Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV DAMON
De repente voltei à consciência... Sentia uma dor de cabeça dos infernos e sem falar em seu peso. Respirei fundo abrindo os olhos e ali pude ver que eu estava na cama no apartamento do V. Olhei e sem esperar uma cena invadiu minha mente.
Eu e V nos beijando.
Sentindo minha cabeça piorar eu tentei não pensar nisso, mas quando olhei pra frente avistei ele apenas de uma calça de moletom preta, olhando a janela segurando uma caneca:
https://images.app.goo.gl/xVeS9zQNn58SunFK6
https://images.app.goo.gl/jdXddeRc8iEWQV878
Ali vieram mais e mais imagens, me invadindo, me atingindo em cheio...
Nós no banho. Ele me lavando. E depois eu o beijando e dizendo coisas que nem mesmo eu ainda estou conformado. E em seguida novos beijos, eu na cama e ele por cima de mim, me beijando, me tocando.
Oh céus...
E o mais assustador era a próxima cena, onde ele conhecia meu corpo, me fazendo um sexo oral.
Meu Deus!
Sinto um formigamento e uma quentura na bochecha. Não acredito que estou com vergonha. Nunca me senti assim... Porra.
E eu havia gostado, muito por sinal. Gemia seu nome e pedia por mais e mais...
Oh meu Deus. Que porra...
O que eu fiz? Por que eu permiti isso acontecer? O que está acontecendo comigo?
Nesse exato momento , ele me olhou e seus olhos eram atentos e preocupados. E ali pude ver um roxo em seu pescoço. Oh céus, aquela era a confirmação que tudo realmente havia acontecido. Eu o marquei. Dando um belo chupão em seu pescoço. Merda.
—Damon... –ele diz receoso colocando a caneca na mesa e vindo ate mim.
—não fale nada. –digo sentindo minha cabeça doer ainda mais.
—não haja assim.
—você quer que eu haja como? –pergunto aumentando a voz.
—eu não queria...
—tem certeza que você não queria? –pergunto não acreditando naquilo. –aquilo sempre foi o que você quis. –grito.
—ele bufa. -sim, sempre quis. Mas não com você bêbado. Eu tentei me controlar, mas foi impossível. Ainda mais com você me atentando.
—gargalho com aquilo. – eu te atentei? Essa é boa.
—porra. Vem falar que você não lembra que eu queria deixar pra conversar com você hoje? Mas você pediu, implorou pra eu te beijar. E se você não quisesse, você teria muita força pra lutar. Mas não. Você deixou, pediu e queria mais. Não se lembra de seus gemidos ansiando por mais, quando eu lhe chupava lentamente? Esqueceu-se? –ele perguntou gritando.
Senti a raiva me invadindo por ele dizer que eu implorei por aquilo. Eu nunca imploro por nada. Levanto sentindo a raiva circular pelo meu corpo.
—Você se aproveitou da situação isso sim. Você se aproveitou que eu estava bêbado e fez o que sempre desejou. -grito e sem esperar, recebo uma muralha contra meu rosto.
Caio na cama, ainda chocado. Foi ali que percebi que havia recebido um belo soco dele. Sinto gosto de sangue e levo meus dedos ate meus lábios, tendo a confirmação.
—sabe o que te deixa assim tão raivoso? É que você esta fudidamente , loucamente apaixonado por mim. Quer muito mais do que aquilo que aconteceu ontem. Você quer e sente desejo por mim. Quer que eu te faça meu. Não consegue parar de pensar em mim. Nos nossos beijos. Você gostou de tudo quilo. Você gostou e pedia por mais. E você quer mais, não quer?! E agora não venha me jogar a culpa. Pois assim você estará agindo como um garotinho medroso e covarde. Covarde que não assume o que sente e quer. Você prefere mentir, fazer uma cena, do que admitir que foi VOCÊ que insistiu ontem, pra que tudo aquilo acontecer. Porra... Por que você esta agindo assim? Se você queria-me ver magoado, parabéns você conseguiu. Pois o que sinto por você não é apenas de uma merda de desejo não. Eu lhe amo, amoo. Mas agora tenho seria duvidas se você mereça o meu amor. Pois você é tão estúpido, arrogante e egoísta que não vê o que esta em sua frente. Não vê nada. Mente pra si mesmo.
Seus olhos eram tristes e raivosos.
Com tudo aquilo, sinto meu peito doer e um nó se formar em minha garganta.
Suspiro me sentindo envergonhado e muito triste sem coragem de olhá-lo. Mas ao invés de dizer algo, apenas levanto, me chutando mentalmente, e vou pro banheiro. Trancando-me ali.
Senti aquela dor aumentar e um falta de ar insuportável. Céus... O que estou fazendo?! Eu estou fudendo com tudo. Eu estou simplesmente perdido.
Sento no chão e suspiro me sentindo um idiota. Abraço minhas pernas e fico ali sentado tomado por aquelas lembranças e por suas palavras de segundos atrás.
Fiquei um bom tempo ali me culpando.
Como sempre eu estrago tudo...
Quando eu estiver melhor eu vou me desculpar com ele. Claro se ele quiser aceitar.
Porra porque tenho esse dom de machucar as pessoas?
Depois de algum tempo levantei e tomei um banho demorado. Quando terminei enrolei na toalha e sai. E pra minha surpresa ele não estava ali. Em cima da cama estava a minha roupa. Enxuguei-me vestindo e o procurei. Fui pra sala, cozinha, nada. Na mesa havia um remédio pra dor de cabeça e café com bolo.
Céus...
Tomei o remédio e logo o café. Apenas. Procurei e nada. Ate que passei em frente a uma porta. Olhei e ali só podia ser aquele lugar... Abri e sim realmente era. Entrei analisando aquilo tudo.
Cama grande onde tinha lugar pra algemar. Aquele lugar que ele levantou a mulher, uma mesa também pra algemar. Olhei em volta e avistei chicotes, palmatórias, velas, régua, vendas, mordaças, coleiras, algemas, algemas de braços de vários tipos, chibatas, varas, cintos, mascaras.
Suspiro sabendo que mesmo que eu assuma, quer dizer que ele me aceite agora... Não sei se conseguiria agrada-lo nessa parte. A verdade é que eu também gosto de ver a pessoa sentindo dor. Então não sei se ele seria meu submisso.
Definitivamente não né ?
E olho pra aquele lugar que ele usou na mulher e lembro-me da cena perfeitamente. Ela disciplinada, e tão alegre em estar ali. Sentindo prazer...
Sim, é impossível negar isso. Era gemia mesmo que não fosse permito.
Ali, uma lembrança muito obscura do meu passado se fez presente.
Oh droga, isso não. Eu vivi esses anos tudo, tentando manter isso a sete chaves. Isso não pode vir a tona agora.
Não pode.
Oh Vishous... Você não faz ideia de meu passado. Você sentiria nojo, repulsa...
Desejaria afastamento!
Como isso é possível?
Suspiro.
Porra. Apesar de ser uma mulher, frágil, comparada a mim ou a ele, ela é mais forte que possa parecer. Aguentar tudo aquilo...
E eu? Um covarde que nem assumo se quer meus sentimentos.
Me sinto sufocado e inconformado em saber que as submissas e os submissos dele seriam muito mais convenientes em agrade-lo. E porque não amar um deles? Por que eu?
E ali senti ciúmes e inveja deles. De pessoas que nem conheço, mas que agradam ao meu Vishous.
Meu?
Desde quando?
—porra. Já estou ficando louco. –digo saindo daquele quarto e fechando a porta com uma batida forte.
Caminho pro quarto e entro ali, sentando na cama e respiro fundo.
Ele poderia ser seu!
Meu subconsciente rebate.
Ohh porra. Não faça isso...
Suspiro e deito no travesseiro. E ali posso sentir um cheiro maravilhoso. O cheiro dele. E abraçando o travesseiro fecho os olhos e lembro-me de tudo. De todas as palavras, toques e caricias. Os sorrisos e gemidos.
Mas as duas frases que me tomaram...
“- Eu quero você. –sua voz era rouca de desejo– De qualquer maneira, de todas as maneiras. Eu só quero você.”
“-obrigada por isso... Eu nunca estive tão feliz e realizado. -ele sussurrou sorrindo a todo o momento”
Porra ele estava feliz. Ele estava bem e o que fiz? Estraguei tudo pelo meu orgulho idiota e tosco.
Eu sou fraco...
Se alguém antes chegasse e disse algo em relação a ser, e sobre gay, eu pensaria na humilhação em um homem de estar de quatro dando pro outro. Sim... Seria esse tipo de pensamento.
Mas agora. Pensaria em duas pessoas se amando. Uma superando o orgulho pra satisfazer e dar amor a outra.
Não sei o que será de nós agora. Nem sei se tem “NÓS”. Num sei se ele quer olhar na minha cara.
Sinto o medo e uma angústia enorme me tomar...
Mas se tivermos que ficar juntos eu terei que superar meu orgulho, minhas dúvidas, minhas confusões...
Não será fácil.
E se agora V chegasse e me querer-se de forma tão íntimo, eu faria. Sim... Por mais que seja assustador isso, eu faria.
Pois eu quero. Essa é a verdade.
Eu quero, eu desejo eu anseio por isso desde do primeiro dia que o vi.
Aquela atração, oh droga .
Eu não consigo controlar...
Fora o ciúmes desenfreado que estou sentindo ultimamente. Não poderia ter acontecido, mas a verdade é que eu estou me apaixonando por ele.
Talvez seja ate mais que isso, e sim um amor. Amor...
E eu que esteja negando, tentando esconder isso no meu íntimo.
Oh droga.
Suspiro pensando em tudo o que passei depois que minha mãe morreu. E depois disso a minha vida se tornou um inferno. E foi tendo vários acontecimentos seguido, que minha vida sempre foi horrível.
Perdi minha mãe e Giuseppe começou a me maltratar, me batia, me torturava psicologicamente e me trancava deixando-me com fome. Entre outros traumas...
Depois eu tive que crescer o vendo dar amor e atenção ao Stefan. Nunca senti inveja disso, pelo contrário, eu ate ficava muito feliz que ele não maltratasse meu irmãozinho. E com o tempo eu e Stefan fomos criando uma super amizade. Onde contávamos tudo um por outro. Eu o protegia, mas a verdade é que ele sempre cuidou, me amou e me protegeu. Ate mesmo quando o assunto incluía nosso pai.
Depois quando já estávamos adolescentes, nem por isso, meu “pai” parou de implicar comigo. Ignorava-me, excluía de qualquer assunto e não me tratava com seu filho. Tentou ate me casar à força com uma garota da cidade. Achei que ele estaria se interessado em minha felicidade.
Triste pensamento. Ele só queria se dar bem. Pois o pai dela era seu amigo, rico e poderoso, claro olhando no dinheiro, nós bens materiais e no posto que teria.
Eu descobri isso a tempo e preferi ir pro exercito. Fui pra aquele fim de mundo onde ralei pra me encaixar ali. Nem em Mystic Falls eu sentia que pertencia ali. Muito menos no exercito.
E sem demorar fui pra guerra, quase morri ali quando fui salvar um amigo. Levei um tiro e naquela época os médicos não tinha equipamento e essa medicina que tem agora. Fiquei internado e meu pai nem pra aparecer e perguntar:
—Esta bem seu monte de merda?
Nem pra isso. Acho que ele ate estava torcendo pra que eu não resistisse. Isso sim.
E como sempre tão sacana e malvado, não permitiu que meu irmão fosse me ver.
Quando melhorei, voltei pra casa e dei de cara com pessoas novas e estranhas.
Mulheres bonitas e distintas que estavam hospedadas em nossa casa. Maldita hora que voltei pra casa... Sua beleza e inteligência era fascinante. Talvez tivesse sido melhor eu me casar com a moça que meu pai queria, não?
Ai começou uma nova sessão de tortura. Katherine era diferente, charmosa e sensual. E não gastou uma força sequer pra conseguir eu e o Stefan aos seus pés. Ela queria os dois. E teria e teve. Nós usando, nós controlando, usando seu poder. Logo ela contou seu segredinho e ambos concordaram em ser feliz pra sempre ao seu lado. Triste pensamento e ilusão.
Estávamos tão loucos por ela que a nossa amizade já não era a mesma. Faríamos tudo por ela ate mesmo nos matar. E fizemos, tentamos a salvar e nosso pai nos matou. Ali fomos amaldiçoados pra sempre.
E quando transformamos aquilo piorou. Ali pude ver toda a verdade. Ela me controlando usando seus poderes, me fazendo crer que a amava. Me fazendo de seu fantoche. Tudo que eu fiz foi uma mentira . Ela destruiu e tirou tudo de mim. Até mesmo com meu irmão, havíamos quebrado aquela nossa ligação. Havíamos nos odiado por ela. Por uma mulher que não merecia isso. Que não merecia uma lagrima que derramei...
Minhas crenças, e sentimentos mudaram. Eu só pensava em vingança, ódio, sangue e morte. E me transformei num monstro. Sai de Mystic Falls e fiquei anos sem encontrar meu irmão. Tentei tirar qualquer sentimento de mim, principalmente os bons... E acabei matando todos que entraram em meu caminho. Anos depois voltei pra Mystic Falls e me deparei com Elena, doppelgänger de katherine. Apesar da aparência elas são completamente diferentes.
Apesar de estar me iludindo, de estar ali pra infernizar Stefan e Elena. Eu acabei “fascinado” por ela, por sua humanidade bondade. Por sua alegria e gentileza. Por seu amor pelas pessoas e sua fé. Senti-me motivado e sem demorar muito eu havia criado uma ligação de amizade a ela e ao Ric. (Meu melhor amigo.)
E esse sentimento por ela foi crescendo e logo me vi apaixonado. Queria a proteger de tudo e de todos. Faria qualquer coisa por ela. Mas mal eu sabia que isso que eu sentia não era “amor verdadeiro”.
Sofri vendo eles unidos e apaixonados. Não aguentando isso e sabendo que eu deveria seguir minha vida, sai de Mystic Falls os deixando em paz. E assim depois de cinco anos, estou aqui em Caldwell, me vendo totalmente confuso perdido e assustado. De pneu arriados por ele. Por Vishous, um homem.
Isso é assustador! É sufocante.
E me sentindo um idiota por não saber lidar com isso, acabei de lhe magoar.
Eu sou péssimo com sentimentos, desejos, atitudes.
Eu sou instável e inconsequente. Hajo por impulso e depois me arrebento. Me amoldiçoou.
Suspiro, me sentindo tão idiota. Mas o pior de tudo e se sentir só nesse apartamento. Já sofri demais, já vivi muito tempo sozinho. E agora percebo que não quero isso. Não quero terminar minha eternidade sozinho, sem amigos, família e sem amor.
E eu não vou.
Determinado, saio do apartamento e vou pro elevador. Quando cheguei sai indo pra fora. Avistei uma noite linda. Estrelas, lua e um céu azul bem escuro. Lindo. Corro com minha velocidade a procura dele. Com certeza ele deve ter ido beber e me xingar pra seus amigos. Ou nem tanto. Mas o beber com certeza. Fui ao ZeroSum e ele não estava li. Nem os irmãos. Fui pro beco ali perto e nada.
Fui pro Iron Maiden, ele não estava. Mas quando fui pra um dos becos que tem ali eu me surpreendi.
Aquele cheiro dele e ate o cheiro de seu sangue tomavam conta do lugar. Mas também tinha aquele cheiro horrível de talco de bebê vencido, podre.
Oh não. Corri entrando e avistei-o desacordado, em uma poça de sangue, caído ao chão.
—Vishous. –digo desesperado aproximando, rapidamente o chacoalhando e nada.
Nenhuma resposta apenas sua respiração lenta e fraca. Cheio de sangue em si, abrindo sua jaqueta, avistei alguns buracos e um corte no tecido da camisa. Rapidamente levantei a camisa e vi onde estavam os machucados direito. Tiros bem no peito e um corte na região do umbigo.
Facada.
Céus, o que aconteceu aqui?
Não. Não pode ser . Na hora procurei pelo seu celular dentro da sua calça. E liguei pra o primeiro nome que vi. E era Butch.
Porra porque ele estava sozinho aqui? Merda.
—fala V. –sua voz soou gentil.
—Butch. –digo apavorado.
—Damon? –ele pergunta surpreso não esperando por isso.
—V está machucado e desacordado. -digo em choque.
—o que? –ele grita.
—sim. Ele levou uma facada e alguns tiro.
—porra. –ele grita. –onde vocês estão?
—no beco perto da boate Iron Maiden.
—ele, respirou aliviado. –já estou chegando ai.
E assim a ligação foi cortada.
Sem o que fazer apenas me concentrei em parar o sangrar. Pelo menos não deixar que sangrasse tanto. Tirei a camisa amarrando na ferida da faca. E o no tiro eu fiz pressão, mas não muito, pois eu não sabia direito se a bala esta muito funda.
Sem demorar ouço um carro aproximando, cantando pneu... E logo vejo Butch aparecendo.
—céus o que aconteceu? –ele perguntou aproximando e pegamos ele, o levando pro carro.
—eu não sei. Cheguei e ele já estava assim.
—porra ele andou fazendo amizade.
Eu ate iria rir disso, mas eu não tinha humor. Eu sabia que tudo isso aconteceu por minha culpa. Por minha e única culpa.
Sem demorar o carro estava correndo pelas ruas indo pra um tal de Havers.
E durante o caminho eu não dizia nada, apenas o fitava desacordado e rezando pra que ele resistisse. Pois se não, eu nunca me perdoaria. Nunca!!
Oh céus, Vishous.
O que foi que eu fiz?
Não me deixe!!!
Perdoe-me por ser tão idiota... Perdoe-me!!!
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