Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV VISHOUS
Damon não dizia uma palavra sequer. Não me olhava. Nada. Só ficava fitando a janela, vendo as casas, pessoas e ruas por onde passávamos...
[...]
Sem demorar muito chegamos. Estacionei e assim já estávamos no elevador. Damon ainda continuava em silencio, olhando pro nada. Ele não fitava meus olhos, era como se estivesse me evitando. Céus... Tomara que não seja nada de mais.
Quando chegamos o levei pro meu quarto e quando fui colocá-lo na cama ele caiu feito uma jaca e fechou os olhos.
Suspiro querendo que ele pare de fugir. Que pare de não me olhar. Porra amo seus olhos. Gosto quando nos encaramos. Tiro minha jaqueta e a camisa, junto com minha bota de combate e a meia. Ajoelho e começo a desamarrar sua bota de combate. E tiro junto com a meia.
—o que você esta fazendo? –sua voz era um sussurro.
—você precisa de um banho frio pra te ajudar e logo um banho quente. Tomamos chuva.
Ele nada disse.
Levantei pegando sua mão e o puxei. Ele ficou frente a mim e mesmo assim não me olhou. Coloquei sua mão em meu ombro. E comecei a despi-lo. Tirei sua jaqueta, sua camisa e logo em seguida, seu cinto junto com a calça e sua Box. Não vou negar... Não teve como não olhá-lo. Olhar seu corpo perfeito.
Segurei sua cintura e o levei ate o banheiro. Onde o coloquei segurando a parede e terminei de me despir. O segurei e o levei debaixo do chuveiro, abri e a água fria caiu e ele no mesmo instante já tentou sair. Mas o segurei.
—quanto mais rápido você deixar a água fria cair sobre você, mais rápido eu colocarei a água quente. –digo segurando seu queixo e levantando seu rosto.
Onde ele se encontrava de olhos fechados e a água fria caiu ali. Que eu espero dar um pouco de lucidez a ele. Ele ficou quieto e deixou a água cair. Tirei seu rosto e ele abriu os olhos.
Tão lindo...
Ele fica incrível molhado. Seu cabelo... Tudo perfeito. Deu pra ver que ele estava um pouco melhor e com isso troquei a água pro quente. E assim o posicionei da forma que cabia nos dois. Peguei seus braços e fiz ele se apoiar na parede atrás de mim. E com isso comecei a lava-lo. E mesmo com esta proximidade ele não me olhava. Com o sabonete lavei seu corpo, sentindo sua pele macia, seus músculos fortes e torneados. Seu cheiro perfeito misturado com o cheiro do sabonete que tem meu cheiro junto.
Incrível...
Ele só fitava a parede.
Peguei o shampoo e lavei seu cabelo sedoso e logo passei condicionador.
Quando terminei me lavei...
Quando estávamos prontos. Peguei a toalha envolvendo a sua cintura. E logo a minha. Coloquei seu braço em meu pescoço e segurei a sua cintura e voltamos pro quarto. Quando ia colocá-lo deitado, fui surpreendido por seus lábios aos meus. Eram macios e ao mesmo tempo urgentes. Retribui no começo ate que o afastei e com isso ele me olhou com tristeza. Rapidamente sentou na cama colocando a mão no rosto.
—como sou burro.
—não... Você não é. –digo sentando ao seu lado.
—sou sim...
—do que você esta falando?
—você me recusou.
—não. Não te recusei. Só não quero e como tenho medo de amanhã você acordar e dizer que todos os beijos e trocas de carinho que aconteceram, foi porque você estava bêbado. –suspiro. –se isso acontecer eu vou me despedaçar por inteiro. Não quero isso. Você não está totalmente lúcido e acho melhor conversarmos amanhã. Quando não houver mais álcool agindo em seu sistema.
—ele ri. –posso não estar lúcido, mas eu sei o que quero e o que estou fazendo. -ele me olha. –eu sei...
—então me diga... O que você sabe? O que você quer?
—ele respirou fundo. –eu não consigo parar de pensar em você desde o primeiro dia que eu te vi. –ele diz olhando pras mãos.
—nem eu. –digo com um sorriso.
—sinto coisas que nunca imaginei sentir.
—que coisas?
—desejo, atração e carinho por um homem.
—isso foi o que te deixou mais perturbado? O fato de estar assim por um homem?
—ele suspira. -tenta entender. Eu... Eu nunca senti isso por homem algum. Sempre sentia atraído por mulheres. O galã. –ele riu. –e de repente eu me vejo tendo pensamento e desejos por um homem. É claro que estranhei, recusei e tentei mentir, omitir, esconder e seguir em frente. Mas não dá.
Seguro seu queixo e faço olhar pra mim. E nossos olhares se encontram, faço um carinho em seu rosto.
—eu entendo. E fico feliz por você estar me dizendo isso.
—ele sorri. –por isso tentei fugir disso, por isso que entrei naquele banheiro com a prostituta. Estava tentando mostrar a mim mesmo que isso não passava de uma loucura da minha cabeça.
Silencio...
—mas a verdade é que não é uma loucura. Fiquei mexido e envergonhado quando você me chamou de covarde. Nunca fui... Mas estava sendo.
—não queria lhe magoar. Apenas não aguentava mais te ver, e não poder lhe ter. Nunca pensei que sentiria isso também. Eu com meus submissos, apenas temos momentos de prazer e depois cada um segue seu rumo... Agora com você? Não consigo apenas isso. –suspiro. -Acabamos sendo surpreendido pela vida.
—com certeza. –ele diz levantando. –Ainda mas que eu pensei que nunca sentiria isso novamente...
—você esta falando...
—esse sentimento de preocupação, desejo, carinho, amor... Achei que há cinco anos, que nunca sentiria isso novamente. Mas estava completamente enganado. O que eu sentia naquela época, não era amor. E sim amizade, carinho, respeito.
Surpreendo-me com suas palavras sabendo que isso tem uma certa ligação com o tal Stefan. Quando o ouvi conversando com o tal de Stefan e eles tocaram no assunto, “já faz cinco anos”.
Estou curioso pra saber de toda a historia.
Levanto e o fito.
Sorrio e sem esperar ele aproxima de mim. Sinto sua respiração quente contra meu rosto. E fecho os olhos e assim seus lábios macios tocarem os meus. Abri os lábios e começamos com pequenos toques, como se estivéssemos nos conhecendo. Coisa que logo mudou. Nossos lábios começaram a se tocarem mais, ate que nossas línguas se encontraram e ambos tremeram com o desejo que passou por nos. O beijo foi se intensificando cada vez mais. E beijávamos com fúria e carinho.
Só que minha consciência começou a falar. Era melhor pararmos ali e assim fiz. Terminei o beijo e ele me olhou sem entender.
—você não gostou? –ele pergunta.
—Não gostar, não é uma opção Damon. Só acho melhor irmos com calma. Você esta bêbado.
—ele bufa. -já disse que estou ótimo. –ele ri e logo fica serio.
Sua mão vai de encontro com minha nuca.
—beije-me, V.
—Isso não é uma boa ideia... –digo sentindo um arrepio, sem conseguir controlar.
A mão dele que se encontrava em minha nuca, se fechou em meu cabelo e logo puxou pra trás com força.
Gemi gostando disso. E logo ele me puxou pra frente. A boca dele mal se encostou à minha inspirei profundamente.
— Uma ideia nada, mas nada boa. –digo.
E nossas bocas se moveram intensas. Fechei os olhos apreciando aquilo. Eu nunca havia sido beijado com tanto anseio, carinho e intensidade.
Nossas línguas duelavam, mas sem vencedores, apenas dando prazer uma a outra. E gemi amando tudo aquilo.
—céus... Você tem um gosto maravilhoso. –murmurei contra seus lábios.
Ele sorriu.
—você também tem um gosto maravilhoso. Que me fascina.
Voltamos a nos beijar e ficamos assim. Aquilo era tão bom e perfeito que não cansava. Era incrível, alucinante.
Quando separamos nos encaramos com a respiração ofegante. E sem esperar Damon veio em direção ao meu pescoço onde beijou. Estremeci com seus lábios mornos. Ele riu e foi beijando e ate que chegou em meu peito. Ele beijava e chupava e era impossível não gemer e ficar com mais desejo.
Segurei seu queixo e nossos lábios se encontraram, e envolvi sua cintura puxando-o contra mim. E quando nossos corpos se chocaram ambos gemeram pela proximidade de nossas ereções.
—céus... Como te desejo. –digo o empurrando pra cama.
Ele caiu na mesma rindo e me olhando.
—você nem imagina as cosias que quero fazer com você. -sussurro.
—ele da um sorriso sexy. –serio? Conte-me. Fiquei curioso agora. –ele diz.
Varias imagens invadiram minha mente. Era ele me beijando, outra debaixo de mim, outra ele deitado de bruços, contra uma parede. Amarrado em uma cama, ou ate mesmo ele me amarrando na cama. Mas em todas as imagens ele estava nu, exposto, esperando e pedindo pra ser domado, possuído, pedindo pra me ter.
E com isso o meu cheiro toma conta do quarto.
Damon fecha os olhos e geme de desejo.
Sorrio.
—a maneira como me olha, me deixa perdido. –sua voz é um sussurro baixo e excitante. -diga-me o que você quer.
— Eu quero você. –digo com a voz rouca de desejo– De qualquer maneira, de todas as maneiras. Eu só quero você. -disse.
Ele suspirou fechando os olhos e logo me olhou.
Como seria ele com sua voz potente e rouca dizendo meu nome? Meu nome misturado com gemidos? Perfeito com certeza...
—V...
—Vishous... –digo. -em momentos assim me chama de Vishous.–sorrio pedindo.
–ok, Vishous.
Quando meu nome foi pronunciado por ele, tremi de desejo. Quero-o gemendo meu nome. Gemendo, porra ..
Motivado aproximo e subo na cama, ficando em cima dele.
E sem falar nada tomo seus lábios aos meus. O beijei com necessidade e desejo. E logo fui pra sua orelha onde beijei, mordi.
Ele gemeu estremecendo embaixo de mim. E enquanto eu dava atenção pra aquela parte ele foi pro meu pescoço, onde mordeu e chupou com vontade. Marcar...
Ele queria me marcar.
Ótimo.
Gemi fazendo mesmo. E por impulso começamos a nos movimentar um contra o outro. E gememos, com o toque de nossas ereções. Rosnei, precisando se mais contato. Mas isso é cedo de mais. Não vou o tomar nesse estado. Concordei em beijá-lo conhecê-lo. Mas sem sexo.
E logo fui descendo pro seu peito. Onde ele gemeu, com a respiração ofegante.
Quando cheguei pra baixo de seu umbigo, o encarei. Ele sabia muito bem o que eu queria dele naquele momento. Queria o conhecer, com meus lábios, queria sentir seu gosto.
Ele sorriu e isso foi um sim pra mim. Desfiz a toalha envolta de seu corpo, jogando em algum lugar do quarto.
Tive a melhor visão da minha vida. Seu pênis completamente duro e excitado, esperando, desejando por mim. Por atenção.
Com ansiedade toquei sua glande com meu dedo e com contato ele estremeceu.
Sorrio, não aguentando mais e o abocanhei.
Comecei com movimentos divagares, conhecendo e sentindo sua textura, seu gosto. Pude ouvi-lo gemer baixinho. E assim já senti seu pré-sêmen ser liberado. Logo sinto sua mão fechar em meu cabelo e segurar com força, mas sem impulsionar a aumentar o ritmo.
—oh Deus... –ele arfou quando aumentei, mas logo diminui a rapidez. –Por favor, Vishous.
Rosnei, com seu pedido e com meu nome, misturado com seu gemido entrecortado. E comecei a me tocar. Masturbando-me junto a ele, no mesmo ritmo que eu fazia nele...
Não aguentando mais, e vendo ele todo entregue, aumentei o ritmo. Ele como eu, arfamos alto. Aumentei e ele gemia sem parar. O olhei sem parar de chupá-lo. Ele se encontra de olhos fechados, lábios entreabertos, cabeça encurvada pra trás e seu corpo impulsionando contra mim. Perfeito. Amando isso aumentei os ritmos.
—Oh, Vishous. –ele gemeu segurando meu cabelo com mais força.
Gemi dano a ele o que ele tanto queria.
—Isso... –ele gemeu alto. –Tão... Bom. –ele diz com dificuldade, entre gemidos e sua respiração completamente ofegante.
Continuei, sentindo muito prazer. Eu não precisava que ele me tocasse porque sentia prazer. Eu já estava quase gozando só em tê-lo assim, gemendo meu nome, pedindo por mais e gostando. Sim, gostando...
Eu podia sentir que ele estava perto... Muito perto, e eu não estava longe.
—oh... Vishous... porra... Eu vou gozar. –ele respirou fundo tentando ganhar respiração. –você tem que parar...
De jeito nenhum eu iria parar. Deixá-lo ir. Depois desse tempo todo o desejando, ansiando por ele, por seu corpo, por conhecê-lo...
Agora ele esta aqui entregue, sentindo prazer como eu. Eu nunca iria perder a oportunidade de sentir seu gosto. Eu sei que ele não vai demorar muito pra gozar. E quando isso acontecer quero que seja em minha boca. Quero, preciso, necessito ter seu gosto...
Em vez de parar, aumentei mais o ritmo, gemendo.
—Vishous... –ele gritou tremendo completamente embaixo de meus lábios e senti seu jato de sêmen sendo liberado.
Gemi alto por tudo e por meu sêmen também ser liberado, derramando em minha mão e na toalha.
Seu gosto é perfeito, doce... Perfeito como imaginei. Eu engolia a evidência de seu prazer, deliciando-me com o fato de que havia feito-o perder o controle tão completamente. Respiro fundo tentando me acalmar.
Finalmente ele se acalmou um pouco. Sua mão soltou meu cabelo e começou a acariciar-me. Tomei tudo, deixando-o limpo. Quando levantei a cabeça e o olhei, ele me puxou.
Sendo consumido por uma felicidade que nunca senti, sorrio feito um idiota beijando seu rosto por inteiro e logo seus lábios.
Beijamos por um bom tempo, onde Damon provava o gosto de sua libertação misturado com meu gosto.
Ele suspirou profundamente e fechou os olhos. Acaricio seu rosto me sentindo muito, mas muito feliz. Nunca me senti assim. Nunca...
—obrigada por isso... Eu nunca estive tão feliz e realizado. -sussurro.
Ele me olhou sorrindo e fechou os olhos. Saio de cima dele, ficando ao seu lado.
Fecho os olhos por um instante tentando acalmar.
(...)
Quando volto. Abrindo os olhos, pude ver que sua respiração já estava ao normal, inexistente. Seu semblante estava calmo...
Dormindo...
Céus... Tudo havia sido perfeito, lindo. Suspiro levantando indo no banheiro. Onde lavei a mão e me limpei. Prontamente peguei um edredom e coloquei sobre seu corpo nu. Sorrio indo pra sala e pegando uma vodka e voltei pro quarto bebendo. E assim deitei ao seu lado. Ele dormia tão calmo e profundo. Com a expressão satisfeita.
Sorrio.
Um medo me tomou. Espero que ele não brigue por eu ter o conhecido, com meus lábios, num momento que ele estava bêbado. Isso não, por favor.
Fiquei um tempo o olhando ate que me deixei ser consumido pelo cansaço...
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