Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV VISHOUS
Ele sorriu, tocando meu cabelo e logo segurou meu pescoço me abaixando e assim seus lábios tocaram os meus em um selinho.
—Tudo bem V...
(...)
Sorri. Fazendo um carinho em sua bochecha.
—Eu escutei a conversa com meu pai.
—Ah sim. Verdade... Preciso saber se você viu alguma coisa que ajude na nossa localização?
—Pior que não. Quando o vi daquele jeito, correndo o risco de morte. Eu só procurei um lugar seguro mais perto. Não olhei nada disso.
—Droga... -digo andando de um lado para outro , tentando pensar em alguma coisa.
Até que ouço sua voz me trazendo de volta a realidade.
—Eu posso ir ali lá fora olho tudo certinho e volto com informações que precisávamos .
—Não. Sem chance. Você não vai sair la fora sozinho . Definitivamente não.
—Vishous não tem outro jeito . Você não pode ir. E se não dermos nossa coordenada, como os irmãos vão nos achar? Ou é isso ou ficamos sem ajuda .
—Que porra ... -digo nervoso.
—Calma. Vai ser rápido. E o sol está raiando, tudo bem . Os assassinos não andam no sol, vocês mesmo falaram isso.
Suspiro o abraçando.
—Esta bem. Não demore, por favor.
—ok.
Eu me escondi dentro do contêiner enquanto o vi pela fresta caminho pra fora. E logo uma luz clara entrando no armazém . E logo sumindo. Oh céus. Ele lá fora sozinho . Eu vou infartar.
Eu fiquei andando de um lado pro outro olhando no celular. Meu coração batia tão rápido. Eu não conseguia me controlar. Era desesperador de mais, não estar ao seu lado. E o pior de tudo era saber que se acontecesse alguma coisa eu não conseguiria o salvar.
Bufei. Vendo que só se passaram 15 minutos desde que ele saiu. Mas pra mim pareceu ser uma eternidade.
Ate que ouvi a porta se abrindo a luz entrando e logo sumiu.
Sai do contêiner correndo e vi o andando com a mão em seus olhos.
—Damon... Que foi ? Que aconteceu ? -digo já chegando perto dele.
Segurei seu braço tentando tirar pra eu ver o que ele estava tampando.
—Calma V... -ele suspirou abaixando a mão.
E ali posso ver os olhos dele irritados, vermelhos e lacrimejados. Em volta tudo vermelho.
—Que merda é essa ? -digo o olhando .
E ele mal conseguia ficar de olhos abertos.
—Eu estou bem. Só estão ardendo um pouco ...
E antes mesmo que eu perguntasse o porquê aconteceu aquilo ele já me explicou.
—Faz tempo que não ando no sol. Então acaba afetando minha visão. Ardendo, irritando. Mas eu estou bem.
—Você sabia que ia acontecer isso ?
—sim, já imaginava. Desde daquela hora no carro eu já tinha sentido um incômodo. -ele diz direto. -Faz mais de 6 meses que não vejo a luz do sol. É normal acontecer isso. E bom, pra ser sincero que saudade eu estava. -ele completa rindo.
—Por que você não me falou que ia acontecer isso?! -digo bravo.
—Porque você não iria me deixar ir. Simples assim. Eu estou bem. Acredite em mim. Só preciso ficar um pouco com os olhos fechados. Pra essa ardência sumir .
—Ok. -digo sentando e o puxando .
Sentando ao meu lado, onde continuei o abraçando .
—Liga pro meu pai, preciso falar pra ele o que eu descobri...
Passei o celular e ali pude ver eles conversando e Damon passando as referências, coordenações. Tudo que ele viu.
Bom que Logo iria escurecer e poderíamos sair desse lugar. Não via a hora de tudo estar resolvido.
Assim que eles desligaram . O olhei e vi que ele ainda estava de olhos fechados.
—Ainda está ardendo ?
—Um pouco. Mas já está parando.
Suspiro.
—Como que você não queima no sol? -pergunto curioso.
Ele nada disse. Apenas rindo levantou sua mão esquerda mostrando. Olhei sem entender nada. Pois naquela mão só tinha um anel. Mas não poderia ser...
—O anel ? -pergunto sem entender.
—sim.
—Mas como?! -pergunto chocado.
Ele riu mais ainda.
—Como tem vampiro, lobisomem... Também tem híbridos...
—O que ?
—São pessoas que são metade vampiros e metade lobisomens... E também tem doppelgängers.
O olhei confuso não entendendo aquilo. E também sem entender o porquê ele parecia nervoso por contar aquelas coisas.
—Você conhece alguém que seja isso aii?
—Olha V... Isso não vem no caso agora ok? Não tem ligação nenhuma com o que eu ia falar sobre o anel. -Ele diz frio.
Ok, Damon. Já entendi, você está me escondendo alguma coisa...
—Voltando ao que eu ia falar... Além de ter esses seres místicos, também tem as bruxas. Onde elas fazem feitiços, magias e tudo mais. Bom, foi uma bruxa muito antiga que fez isso. -Ele diz me mostrando o anel novamente. -Pra mim e pro Stefan. Então é isso. Únicos vampiros que andam na luz do sol são os que tem um anel encantado . -Ele diz fazendo entre “” com a mão.
—Entendo. São muitas coisas que nunca ouvi falar. Bem agitado e cheio de surpresas esse mundo que você vivia.
—sim. -ele suspira.
Não aguentando peguei seu rosto. O fazendo o olhar pra mim ali ele abriu os olhos irritados, me olhando.
—Eu sei que você está me escondendo algo. Se você não quer falar agora, tudo bem ...
Ele balançou a cabeça.
Nossos rostos estavam tão perto. O vendo assim, seus lindos olhos “machucados” , não tinha nada que eu poderia fazer pra o ajudar. Apenas suspirei acariciando seu rosto. Quando aproximei indo o beijar.
Escutei um barulho no contêiner. E logo sua voz cortando o clima .
—Heiii casal... Vamos parar de patifaria ? Vocês tem companhia agora . Depois vocês se agarram.
Olhamos . E era Rhage falando. Acompanhado de Z e Butch. Eles materializaram em cima do contêiner.
—Cala a boca cara. -eles o repreenderam.
E ele apenas ria descontrolavelmente.
Damon apenas abaixou a cabeça sem graça com a piadinha de Rhage.
—Hei ... -digo o soltando e levantando .
Eles desceram e vieram nos cumprimentar.
—Vocês tão péssimos. -Z diz nos olhando.
—Sim. O que aconteceu com seus olhos Damon? -Butch perguntou preocupado.
—Sol. Eu fui lá fora ver as coordenadas pra passar pro meu pai.
Eles me olharam sem entender.
—como faz muito tempo que ele não anda ao sol. O olhos ficam sensíveis.
—Ah simm. -eles disseram juntos. -Melhoras...
—Valeu.
—Vamos embora ?-poli pergunta.
—Nem tinha percebido que já estava escurecendo. -digo feliz.
—Por que será hein? -Rhage diz com cara maliciosa, rindo.
—Rhage. -dissemos o repreendendo.
Eu fique sem graça. E Damon então nem se fala. Ele simplesmente levantou do chão, caminhando pra caminhonete entrando e sentando. Fechando a porta com força.
Todos me olharam. Ok, o príncipe não estava com tão bom humor assim.
Sem perder tempo entramos na caminhonete. Enquanto Rhage abria o portão. E quando fechou ele subiu na carroceria junto com Z. E dentro ficou eu e Damon na frente e atrás o poli.
Damon nada disse apenas ficou em silêncio olhando pra estrada. Enquanto eu seguia correndo.
—Wrath nos contou as coisas que aconteceu. Da bomba e de você ter sido queimado pelo sol. Você esta bem V?
Dava pra ver a preocupação em sua voz.
Puder ser Damon suspirar .
—Estou bem sim amigo. Damon me salvou. -digo repousando minha mão em sua coxa.
Tão grossa, forte e torneada.
—Que bom. Fico feliz. -poli disse dando um sorriso.
E ali pude ver Damon revirar os olhos e fazer um enorme bico . Sua expressão estava seria.
Ok .. Ele está com ciúmes?! Oh Dam, não precisa ficar assim. Eu só tenho olhos pra você.
Penso, dando uma risada mentalmente e ali fazendo mais pressão em sua coxa , onde se encontrava minha mão.
Olhei pelo retrovisor. Poli estava preocupado com sua atenção para fora. Vendo se não estávamos sendo seguidos.
Sem aguentar deslizei minha mão pela sua perna e o senti estremecer, mas antes que minha mão fosse mais pra cima ele segurou. O olhei e ele nem se quer me olhou. Apenas tirou minha mão dali.
Sem entender suspirei o olhando.
—Deveria prestar atenção na estrada. -Ele disse tão baixo que duvido que poli tenha ouvido.
Olhei pro seu corpo e vejo o volume enorme em sua calça. Gostar do meu toque, ele estava gostando ... Vai entender.
Balanço a cabeça não entendendo aquilo e volto a minha atenção pra estrada. .
Eu corria muito estava mais de 300km/h .
E de se estranhar não tinha ninguém nos seguindo. Nada. Nem um ataque, simplesmente nada.
E sem demorar já estávamos de volta pra cidade e sigo para “A Tumba”.
Que é um cemitério simplesmente enorme.
E nada dos assassinos. Mas que porra é isso?
Chegamos e saímos do carro ficando próximo um do outro. Nos encarávamos sabendo que tinha algo muito errado ali.
Damon simplesmente passou na nossa frente, dando dois passos, onde o segurei . E ele ficou olhando pra dentro do cemitério.
—Vocês sabem que é uma armadilha não é? Que eles estão nos esperando . -Damon diz num sussurro.
—É, faz muito sentido. -poli concordou com ele.
—Mas precisamos entrar . -Z diz pensativo.
—Sim... Está quase na hora e a Virgem Escriba esta esperando por Damon, para o julgar.
—Eu os sinto. Estão pertos. -Damon diz olhando a tudo minuciosamente.
—Droga. -dissemos chocados com esse poder de Damon.
—Não tem jeito precisamos entrar esse é o único caminho . -digo com firmeza.
Até que sinto a mão de Damon me segurando .
—Vamos entrar... Mas eu tenho uma carta na manga contra eles.
Nos olhamos com surpresa e curiosidade.
—Venham ... Fiquem perto de mim. -Ele diz passando pela porta do cemitério .
E nos ao seu lado, colados. Até que ele parou. E fechou os olhos...
Ele estava se concentrando ? Fiquei confuso. E nada estava acontecendo. Até que senti o ar pesado, ficando denso. O vendo diminuiu. E um frio diferente começou . Aquilo estava muito estranho e estávamos sem entender. Até que Z me tocou .
—Olha... -sussurrou.
E quando olhamos em volta de Damon estava se formando uma neblina muito densa, forte, onde foi espalhando, tampando o cemitério inteiro. E logo chegando em nós. Era impossível enxergar.
—como isso é possível? -Rhage perguntou o que todos queriam saber.
—Segredo. -Damon riu. -xiu, silêncio...
Já mal via os irmãos e Damon.
Desesperei . Sentia meu coração a mil. Até que senti sua mão em mim.
—Fiquem juntos ... Como não sei o caminho. Eu deixarei que você veja minha mente V. E nos guie. -Ele sussurrou.
E ali fomos seguindo e eu entrando em sua mente vendo o que ele via ...
E andávamos dava pra escutar eles, os assassinos andando no meio da neblina nós caçando.
Eles estavam desesperados. Pois não conseguia nos achar.
Damon com sua super visão , e também por estar no “ meio da sua neblina” ele conseguia ver tudo. E os via ...
Céus tinha muitos assassinos ali. Eram quase 30 . Que droga era isso. Nunca em toda minha vida, soube que mandaram tantos assassinos assim pra matar alguém.
Aquilo da neblina estava ajudando pois estávamos quase chegando. Mas é claro não foi o suficiente.
Sempre algum assassino tem algum dom/poder diferente.
Um grupo nos sentiu e mesmo não enxergando exatamente nós atacaram na sorte. E ali começamos a lutar. E Damon só aumentando a neblina. Eu não via nada nem se quer um centímetros a minha frente. Não sabia onde ele e os irmãos estavam. Vários deles me atacavam, e mesmo com dificuldade eu consegui me defender.
Apenas escutava passos. E luta. Barulho de adaga cortando.
Damon? Onde ele estava?
Entrei em sua mente e o via com sua velocidade matando vários assassinos de uma vez. Com tiro, ou ele arrancava seus corações e outros ele simplesmente quebrava os seus pescoços.
Damon era um lutador, um guerreiro... Mas sua determinação, sua raiva o faziam ser um perfeito “assassino”
(A quem todos deveriam realmente temer)
Me arrepiei com essa conclusão e lembrei de suas palavras :
“Eu sou um demônio.”
“Eu gosto disso, de matar”
E ali eu vi que era verdade. Eu via e sentia o seu prazer.. Ele gosta disso, de matar, de se vingar.
Lembrei daquele dia de Jules. Como Damon a matou. Ele amou cada segundo, cada sensação.
Lembrei também de como estava o banheiro , como os meninos ficaram, principalmente de Alexx.
E ali estando em sua mente vendo seus sentimentos.
Eu vi uma enorme escuridão que tentava o domar e o controlar.
Era: “maldade, a raiva e o ódio”.
Aquilo tentava controlar cada pedacinho do seu ser.
O que seria dele ? Se fosse tomado por completo por aquilo? Não permitia que meu amor se transformasse em um monstro. Não permitiria ele ser realmente um demônio.
Sem conseguir me controlar caminhei o seguindo com sua mente. Até que o achei, e o segurei não permitindo que ele continuasse com aquilo .
—Pare. -ordenei.
—Vishous... Que porra é essa ?
—Chega... -O segurava com força. -Vem, você precisa entrar na Tumba agora .
Na hora que comecei o puxar, um assassino chutou meu braço onde acabou fraturando e com a dor acabei soltando Damon. E logo outros me atacaram. Me defendi, até que pude escutar um gemido de dor vindo de Damon.
—Não... -gritei me desviando de cada um e correndo a própria sorte sem nada conseguir ver.
Apenas sendo guiado por sua mente.
Damon estava caído, ajoelhado com uma adaga enfiado em sua barriga.
Fui até ele o segurando .
—Damon?! Fala comigo...
—Eu estou bem -Ele disse gemendo.
E ali em diante apenas pude ver uma luz muito forte e clara iluminando a tudo. Deixando tudo claro novamente. O cemitério inteiro, completamente.
Pude ver a maioria dos assassinos mortos no chão, meus irmãos com alguns machucados . E os outros que restavam, estavam em pé, em muito bom estado. Prontos pra continuar lutando. Mas que logo seriam vencidos...
E ali pude ver onde estávamos. Estávamos em frente a entrada da tumba.
E por ali saiu ela, Virgem Escriba...
Totalmente coberta com sua túnica preta , da cabeça aos pés.
Com certeza, não consegui controlar e disfarçar a minha careta.
—Agora já chega! -ela ordenou com sua voz fina, fria e cheia de autoridade.
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