Notas iniciais
=D

PDV VISHOUS

Estando ali, eles... Pude realmente perceber o que eu “sentia” por poli era uma ilusão. Agora Damon... Céus... Vai além de desejo, de atração. Chega no emparelhamento. Naquela coisa toda que “te deixa louco”... Amor.

Perdição!

Sim, oh droga, Pyrocant!

[...]

Precisava ajudar Butch e apesar de estar preocupado com o fato de como Damon reagiria presenciando tal cena, eu nunca o pediria pra dar licença.

Mais cedo ou mais tarde quando ficarmos juntos, assim espero que aconteça, ele precisa saber quem eu sou, meus poderes e tudo mais.

Com isso fui e o ajudei. Quando comecei a fazer o que era preciso, olhei pra Damon e ele parecia bravo, com ciúmes, não sei dizer. Aliais, eu me sentiria da mesma forma se o visse tão próximo de um homem ou de uma mulher. Logo ele desviou o olhar pro chão. Seus olhos transmitiam muitas coisas, coisas não ditas. E senti necessidade de dizer que eu e poli somos somente amigos... E assim fiz.

Ele me olhou acreditando, logo suspirando. Ele queria que aquilo terminasse logo... Eu podia ver isso. Quando terminou ele bufou e foi pra janela. Depois que Butch foi embora conversei com ele e me surpreendi quando ele não me achou um monstro, por ter uma mão brilhante e essas coisas. Acabamos tocando novamente no assunto sobre “nos”.

Céus ele quer me matar de ansiedade, de tanto esperar por ele, só pode. Não é mesmo?

Sai do quarto e fiquei no jardim. Depois de tendo um momento sozinho, voltei pro quarto e ele estava dormindo feito um anjo, bem diferente do que ele me confessou. Por ser um demônio. Não ligo...

Deito do meu lado e o fico um tempo o olhando. Tão lindo... Perfeito.

Suspiro desejando que ele aceite seus desejos o mais rápido possível, pois não vejo a hora de tocá-lo, de tê-lo.

Sorrio e logo me deixo ser tomado pelo cansaço.

. . .

Quando voltei na consciência, a primeira coisa que fiz, foi ver se Damon estava ali. E ele estava, dormindo feito uma pedra. Levantei indo pro banheiro onde escovei os dentes e logo tomei um banho. Quando sai e comecei a vestir, pude sentir seus olhos queimando em mim.

E começamos a conversar. Ele perguntou aonde eu ia e disse que iria tomar café e o chamei.

Felizmente ele aceitou. Wrath ia ficar muito feliz quando o visse. O esperei e quando ele saiu, ele estava só de toalha, ok, ele estava tomando banho...

Mas o que veio depois, eu não esperava. Ele pegou sua roupa na mala e com isso deixou a tolha cair...

Céus... Não é como eu nunca tivesse visto meus irmãos e Butch pelado... Mas ele? Droga... Eu não conseguia parar de olhá-lo, admira-lo e o desejar. E sem conseguir controlar me materializei na frente dele, o prendendo na parede e o beijando.

Ele retribuiu no começo e ate que quando, eu quis ver, eu já tinha sido jogado na cama. Quiquei na mesma e o olhei surpreso por sua força. Isso foi legal, divertido e extremamente excitante.

E logo usando a sua velocidade, ele já estava em cima de mim. Isso foi mais excitante ainda, e quando ele começou a me provocar não consegui me controlar e já me encontrava perdidamente em desejos por ele. Mas quando ele sentiu minha ereção na hora saiu de cima de mim e se afastou. Pela sua frase de: Eu geralmente tenho essa capacidade nas pessoas.

Dizendo sobre deixar as pessoas com desejos, perdi a cabeça e o meu cheiro já estava presente no ar. Damon parecia tonto, confuso. E ele sem querer acabou confessando que sentia atraído pelo cheiro. E com isso fiquei feliz. Bom sinal.

E como acredito, ele mais cedo ou mais tarde não vai conseguir controlar esse desejo e vira ate mim.

Assim espero.

Fomos pra mansão, e todos o cumprimentaram e começamos a comer. Pude ouvi-lo conversar com seu pai e eles pareciam estar começando a se entenderem. Isso é ótimo. Quando deu a hora fomos pro centro de treinamento e ele ficou com Z. Eu e os outros irmãos fomos resolver nossos assuntos das aulas.

Depois de um tempo quando estava seguindo pelo corredor, Butch me chamou.

—V?

Parei e o esperei me alcançar.

—fala.

—o que esta acontecendo entre você e o garoto?

Surpreendi-me com a pergunta. E o encarei.

—do que você está falando? –tento fugir desse assunto.

—não tente me enganar. Eu te conheço amigo. Conheço-te muito bem, por sinal.

—suspiro. –como você percebeu? –pergunto entrando na minha sala e sentando.

—ate que não foi difícil de perceber. –ele sorri. –você se preocupa com ele e o modo como você o olha. Quando você o viu entrando aquele dia no ZeroSum, você já estava diferente. Sempre o esperando pra o ver e se olhavam. Ontem você disse a ele que somos amigos... Então... Eu fui juntando as peças.

—é. você tem razão. –digo mexendo no meu cavanhaque.

—você esta gostando dele?

—é ate mais que isso.

—como assim?

—Pyrocant, perdição. Emparelhamento. Marcar... Meu. Isso resume o que sinto por ele. -digo desesperado.

—céus... Você o ama mesmo?!

—sim. –assumo sem medo.

Poli suspira e olha pras mãos.

—fico feliz por você ter encontrado alguém que você ame. Eu... Eu sabia de seus sentimentos por mim, e não nego que me sentia atraído por você. Mas... eu amo Marissa, e agora, acredito que você deve entender isso.

—claro.

—que bom. –ele da um sorriso triste. –eu sei que você nesses últimos meses se afastou de mim, por isso. Pra não sofrer mais. E tenho que dizer que estava muito triste. Lhe amo amigo, e não queria que virássemos dois estranhos.

—sorrio. –já passou poli. E não somos dois estranhos. Agora posso dizer com todas as palavras que continuamos sendo amigos. Bons amigos... Como sempre fomos.

—ele sorri. –fico muito feliz por ouvir isso. E torço pra sua felicidade. E espero que o garoto seja uma ótima escolha.

—também espero.

Riamos.

—hei princesas... –Rhage apareceu de repente. –Enquanto estão tomando chazinho, estamos com problemas.

—Que problemas? –pergunto já preocupado, levantando e o seguindo e Butch junto com nós.

—Z precisou sair da sala, e deixou os alunos sozinhos.

—oh não. –digo já imaginando o que aconteceu. –Damon e Alexx se estranharam?

—se estranharam é pouco.

Com isso chegamos na sala.

—eu não disse para não mexer com ele, seu idiota. –Z gritava, e os alunos estavam em volta aasustados.

Entramos e eles deram passagem.

Z nos olhou.

—Eles tiveram uma discussão..

Olhei e não vi Damon ali. Céus... O que esse idiota fez?

—seu idiota, o rei foi bem claro. Sem confusão. -digo o pegando pela camisa. -pra aprender a obedecer ordens você está suspenso por 1 semana.

Digo o soltando e saio da sala andando pelos corredores tentando achar Damon.

Sem esperar escutei passos... Parei e vi John se aproximando. E assim ele já estava fazendo os sinais com a mãos.

Ele dizia que Damon esta na sala de musculação.

—obrigado John.

Ele sorriu e voltou pra sala.

Andei pelo corredor e ate que cheguei na sala de musculação. Pela fresta da porta pude ver Damon deferindo vários golpes no saco de pancada. golpes perfeitos e muito violentos por sinal.

O som que fazia com cada golpe era altíssimo. Entrei na sala o seu cheiro estava mais forte e me senti tonto. Mas retomando ao verdadeiro assunto me esquecill disso.

—se continuar assim vai acabar rasgando... –digo entrando.

E só foi eu acabar de falar que o saco de pancada começou a rasgar e a areia tomou conta do chão.

Ele ficou parado olhando a areia.

Fiquei mais preocupado...

—Damon? –digo aproximando e tocando seu ombro.

Assim ele me olhou e seus olhos eram de puro ódio e escuros avermelhados. Veias roxas debaixo nos olhos e suas presas enormes expostas. Quando vi elas tão afiadas, me lembrei da sensação delas rasgando minha pele, de tomar de mim o que ele precisava. Tive que controlar, me lembrar que aquele momento não era pra “desejos”...

Logo ele fechou os olhos respirando fundo e quando abriu e me olhou ele estava normal. Olhos azuis, pele branquinha e dentes normais. Apesar de já serem um pouco grandinhos.

—já vão me acusar? – ele pergunta encostando na parede.- Ele que começou a discussão.

—não. Eu... Só fiquei preocupado quando não te vi na sala, com os outro alunos. Queria saber como você esta?

—Estou um pouco melhor.

—claro que esta melhor. –sorrio. –depois que você acabou com saco de pancada.

Ele deu um sorriso rápido e suspirou.

—eu não queria confusão. Eu estava quieto no meu canto. Ele que começou.

—É eu sei. Pelo menos agora ele vai ficar um tempo sem nós oportuna. –sorrio. –pelo menos se ele for esperto. Bom, 1 semana suspenso.

—que bom. –ele ri. –acho que estou devendo um saco de pancadas.

—com certeza. Venha. -chamei.

Riamos e saímos da sala e andamos pelos corredores. Quando chegamos na sala Wrath estava ali. Todo confiante e mostrando quem manda.

Ele estava xingando Alexx. Assim ele olhou pra Damon e o olhou com preocupação.

—todos podem ir embora. Por hoje acabou o treino.

Todos começaram a sair e Damon já estava caminhando pra porta.

—filho... Você fica.

Ele parou. E ficou ele junto com todos os irmãos.

—olha foi mal. Mas esse idiota começou a confusão. Eu não tenho sangue de barata. Nunca tive e não vai ser agora que vou ter. E ele devia me agradecer por não ter quebrado a cara dele.

Com isso nós irmãos nos olhamos e começamos a rir.

—do que vocês estão rindo, seus idiotas? –ele perguntou bravo.

—relaxa. Você esta esquentado de mais garoto. –Tohr falou.

Wrath caminha ate ele e envolvendo seu pescoço. –tudo bem. E lhe digo, não ouve o que ele disse.

Damon suspirou. –já que está tão gentil, poderia me desculpar por outra coisa?

—que coisa? –Wrath pergunta serio agora.

—digamos assim, que eu acabei com o saco de pancada de vocês.

Todos gargalharam.

—você realmente é forte. –Z comentou.

—verdade. Qualquer dia, quero fazer uma luta entre você e nos. –Wrath diz. –seria interessante, não acham?

—sim. –concordamos.

—o que você acha filho?

—dar uma surra em vocês, grandões? Seria adorável.

—olha o anão de jardim falando. –Phury falou rindo.

E quando eu quis ver Damon já estava perto dele dando-o uma rasteira e pisando em sua barriga.

—eu não sou anão.

Todos que não sabiam de sua “rapidez” se surpreenderam.

—você tem meu respeito garoto. –Z falou rindo da situação que se encontrava seu irmão.

—com certeza. –todos concordaram.

—tudo bem... Você não é anão. –Phury falou rindo.

Damon sorriu e logo o ajudou a levantar.

—vejo que você é uma caixinha de surpresas filho. –Wrath comentou rindo e gostando de tê-lo tão perto e “amigável”.

—vamos pro ZeroSum? –Tohr perguntou.

—vamos...

Olhei pra Damon e ele fitava a todos em silencio e começamos a andar pelos túneis ate que chagamos na mansão.

Eu e ele fomos pro PIT. Ele deitou na cama espreguiçando e fitando o teto.

—vamos ao ZeroSum? –pergunto tirando a camisa.

—é pode ser.

—bom. –digo entrando no banheiro e tomando um banho.

Logo ele também já estava tomando o seu.

Arrumamos e sem demorar já estávamos na boate, bebendo e divertindo. Claro que Damon não era de ficar falando, mas as vezes se interagia.

Num momento ele levantou indo no banheiro e claro o segui com os olhos a todo o instante...

Quando ele começou a demorar levantei e fui pro balcão onde peguei uma bebida, disfarçando. Bebi e como ele não voltou não aguentei e fui no banheiro. Quando chego vejo o banheiro vazio. Mas ouço que em uma das repartições havia alguém e só podia ser Damon. Mas ele não esta sozinho. Agindo por impulso abri a porta de uma vez e o vi aos beijos com uma das prostitutas dali. Com o barulho eles me olharam. Damon era de surpresa, já a mulher de safadeza.

—quer se juntar a nos benzinho? –ela diz se achando toda sexy.

Pude ver dois furos em seu pescoço.

Não, não... Ele havia se alimentado dela? Porra, droga. Não pode ser.

Sentindo o ciúme circulando por todo o meu ser, rosnei alto e em bom som. E o meu cheiro tomou conta do lugar.

—não eu não quero participar. Saia agora, mulher. –digo usando o meu poder.

Controlando a sua mente.

Na hora ela começou a sair...

—o que você pensa que esta fazendo? –Damon perguntou bravo indo pra a segurar, mas o segurei.

—nem pense em fazer isso. –digo segurando o seu pulso.

E com isso a mulher saiu e ficamos sozinhos ali.

—me solta. –ele diz fazendo força comigo.

E eu aumento o aperto em seu pulso.

—porra, você não manda em mim. –ele diz bravo puxando o braço.

E ali ele se solta. Começa esfregar seu pulso e posso o ver vermelho.

—o que você esta pensando? -ele rosna.

—como você pode ficar com aquela mulher? –pergunto sofrendo, com muito ódio também.

por ver que ele preferi beijar, transar, e se alimentar de uma prostituta, do que de mim.

—não sei o que você esta falando. -ele diz indo pra saída.

—não se faça de desentendido. –digo entrando em sua frente. –porra. Você prefere ficar com ela, se alimentar dela do que de mim? Céus... Eu sou tão horrível assim, tão insignificante pra ti? Que não mereço o seu respeito, seu amor e sua atenção? Meu sangue é impróprio pra você? –falo tudo pela raiva e tristeza que me consumiam. –rosno. –Você é um covarde. Medroso. Que finge, mente pra você mesmo. Covarde por não assumir o que sente. Covarde...

—não, eu...

—quer saber. Se você prefere elas, essas prostitutas... se você prefere pagar alguém pra transar com você. Então faça. –digo me amaldiçoando e tentando controlar meu corpo pra sair dali.

Pra para de pensar nele e de desejar algo que nunca vai acontecer.

Viro e vou pra porta.

—V... –ele me segura. –Eu...

—não importa. –digo puxando meu braço. –não se preocupe. Eu não vou mais te amolar, ficar tentando te conquistar, tentando fazer você ver que gosta, ou sente algo por mim. Aliais é impossível ver algo que não existe não é mesmo? -suspiro.

Silêncio. Ele me olhava assustado.

—como pude me enganar, achando que você sentia algo por mim? Quer dizer, você pode ate sentir, mas prefere omitir tais sentimentos, por eu ser um homem. Você tem medo das pessoas, medo do que vão dizer. Tem medo de assumir que sente atraído por mim. Por eu ser um homem. Pode ate ser que você não assuma. Mas você pode ficar com quantas mulheres quiser, tentar provar a você que você gosta de fode-las... Mas nunca sentirá satisfeito com elas, nunca. Pois você me quer. Você quer ser e fuder com um homem. -digo tudo, gritando.

Ele ficou me olhando, sem ter reação, sem saber o que falar.

Respiro fundo e me dou um chute mentalmente, pra colocar minha maldita bunda em movimento. E com isso saio daquele banheiro, o deixando sozinho.

Passo pelas pessoas e dali já faço sinal pros irmãos que eu vou embora e sem nada a dizer saio pra fora e vou pro beco. Materializo pra sacada do meu apartamento e ali encosto no vidro e acendo um cigarro não acreditando que eu mais uma vez vou sofrer por essa “merda” chamada de “amor”.

Mas a verdade, que a primeira vez nem conta, pois era só uma ilusão... Mas Damon, céus... Eu vou surtar se eu não o tê-lo.

Não quero que o que começamos a construir se quebre, que nos tornemos dois estranhos, desconhecidos. Não aguentarei vê-lo com as mulheres.

Não aguentarei...

Porra maldito amor!

Notas finais
Reviews? ❤️