Amante Sofrido
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PVD VISHOUS
Suspiro fechando os olhos e fico assim. E com o silêncio e com o cansaço, sem controlar adormeço...
[...]
De repente acordo vendo e ouvindo Damon gemer e logo ele tentando se levantar. Na mesma hora o proibi. O acalmei e ele voltou a dormir.
Fiquei ali o olhando por algum tempo...
(...)
Sem esperar meu celular tocou e era Wrath. Atendi explicando tudo que eu sabia , entendia e contando todos os detalhes. Claro que ele ficou furioso com o filho, ainda mais por saber que ele foi atropelado, atacado, acorrentado e quase morto.
Mas entendeu... Com certeza irá conversar com ele assim que voltarmos. Assim que desliguei fui pra cozinha preparar o café. Estava preocupado. Com a tentativa de fuga e tudo mais, eu estava faminto. E ele nem se quer tinha tomado seu café mais cedo. Quando voltei pro quarto ele estava acordando e fazendo força pra sentar.
Nossa que filho da puta teimoso, cabeça dura.
Rapidamente fui até ele o ajudando a sentar. Mandei ele beber o remédio e café. E ele fez o que eu pedi. Ele perguntou que hora era e respondi. E depois entramos no assunto que era necessário. Ele me explicou querem era aquela pessoas e o que eles eram... “Lobisomens”.
Confesso que fiquei chocado. Mas entendi toda história perfeitamente. Do nada Damon ficou esquisito. Fechou os olhos respirando fundo. Sua expressão serena mudou pra uma expressão de dor. Fiquei preocupado. Perguntei o que estava acontecendo, mais ele me mandou ficar longe e se afastou caindo da cama. Com essa atitude ai sim que fiquei mais preocupado ainda. Tentei conversar, aproximar, mas ele não queria. Até que vi e entendi o porque. Damon estava com os olhos escuros, com veias roxas embaixo dos olhos e suas enormes presas expostas. Claro que me surpreendi mais logo aproximei. Ele estava faminto, precisava de sangue e eu não o deixaria nesse estado, nem que eu tivesse que amarrá-lo e alimentá-lo a força, assim seria. Mais quando eu cortei meu pescoço ele parou de resistir e me mordeu.
Quando as presas rasgaram minha pele e que entraram, senti dor... Mais a dor pra mim me fascina e excita. E na hora já fiquei duro como uma pedra. Logo quando ele começou a sugar, um prazer inexplicável me invadiu e eu gemia baixinho, também o ouvindo gemer. Num momento abri os olhos o vendo todo lindo enquanto se alimentava de mim. Eu me sentia tão feliz e honrado, que era fantástico. Meu sangue agora fazia parte dele. Sorrio.
Sem esperar pude ver algo que me fez ficar mais realizado, se é que isso era possível.
Damon tinha uma enorme ereção. Sim... Grande. Era possível ver o volume. Pois é bem maior do que um humano. Bem mais... Estava louca por alívio.
Com tudo isso enlouqueci e quando ele parou de beber e que me olhou... Encarei seus olhos azuis e como não estava em meu juízo, o prendi contra o chão. Encaramos por um segundo e podia o ver assustado. E não ligando pra isso, fui de encontro com seus lábios. Ele não retribuiu. E eu precisando daquilo, por impulso pressionei minha ereção mais pro seu corpo enquanto minha língua deslizava por seus lábios pedindo por passagem e sem esperar ele cedeu. Mal podia acreditar que havia se alimentado de mim, ter ficado excitado e estar retribuindo o meu beijo. Eu ia morrer de tamanha felicidade.
O beijava com desespero. Ansiando por mais, por mais contato. Quando nossas línguas se encontraram foi uma explosão se prazer. Soltei seu braço e agarrei seu cabelo em desespero. Oh céus .. aquilo era maravilhoso. Quando soltei seu cabelo e fui pro seu peito e assim deslizando indo de encontro de seu tanquinho, fui surpreendido. Damon me empurrou me atacando de bunda no chão. Fitei seu rosto me sentindo confuso. Mas avistei seu olhar furioso.
—nunca mais faça isso. Nunca mais. -ele gritou sumindo num piscar de olhos, cambaleando, se trancando no banheiro.
Fiquei um tempo do mesmo jeito. Olhando pra aquela porta fechada.
Droga... Levantei andando de um lado pro outro, respirando fundo, tentando me acalmar. Me sentia rejeitado. Arrumei roupa pra ele deixando na cama e logo sai daquele quarto indo pra sala. Sentia dor...
Sim. Ele me rejeitou?!
Sem conseguir controlar eu já estava fumando. O cheiro de tabaco turco impregnava o ar. Eu andava de um lado pro outro desesperado, repassando os últimos minutos.
O que aconteceu pra dar errado?
Ele queria porra. Ele estava com uma ereção... Ou ele ficou excitado assim do nada? Bufo tomando um belo gole de vodca. Encaro a cidade pelo vidro e sinto meu peito doer.
Maldição o que sinto por ele é muito forte.
Fecho os olhos lembrando da sensação de estar o alimentando.
Que meu sangue está circulando por suas veias...
E sem desejar as imagens das mulheres se oferecendo pra ele, eles indo pro banheiro e logo os olhares delas de satisfação, demonstrando felicidade por ter tido uma ótima trepada, me tomou.
MEU...
Essa palavra apareceu em meus pensamentos.
ELE É MEU...
—meu... –digo sozinho pro nada. -ele é meu. -rosno. -ele será meu e de mais ninguém. -digo dando uma bela e profunda tragada em meu cigarro.
Deixando-me ser consumido pela sensação de paz, me acalmando. Sento no sofá respirando fundo e agora conseguindo pensar direito, coloco os pensamentos em ordem.
Ele retribuiu o beijo e ficou excitado, bom, ótimo sinal.
Mais a rejeição... Não posso dizer o mesmo.
Mais nesse momento um pensamento me invadiu... Ele está confuso. Com certeza nunca ficou ou teve nada com um homem...
Não é pra menos se sentir assustado. Um homem lindo que sempre fudeu mulheres, de uma hora pra outra se sentir atraído e excitado por um homem, deve ser complicado.
Droga... Ele deve estar sem saber o que pensar.
Logo irei conversar com ele.
Suspiro.
—Damon... -digo sorrindo achando seu nome perfeito.
Sorrio feito um bobo.
Depois de um tempo fui pro quarto e encontrei ele sentado na cama.
—será que podemos conversar? –pergunto.
E sem esperar ele já estava na minha frente acertando um belo soco na minha cara. Fazendo-me dar dois passos pra trás. Posso dizer que ele tem uma força incrível.
Recuperando, vi que ele já vinha novamente e segurei ele e logo puxei fazendo-o ficar de costas pra mim. Envolvi sua cintura podendo sentir sua costa encostada em meu peito. Podia sentir seu cheiro maravilhoso. Claro que ele tentou sair.
Ele parece um leão furioso, que precisa ser domado. E eu quero ser esse domador.
Ele estava puta da vida comigo, extremamente furioso onde me agrediu várias e várias vezes com socos...
E eu simplesmente não fiz nada, não revidei, não xinguei, não defendi. Simplesmente nada. Quem sabe me agredindo ele consiga lidar com seus sentimentos, com sua indignação por sentir desejo por um homem...
Ele percebendo que eu não iria revidar me empurrou fortemente, me fazendo bater na parede, me xingando.
Sem conseguir me controlar eu me expliquei e acabei me declarando pra ele.
Sim...
Declarei que estou apaixonado por ele. E me surpreendi com sua resposta.
“isso é o que todos dizem até te apunhalar pelas costas.”
A expressão que estava em seu rosto quando disse isso era assustadora. Sombria, triste. Seu olhar era vago, com muito ódio presente ali. E eu saberia de longe o que aquele olhar significava...
Ele estava entrando em um poço sombrio do passado.
Isso as vezes acontece comigo.
Fiquei preocupado. Quero entender o que aconteceu. Ali percebi que ele tem medo de amar. De perder a pessoa, simplesmente medo de sofrer.
Perguntei quem fez isso com ele e infelizmente não tive a resposta exata, mais recebi uma resposta que me destruiu por dentro.
“A vida...”
Era triste ver que ele sofreu apesar de não saber como, nem os por quês. Mais sofria por saber disso.
Sem aguentar o abracei e ele como sempre não retribuiu, mas também não se afastou. Naquele momento era como se eu tivesse conseguido abaixar a sua guarda... E quando o afastei e o soltei, ele simplesmente não saiu do lugar.
Sorri.
Pois ele me olhava tão intensamente que eu me afogava em seus olhos... E agindo por impulso minha mão adentrou em seu cabelo.
E que cabelo... Liso, macio, cheiroso.
Sem parar de olhá-lo fui aproximando meu rosto do seu. E por incrível que pareça ele não fez nada, apenas continuou me olhando.
Eu estava quase chegando em seus lábios quando senti a presença da minha submissa.
Damon percebendo a sua presença, afastou rapidamente de mim, claro caindo na realidade.
Podia ver a confusão presente em seu rosto. Com certeza deve estar se perguntando...
“eu iria deixá-lo me beijar?”
Como não tinha mais o que fazer eu abri a porta com a mente e logo ela entrou ajoelhando e tentando se desculpar.
“servir...”
Droga, droga...
Com essa palavra Damon me olhou e seus olhos agora tinham raiva, confusão.
E mais coisas que eu não consegui decifrar. Ele parece uma caixinha de surpresas...
Mas de certa forma uma caixa de surpresa ruim, pois eu nunca sei o que esperar dele. E isso me deixa louco.
Logo pude ver a expressão dele serena, indiferente. Uma máscara.
E assim ele falou que nos deixaria a sós e caminhou pra sair.
O segurei.
E ele não quis saber, e puxou seu braço saindo...
—Damon? –chamei.
Ele não me ouviu e saiu batendo a porta. Bufei não acreditando que estava tão perto de beijá-lo e isso não aconteceu.
—meu senhor?
Rosno sentindo muita raiva.
—o que você veio fazer aqui? Da última vez que estivemos juntos, eu não terminei o seu servir? -pergunto.
—eu sei meu senhor. Mais aquele dia, o senhor falou que não era pra eu voltar recentemente e que entraria em contato qualquer coisa dizendo como ia ficar. Mais não entrou em contato... Então eu vim agarrando-me em nosso primeiro acordo. De vir em todas as quarta-feira da segunda semana do mês.
Respiro fundo tentando não perder a cabeça.
—fiz errado?
—sim. Muito. Não te chamei.
—me perdoe, meu...
—não continue. -a interrompo. -apenas vá embora. Eu não quero mais os seus serviços.
Posso ver o susto formar em seus olhos.
—meu senhor... Eu fiz algo que não agradastes?
—não.
—então por que está terminando com meu servir?
—porque apenas não quero mais...
—Mas?
—estas a contrariar a minha decisão? — pergunto a encarando.
—não... -ela responde rapidamente.
—ótimo.
—me perdoe... -ela suspira. -se precisares de meu serviço sempre estarei à disposição.
—hum... Não vou mais precisar.
Ela fez uma reverência, com um olhar triste e foi pra sacada e logo sumindo. Fechei a porta de vidro com a mente e rapidamente fui atrás de Damon.
desci bem dizer correndo a escada e o avistei sentado no sofá tomando minha vodca favorita.
ele olhava intensamente o copo.
—Damon? -aproximei.
—hum? Voltou cedo. Achei que o “servir” iria demorar. -ele disse indiferente e logo sorriu irônico.
—preciso esclarecer isso.
—você não precisa esclarecer nada.
—claro que preciso. Quero me explicar.
—você não me deve explicação.
—não, não devo. Mais eu quero dizer.
—ótimo. -ele sorriu. -E eu não quero ouvir. -ele diz colocando o copo na mesinha com certa força e levantando passando por mim.
Droga... Eu não ia deixar as coisas terminarem assim. A poucos minutos atrás iríamos nos beijar... E agora isso? Segurei seu braço o puxando, fazendo-me olhar.
—eu não tenho nada com aquela mulher. Eu já tive. Quer dizer apenas era sexo, uma transa, uma fodida. Chame como você quiser.
Ele me analisa.
—a última vez que estive com ela, foi na segunda vez que você foi ao ZeroSum. Desde daquele primeiro dia interessei por você e não consegui mais parar de pensar em você.
Ele suspira.
—desde daquele dia eu queria fazer isso... -digo rapidamente envolvendo a sua cintura e com a outra mão entrando em seu cabelo.
E logo meus lábios estavam juntos aos seus. Como ele não esperava eu tive acesso. E minha língua conhecia cada pedacinho e adorava se encontrar com a dele.
Podia sentir ele tentando me afastar, mais não desisti e o prendi contra mim e contra a parede . E o beijava mesmo.
Ele estava resistindo, mais logo cedeu retribuindo. Nossos lábios se movimentavam em perfeita sincronia.
Seus lábios eram tão macios... Seu gosto tão perfeito, que me deixava tonto.
Sentia meu coração a mil e queria mais... Mais não querendo o assustar, me controlo, ficando muito satisfeito com o beijo.
Ficamos um tempo assim, nos beijando com intensidade, ate que fui sentindo falta de ar. Então fui terminando o beijo em leve roçar de lábios e logo afasto. Abro os olhos o fitando ainda de olhos fechados. Ele está lindo...
Cabelo desarrumado, respiração ofegante, lábios avermelhados. Quando ele abriu os olhos me fitando, eu quase me afoguei ali.
Segurei a respiração esperando por um ataque, coisa que não veio.
Ele apenas suspirou indo, sentando no sofá e enfiando o rosto entre as mãos.
Dava pra ver a confusão em sua expressão e nos seus gestos.
—Você nunca envolveu com um homem, não é? -perguntei .
—eu não quero falar sobre isso. -ele suspira. -isso não pode acontecer nunca mais. Nunca mais. –ele diz levantando e indo pra janela.
—porque não? –pergunto desesperado.
Respiro fundo tentando me controlar e colocar em minha cabeça que com ele, preciso ir com calma...
—porque não é certo. -ele diz me olhando e logo voltando a olhar a cidade.
Senti meu peito contrair.
—certo? Só por eu ser um homem?
—V...
—Ham? -bufo. -você quer e fica negando. Você está com medo do que as pessoas vão pensar. Isso sim. -digo furioso, mas quando o vejo de olhos fechados e com expressão de tristeza eu me amaldiçoo.
Respiro fundo tentando me acalmar. Por algum bom tempo o silêncio tomou o lugar...
Ele voltou sentando no sofá e ficou olhando pro nada.
Eu preciso fazer algo...
—Damon... Não minta pra você mesmo... -peço.
—porra. -ele diz furioso. -será que dá pra parar de me amolar? Que droga... Eu não quero que você fique me agarrando. Pare de ficar pensando coisas... Ta bom?
Fecho os olhos sentindo uma dor horrível no peito.
Maldição...
Não é só um simples “estou apaixonado por você .”
E sim um “eu te amo.”
Eu amo. O que tenho que fazer pra ele ver que sente algo por mim? Suspiro olhando pro nada.
Silêncio novamente por um bom tempo...
—foi você que estava me seguindo enquanto eu fugia? -sua voz me despertou dos meus terríveis pensamentos.
—sim. -respondo.
—hum. Por quê?
—eu não podia deixar você ir. Não queria te perder. -digo a verdade, mesmo que ele não queira ouvir.
—já estava anoitecendo. Os lesser's já estavam pura aí. E você sozinho...
—eu não importei. Apenas não poderia deixar você ir.
Ele suspira.
—Damon entenda... Seu lugar agora é aqui com a Irmandade. O lugar que sempre foi seu. Aqui é seu passado, seu presente e seu futuro.
—ele bufa. -você não entende.
—o que não entendo? -pergunto ajoelhando em sua frente.
Seguro seu joelho.
—eu não vou me acostumar a isso. Ficar trancafiado em uma mansão. Eu gosto de ficar mudando de cidade, país. Gosto de ser livre. E o que sempre fiz nesses últimos 178 anos.
—você não é e não será um prisioneiro... Claro que não. Você pode sair de noite, você pode nos ajudar na luta contra os lessers... você terá uma vida normal. Claro que pra se acostumar é complicado, mas dará certo se desejar.
Ele suspira.
O encaro... Tão lindo.
sem esperar seus olhos que vagava pela sala se repousaram em mim, se encontrando com o meu.
—conte-me uma coisa de seu passado? -peço sentido necessidade de saber algo sobre ele.
Mesmo que fosse algo irrelevante.
—ainda não desistiu de saber sobre mim?
—não. Nunca.
—ele gargalhou. -eu aprendi a jogar futebol americano no exército.
Seu sorriso era mágico, perfeito.
Pena que ele não é de sorrir.
Sorrio. -você fica perfeito sorrindo.
Pude o ver ficar sem graça.
Fofo... Sim, super fofo.
—você gostava? –pergunto.
—sim. Era um meu passatempo favorito.
O silêncio volta a ser presente.
—importa com a opinião dos outros? Por isso que me negas? -pergunto sem conseguir controlar, pois preciso de resposta.
Saber o porquê de ele não querer ficar comigo.
—não. Não importo. E isso tem a ver comigo.
—então, conte-me qual é o problema.
—V...
—Damon não fuja de seus sentimentos... -peço, bem dizer implorando mesmo.
—que sentimentos? -perguntou furioso se levantando.
O encaro em choque.
Céus , seu humor vai de sereno a furioso, ríspido em questão de segundos...
Droga.
Quando ele assumira que sente algo?
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