Notas iniciais
#Explicação da Ligação de Butch com Vishous: Butch foi capturado pelos lesser's e torturado além de seus limites, (pelo ômega) e mesmo achando que morreria, jamais traiu seus companheiros. Vishous encontrou seu amigo abandonado e a beira da morte, mas havia algo de errado com ele. Ele foi tocado pelo mal, e mesmo representado uma ameaça para a Irmandade, ele não foi abandonado por seus companheiros. Ômega havia deixado sua marca na alma de Butch, e talvez, nem todo ao amor fosse capaz de salvá-lo da escuridão que se apossava dele. Vishous com sua mão direita, é capaz de emanar uma energia tão poderosa capaz de grande destruição. (Possui capacidades curativas quando molda essa energia para isso). Essa é uma ligação que será eterna, pois Butch depende de Vishous, para "curar seu corpo" após o trabalho que realiza na luta contra os Redutores (lesser's). Ou então será tomado totalmente pelo "mal".

PDV DAMON

Demorei um bom tempo, eu não conseguia parar de pensar nas palavras do meu pai:

—Ele me odeia.

Nas palavras da mulher:

—Talvez ele esteja revoltado, com raiva e triste. Mais isso passa.

E nas palavras do V:

—eu estou apaixonado por você.

[...]

Estava com sono leve e acordava de uma em uma hora.
A última vez que acordei dei de cara com V. Ele tinha acabado de sair do banho..
só que meu olhar logo repousou em seu machucado no braço. E comentei que ele estava sangrando e dali começamos a conversar. Diante desse momento sozinho de dorme e acorda, resolvi aceitar o que sou, minha descendência e de onde faço parte.
E com isso é claro tenho que ter bom convívio com todos. Também não nego que é porque eu estava o infernizando por não conseguir esconder de mim mesmo que estou a fim dele.
Mas tenho que dizer que é bom conversar com ele. Senti-me bem, feliz. E ele também me pareceu feliz. Então isso que importa.
Quando disse a ele que estou tentando aceitar de onde sou e essas coisas, ele estava de frente pra mim e começou a acariciar meu rosto. Seu toque era tão suave e gentil, que era inacreditável que vinha de um homem grande, forte, tatuado, e com cara de mal.
Quando passou pro meu pescoço, arrepiei. E ele segurou minha nuca com força.
Sabia o que veria... Minha respiração fraca ficou ofegante, a dele se encontrava da mesma forma.
Pode sentir seu rosto se aproximar, mas quando faltava pouco pra nossos lábios se tocarem, a porta do PIT foi aberta com um baque. Afastamos na hora e logo dois caras traziam um que estava com a pele acinzentada, com cara de doente e com olhar de maldade. Na hora V mandou o colocarem na cama e os ajudei. Eles foram embora e V ficou um tempo nos encarando. Eu não entendi o que V poderia fazer por ele. Mais logo descobri...
V caminhou até a cama se sentando.

—vejo que você se divertiu muito hoje, hein poli?

Poli? Policial? Apelido, intimidade?

—verdade. Mas agora não estou me divertindo... -ele sussurrou.

Eles riram.

—Quantos, você sugou?

Sugou? Como assim? Estão falando dos lessers?

—Seis.

—muitos.

—sim. Isso dói de mais.

V pegou a camisa do cara e levantou e ali fiquei chocado. Havia uma marca redonda preta elevada em sua barriga.
Horrível...

—vou acabar com sua dor. -V disse e começou a tirar a luva.

E o que foi revelado me surpreendeu ainda mais.

Ok... Eu já tinha percebido que ele não tirava a luva, pelo menos nunca quando esteve perto de mim. Mais claro, acreditei ser mania, essas coisas.
Mais não, ele escondida a sua mão brilhante. Ta legal, não é tão assustador assim não é mesmo ?

Eu consigo fazer névoa, controlar pessoas, entrar nos sonhos delas, sou morto-vivo, sou super rápido e forte, e quando estou com sede meus olhos mudam de cor, veias aparecem debaixo dos meus olhos e grandes presas crescerem, então tudo bem...


Ok. Confesso, eu também sou assustador, mais o que veio depois, fiquei muito surpreso e ao mesmo tempo admirado.
V levou sua mão e repousou na marca. E dali o cara que estava com dor, simplesmente fechou os olhos e respirou aliviado. Sua expressão agora era de alívio.
V foi deitando e seus corpos ficaram juntos. Aos poucos o cara foi voltando a sua cor normal, seu semblante de maldade foi sumindo. Ele gemeu abraçando o V.


Na hora fiquei inconformado com a intimidade e simplicidade que eles tinham. Eles pareciam unidos...
E sem querer também senti ciúmes por aquilo e simplesmente fechei minhas mãos em punhos.
V me olhou e seus olhos eram curiosos e preocupados em como eu estava entendendo tudo aquilo.

Olhei pro chão...
por algum motivo cheguei a conclusão que V queria aquele homem. Agora não sei se queria ou se ainda quer.
será que eles tiveram algo? Ou têm...

—somos amigos. -Pude ouvir a sua voz rouca me trazendo pra realidade.

O olhei e vi a verdade e a sinceridade ali. Suspirei desejando que aquilo acabasse logo.

E por sorte logo aquilo terminou. V tirou a mão e o cara o soltou. V levantou colocando a luva sempre com os olhos em mim. O cara abriu os olhos e ali pude ver o que V fez por ele. Sua pele agora era branca indo pra moreno, seu rosto, apesar de seu tamanho, era gentil, sereno. Seu olhar amigável. Olhei pra marca e ela estava mais clara e sem parecer estar elevada. Ele levantou o rosto e olhou pra V e logo pra mim.
Bufei indo pra janela. Pude ouvir ele levantar e agradecer, e assim saiu sumindo.

—Damon... -sua voz era próxima. -olhe pra mim.

Respirei fundo e virei. Seus olhos eram analisadores.

—aquilo que você viu...

—foi você ajudando um amigo! -digo o cortando.

—mas, você não ficou chocado?

—ficar eu fiquei. Mas eu sou morto-vivo com algumas habilidades, então não sou nenhum pouco normal.

—ele riu. Isso é verdade. Mas mesmo assim, quero explicar.

—tudo bem.

—ele consegue matar os lessers os sugando. E eu tenho isso. –ele diz mostrando a mão. –eu consigo sugar todo mal que ele sugou dos lessers. Ele precisa disso. Você viu como ele muda?

—vi.

—então. Ele pode morrer, ou ser tomado pelo mal, se eu não ajudar.

—entendo. –digo olhando pra sua mão que esta com a luva.

—e porque você fica com a luva?

—Ela emana uma energia tão poderosa, grande... Que se eu tocar em alguém que não seja o Butch quando o ajudo, eu mato a pessoa com um simples toque. Ela queima.

—legal. –digo caminhando pra cama e sentando.

—você acha legal? -ele perguntou chocado.

—porque não? Você ajuda seu amigo. Você tem uma arma mil vezes melhor do que qualquer outra coisa. –sorrio.

—é, por esse lado sim.

—é.

—somos só amigos. -ele diz se aproximando e sentando ao meu lado.

—você não precisa me dar explicações de nada.

Ele respira fundo e olha pras mãos.

—mas não posso dizer que não tem. Pode ser que vocês sejam amigos. Mas você... –começo, sem me controlar .

O que me amaldiçoou internamente.

—não. Nunca tivemos nada. Ele é casado, sua mulher lhe deu um filho.

—por isso que não tiveram nada...

—não. Não tivemos porque não era pra ser. Ela o ama, e ele a ama. Já eu amo outra pessoa.

Suspiro levantado e fingindo que não ouvi a indireta.

—Damon? –ele diz me segurando pelo braço. –Não tenha medo ou vergonha de assumir o que sente. Apesar de sermos de certa forma eternos, só temos esse momento. Nunca sabemos o dia de amanhã. E você prefere viver essa eternidade, correndo e fingindo pra você mesmo? Acho que isso é triste de mais. Sei lá. Só um conselho. –ele diz me soltando e indo pra fora.

Suspiro entendendo o que ele quis dizer. E me sinto confuso. Perdido.q

Encho meu copo novamente e bebo numa virada tomo. Minha cabeça não dói mais.

Depois disso deito na cama e me permito entrar na inconsciência.

— — -

De repente voltei na consciência. Abri os olhos vendo ser 18 h. Olhei pelo quarto e avistei V de costas pra mim sem camisa. Agora analisei seu corpo. É que corpo. Tatuado, forte e perfeito. Tão... Excitante.

Oh droga!

Dou um sorriso de lado.

Céus...

Já estou ficando louco, literalmente!

Logo ele pegou a camisa e colocou.

—sabia que é feio ficar olhando a pessoa enquanto troca de roupa? –ele diz se virando e rindo.

—sorrio. –vai dar uma de garotinha virgem? –pergunto levantando e pegando minha escova de dente na mala.

—não. Primeiro porque não sou uma garota e segundo porque não sou virgem.

—claro que não. Isso é obvio. –digo caminhando pra ele.

—gostou do que viu? -perguntou petulante me olhando.

—se eu gostei?

—é.

—aproximo e consigo chegar meus lábios em seu ouvido. -pra falar a verdade não. –sussurro.

—mentiroso.

—gargalho afastando. –realmente você não é a primeira pessoa a dizer isso sobre meu respeito.

—por que será não é mesmo?

—é. Por que será? –digo caminhando pro banheiro. –Aonde você vai?

—vou pro café. E depois vou pro centro de treinamento.

—hum.

—quer ir? Wrath ficaria muito feliz em vê-lo no café e também indo no centro de treinamento.

—vou pensar. –digo. –me espere.

—ele gargalhou. –estou te esperando, princesa. Não demore.

—se você me chamar mais uma vez de princesa, tu vai se arrepender.

—Ui estou morrendo de medo.

—vai me provocando pra tu ver. –grito escovando os dentes, logo tirando a roupa e ligando o chuveiro.

Tomei um banho não tão demorado. Quando terminei tinha outra toalha dependurada ali, peguei e me enxuguei. Enrolei-me e sai. V estava sentado na cama e quando me viu daquele jeito ele ficou me olhando.

Caminhei ate minha mala e peguei uma box, uma calça jeans azul escuro e uma camisa preta. Coloquei na cama e ali deixei a tolha cair. Vesti-me nem me importando com sua presença. Sempre gostei de ficar pelado mesmo. Sorrio internamente vendo V parado me olhando.

Sem esperar senti um cheiro delicioso no ar. O olhei e senti que vinha dele. Não entendi. Mas ele me olhava como se fosse me comer.

—perdeu algo aqui? –pergunto me sentindo agora incomodado com seu olhar e o provocando.

—ele balançou a cabeça negando. –a gente nunca perde algo que é nosso. –ele diz e com isso materializa na minha frente.

E sem esperar ele me prensou na parede e tomou meus lábios aos seus. Como não esperava por isso ele teve acesso a minha boca. Sua língua procurando contato com a minha, e quando se encontraram... Foi incrível. Retribui no começo.

Cai em mim e voltei na consciência.

Logo usei minha força e o taquei na cama. Ele quicou na mesma me olhando surpreso.

Ele não disse nada apenas riu gostando daquilo.

Sorrio sombrio e com minha velocidade já estava em cima dele. Com meu rosto quase colado ao seu.

—gostou disso?

Ele antes de responder já veio com seus braços me segurar, mais fui mais rápido. Prendi seu braço por cima da sua cabeça.

—responda. –exijo.

—gostei muito. –ele diz com a respiração ofegante.

E logo sinto sua ereção. Céus... Animadinho.

—já está animado? –pergunto rindo maliciosamente.

—veja o que você faz comigo.

—é. Eu geralmente tenho essa capacidade nas pessoas. -digo dando de ombros.

—ele rosna e o cheiro fica mais forte. –você é meu. De mais ninguém. -sua voz rouca soou forte e raivosa.

Eu iria rir se fosse em outra situação. Mas naquela ali ele dizia aquilo de uma forma que não sei porque me senti fascinado. Tinha posse. Não sei explicar. Apenas fiquei excitado. Sim, muito.

Percebendo que eu não responderia pelos meus atos, suspirei levantado.

—Damon... Eu... –ele levantou vindo ate mim.

Afastei me sentindo muito atraído por ele, por aquele cheiro.

—que cheiro é esse? –pergunto.

—ele respira fundo. –de emparelhamento.

—emparelhamento?

—sim. Quando um macho esta vinculado a alguém , esse cheiro fica nele. Pra todos os outros machos saibam que a pessoa tem um hellren.

—hum. –digo me sentindo muito, muito tonto. -você me marcou?

—Não... nao ainda... -aquilo foi um sussurro. -Damon? –ele diz vindo ate mim e me segurando.

—porque me sinto tão...

—atraído?

—sim. –respondo antes que eu pudesse fechar a minha maldita boca.

Me xingo mentalmente.

—talvez seja porque você esteja se apaixonado, atraído por mim.

—sorrio e logo consigo colocar meus pensamentos em ordem. –estávamos indo pra um café. Lembra? –digo me soltando dele.

—ele suspirou. –eu não vou te pressionar. Mas uma hora você não vai conseguir controlar o seu desejo. Pode ate ser que você não tenha passado pela transição, mas pelo menos alguma coisa de sua descendência você deve ter. E sua natureza... E independente da transição ou não... Uma hora você não vai conseguir resistir e você vira ate mim. Não será nem eu indo a você. Mas você vindo a mim!

Coloco a mão no rosto e logo me recupero daquela tontura e saio do PIT. Ele esta junto de mim e seguimos em silencio pra mansão...

Notas finais
Espero que gostem ^.^ ❤️