Notas iniciais
#Explicação da Ligação de Butch com Vishous: Butch foi capturado pelos lesser's e torturado além de seus limites, (pelo ômega) e mesmo achando que morreria, jamais traiu seus companheiros. Vishous encontrou seu amigo abandonado e a beira da morte, mas havia algo de errado com ele. Ele foi tocado pelo mal, e mesmo representado uma ameaça para a Irmandade, ele não foi abandonado por seus companheiros. Ômega havia deixado sua marca na alma de Butch, e talvez, nem todo ao amor fosse capaz de salvá-lo da escuridão que se apossava dele. Vishous com sua mão direita, é capaz de emanar uma energia tão poderosa capaz de grande destruição. (Possui capacidades curativas quando molda essa energia para isso). Essa é uma ligação que será eterna, pois Butch depende de Vishous, para "curar seu corpo" após o trabalho que realiza na luta contra os Redutores (lesser's). Ou então será tomado totalmente pelo "mal". **LÍNGUA ANTIGA: #Pyrocant/ Perdição: Refere-se a uma fraqueza crítica em um indivíduo. Tal fraqueza pode ser interna, como um vício, ou externa, como uma paixão (amante).

PVD VISHOUS

Ali meus irmãos me esperavam e assim saímos. Indo pra noite na busca de vencer mais uma batalha contra os nossos inimigos...

[...]

Saímos e fomos pros becos. Separamos em duas turmas. Acabou ficando eu, Rhage e Tohr.
O outro grupo ficou Z, Phury e Butch foram pra outra área.


Ficamos algumas horas esperando por eles, ate que fomos pra um beco e nada. Até que sentimos seu fedor e assim fomos presenteados com suas presenças. Sem nada a dizer começou guerra. Vários tiros foram disparados, tantos nós, como eles.
Até que materializamos atrás deles e partimos pro mano a mano. Lutava com um lesser já evoluído. Seu cabelo já era completamente brancos, seus olhos sem cor e vida, sua pele pálida acinzentada e feia.
Ele realmente é um ótimo lutador. Lutávamos com garra, sem se dar por vencido. Tudo ia bem, sobre controle... Quando aqueles olhos começaram a invadir a minha mente. Suas falas, me negando. Sua vida sendo um mistério a mim...


E com isso levei um chute no estômago que me derrubou. Dor e sem esperar ouvi o barulho da arma sendo disparada, um rugido, gritos de dor e a dor me invadindo.
A dor em meu braço. Foi de raspão...

Avistei o lesser sendo devolvido de volta ao Ômega. Voltei a prestar atenção naquilo e meus irmãos lutavam matando todos.

—o que está acontecendo? -Tohr perguntou enquanto limpava sua adaga.

—nada.

—realmente você se distraiu da luta. Se não fosse por mim, você teria levado um tiro certeiro no peito. –Rhage fala.

—nada. Já disse. Sei que me desconcentrei. Mais isso não vai acontecer mais.

—que bom. Pois depois de uma dessa, você estaria muito machucado ou até morto.

Suspiro sabendo que eles têm razão. Mais o que posso fazer? Foi involuntário.

—vamos dar uma passada no ZeroSum? -Rhage pergunta.

—eu não. Estou cansado. –Tohr fala.

—e você V? Acredito que você esteja precisando de uma bebida pra relaxar. Vamos?

No começo pensei em recusar, mas quando olhei pra ele, parecia que ele queria ficar sozinho comigo. Com certeza ele irá perguntar o que está acontecendo.

Suspiro.

—hein? Uma bebida e logo já vamos embora

—está bem.

—ok. E pra quem fica, bom divertimento. -Tohr diz e assim materializou.

Eu e Rhage sem nada a dizer começamos a andar pelas ruas, indo pro ZeroSum.

Quando chegamos, entramos e fomos pra sessão vip. Sentamos e já fizemos nosso pedido.
Olhando dali pra sessão não vip, sem querer a imagem dele, sempre entrando e me olhando, me invadiu. Suspiro enterrando meu rosto em minhas mãos.

—o que esta acontecendo? -Rhage pergunta. -têm a ver com o nosso príncipe, não é mesmo?

—dou um sorriso triste. -aqueles sentimentos que lhe contei, estando tão próximo dele, veem crescendo de uma forma que não consigo controlar. Totalmente desenfreado. -digo assim que dou um belo gole em minha vodka.

—você realmente está gostando dele.

—mais que isso. Simplesmente morro de ciúmes só de lembrar dessas mulheres com ele naquele banheiro. -digo rosnando e sem desejar, aquele mesmo cheiro começou a se fazer presente.

—céus V. Esse cheiro é de emparelhamento. Pela virgem escriba. Isso é muito mais do que pensei.

—suspiro. -já estou ficando louco. -digo. -quero-o. E não posso ter.

—por que não?

—ele não assume que sente algo por mim, ou até mesmo que seja só atração. Ele me nega. Mas não consigo parar de pensar nele.

Bebo o final da minha vodka. E peço outra.

—na luta involuntariamente ele veio em minha mente. Ele é tão fechado. Não conta nada de sua vida, de seu passado.

—isso me lembra alguém.

—posso até não ser o cara que mais fala sobre a vida, o passado. Mais se ele me perguntasse, eu diria. Já ele não. Não diz por vontade própria e muito menos quando eu pergunto. -bufo. -eu quero ele. Quero o marcar como meu. Quero ele pra mim.

—porra... Você está de quatro por ele.

—veja só. Realmente eu estou.

Ele ri.

—pare de rir. Não têm graça.

—desculpe... -ele diz tentando parar de rir. -eu sei como você está se sentindo. Minha Mary no começo tentou me negar e tal. Por medo, por causa de sua doença também. Mas quando têm que ser, nada e nem mesmo nós somos capazes de parar isso. Tanto que Mary está comigo. Entende o que eu quero dizer?

—sorrio. -não é só eu que esta de quatro por alguém, irmão.

—ele sorri. -é. Ela e ele, têm o controle sobre nós irmão. Essa é a verdade.

Respiro fundo lembrando em como é o ter em meu braço, em como foi bom e incrível, ele se alimentar de mim e nossos beijos... Tudo incrível e fascinante.

—relaxa amigo. Se tiver que ser... Mais cedo ou mais tarde, ele vai assumir.

—isto também vale pra um vampiro playboy, arrogante, dono de si e super cabeça dura?

—vale sim, irmão. Apenas fique calmo e espere.

—não sou do tipo de esperar. -digo mexendo em meu cavanhaque

—ahh mais com ele, tem que ser irmão. Foi difícil, não nego, mas eu esperei por Mary... E onde ela está? Em casa, nua para mim, me esperando, por sinal. Preciso ir. -ele diz olhando para o relógio.

—ok. -digo levantando.

—Mas veja, vale muito a pena esperar... Dará certo.

—Assim espero...

Pagamos e assim já seguimos pro beco. Onde materializamos pra mansão.
Ganhando forma ali no jardim.

—obrigado pela conversa.

—tudo bem. É isso que os irmãos fazem, não é? Ajuda um ao outro.

—verdade. -digo tocando seu ombro.

—disponha irmão. Sempre que precisar.

—obrigado.

Ele sorriu e caminhou pra mansão, já eu fui pro PIT. Entrei vendo tudo escuro, mais o abajur estava ligado e assim consigo ver aquele lindo corpo na minha cama.

Suspiro desejando poder deitar ali e o tocar. Vou pro guarda-roupa e pego uma boxe preta, minha calça de algodão e uma camisa. Vou pro banheiro e ali penduro a roupa e logo tiro a minha roupa e assim ligo o chuveiro. Lavando-me. Lavo o local do machucado do meu braço e depois permaneço um tempo apenas apreciando a água. Desligo o chuveiro e me seco. E visto a minha roupa. Fico sem camisa e vou pro quarto enxugando meu cabelo. Olho pra ele todo sereno, dormindo.

Sem esperar ele se moveu e seus olhos se abriram. E nossos olhares se encontraram. Ele deu um sorriso rápido de lado e logo seu rosto ficou preocupado.

—você esta sangrando. –ele diz com a voz rouca.

—tudo bem. Não foi nada. Foi de raspão. –digo dando de ombros.

Ele suspira e senta na cama.

—desculpe se eu te acordei. -digo rapidamente.

—ahh. Não é sua culpa. Estou com o sono leve hoje. –ele diz olhando pras mãos.

Ele esta diferente. Esta com o olhar triste.

—sono leve? Por quê? –pergunto querendo saber mais.

—cabeça cheia. –ele responde. -também uma dor de cabeça do caralho.

—cabeça cheia... Tudo que esta acontecendo recentemente, não é?

—é. –ele diz direto.

—posso ver se tem um remédio aqui.

—não... Realmente estou precisando de algo forte. Uma bebida.

—sorrio. –acho que não devia beber. -digo preocupado.

—por que não?

—sei lá. Só deveria cuidar de você e tomar um remédio ...

ele sorriu lindamente.

—qual é graça? -pergunto curioso.

—você esta parecendo com meu irmão... -ele riu mais ainda.

Só com aquele sorriso... Naquele momento podia sentir meu coração disparar. Batia tão forte

—Ele implicava comigo quando eu estava bebendo. E tentava me convencer de parar de beber.

—Pareço?

—Sim.

— E por que ele não gostava que você bebesse?

—só porque eu voltava trebado pra casa.

—o encaro. –e porque você se embebedava?

—ele respirou fundo. –por vários motivos. Por causa do sangue. Por causa de lembranças. E por gostar da porra da cachaça. -ele riu.

—sangue? Lembranças? -perguntei sem entender.

Era tão confuso ...

—Não sei como é sua raça. Mas nós... Apesar de estarmos “alimentados”, desejamos sangue o tempo todo... Sempre. Ouvimos o coração das pessoas, o sangue circulando pelas veias e isso é tentador de mais. -sua voz soa rouca. -E a bebida ajuda nisso. Mas ao mesmo tempo não e tão bom ter um vampiro bêbado né?

—você ouve meu coração? -pergunto sentindo a porra do meu coração bater mais forte ainda.

—sim. De todos. E tenho que dizer que nunca ouvi um coração como o de vocês.

—isso é porque temos seis cavidades.

Posso ver a surpresa em seus olhos.

—isso explica muita coisa.

Sorriamos.

—vocês alimentam de humanos, certo? -pergunto.

—sim.

—você já os matou? –pergunto vendo o estrago que a bala de raspão fez em meu braço.

Posso ver sua expressão mudar de suave pra sombria.

—podemos pular essa pergunta? –ele diz levantando e vindo ate mim. –isso esta feio. –ele diz vendo o meu machucado.

—por que pular a pergunta? O que você tem medo que eu descubra sobre você?

—quer mesmo saber?

—sim.

Ele fechou os olhos e balançou a cabeça e logo abriu me fitando.

—já te falei ... Eu sou monstro.

Sim ontem a noite deu pra ver a maldade presente em Damon. Mas monstro? Não, isso ele não era...

—do que você esta falando? Você é tão...

—você não me conhece. E não tire conclusões só pelo meu rosto bonito, meus olhos chamativos ou pelo meu sorriso sexy. Posso ter cara de anjo, mais na verdade eu sou um demônio, Vishous!

—Demônio? –sorrio. –ok, eu não sou chegado a anjos mesmo, pra ser sincero. Então por mim tudo bem...

Ele riu lindamente.

—não me importa o que fez ou o que deixou de fazer. Eu não tenho medo de você. -digo aproximando um pouco dele.

—deveria.

—mas não tenho. E se você já matou muitas pessoas. Quem sou eu pra te julgar? Matei varias pessoas também, durante anos e anos.

—Mas vocês matam aqueles que se transformaram em... –ele para tentando lembrar o nome.

—lessers.

—isso. Já eu não. No começo era por necessidade. Depois por prazer. Gosto de matar. Essa é a verdade. -ele diz confessando.

—como disse não me importo. Não sou a melhor pessoa, digamos assim, com piedade em relação aos humanos.

—É da pra perceber. –ele diz chegando na janela.

—você esta diferente. O que aconteceu? –pergunto indo pra sala e pego uma vodka com dois copos.

Trago servindo e entregando a ele.

Ele riu bebendo tudo em uma virada. –é você tem razão.

—Agora entendo porque seu irmão pegava no seu pé com a bebida. -disse enchendo seu copo.

Ele simplesmente deu uma gargalhada. Virando o copo novamente.

—Por isso mesmo. Você tem razão.

—que bom que tenho. –digo indo pro guarda-roupa e pego uma maleta com primeiros socorros.

—eu te ajudo. –ele diz colocando o copo na escrivaninha e vindo em minha direção. –Wrath veio aqui.

—veio? –pergunto sentando na cama e ele ficando entre minhas pernas.

—sim.

—e ai? Vocês conversaram?

Ele pega um algodão e começa a limpar o local.

—mais ou menos. Digamos que ele “falou por nos dois”. –ele diz curando o machucado.

Sorrio. Pois o jeito como ele disse foi engraçado.

—ele veio e disse que sente muito por tudo. Que quer uma oportunidade. Disse também sobre eu começar a treinar com vocês. E sobre eu não jogar a culpa na mulher dele, a Elizabeth.

—hum.

—eu só respondi quando era necessário.

Posso ver seu olhar triste voltar.

—você esta arrependido por o tratar assim?

—eu... –ele respira fundo. –Giuseppe nunca se importou comigo. Não ligava pra mim. Já Wrath... Ele, apesar de meus modos, ele se importa.

Analiso seu rosto.

E entendo o que ele sente.

—você pensa que ninguém se importa com você? –pergunto.

Por um instante ele ficou em silêncio me olhando, até que criou coragem dizendo:

—cresci assim V. Eu... Não estou acostumado com isso. E... O que me deixou me sentindo um idiota, foi quando eu sai ai no jardim e fui olhando. Ate que eu dei volta e ouvi vozes. Olhei pra janela e vi ele com sua esposa. Eles falavam de mim. –ele para passando a faixa em meu braço.

—as pessoas se importam com você. Coloque isso na sua cabeça, ok? E o que eles diziam?

—ele estava triste. Disse a ela que eu o odeio. E sua tristeza era visível. Senti-me culpado e fiquei triste. Eu não tenho o direito de infernizar a vida dele, da Elizabeth e nem a sua.

—respiro fundo. –me infernizar? Por que diz isso?

Ele suspira soltando meu braço e vai ate seu copo e enche novamente e bebe numa virada.

Será que tem a ver com nós?

—fale comigo Damon. –digo indo ate ele e tirando o copo de sua mão.

—eu não quero falar sobre isso. Por favor... –ele pede.

—esta bem. –concordo.

—só sei que fiquei chateado. E estou tentando aceitar o que sou. De quem sou filho e de onde eu faço parte.

—sorrio com aquilo. –posso dizer que as coisas ficam mais fáceis, quando queremos aceitar e enfrentar de frente, sabe?! –digo acariciando seu rosto.

—assim espero. –ele diz fechando os olhos.

—também espero. –digo continuando a acariciar aquele rosto tão lindo e tão macio.

Sorrio e passo pro seu pescoço onde ele arrepia. E isso me enche de alegria. Seguro sua nuca e o vendo assim, todo, de certa forma entregue, de olhos fechados apreciando as sensações... Não resisto e meu rosto vai aproximando do seu. Posso perceber minha respiração pesada, e a dele também. Sua respiração morna contra meu rosto, me deixando tonto. Quando faltava poucos centímetros pra meus lábios tocarem o seu, a porta do PIT foi aberta com um baque.

Na mesma hora assustamos e afastamos nos olhando. E assim apareceu Butch sendo apoiado por Z e Phury. Ele estava com a pele meio acinzentada, sua expressão de pura maldade. Completamente contaminado.

—porra, esse cara é pesado feito um elefante. –z disse.

—verdade.

—coloquem ele na cama. –digo.

E sem esperar Damon ajudou eles a colocarem o poli na cama. –ele é todo seu. –Phury disse.

E com isso eles saem, sumindo. Eu encaro Butch ali na minha cama e logo Damon. Que fitava-o sem entender o que eu poderia fazer por ele.

Estando ali, eles... Pude realmente perceber o que eu “sentia” por poli era uma ilusão. Agora Damon... Céus... Vai além de desejo, de atração. Chega no emparelhamento. Naquela coisa toda que “te deixa louco”... Amor.

Perdição!

Sim, oh droga, Pyrocant!

Notas finais
Espero que gostem ❤️