriscado?
—Sim tenho. Mas isso foi mais uma ordem dela. Eu falei a ela que Brystz foi desonrado. Pois invocou os “Ahstrux Nohtrum” passando por cima da ordem dela. Ela quer todos hoje na “A Tumba” para julgar Damon, Brystz e todas as provas que temos contra Alexx.
—Então foi por isso todos aqueles assassinos. Ele quer matar Damon mais ainda agora. O impedir de chegar aí hoje para o julgamento. Pois ele sabe que vai ser julgado e será culpado. Então, já que for pra ser culpado, que seja conseguindo e completando sua vingança.
—Exatamente ...
—Que filho da puta . -digo rosnando.
—V preciso ter uma noção de onde vocês estão. As coordenadas... Pra mandar os irmãos ai pra os ajudar a voltar. Pois com certeza vão tentar de tudo pra impedir de vocês chegarem no cemitério...
—Droga. -digo nervoso. -Preciso conversar com Damon pra ver se ele sabe me passar algum noção.
—Esta bem . Depois me ligue por favor . E qualquer notícia me fale também.
—pode deixar . Obrigado
E ali desliguei o celular, saindo do contêiner pra ir conversar com o “príncipe nervosinho”.
Sai e o pude ver deitado em cima do capô da caminhonete com os olhos fechados. Sua expressão era brava, seria e rígida.
Caminhei chegando e ficando perto dele, em pé .
—Que foi ? -Ele perguntou continuando do mesmo.
—Eu que te pergunto. Que foi Damon? Você fico todo estressado com o que eu falei pra você.
—Nem estou estressado. -Ele diz continuando da mesma forma.
Nem se quer abrir os olhos ele se deu ao trabalho. Me deu uma raiva disso .
—Fala direito comigo . Olha pelo menos na minha cara. -digo nervoso.
Ele bufou irritado. Abriu os olhos e se repousaram em mim.
—Mas que inferno Vishous. Eu estou de boa. Ok?
—Não, você não está. E você vai me explicar o porquê !
Ele passou a mão pelo cabelo em forma de estresse.
—Toda vez vai ser isso ? -Ele pergunta suspirando.
—Isso o que ?
—Isso ué. -Ele diz aumentando a voz.
Descendo do capô, ficando em pé, frente a frente comigo.
—Eu conto algo sobre meu passado aí te conto detalhes, nomes... E toda vez que estiver uma pessoa que me fez algo ruim, você vai querer sair aí pelo mundo a fora os caçando ? Pra os matar ?
—Já entendi . Você no fundo gosta dela . Claro, ela que te deu o sangue te transformando.
—Ah cala a boca. Você está falando merda. Eu não gosto, não amo e nem me importo com a Katherine. Se depois de eu te contar toda a história você ainda não entendeu isso, pode largar mão viu ! -Ele berrou.- Se você quer sair pelo mundo a caçando ... Ok. Faz o que você quiser. Foda-se eu não ligo.
—Claro... Não foi isso que pareceu. Mas tudo bem.
—Ah, fala sério . Puta que pariu. Eu ter que aguentar e ouvir isso de você. De você ! Ah tem dó. -Ele suspira andando de um lado pro outro. -Se eu gostasse dela, como você está achando... Então, estou perdendo meu tempo aqui não é? Era pra eu estar lá com ela fodendo a b*ce*a dela...
Quando ouvi tais palavra o meu sangue ferveu e fiquei completamente cego. Não permitiria ele falar assim comigo. Não depois de tudo que passamos, depois de nossos toques, beijos . De ele quase ter se entregado a mim.
Sem pensar, apenas senti minha mão em punho indo contra seu rosto.
Claro que no mesmo instante Damon revidou, me acertando um belo soco.
E sem controle começamos a brigar , onde ambos , consumidos pela raiva, cegos completamente batíamos um no outro.
Apesar da situação, ficou bem claro que ambos são ótimos guerreiros, lutadores, fora nossa força e precisão dos golpes. Damon avançou furioso vindo me dar um soco de direita, acabei conseguindo desviar e ali o acertei em cheio.
Ele com o impacto, cambaleou batendo na caminhonete.
Rosnei com o ódio e ciúmes ... Fui pra cima dele o pegando pela camiseta e o prensando contra a mesma.
Pude ver nossos estados, a raiva fluía pelos nossos corpos, que estavam tensos, rígidos, fora nossa respiração acelerada, desconexa.
Meu coração batia fortemente.
Mas apesar de toda aquela fúria, eu podia sentir o poder, o desejo e a luxúria fluindo de nós.
Estávamos excitados.
Ok, somos uns lunáticos, tudo bem...
Mas tudo aquilo , aquela competição de força, de poder, de dominação são excitantes de mais.
—Não ouse falar assim comigo, ainda mais depois de tudo que estamos passando... Sim, minha vontade é a caçar e a matar. Pois vejo o quanto mal ela te fez.
—Se for assim eu tenho direito de caçar Bloodletter. -ele berrou.
—Isso é uma pena. Bloodletter está morto a anos. -gritei. -E eu não controlo meus instintos, meus sentimentos... -suspiro segurando seu queixo. -E você é meu. Não ouse falar essa palavra. Única pessoa que você vai foder vai ser eu. Só a mim. Você é meu Damon ! Entendeu ? -digo rosnando e meu cheiro de emparelhamento se fazendo presente.
Ele nada disso apenas ficou me olhando, em choque, se sentindo tonto com aquele cheiro. O encarei e sem mais nada a falar o beijei com fúria, posse e desejo.
Beijamos com intensidade, nós tocando . E nossos corpos completamente colado.
Beijamos por bastante tempo até que eu estava ficando sem ar. Afastei nós encarando com a respiração ofegante. Descontrolado...
Ele fechou os olhos com os lábios entre abertos.
—Não devia ter falado aquilo... Mas me deu raiva, muita raiva e ódio por você duvidar de mim. Duvidar do que te contei e principalmente duvidar dos meus sentimentos por você . -ele diz suspirando. -Isso tudo é novo pra mim, e sinceramente é difícil para mim lidar. Mas eu estou aqui. Não estou ? -ele perguntou balançando a cabeça.
—Desculpa. -digo me sentindo péssimo, um otário.
Ali toquei seu rosto.
E puder ver seu estado, Damon estava sentido. E confessou que tudo aquilo é novo e difícil pra ele.
Droga...
—Me perdoe, por favor. -digo me sentindo horrível, transtornado. — Desculpe por deixar meu ciúmes falar mais alto. -digo sendo sincero tocando seu rosto com carinho.
Ele sorriu, tocando meu cabelo e logo segurou meu pescoço me abaixando e assim seus lábios tocaram os meus em um selinho.
—Tudo bem V...
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